quarta-feira, maio 13

Às quatro horas da manhã. Dançando escutando uma música no rádio qualquer. No meio da sala. Sem querer largar e nunca mais ir embora. Foi quando eu tive a certeza de que eu estava perdida.


sábado, março 21

Momento: coisas que só acontecem com meus amigos

eu: Em um assunto não relacionado, você viu que o Tiago Fragoso é o mocinho da nova novela das oito?
ele: Nem vi. Tenho andado por fora das novelas. Culpa do Netflix.
eu: Eu também. Só que ontem calhou de eu estar em casa no horário, tava passando e eu acabei vendo um pedaço da novela. De repente, apareceu aquele lorão na minha tv. Não tinha como não lembrar de você.
ele: Cara. Olha essa sua frase. Dos caras hetero que você conhece, eu sou o mais gay, com certeza.
eu: ...
ele: E o lorão que mexe comigo não é o Tiago Fragoso. É o Max Fercondini.
Fica assim não, Ti.

Sério. Muito amor pelos meus amigos. Porque eu tive uma semana meio mais ou menos e essa criatura me fez sorrir mais de uma vez.


segunda-feira, fevereiro 23

sábado, fevereiro 21

"(...)
Poucas sensações na vida são tão boas como conhecer alguém que te encanta logo de cara ou aos poucos. Sabe quando você conversa com uma pessoa e pensa que ela é única no mundo? O normal não é isso acontecer todos os dias. Se acontecer, provavelmente, você está com sérios problemas. Ao persistirem os sintomas, o psicólogo deverá ser consultado! Simpatizar, achar legal, engraçado, interessante, lindo, sexy, inteligente, charmoso, fofo e perfeito ainda não é encantamento. Encantamento é uma coisa estranha, meio sem nexo, instintiva, inconsciente... Também não é só uma atração louca, é uma conexão mais profunda e mais difícil de acontecer. E por isso é tão bom quando acontece! O amor começa com o encantamento e, muitas vezes, acaba pelo desencanto. Então, pra que pular partes?
(...)"

Daqui.

quinta-feira, fevereiro 19

Eu leio muitos blogs ainda. Acompanho mesmo. E de tempos em tempos vem aquela vontade louca de voltar a escrever. De deixar registrado o que me acontece, o que eu penso, gravar em algum lugar quem sou eu naquele momento. Hoje, um pouquinho angustiada com o inferno astral, veio novamente esse desejo. Reli uns posts antigos, fiquei andando pra trás na timeline do meu facebook, achando tudo nostálgico e, bem,... bom.

Entrei aqui pra terminar de curtir a nostalgia. E, entre os posts falando de pessoas que nem desconfio quem sejam, contando histórias enigmáticas de situações que nem lembro se vivi mesmo, tem posts iniciados e nunca terminados. Coisa de 20 rascunhos que ficaram perdidos ao longo dos anos: uma história sobre um engano telefônico que não lembro mais como termina, uma história de um paletó emprestado que era pra virar desculpa pra um novo encontro e nunca serão, uma história de alguém que fez alguma coisa algum dia que eu não faço ideia pra que lado vai. E a vontade de escrever foi ficando maior ainda.

Em parte, confesso, porque gosto de ler o que escrevo. Nem é que me acho a Clarice Lispector dos blogs, claro que não. Mas quando volto lá em 2001 (pois é...) e os assuntos são superficiais e o clima é bem diarinho, percebo que a Stella de 19 anos era aquela pessoa mesmo. E, nem posso dizer que não, achei ela bem interessante, até em meio a posts de "tive um dia super corrido, tomei café e fui a um show" e "que lindos esses comentários, obrigada brasil". Tem crônicas do amigo oculto do natal, do primeiro encontro depois do fim com o ex, historinhas sobre filmes que vi, peças de teatro, trechos de música cheios de significado. Um passeio sobre quem eu era ao longo desses 14 anos.

Hoje é meu aniversário de 33. Passou o retorno de Saturno, o retrógrado de Mercúrio, a crise dos 30, o fim do doutorado. Hoje eu sou professora em uma faculdade, gosto do que faço mas estou sempre insegura com o futuro, mantenho mais ou menos os mesmos amigos, tô meio apaixonada mas não muito e talvez amanhã não esteja, ganhei 20 kg e perdi 10kg, achei minha sensualidade, cortei e pintei o cabelo, tenho mais senso de estilo. E hoje eu estou com uma vontade louca de voltar a escrever.

domingo, maio 4

"Agora, pretendia trazer toda essa cultura de volta à minha vida e tornar-me o mais limitado dos especialistas, o "homem bem-informado". E isso não é para ser apenas um epigrama: a experiência demonstra que a vida é usufruída com muito mais sucesso quando contemplada através de uma única janela."

O Grande Gatsby, pg 6

domingo, novembro 4

E em 5 de julho de 2002 eu postava as seguintes palavras proféticas:

"A Sandy ganhou o prêmio Multishow de melhor cantora? Onde esse mundo vai parar?!?"

Só uma palavra pra você, Stella do futuro: furacão.

segunda-feira, abril 2

Eu sou dessas.

Uma vez eu fiz um bolo de chocolate que não deu certo. Quer dizer, o que permaneceu dentro da fôrma ficou até gostoso, mas o bolo entornou no forno, fez uma lambança danada, deixou a casa inteira com cheiro de queimado. Uma caca mesmo. Eu lá, naquela expectativa de comer bolo molhadinho e puf. Muito bolo queimado pra desgrudar do fundo do forno. Foi assim.

Agora, toda vez que coloco uma receita de bolo pra assar, fico sentindo cheio imaginário de queimado. Vou lá olhar se tá tudo bem a cada 5 minutos. Mesmo sabendo que se o bolo começar a derramar, não vai ter nada que eu possa fazer a não ser esperar terminar de assar e limpar o forno de novo.

A história é verdadeira. Mas é a metáfora. Da. Minha. Vida.

sábado, janeiro 21

Um atleticano e um flamenguista entram num bar. Brinks.

Era um atleticano e um flamenguista tentando convencer um americano. Não torcedor do América, um americano de Ohio mesmo. Sendo convencido pelos argumentos factuais mais improváveis de que seu time era melhor, mais tradicional, mais bonito, com o maior número de torcedores. Em determinado momento, eles se lembraram da minha presença na conversa.

Americano: E você, pra que time você torce?
Flamenguista: Flamengo, claro.
Eu: Mentira. Eu geralmente torço pra quem tá perdendo, viu? (sou dessas)
Atleticano: Hein?
Eu: É, eu geralmente torço pro time que tá perdendo. (novamente: sou dessas)
Atleticano: Nó, então você torce pro Atlético também? Que bom! Gostei de você!

domingo, novembro 13

(...) Acho que essa é a chave do crescimento humano – erre em público. Acerte em privado.

Pense nos seus conhecidos, por exemplo.

Existem aqueles que parecem abelhas zumbindo: alardeiam sua amizade, fazem declarações de companheirismo vazias, espalham seu apoio e amor a você aos quatro ventos. Parecem pessoas ótimas. Bons parceiros de farra, esses.

Mas eles somem nas horas que você mais precisa. Que realmente importam.

E existem os silenciosos. Aqueles que não te ligam todo dia. Que não te mandam mil recadinhos. Que não fazem grandes declarações. Que podem até não concordar com você o tempo todo.

Mas que são os que estão presentes nos momentos que você precisa. E às vezes nem sabe que precisa. (...)


A Elise disse. Copio, colo e concordo.

sábado, setembro 17

E daí eu sonhei que o departamento pro qual trabalho ia me pagar pra ir a um congresso em Paris. Tudo, tudo pago. Eu ia, felicíssima, aproveitava até cansar. Na volta, ainda dentro do avião, exclusivamente lotado de físicos, meu orientador, que era o organizador do congresso e responsável pelo reembolso das diárias e passagens, dizia calmamente:

- Bom, é hora de começarem os shows.

Uma moça que era obviamente a secretária do departamento sacava uma caderneta e ia pro fundo do avião, enquanto eu fazia cara de Q. Daí eu percebia que estavam todos pegando papéis em suas mochilas e começando a afinar a voz. Eu perguntava pra alguém que estava ao meu lado "WTF? e me diziam que estava no termo de compromisso que a gente tinha assinado antes de viajar: pra ter o dinheiro reembolsado, cada um precisava fazer a apresentação de duas músicas que conhecesse muito bem, e ainda ter preparado um bis, caso fosse solicitado. Diante do burburinho dentro do avião, em que as pessoas trocavam impressões sobre as escolhas musicais dos colegas, a secretária dizia, seriíssima:

- Vocês estão achando que isso é brincadeira, mas essa apresentação é muito séria.

Eu simplesmente não conseguia lembrar de nenhuma música. Nenhuma. Passava mentalmente os cds que tenho na estante de casa, mas eu sabia que nenhuma música eu saberia cantar direito, do começo ao fim. Eu pensava na Zélia, "eu sou tão fã, eu devo saber alguma música de cor" e nada. Eu não sabia. Enquanto isso, meu orientador chamava o primeiro calouro: o Tiririca. Enquanto ele cantava uma música do Guilherme Arantes, eu pegava meu mp3 player no bolso e ficava frustradíssima ao perceber que só tinham bandas novas na memória. Coisas que eu tinha baixado pra conhecer, e absolutamente nada que eu pudesse cantar lá na frente. Eu pegava meu computador pra tentar ir escondida até o banheiro e olhar no HD se alguma coisa salvava minha memória, e eu não podia permitir que alguém soubesse que eu nem sabia que tinha que preparar uma música, quanto mais que eu não conseguia me lembrar de nada que já tinha ouvido na vida. Quando eu estava no caminho, meu orientador chamava meu nome. Era a minha vez.

- Tem que ser agora? É que eu estava indo ao banheiro.

terça-feira, agosto 2

Biscoito da sorte de ontem:
- O momento oportuno virá -

Biscoito da sorte de hoje:
- Agora é um momento de tentar algo novo -

Juro.

domingo, julho 17

Nunca tinha reparado que a namorada do Marty McFly tinha pegado o Daniel San alguns anos antes.
Só pra tirar a poeira.

segunda-feira, julho 4

Hoje fui acompanhar um amigo à clínica em que ele foi fazer correção de miopia com laser. No final da cirurgia, ele em pé em um lado da sala de espera aguardando a receita cheia de colírios, de frente pra mim, eu do outro lado da sala. Em um momento olhei pra ele e ele estava olhando pra mim. Sorri. Ele sorriu de volta, mas disse: "vc sabe que eu não tô conseguindo ver nada, né?" ao que eu respondi "bom, mas ao menos sabe que estou olhando pra vc". Uma senhora que aguardava a vez dela interveio "antes ele te via de um jeito. agora, ele vai passar a te ver diferente".

Achei fofo.

terça-feira, maio 31

Sonhei que eu tinha um amiguinho e ele se chamava Victor ("ooooiiii, Victor!"). Victor e eu nos dávamos muito bem, ele me dizia umas verdades vez ou outra, vinha me visitar, conversávamos longamente sobre os mais diversos assuntos, confiávamos muito um no outro. No meu sonho, Victor e eu éramos bons amigos. E nos sonhos do meu sonho, ninguém queria que fôssemos algo diferente disso.