sexta-feira, dezembro 27

Eu tinha feito um post dizendo que ia viajar, e que só voltava a escrever quando visse um computador novamente. Pois é, o post se perdeu no meio do caminho e agora, com um computador na frente, é que eu fui ver. Então, eu vou avisar de novo: estou em Campinas, com acesso restrito aos meus e-mails e só. A última coisa que quero agora é minha família descobrindo que tenho um blog. Não seria exatamente o que eu pedi ao Papai Noel. Então, eu volto daqui uma semana mais ou menos e conto as novidades. Ou não, pq até agora o máximo que me aconteceu foi conhecer um simpático menino de olhos verdes. Mas morram de curisidade que só conto no ano que vem.
Mil beijinhos e Feliz Natal.
Bah, o natal já passou.
Então feliz ano novo. Estou aceitando cartões de felicitações e presentes de Papai Noel atrasados.

segunda-feira, dezembro 23

Momento desabafo: Eu não tenho mais paciência para chiliques. De carência, já me dá trabalho suficiente cuidar da minha própria. Não sei pq as pessoas não abrem blogs ou fazem terapia ao invés de ficarem tendo essas crises de falta de atenção que já me deram no saco. Parece que tem gente que nunca vai acreditar que você gosta verdadeiramente delas e que vc não tem interesse de puxar seu tapete assim que elas virarem as costas. Se me conhecessem só um pouquinho saberiam que não faz meu tipo.

domingo, dezembro 22

Hoje tivemos nosso tradicional almoço de Natal + amigo oculto. Bom, na realidade, de tradicional ele não tem nada, pq foi a primeira vez. Não o amigo oculto, o almoço. Aliás, precisamos começar a pensar em controlar esses nossos impulsos alimentíceos. Sempre sobra comida pra alimentar um batalhão por pelo menos uns 3 dias em todas as nossas festinhas. O amigo oculto é que foi diferente dessa vez. Ao invés de presentes de R$ 1,99, resolvemos fazer uma limpeza em casa e trocar coisas velhas. Cada um escolhia um artigo que tivesse em casa e não usasse mais, mas não servia roupa íntima nem nada que fosse jogado no lixo em seguida. Foi a oportunidade ímpar de me livrar do cd das Spice Girls que tinha aqui em casa. É, eu já gostei das Spice Girls. Isso merecia um momento confissão relâmpago. Enfim, o saldo da noite foi uma tigela enorme de salpicão na geladeira e
- um cd da Banda Eva ao vivo
- o cd do Axé Bahia 96
- sementes de pepino
- uma pulseira de contas azul vibrante
- um par de óculos escuros coloridos para ser usado em festa brega
- um walk-man de porta quebrada
- um aparelho de celular tijolão (com carregador)
- vidrinhos de artigos de beleza de hotel em miniatura
- uma barra de chocolate (protegida com afinco pelo cara que a tirou!)
O esquema era o mesmo do ano passado. As pessoas são numeradas, escolhem os presentes na ordem e podem trocar seus embrulhos ainda fechados na mão com os presentes já abertos dos números anteriores. Faltou só ser um pouquinho mais bem planejado, mas fica pro ano que vem.
Eu volto pra casa às 3 horas da manhã, com uma dor homérica nas costas (preciso saber o que é isso. Velhice?) e inacreditavelmente contente. Numa quadra da Asa Norte ontem fizeram chocolate quente (com canela!!!) pra gente. Se alguém conhece a tia que fez os panelões de chocolate pra gente na 713 norte, por favor, avisem a ela que estava uma delícia? E olha que chegamos lá tarde pra cacete, e tinha gente nos esperando. Eu tenho a impressão de que estamos fazendo as coisas direitinho. Na quinta-feira fizemos um regente chorar enquanto cantávamos Noite Remix. Acredito sinceramente que ele chorou de emoção e não pq estávamos mto desafinados. Deixa eu me iludir, tá? Ontem foi a vez de uma regente dizer que tínhamos conseguido emocioná-la quando cantamos o El niño del tambor (ô musiquinha enjoada!!!). Pelo visto a Serenata de Natal comove público e músicos. Somos muito bons mesmo!!
Momento: cenas surreais do dia-a-dia:

Depois da freira do fusca (troféu cena bizarra do ano), a medalha de prata vai para minha última aula do ano do professor carrasco. Sala praticamente vazia, não entendi ainda se o povo desistiu depois da última prova ou se são os ares de recesso, toca o telefone do professor. Ele pede licença e sai pra atender. Dali a pouco ele volta: "Gente, dá um berro aí., com o celular voltado pra nós. A turma se entreolhou, ressabiada. Ele lógico que percebeu que estávamos desconfiados e pediu de novo: Vai, gente, pode gritar. Dá oi. Os 10 alunos presentes fizeram barulho por uns 50, o povo soltou a franga.

Daí ele pediu pra parar, agredeceu, e saiu da sala novamente, com o celular. Tá vendo? Lógico que eu tô na aula, amor!. Quando ele voltou, morrendo de rir, achou que nos devia algum tipo de explicação. Na realidade, ele não precisava ter dito nada não, mas que estávamos mortos de curiosidade, ah, estávamos. É impressionante. Minha namorada me liga o dia inteirinho, morre de ciúmes de mim. Ela me ama, essa mulher!! E continuou a aula.

quarta-feira, dezembro 18

Esse negócio de Serenata de Natal, inclusive, é mto divertido. Sim, cantar é mto bacana. E apesar de Noite Feliz ser uma musiquinha pra lá de manjada e enjoada, eu preciso admitir que ela fica mto bonitinha quando a gente canta, dá até gosto. Pra dizer a verdade, é mais um espírito de "se não pode vencê-los, junte-se a eles" do que propriamente espírito natalino. Sim, pq é uma música que precisamos cantar em toooodas as quadras, então se eu não me auto-sugerir que gosto dela, cantá-la vai se tornar insuportável. E é impressionante como esse negócio de auto-sugestão funciona!!!

Criar as coreografias pras músicas é uma diversão à parte. Hilário o que aqueles meninos são capazes de inventar. Até Boas Festas (eu pensei que todo mundo fosse filho de papaaaaai no-el) em ritmo de escola de samba já saiu. Além de vc conhecer pessoas, fazer farra no ônibus e toda a parte de integração social com pessoas de interesses semelhantes aos seus, quer seja a música quer seja toda a filosofia solidária por trás do trabalho. Pra completar, em algumas quadras, mesmo quando só conseguimos chegar à uma hora da madrugada, tem até lanchinho nos esperando. As quadras se enfeitam, os velhinhos descem pra nos esperar, as crianças ficam num limiar entre assustadas e admiradas. Sim, é recompensador. Está valendo à pena cada minuto de almoço perdido com os ensaios e cada noite mal dormida dessa semana. Do fundo do coração.
Momento : Vejam como titia Stella tá ficando velha: Os enfermeiros da Cruz Vermelha que acompanham a Serenata de Natal usam, além do uniforme branco e do colete específico, um charmosíssimo capacete amarelo com uma imensa cruz vermelha na frente. E justamente por causa disso, eles foram carinhosamente apelidados de Playmobil. E possuem musiquinha específica, cantada todas as vezes que, na hora dos agradecimentos, o orador diz as palavrinhas mágicas "E a gente não pode esquecer de agradecer à Cruz Vermelha, que acompanha a gente todos os anos, pro caso de alguém no escuro cair num buraco ou se queimar com as velas".

Playmobil, playmobil
São diversas aventuras no mundo playmobil
Playmobil, playmobil
Vamos brincar, vamos brincar com Playmobil.
Tró-ol! Bom motivo pra ser cri-an-ça!!


Enfim, voltando ao assunto, chegamos ontem numa quadra da Asa Sul e estávamos lá badalando os sininhos (tô prestes a ficar surda!) pra avisar à quadra sobre a nossa chegada e desceu do bloco uma moça com dois moleques, de mais ou menos 5 e 7 anos. E foi exatamente na hora que os enfermeiros estavam passando, com sua maletinha cheia de gazes (não gases, hein!) e o bendito capacete amarelo. Daí o mais novo grudou em mim, apontou e perguntou (provavelmente ele estava pensando que eu era algum tipo de ajudante do Papai Noel, já que sou tampinha e ainda tava com o gorrinho vermelho na cabeça):

- Tia, pq eles usam aquele negócio na cabeça?
(pô, já começou me chamando de tia?)
- Ah, é pq eles são os Playmobil.
- E o que é Playmobil?
(ai meus sais, o menino tava com cara de que aquela palavra pra ele não tinha o menor significado. Vcs acreditam que não se fabricam mais playmobils no Brasil? Poxa, eu fiquei arrasada!)
- Playmobil? É um bonequinho..
- ???
(*suspiro* Foi mal aê, pessoal da Cruz Vermelha..)
- Bom, o Playmobil é aquele que quando a gente machuca, ele coloca o band-aid e carrega a gente quando a gente quebra o pé. Entendeu?
Ele saiu feliz da vida. Mas tenho a impressão de que todo enfermeiro que ele vir daqui pra frente ele vai chamar de Playmobil.
É, eu sou uma menina sensível e carente às vezes. E me emociono com pequeninos gestos de solidariedade e amizade. Hoje eu presenciei dois. Ambos comigo. Quase chorei!

segunda-feira, dezembro 16

Ontem foi a abertura da apresentação da Serenata nas quadras, e lá fomos nós, seres esquisitos de gorrinho e sinos, cantar Jingle Bells pras pessoas do Sudoeste. E eu voltei pra casa às 2 horas da manhã, cansada, com fome, molhada e feliz. Estranho isso, né?

Aliás, eu preciso dizer: o enfermeiro da Cruz Vermelha que acompanha a gente é um espetáculo. Eu já disse que adoro homens de branco?
Se chovesse tanto na minha horta como pensam, eu seria a maior pegadora da paróquia. Gente, ninguém me dá bola não, parem com isso..

domingo, dezembro 15

Bom, o show. O Zeca, em si, dispensa comentários. O cara tem estilo, simpatia e um par de meias listradas combinando com o cabelo pintado de azul (!!) impagável. Esse último cd é cheio de coisas e efeitos e sons inesperados. O disco é mto agitado, e foi um tanto frustrante ter que comprar cadeira numerada e não ter espaço pra pular. Aliás, a compra dos ingressos merece uma atenção especial.

Sim, os ingressos estavam o olho da cara. R$ 30,00 a meia. Como todo mundo é universitário pobre que vive de bolsa e/ou estágio, tivemos que apelar, né? Convocamos um mutirão e participamos de todas as promoções que surgiram e que davam convites pro show. Inclusive uma do Correio, na qual vc tinha que inventar uma frase que respondesse, em até 10 palavras, o que vc seria capaz de fazer pra ir de graça ao show PetShopMundoCão do Zeca. Nossas frases ficaram o máximo, mas acho que eles não gostaram mto não. Tanto que o prazo se extendeu mais uma semana além do planejado. Decerto só tinham as nossas frases lá e a comissão julgadora achou humilhação demais conceder o prêmio a "Eu chuparia uma bala e roeria um osso". Daí o prêmio foi pro "Pra ir ao show do Zeca eu viro até Baleiro." Extremamente óbvio e previsível. Sem graça, mto sem graça.

Só que os resultados de sorteios e promoções saíram só na sexta, e o show era no sábado. Justamente pq o show seria dançante, achamos que ia ter pista e não seria lá grande problema comprar em cima da hora. Só que no sábado, às 18h, descobrimos que os igressos eram cadeira numerada. E foi aquela correria. Talita e eu nos debandamos pra Academia de Tênis uma hora antes do show. Os lugares que estavam na bilheteria eram mto, mto, mto lá atrás. Mais especificamente, fileiras Z-D e Z-E. Sim, última e penúltima. Então, a solução era negociar com o cambista. Me senti uma contraventora, e o cambista falando meio de lado, como se quisesse disfarçar, com um palito na boca, me fez sentir como se estivesse negociando cocaína. Por fim, compramos duas entradas no camarote por R$ 25,00 cada e depois compramos as outras duas na bilheteria mesmo, fileira Z-D, no centro. A surpresa foi que o lugar era realmente bom. Tá, era lá lá lá atrás. Mas como a sala foi bem planejada, dava pra ver tudinho. E bem.

Assim que apagaram as luzes (com quase uma hora de atraso, diga-se de passagem. O povo já tava preparado pra jogar tomate e ovo no palco!), Talitinha e eu nos levantamos sorrateiramente e puf, qdo vimos estávamos sentadinhas nas excelentes poltronas de outras pessoas que sei lá onde estavam. Tá certo que ficamos a primeira música inteira apreensivas, com medo do dono do lugar chegar. Mas ele devia estar namorando ou em pé em algum dos corredores entre as cadeiras dançando. Daí foi só aproveitar.

Uma coisa que me deixou impressionada foi o grau de abrangência que o Zeca tem. Sinceramente, eu nunca vi um show de público tão heterogêneo como esse. Atrás de nós mesmo tinha uma família em três gerações: um senhor de seus 70 anos, um moço de 40 e um menino de 12, mais ou menos. E todos se divertindo!! Tinha mta criança e mto velhinho, tinha aquele povo alternativo esquisito e as patricinhas, até punk tinha. Inacreditavelmente diversificado. Ou o brasiliense estava mto sem o que fazer ontem à noite (e com mto dinheiro sobrando também) ou o Zeca tá de parabéns.

E por falar em parabéns, destaque para a banda sensacional que tava acompanhando o moço. O baixista/guitarrista/estou-tocando-esse-baixo-acústico-esquisitíssimo usava saia (!!); o cara do sampler (se é que é esse mesmo o nome daquilo) era o mais multiuso - tocou baixo, percussão e ainda ficou virando os disquinhos lá -; o pianista (Sacha) tinha um ar de austeridade hilário, além de tocar pra cacete. Mas a presença mor foi da bateirista/percussionista/toco-tudo-o-que-vier Simone Soul. Putz, a mulher destrói! Tanto que eu já a tinha visto tocando com um monte de gente e qual não foi minha surpresa quando a descobri depois que cheguei em casa no meu cd do Funk Como le Gusta? E eu nunca tinha reparado. Aliás, o que é um djembe?

Além da banda, o show é visualmente mto agradável. Não, não acho o Zeca bonito não. Mas foi a melhor combinação de iluminação e outros efeitos visuais (fotos e vídeos num telão gigantesco) que eu já tive a oportunidade de ver ao vivo. Nada de mega produção. Algumas pequenas sutilezas que fizeram a diferença. Quando juntou com a boa música então....

Atenção especial pra versão mais pauleira ainda de Heavy Metal do Senhor, que fez com que a Talitinha e eu nos acabássemos de pular (pq a essa altura do campeonato a gente já tava de pé dançando já fazia muito tempo) na chamada, por ele mesmo, de sessão descarrego, e pra linda linda Juízo Final que tocou os corações apaixonados.
Acabei de chegar do show do Zeca Baleiro que foi simplesmente demais. Mas conto amanhã. Vou ali prosseguir minha hibernação interrompida por uma boa causa.
Momento: utilidade pública:
Isso foi o que saiu no jornal, eu não sei se essa é a ordem certinha mesmo. O importante é que se vc vir uma legião de gorrinhos e velas chegando tocando sinos, sim, somos nós. Vai lá ver a gente desafinar, vai? Ah, a coleta de donativos nas quadras já terminou, mas tenho certeza que se alguém quiser doar mais alguma coisa (qualquer coisa: alimentos não perecíveis, roupas, brinquedos que não incitem à violência, material de higiene pessoal, etc), a organização da serenata não vai reclamar. É só procurar a DEA na UnB (Ala Sul, AT 194, do lado da Caixa Econômica) ou ligar no telefone 274-5411. E o nosso itinerário:

Serenata de Natal
Domingo - 15/12: SQSW 304, 103, 100. AOS 08
Segunda - 16/12: SQN 203, 105, 106, 108 e 111
Terça - 17/12: SQS 316, 203, 206, 112, 108 e HIGS 710
Quinta - 19/12: Colina, SQN 208, 402, 202, SHIS QI 17
Sexta - 20/12: SQN 316, 315, 313, HCGN 713, EQN 710/711
Sábado - 21/12: Guará QI 05/07, QE 34, 32, 44/46, 15

quarta-feira, dezembro 11

Pela confusão e desespero da Juliana aí embaixo, deixa eu reformular: finalmente eu terminei de escrever a historinha sobre a vinda do Mac. E onde ela estará, onde, onde? Aqui, ó, no link.
Eu hein..

terça-feira, dezembro 10

A historinha sobre a vinda do Mac, um pouquinho atrasada, até que enfim acabou.

Aliás, Mac, ontem vieram me perguntar se tomamos o tal vinho verde e se "rolou a química". Não, do vinho eu esqueci. Quanto à química... deixa pra lá...
Mon amour, sem a devida licença, mas imaginando que vc não vá propriamente se importar, pausa aqui para o Comentário do comentário.

Fala more!
Olha, não sei qual foi a dessa sua nóia (corrija: constatação) da falta de charme não, mas sem conhecer seu shape pessoalmente (estou em desvantagem, diga-se de passagem) (recomendo que vc tenha uma conversinha com o Mac. Ele te põe inteirado sobre quão "interessante e atraente" meu "shape" é.), digo que vc é altamente interessante e atraente pelos seus quesitos morais e intelectuais. (hmmm...)

Como, segundo vc mesma, visualmente vc não é "de se jogar fora" (vamos esclarecer isso aqui pra ninguém me acusar de estar mentindo no blog: eu só não me acho uma mistura de monstro do Lago Ness com Tiririca, o que não significa, em absoluto, que eu seja bonita. Sou normal, acho, passo desapercebida.), essa união entre o "legal" e o "agradável" faz de vc uma mulher BEM acima da média, meu amor. (sei não, hein... mas vamos lá)
Nada pior que ter que terminar algo corporal extremamente interessante conversando sobre a cor das cortinas do quarto... (nota mental: conversar com vc sobre física quântica nessa situação. Brincadeirinha, amore, brincadeirinha. Eu entendi.)

De qq forma, esse negócio de charme, "it", como vc diz, é altamente subjetivo, varia com os olhos do observador sobremaneira... (talvez meus observadores esteja um tanto.. hmm.. ofuscados. Eu sou mesmo é indiferente)
No frigir dos ovos, more, relaxa. Vc é dez. (oh, que fofo!!!) Vc, provavelmente, só está mal acompanhada por incompetentes que não a reconhecem (ainda) como um mulherão. (opa opa. Mulherão aí é exagero, né?!)
Ah! E o que mesmo vc tem contra "cientistas esquisitos"? (depende do cientista e depende de quão esquisito ele é. Mas já avisei que médicos e músicos constituem minha classe de taras pessoais. Biólogos incluídos.)

segunda-feira, dezembro 9

É que hoje eu tô com sono. Mas prometo que amanhã tento terminar uma porção de histórias que ficaram pela metade perdidas aí embaixo. Principalmente no que diz respeito ao verdadeiro culpado de certo acidente automobilístico.
Eu quero que vc se... top top top.
Sabotagem - Os Mutantes
Meu irmaozinho agora tem uma banda. De rock, ele diz, mas eu tenho sinceras esperanças de que ele um dia descubra o lado bom da vida. Enquanto isso, eu dou a maior força. E aqui em casa, apesar de no começo ninguém ter gostado muito da idéia, já estamos começando a nos adaptar ao estilo de vida popstar do moleque. Primeiro, meu pai me aparece aqui em casa hoje de manhã com uma bateria completa, com os pratos de ataque, defesa e de feijão e um negocinho daqueles que a gente balança e faz blim-blim. Eu não sei o nome, mas me lembra aquelas coisas chatas que a gente coloca na varanda da casa pra quando o vento bater incomodar os vizinhos. Pois é. Agora temos uma bateria nessa casa em um quarto que não é isolado acusticamente. Não sei quem vai enlouquecer primeiro: nós ou os vizinhos.

E hoje foi a primeira apresentação pública da tal bandinha, que só não tem quatro guitarristas pq meu irmão é preguiçoso demais pra tocar de pé e escolheu um instrumento que pudesse tocar sentado. E lá se descambou a família trapo inteirinha pra ver o menino tocar. Não é corujice não, mas pimpolho mandou bem. Tão bonitinho ele fazendo cara de mau e rodando a baqueta entre os dedos... E, sim, eu fiz ele passar vergonha apertando suas bochechas quando ele saiu do palco. Bah, alguém tem que fazer esse papel, senão não tem a menor graça..
Eu tenho noção do meu gosto musical bastante diversificado. Daí ontem me meti com a Talitinha no Gate's pra assistir ao show de uma cantora que, além de eu não saber quem era, também não sabia o que diabos é que ela cantava. Eu sabia só que o nome dela é Tukka Villa Lobos (neta do Heitor, me disseram) e que ela ia ser acompanhada pelo Kiko Perez (eterno ex-natiruts), pelo bateirista do Oficina Blues e por um baixista também conhecido da noite brasiliense. Como eu não tinha a menor idéia do que é que me esperava com relação à vocalista, pelo menos fiquei tranquila no que dizia respeito aos músicos que estavam com ela. Nada a desejar.

O show começou com mais de uma hora de atraso. Estranho ver o Gate's tão vazio em pleno sábado à noite. Aliás, observando bem, a rua tava vazia ontem, inclusive o bar que fomos na sexta e que estava superlotado. Fiquei até me perguntando se não era algum dia mundial de luta contra alguma coisa, sei lá, todas as pessoas passando a noite em casa em sinal de protesto com uma vela acesa na janela ou coisa parecida. Bom, a Talita não sabia me informar nada sobre isso, mas o fato é que aquele lugar não estava tão quente, escuro, apertado e cheirando a cigarro (descrição da Ana) quanto das outras vezes. Pelo contrário, tava bastante transitável. E respirável, muito importante.

Quanto a seleção musical, eu particularmente me surpreendi. Ela é carismática e tem um show bastante ... hmm... performático, digamos assim. Tem presença de palco e, sim, canta bem. Fez uma viagem pelo rock dos anos 60 aos 90, entre músicas conhecidas e composições próprias bem interessantes. Tá, ela é meio maluca, com umas coisas de astral e mago, mas, ah, cada um é feliz como pode. Deixa a moça, oras.

domingo, dezembro 8

Não, eu não estou acostumada com as pessoas não gostarem de mim. Coisa de menina mimada...
(porque faz muito tempo desde o último e eu tenho andado uma menina muito de bem com a vida)
Momento: atitudes que eu detesto: Gente que trata mal vendedores.

A despeito de toda a minha timidez, eu sempre tive o costume de cumprimentar as pessoas. Sei lá, mesmo que meu dia esteja uma merda, não custa nada desejar aos outros que o deles seja melhor que o meu. E, salvo algumas exceções, eu tento ao máximo (o que não quer dizer que eu consigo sempre) distribuir sorrisos e algo de positivo, nem que seja um simples bom dia de manhã. Engraçado é que me parece que as pessoas se desacostumaram com isso. Daí eu ter ficado tão famosa entre os porteiros e as copeiras das duas filiais do meu trabalho, que em poucos meses já sabiam meu nome. É não é pelos meus "dotes" físicos, podem acreditar, pq eu não tenho mesmo nada que chame a atenção positivamente. Mas pq eles se interessaram em saber quem era aquela tampinha que nunca chegava de cara amarrada. E eu sinceramente não acho isso ruim.

Daí eu às vezes tenho vontade de dar uns tabefes em determinados clientes brasilienses (bom, pq eu só conheço esses mesmo..). Como é que alguém é capaz de entrar num lugar e, em meia hora, não conseguir soltar nenhum bom dia, por favor ou muito obrigado? Ou usar aquele tom in-su-por-tá-vel de superioridade pra dirigir a palavra ao pobre do atendente, que às vezes acaba é respondendo com outra grosseria e eu já vi arranca-rabos homéricos por causa desse tipo de coisa. O mesmo se aplica a garçons, frentistas. Quer se livrar de mim logo no primeiro encontro? É só ser grosso com o garçom do restaurante.

Ok, eu concordo que muito vendedor abusadinho escolhe o tratamento dependendo da sua cara de comprador em potencial ou não. Uma vez entrei numa loja da Yes! Brasil. com uma amiga minha porque ela tinha visto uma blusa azul marinho na vitrine pela qual ela se apaixonou, apesar do preço astronômico. Ela realmente estava disposta a comprar, mas desistiu de pois que ficamos por uns 10 minutos em pé dentro da loja com cara de "por favor, uma vendedora aqui?" e nenhuma daquelas mulheres antipáticas veio nos atender. Óbvio, não compramos a blusa e minha amiga saiu bufando da loja. Essa atitude sim talvez justificasse uma reação mais agressiva da compradora. Caso contrário, um obrigado não arranca pedaço de ninguém, né?
Deixa eu dizer só uma coisinha: eu não sou moleque de recados. Se tiver algum problema com vc, pode ter certeza de que vou dizer. E esperaria o mesmo tipo de atitude comigo. E vamos mudar de assunto pq esse já encheu o saco.

(sim, isso foi uma nota pessoal. Não era pra terem entendido mesmo.)

quinta-feira, dezembro 5

E imediatamente depois, pra comprovar qualquer tese sobre a alta capacidade do ser humano de mudar de assunto, ela me pergunta: Cara, que revestimento eu coloco no meu sofá?
Definitivamente, essa menina é uma figura!!!
Momento: Diálogos telefônicos (de novo, pela internet)

Ana: E eu quero waffles. Fiquei sabendo que a senhorita vicou o pobre maquidonaldis em waffle.
Eu: eu fiz o quê???
Ana: Vicou o mac em waffle.
Eu: Ana, o que diabos é vicar?
Ana: Viciar. Eu falo e waffle, dá fome e eu como as letras.
E voltando à vaca fria, deixa eu contar minha versão sobre a rápida passagem do Mac pelo planalto central.

Ato 1 - Os preparativos
Ele passou mais de um mês dizendo que vinha. Quando chegou na semana em que ele deveria viajar, surgiram mil problemas e o rapaz até ameaçou dar pra trás. Na quinta-feira à tarde, depois de um pouquinho de pressão da minha parte, tive confirmação de que ele tava indo na rodoviária tentar comprar passagem para vir de noite. Vejam bem: tentar!! A Ana prometeu que ia resgatar ele na rodoviária, então eu fiquei despreocupada esperando notícias.

Ato 2 - O encontro
Daí eu saio da aula na sexta e tem uma mensagem de voz no celular pedindo pra eu ligar pra Ana. Eles disseram que estavam indo pra UnB e me encontrariam lá. Quando eles chegaram, a Ana ligou e eu, tonta, disse que em no máximo 15 minutos minha aula terminava e eu ia pra lá. A referência era minha blusa com desenho de borboleta gigante, já que nenhum dos dois fazia idéia de como era a minha cara. Bom, cheguei quase 1 hora depois, apressadíssima, suada, o cabelo preso de um jeito esquisito que minimizava o calor. Espero que não seja verdade essa história de que a primeira impressão é mesmo a que fica. Abraço, abraço, beijo, oi, sou a Stella. O Mac reclamou que eu fui grossa, estúpida, mal-educada e antipática, mas eu fiz o melhor que eu podia enquanto pensava no atraso que ia chegar no dentista. Depois que fui embora praticamente correndo, só recebi notícias deles dizendo que iam pra festa da Psicologia e tomar coisa verde no Beirute. Por causa de uma anestesia maldita, acabei indo ao Clube do Choro ver o Henrique Cazes (dos moços que tocam Beatles em chorinho. Parece bizarro, mas posso garantir que é mto bom. ) e voltando cedo pra casa.

Ato 2 - Cena 2 - O dentista: A dentista começou a mexer no meu dente dizendo que se doesse ela aplicava a anestesia. Doeu, lógico, pq não existe dentista sem dor, nem que seja puramente psicológica. Ela aplicou uma dose da anestesia. Espera, espera, mexe de novo. Continuou doendo. Outra dose da anestesia. Espera, espera, nova tentativa. "Mas vc não tá sentindo adormecer o lábio, a metade da língua?" Não, nenhuma reação. E pra acrescentar à dor no dente, a dor da picada da injeção. "Vc já teve problemas pra pegar anestesia?" Bom, essa foi a primeira vez.. "Então eu vou ter que tentar outra coisa... Sua pressão é normal?" Pq será que eu tive o pressentimento de que ela ia me dar uma dose cavalar de seja lá o que fosse? Ela pegou uma seringa enooorme e tascou outras duas anestesias em mim. Inacreditavelmente, nada! Como eu não tava nada a fim de ter que voltar lá e fazer tudo de novo, fingi que não tava doendo e deixei ela me torturar. A porcaria da anestesia fez efeito de repente faltando 5 minutos pra terminar a consulta, depois de ela já ter mexido e remexido o que ela queria dentro da minha boca. Fiquei com a boca torta até meia-noite, quando o efeito passou, também por magia.

Ato 3 - Que picasso!!!
No sábado logo depois do almoço eu sou surpreendida com um telefonema da Ana perguntando onde era a minha casa. Antes de dar o enderço eu quis saber pra quê, né? Ela queria despachar o Mac pra resolver uns probleminhas com o namorado. Os cinco minutos que ela demorou pra chegar aqui (levando em consideração que eles se perderam e tavam procurando a casa do outro lado da rua, mais especificamente, no Banco do Brasil) foram suficientes pra eu trocar de camiseta, resmungar alguma coisa como "Mãe, tô saindo." e colocar o carro pra fora pq a essa altura do campeonato já estavam me ligando perguntando desesperados onde diabos é que era minha casa fantasma, pq ali só tinha um BB. Destaque para a dificuldade do Mac em repassar instruções de localização. Ficou reclamando que a gente aqui numera tudo e que é mto difícil se achar nessa cidade. Não concordo, mas enfim.

Ele queria pq queria ver o Picasso. As meninas sacanearam que essa viagem tinha afetado a masculinidade dele, afirmação da qual eu sou obrigada a descordar, pq do Picasso ele não gostou nem um pouco. Como eu não tinha mesmo idéia melhor, fomos lá pro Centro Cultural da Caixa ver a tal exposição. A Ana foi lá resolver os problemas dela com promessa de ligar assim que estivesse tudo certo pra encontrar com a gente onde estivéssemos. Ela não ligou. O Mac reclamou o tempo todo das gravuras do homem. Desde o material ("isso aí é giz de cera", "isso é tinta guache!!", "essa tela parece papel reciclado"), os temas ("esse cara era um pervertido. Olha isso!" (notem bem quem fala!!), "ah, eu preferia mais cor..") até as molduras ("que molduras vagabundas!"). Tá, ele não foi tão chato quanto eu fiz parecer, mas resmungou um bocado. Além de ter me atacado quando eu me encontrava desprotegida sem minha trava-de-carro-ultra-pesada-de-defesa-pessoal. Abraço, gente, abraço. Meu pescoço (ainda) estava intacto, apesar das ameaças diante das pinturas eróticas do Picasso. Medo!

Depois fomos procurar um caixa eletrônico do Bradesco (caramba, eu não sabia que ainda existia Bradesco!!), acabamos indo parar no shopping, ele reclamou do preço das pilhas, fomos comer waffles e ele reclamou pq eu bebi água com gás. No final da tarde eu tinha uma reunião no trabalho e não sabia o que fazer com ele nesse meio tempo. Ele até tentou ligar pra Ana, mas não sei se ela foi treinada pra não atender telefone ou se tava fazendo coisa mais interessante lá com o namorado dela, o fato é que ninguém respondeu o pedido de socorro e acabei largando ele lá no shopping mesmo, depois de uma voltinha no parque, com instruções de que ele me ligaria se não conseguisse ser resgatado e depois da reunião eu ia lá buscá-lo. Não sei exatamente quem, mas tiraram o pobre do shopping e, quando saí do trabalho, fui encontrar com todo mundo na Dom Bosco, onde eles já tinham se entupido de pizza de massa de tomate e (suco de) caju. Conheci a Mama, que me pareceu não ter ido muito com a minha cara logo de início. Tive a impressão de o namorado da Ana nem ter notado a minha presença. Acho que sou antipática à primeira vista.

De lá fomos parar no Beirute, onde eu fui novamente repreendida por ser a única a beber água com gás na mesa. A amiga da Ana que chegou com um chá de hortelã (ela jura que era hortelã) super cheiroso e que cantou "Saudosa Maloca" usando um copo do Mc Donald's cheio de anéis de latinhas dentro como chocalho foi muito simpática. Fiquei sabendo que ela andou rolando no chão com um cara aí numa festa aí, mas achei melhor não perguntar os detalhes pq achei que não era da minha conta. O Mac precisou de novo procurar um Bradesco e lá fui eu com ele até o posto de gasolina da Igrejinha. Daí...

Ato 3 - Cena 2 - O acidente - ... paramos na lojinha de conveniência, o Mac sacou o dinheiro, comprou umas balinhas, foi ao banheiro e sei lá mais o quê. Eu avisei que ia só deixá-lo no Beirute e voltar pra casa, afinal de contas eu sou uma menina de família e preciso estar cedo em casa . Foi quando ele quis se vingar de mim me desconcentrando (e desconcertando) completamente. Eu só lembro de ouvir a palavra "gostoso" e o POFF!!! da batida fofa na traseira, seguido do som de uma vassoura caindo. Se vcs me perguntarem agora sobre o que era que estávamos conversando eu juro que não me lembro mais. Acho que foi o choque. Voltei pra casa e dormi. Sozinha, caso haja dúvida. Nada "gostoso".

Ato 4 - O fim
Bom, aí no domingo o moço até que foi liberado cedo. Quem ficou presa em casa sem poder dar mta atenção ao pobre fui eu, esperando minha família voltar pro tradicional almoço de domigo. Quando ele já estava quase ficando azul de impaciência, fui buscá-lo e levá-lo na rodoviária pra comprar a passagem. Eu tentei, com os meios possíveis, persuadí-lo a ir embora só na segunda feira, mas ele tava com saudades do cachorro e insistiu pra ir embora no domingo mesmo. Comprou um dos dois últimos lugares, eu escapei de uma tentativa de assassinato quando cantava sandyjúnior e depois fomos passear de carro. É, é que eu me perdi. Dá licença, eu sou desorientada!! A gente foi parar dentro do Guará, depois dentro do Núcleo Bandeirante, rodamos por quase uma hora, e quando pensei que tinha me achado peguei uma pista que não sabia onde ia dar. Passamos a tarde juntos, novamente sob promessa da Ana ligar pra irmos ao cinema. Ela, pra variar, só ligou às 8h da noite pra lembrar que o ônibus do Mac saía às 9h30. Agora me ocorreu que talvez ela tenha sido especialmente instruída pra isso. Algo como "Olha, eu vou falar pra Stella que vc vai ligar mas não é pra vc ligar não, hein?!". Hmm... Tô entendendo...

Epílogo - Bom, o balanço da viagem. Eu já tinha deixado bem claro que não ia me sair bem como guia turístico, então as outras meninas se encarregaram de levá-lo pra fazer o tour brasiliense, que inclui a subida na torre, visita à casa do presidente e tomar coisa verde no Beirute. O Mac é um rapaz super fofo. Reclamou à beça da cidade, do calor, da distância, do shopping e do Picasso, mas no fundo no fundo acho que ele gostou daqui. Principalmente pq vc olha pra cima e consegue ver o céu. Aliás, esse foi um dos seus primeiros comentários quando saímos no sábado. Sim, ele é tão depravado quando eu imaginava. Me enganou dizendo que era tímido e não sei mais o quê, mas tenho a impressão de que a timidez dele ficou em algum lugar entre Ribeirão e Santa Rita do Passa Quatro. É uma companhia agradável, carinhoso e paga as contas (mas acho que isso era só pra deixar uma boa primeira impressão. Logo, logo ele libera o lado Hannibal dele.). Ah, e meninas, ele faz umas coisas com a língua que... ... quer dizer, me contaram, né, eu ouvi falar, sabe como é...

quarta-feira, dezembro 4

Bom, e antes que eu me esqueça, três recadinhos rápidos:

Luiz, tá aprendendo com certas pessoas o modelo de comentários por sinais de pontuação? Primeiro a implicância com minha mordiscada, depois isso. Tô começando a achar que um é o alter-ego do outro. E vice-versa.

Aê! Em momentos de crise leitores saem do armário. Fer, muito obrigada pelos comentários. E não se acanhe, entre, sente e sinta-se à vontade.

Aliás, pelo visto a freira do fusca é famosa, hein? A Ana tá doida pra encontrá-la a fim de confessar uns pecadinhos, então quem avistar um ser de hábito dirigindo um fusca laranja, avise a Stupid Girl imediatamente.
Ah, os arquivos também voltaram, depois de longo e tenebroso inverno nas publicações do Blogger.
Mas agora pelo menos eu não tenho mais medo deles sumirem. Fiz backup de tudo. E o Mac também disse que tem todos meus arquivos salvos. Pra quê é que eu não sei. Deve estar pensando em utilizar em chantagens futuras.
.
..
...
.
Tô lascada!

terça-feira, dezembro 3

A quem interessar possa, os comentários (finalmente) voltaram.
Vai, fuça lá!
Outro dia eu vi uma freira dirigindo um fusca laranja na contra mão.
É, eu também pensei que fosse piada!
Momento: Diálogos insólitos (Parte II)
- Cadê meu copo de café?
- ???
- Gente, vcs viram se eu trouxe meu café?
- Não, professor.
- Se não devolverem meu café ninguém passa!
- !!!
- Bárbara, devolve meu café.
- Mas professor, eu não peguei seu café.
- Deixa eu ver sua bolsa.
- ...
- ...
- Professor, seu café era com açúcar ou adoçante?
- Adoçante.
- Em saquinho ou em gotas?
- 3 gotas.
- Então eu vou lá comprar, senão o senhor vai ficar pensando que eu roubei seu café.
- Não precisa.
- Mas eu vou.
- Então tá.
Momento: Diálogos insólitos
Depois de acalmados os ânimos pós animada aposta (a dinheiro) entre cerca de 10 pessoas se uma amiga nossa ia agarrar a Criatura ou não (nota: não):
- E aí, Criatura, nada?
- Não dá, não tem água.
Sim, eu não precisava ter postado isso.
E, encerrado esse assunto, vamos falar do Mac, que chegou sexta-feira (eba!!!) mas já foi embora (aahh!!). Mas amanhã eu conto, que eu tenho prova daqui dois dias e deveria estar estudando. Péssimo exemplo, hein, dona Stella?
Ah, e antes que eu me esqueça, obrigada pelos elogios. Vcs todos foram muito fofos e realmente sabem colocar um blogueiro em crise pra cima! :-)

Aliás, talvez seja esse o momento ideal pra lançar a

Campanha de Vingança da Stella
contra a Criatura denunciadora. É simples não vai te custar nada. Vc só precisa passar na frente do CA da Física (UnB - ICC centro) e dizer um nome feio pra ela. Eu recebi propostas mais agressivas, como cascudos e arremesso de ovo e outras coisas fedidas. Mas como tem muita gente passando fome e eu sou incapaz de incentivar a violência, vai a sugestão mais amena. A culpa não é total da mãe, mas de babacão pra baixo ou o que a sua imaginação proporcionar está valendo usar. Se ele não estiver lá, pode procurar o Marcelo. Tenho certeza de que ele vai passar seu recado direitinho.
Então, resumindo, sim, esse blog acabou de sair do coma induzido e, como mandam as escrituras, ressuscitou no 3º dia. Considerando o horário de verão, claro.

Aprendi com a Deanna. ;-)
(Continuando... lê aí embaixo primeiro, ó, pq aqui nós somos goianos e lemos de baixo pra cima)

Bom, eu fiquei tão abobalhada que nem sei como consegui dirigir. Ia repetindo em voz alta os palavrões que conhecia enquanto me perguntava como é que ele tinha descoberto meu blog e o que é que eu ia fazer dali em diante. E foi quando eu fui parar no shopping.

Quinta-feira, 28/11/2002, pouco mais de 18h - Primeiro que eu quase enfiei a cara na porta automática. Não, nem foi pq eu estava indo mto rápido e não deu tempo de ela abrir pra eu passar. Foi pq eu tava tentando passar pelo lado errado mesmo. Eu já expliquei que não tava no meu estado normal. Entrei direto pro banheiro, passei uma água no rosto e me enfiei na primeira loja de lingerie que eu achei na frente. Sim, eu curo minhas ansiedades comprando roupa íntima, dá licença? Aproveitei pra renovar meu estoque de calcinhas cor-de-rosa pq aquelas lá não deram resultado até agora. E, bem, essas últimas até que surtiram o efeito desejado. Mas deixa eu fazer suspense. Fiquei vagando no shopping, comi um waffle gigante de brigadeiro (impossível não lembrar da Ana), assisti apresentação de natal na praça central, comprei um cd do Chico com o Edu Lobo (muito bom, diga-se de passagem), voltei pra casa e matei o blog, principalmente depois que fiquei sabendo que a notícia de a Stella tem um blog tinha se espalhado muito mais do que eu imaginava.

Sim, superexposição é uma merda. Esse negócio aqui era bom pq, apesar de não ser anônimo, era escondido. Eu sempre pude dizer o que pensava e o que estava sentindo pq não me precisava me preocupar com o que estariam pensando de mim ou se alguém ia se sentir ofendido pelas minhas opiniões. As pessoas cujas opiniões a meu respeito realmente interessam, aquelas que são importantes pra mim, que convivem comigo, não sabiam da existência desse espaço que era tão particular, apesar de publicado na internet. Eu concordo que é incoerente. Afinal, se eu publico aqui é pq é para ser lido, certo? Sim e não. E quem tem blogs ocultos me entende. Eu nunca usei pseudônimos pq não tinha a intenção de me esconder. Muito menos por tanto tempo, nunca imaginei que essa brincadeira fosse durar mais de um ano. E, bom, durou. E mais dia menos dia isso ia acontecer.

Mas eu não estava exatamente preparada pra isso. E, principalmente, preparada pra me ver assim, tão desnuda perto de pessoas tão próximas a mim. Dramático, né? Não propriamente. Quem lê meu blog sabe até a cor das minhas calcinhas. E me assustou muito, à primeira vista, ser reconhecida como "a menina que usa calcinha cor de rosa e gosta do maurício manieri". Não sei dizer em que ponto exato, mas esse medo passou. É como se eu estivesse com medo de ser reconhecida pelo que eu realmente sou. E acho que não deveria. E principalmente, não deveria me privar de algo que gosto tanto por causa de um medo bobo. É só a gente combinar assim: vcs continuam fingindo que não sabem que eu tenho um blog e eu tento fingir o mesmo. Certo?

Na realidade, o problema é que essa porcaria vicia. Quem disse que eu consigo abandonar o humilde bloguezinho assim?

segunda-feira, dezembro 2

Tá, vamos por partes, eu acho que eu devo uma explicação à minha legião de fãs. Ok, sejamos mais realistas, ao 3 leitores e meio que de vez em quando dão uma passadinha por aqui. De qualquer modo, devo explicações. Pra isso, vamos a uma breve retrospectiva dos últimos acontecimentos.

Quinta-feira, 28/11/2002, aproximadamente 17h - Está a Stellinha saindo do laboratório feliz e contente depois de uma tarde abaixo do zero absoluto naquele bendito ar condicionado, depois de ter se proposto (e proposto aos outros, o que é pior) estudar e não estudando lhufas, pensando em ir pra casa tomar banhinho e assistir à novela, quando ela se depara com a Criatura, aparentemente inocente, isolada do bando e jogando alguma coisa pra cima.

Peraí, vamos voltar no tempo antes do encontro.


Quarta feira - Eram quase 18h e eu tava louca pra ir pra casa, com calor, fome e cansada. Daí encontro com um amigo e ele me convida pra ir assistir à pré-estréia de Madame Satã no cinema da UnB. Ele devia estar muito (mas muito mesmo) sem companhia pra me convidar, ainda mais considerando que eu sou uma pessoa insignificante pra cerca de 33% da população conhecida. Mas isso é outro assunto. O que importa é que eu não fui, apesar da vontade.


Daí, quando eu vi a Criatura tão sozinha e inocente, me deu até dor na consciência de não ter-lhe feito companhia no cinema. O que passou rápido, depois do que ele me disse quando me viu. Primeiro, um imenso sorriso, o que me assustou bastante. Depois um abraço seguido de "Stellinha!" (assim, no diminutivo?). Depois um beijo na bochecha. A única vez que tivemos contato tão próximo foi quando eu dei a ele o presente de aniversário que eu e o grupo compramos em conjunto, e ainda assim de uma maneira beirando o desconfortável. E daí, covardemente, me pegando assim, completamente desarmada, veio a bomba. Atômica, diga-se de passagem:
- Li seu diário!!

Bummmm!!! Hiroshima virou pinto perto disso aqui. Eu tive a nítida sensação de que meu coração ia sair pulando pela boca. E pelo impulso que ele tava pegando, ia ser salto triplo e mortal. E a Criatura me olhando, estudando cada reação minha.
- Quê?
- Seu diário. Eu li.
- Q.. q..que diário??
Bah, nem adiantava mais negar, eu já tava com a mão no peito, tentando segurar o coração lá dentro.
- Eu tava procurando as notas de astronomia do Xaropinho e caí lá por acaso. Nossa, vc escreve exatamente o que o professor fala em sala, parece até que anota na hora.
(putaquepariu!!! minha mente nunca foi tão boca suja)
- Mas eu não contei pra ninguém não.
(nem precisava! falando alto daquele jeito e com aquele monte de gente perto, considerando o tanto que os físicos são fofoqueiros, não precisava contar pra mais ninguém mesmo.)
- Fica tranquila. Eu até sei que hoje vc vai escrever lá "meu amigo leu meu blog". Tchau.
(droga! sou tão previsível assim?)

Eu fiquei alguns segundos sem reação, completamente estatelada, paralisada. Depois de um tempo eu me lembrei que tinham duas amigas comigo, e elas perguntavam o tempo todo do que ele tava falando. Merda feita, merda e meia, dei serviço completo, incluindo breve histórico dos blogs, cronologia resumida do meu e o endereço, senão elas não me deixavam em paz. Em algum momento ofereci carona pra uma delas, mas não me lembro. Só sei que ela foi comigo até o carro e eu a deixei em casa.

sexta-feira, novembro 29

Eu vou explicar devagarzinho pra não chocar vcs, ok? Esse humilde bloguezinho subiu no telhado. Aí quando ele chegou lá em cima, alguém o empurrou. Ele caiu, quebrou todas as costelas, o joelho dobrou pra fora, os olhos saltaram das órbitas e suas víceras pularam pra fora, num mar de sangue.

quinta-feira, novembro 28

Blog temporariamente fora do ar enquanto resolvo um pequenino probleminha.
Por enquanto, a sentença recorrente é puta que pariu!!!
Roubado do Desconhecido. Aliás, é a cara dele.


Amar
Drummond

Que pode uma criatura senão,
entre criaturas, amar?

amar e esquecer,
amar e malamar,
amar, desamar, amar?
sempre, e até de olhos vidrados, amar?


Que pode, pergunto, o ser amoroso,
sozinho, em rotação universal, senão
rodar também, e amar?
amar o que o mar traz à praia,
e o que ele sepulta, e o que, na brisa marinha,
é sal, ou precisão de amor, ou simples ânsia?


Amar solenemente as palmas do deserto,
o que é entrega ou adoração expectante,
e amar o inóspito, o áspero,
um vaso sem flor, um chão de ferro,
e o peito inerte, e a rua vista em sonho, e uma ave de rapina.


Este o nosso destino: amor sem conta,
distribuído pelas coisas pérfidas ou nulas,
doação ilimitada a uma completa ingratidão,
e na concha vazia do amor a procura medrosa,
paciente, de mais e mais amor.


Amar a nossa falta mesma de amor, e na secura nossa
amar a água implícita, e o beijo tácito, e a sede infinita.
Momento: modéstia à parte: Já que eu tenho péssima memória (pior do que eu imaginava, pra dizer a verdade), acho que tenho que começar a registrar tudo aqui pra que um dia eu tenha passado. Então, se me permitem, vou propositalmente deixar aflorar meu ladinho obscuro de menina convencida (pq sem querer ele dá as caras de vez em quando) e dizer o que me aconteceu hoje.

Segunda feira terminei meu dia bastante chateada por causa do meu desempenho num dos testes surpresas daquele meu professor carrasco. A questão era explicar um determinado teorema lá em apenas uma sentença. Minha capacidade de síntese já não é das melhores e, às 16h, saí da sala e todo mundo comentava suas respostas. E eu era a única que não tinha falado nada daquilo que eles tinham dito, coisas sobre forças e eletrodinâmica. Eu já tinha até me conformado com o zero bem redondo, pensando em recuperar a nota depois.
Chegando na aula hoje, um menino quis saber do professor qual era a resposta certa do tal teste. O professor pegou o monte de papel, olhou um por um e disse que quem ia dar a resposta do teste era a Stella. Não sei nem como não caí da cadeira na hora, e minha mão tremia que eu nem conseguia segurar a caneta por causa do susto. Daí eu tive que perguntar, né?
- Professor, o senhor tá pedindo pra eu dizer minha resposta pq ela tá certa?
- Não sei.... Vc vai dizer e a gente vai julgar se o que vc disse é verdade ou se vc falou uma grande besteira.
(grande besteira, lógico! esse professor tá afim de me sacanear na frente da turma inteira)
- ...
- Vc foi quem escreveu menos: uma sentença. Com algumas vírgulas, mas foi o menor.
Um menino do outro lado da sala perguntou:
- Mas escreveu certo?
- Espera ela responder, senão não tem emoção. Vamos lá, Stella, explique o teorema de Earnshaw em uma sentença.
Respirei fundo e dei minha singela resposta sobre energia e não sei mais o quê, já esperando a esculhambação depois. Quando eu terminei, uma amiga atrás de mim me cutucou: "Vc escreveu isso mesmo? Caramba, quando eu crescer quero ser igual a vc!" O professor perguntou se todo mundo tinha entendido, a classe me olhava com cara de "cacete, de onde essa menina tirou isso?" e eu fiquei uns 5 minutos sem entender direito como a única resposta diferente (a minha) podia ser a resposta correta. É, eu sou muito foda!!

quarta-feira, novembro 27

Lendo meus próprios arquivos outro dia enquanto procurava um link pra já nem me lembro mais o quê, descobri que já tinha contado pra Talitinha sobre o blog. E eu sinceramente não me lembrava disso, tanto que toda vez que alguém falava perto dela a palavra blog eu mudava de cor. Geralmente branco pálido ou vermelho vergonha. Só não sei dizer exatemente pq eu fiz isso nem se cheguei a dar o endereço pra ela. Acho que não. Nem acho que ela esteja muito interessada nisso. Deve pensar que eu chego aqui e colo letras de músicas e conto como foi meu monótono dia.
...
Opa! É isso mesmo que eu faço!!!
Preciso dar um jeito nessa minha memória...
"O mundo chegou a um determinado ponto que, pra dar jeito, só formatando." - Amigo da Stella

É, sou obrigada a concordar...
Pra não perder o costume:

Momento: como as pessoas chegam aqui por meios bizarros:
- Ana Maria Braga pelada (ah, faça-me o favor!!!)
- lobisomem + adesivos de carro (não, querido, aqui só adesivos de Eu amo minha namorada!)
- metendo gostoso de salto alto (pelo menos não é metendo o salto alto...)
- rapa nui + corelli (sigh...)
- Pollyanna menina + resumo (bah, vai lá e lê o livro, preguiçoso!)
- intimidade no bafômetro (eu que sou muito inocente ou isso simplesmente não faz sentido? Esclarecimentos são bem-vindos)
- Batucada de Bamba (excelente grupo!!!)
- zootecnia bizarro (não seria zoofilia?)
- jem e as hologramas (esse sim sabe o que é bom na vida!)
- galãs mexicanos + nu (ah, vamos combinar que os atores mexicanos são feiosinhos, né?)
- Welder Rodrigues (bom, aqui vc não vai encontrar informação nenhuma, pq o que ele me conta ele não deixa eu publicar. Mas se quiser me mandar um e-mail, eu tenho um monte de historinhas cabulosas! Brincadeirinha, brincadeirinha! São todas confidenciais, lógico!)
Momento: diálogos telefônicos: (foi pela internet, então é telefônico. E priu!)

Amigo-que-lê-o-blog (Aqlob): Oi!
Eu: Aqlob!!! Tudo bem?
Aqlob: Tudo, e a vida, como vai?
Eu: A minha vai bem, só um pouco cansada. E a sua??
Aqlob: Ah, eu to meio "pouco me fudendo pra unb", bem... nem tanto... mas to bem mais relaxado que antes, estudando menos...
Eu: Eu tô estafada, precisando de relax mental, um mês num spa espiritual, não sei..
Aqlob: Ah, dá uns garros no Mac pra relaxar, hahahahaha

Esse é o ponto a que chegamos: esculhambação!!

terça-feira, novembro 26

Momento: bregueira (vcs não precisam ler, é só para fins de registro)

Eu não costumo postar coisinhas assim por aqui não. Mas recebi isso de uma pessoa especial e achei tão... terno.
Bah, sim, estou sensível, e daí???

Quando encontrar alguém

Quando encontrar alguém, e esse alguém fizer seu coração parar de funcionar
por alguns segundos, preste atenção: Pode ser a pessoa mais importante da
sua vida.

Se os olhares se cruzarem e, neste momento, houver o mesmo brilho intenso
entre eles, fique alerta: Pode ser a pessoa que você está esperando desde o
dia em que nasceu.

Se o toque dos lábios for intenso, se o beijo for apaixonante, e os olhos
se encherem d'água neste momento, perceba: Existe algo mágico entre vocês.

Se o primeiro e o último pensamento do seu dia for essa pessoa, se a
vontade de ficar juntos chegar a apertar o coração, agradeça: Deus te mandou
um presente divino: O Amor.

Se um dia tiverem que pedir perdão um ao outro, por algum motivo, e em
troca receber um abraço, um sorriso, um afago nos cabelos e os gestos
valerem
mais que mil palavras, entregue-se: Vocês foram feitos um pro outro.

Se por algum motivo você estiver triste, se a vida te deu uma rasteira e a
outra pessoa sofrer o seu sofrimento, chorar as suas lágrimas e enxugá-las
com ternura, que coisa maravilhosa: Você poderá contar com ela em qualquer
momento da sua vida.

Se você conseguir, em pensamento, sentir o cheiro da pessoa como se ela
estivesse ali do seu lado...

Se você achar a pessoa maravilhosamente linda, mesmo ela estando de pijamas
velhos, chinelos de dedo e cabelos emaranhados...

Se você não consegue trabalhar direito o dia todo, ansioso pelo encontro
que está marcado para a noite...

Se você não consegue imaginar, de maneira nenhuma, um futuro sem a pessoa
do seu lado...

Se você tiver a certeza que vai ver a outra pessoa envelhecendo e, mesmo
assim, tiver a convicção de que vai continuar sendo louca por ela...
Se você preferir morrer, antes de ver a outra partindo: É o amor que chegou
na sua vida. É uma dádiva.

Muitas pessoas se apaixonam muitas vezes na vida, mas poucas amam ou
encontram um amor verdadeiro. Ou as vezes encontram e, por não prestarem
atenção nesses sinais, deixam o amor passar, sem deixá-lo acontecer
verdadeiramente. É o livre arbítrio.

Por isso preste atenção nos sinais - não deixe que as loucuras do dia-a-dia
o deixem cego para a melhor coisa da vida: O Amor.
Ai ai ai.. Homens...
Deu trabalho (pro Mac), eu já estava prestes a mandar às favas e dizer que viessem ver ao vivo, mas consegui (ele conseguiu, lógico!) achar a fotinho. Pra vcs dois que ficaram implicando por causa da minha mordiscada, isso aí embaixo, ó, é uma ilustração da minha mordiscadinha. Só que a minha é mais bonita.

domingo, novembro 24

Quinta feira eu fui ao Festival de Brasília do Cinema Brasileiro decidida a não passar raiva como da última vez. Arrastei a Cowgirl comigo, já deixando em casa toda a pretensão de assistir o filme, já que saímos daqui depois de a sessão ter começado. Sim, foi só pra sair de casa, ver gente famosa (e outras nem tanto), ver gente diferente e tomar keep cooler (eu não, a Cowgirl, que com um daqueles ficou tontíssima, ela consegue ser mais fraca que eu pra bebida!). Lá, um stand da BrTurbo tirava fotos digitais das pessoas fantasiadas segurando uma placa de "Eu fui, 35º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro" gigante, prometendo mandar por e-mail depois. E, mto importante, de grátis! Como de graça até injeção na testa e adjascências, lá fomos nós. A mocinha do stand me enfiou na cabeça uma peruca vermelha ridícula e um véu preto, enquanto a Cowgirl se fantasiou de Bob Marley orelhudo. Duas bizarrices, nós duas.

... Continua depois.

Tópicos para discussão a posteriori:
- O festival e meus novos 15 minutos de fama.
- Talitinha e o blog!
Hoje eu finalmente tomei vergonha na cara pra atualizar a listinha de Relativísticos aí do lado. Se estiver faltando alguém ou se algum estiver errado, me avisem, por favor, não sou mto boa nisso. Pelo menos reparei duas grandes injustiças, com as fofas da Mel e da Bia, que já deveriam estar linkadas há eras mas é que eu sou enrolada mesmo.
Visitem eles aí, vai? Eles são todos tãããão legais.
Mas volta depois, tá?

quinta-feira, novembro 21

(Originalmente rascunhado ontem sei lá que horas, mas o Blogger ficou de birra!)

Pra essas pessoas que dizem que o mIRC não serve pra nada:

Como fazer um projeto oral de francês em 11 lições
1 - Escolha um tema que vc julga fácil, mas que vc vai descobrir tarde demais que não é não. Música Belga, por exemplo. Pq falar sobre a cerveja belga, por exemplo, vc não pensou. Junto com um tema, vc escolhe um grupo enorme de meninas super enroladas e sem horários livres.
2 - Deixe tudo pra última hora, senão não tem emoção. E quando eu digo última hora, quero dizer 2 horas antes da apresentação.
3 - Descubra que ninguém sabe nada sobre música belga, que ninguém escuta música belga e que vc não tem nenhum cd sobre música belga. E que procurar por "musique + belgique" no Google abre 2379 páginas, nenhuma delas tendo alguma informação que preste.
4 - Agora apele pro seu amigo e velho companheiro mIRC. Tire a poeira de cima, procure um servidor europeu qualquer, um nick sexy e entre no #belgique. Esforce-se, muito, pra colocar em prática tudo que esses 7 anos de francês te ensinaram e puxe papo com todos os belgas que encontrar pelo caminho. Dispense franceses, algerianos, tunisienses, senegaleses e similares. Hoje não é dia de se divertir.
5 - Diga logo que é brasileira. Eles vão se animar rapidinho. Não perca a paciência quando eles começaram a dizer que adoram o samba, o reo (SAP= Rio (o de Janeiro)) e as praias com mulheres de biquini. Confirme tudo que puder sobre as brasileiras serem calientes, bonitas e tudo o mais que eles quiserem saber. Deixe claro que não tem namorado simplesmente pq "o homem brasileiro é muito devagar". É, simples assim e não discute!
6 - Quando eles estiverem prestes a babar, diga que precisa muito da ajuda de um belga simpático. Diga que precisa fazer um trabalho de francês sobre a música belga mas não sabe onde procurar, nem quem são os músicos mais conhecidos.
7 - Conte até 10 quando ele perguntar pq vc não quis falar sobre a cerveja belga.
8 - Abra todas as páginas que ele te indicar, de pessoas que vc não tem a menor idéia de quem são, imprima o que puder, inclusive fotos. Encarregue alguma daquelas meninas enroladas do item 1 de improvisar um cartaz, com os integrantes da banda e uma fotinho mínima. Encarregue outra de mandar o namorado gravar um cd com as músicas e outra de imprimir uma letra de música qualquer, de um cara chamado Salvatore Adamo, que é mais ou menos como o Roberto Carlos belga e muito querido entre os japoneses (!!).
9 - Despeça-se do moço, afinal vc é uma moça educada.
10 - Já na sala de aula, como ninguém teve tempo de preparar nada pra falar, improvise: diga que o projeto oral não é necessariamente só saber falar, mas também saber escutar, e torça pra que o professor engula. Daí, coloque as músicas rolando, invente qualquer coisa sobre o histórico das bandas e faça uma dinâmica de grupo com a turma (inclua o professor, ele vai adorar!) pra ocupar 80% do seu tempo de exposição. Voilá!!!

terça-feira, novembro 19

Engraçado esse horário de verão: são quase 3 horas da madrugada e o blogger acusa 2 horas a menos....
Momento: pra Stella deixar de ser otária:
Eu, no trânsito, 6 horas da tarde, leve engarrafamento, eu cantarolando alguma coisa que nem me lembro o que era que tocava no rádio. Do meu lado direito pára um carro qualquer (juro que não me lembro que carro era, não prestei atenção), com um garboso rapaz todo vestidinho de branco. Sim, o menino era bonitinho. No vidro lateral traseiro um adesivo "Medicina UnB". Eu confesso que músicos e médicos, pra mim, possuem charme inigualável e inacreditável. Mas falo sobre isso outro dia.

Aí o que a Stellinha tapada aqui faz, hein, hein? Lógico, o que TODA mulher faz qdo rapazes bem apessoados e de profissões que compõem seu acervo pessoal de taras profundas param em carros quaisquer ao seu lado: solta o cabelo! O procedimento é mais ou menos o seguinte: vc puxa o retrovisor, se olha no fundo dos olhos, passa a língua nos lábios daquele jeito sexy, dando uma leve mordiscadinha no final, solta os cabelos, dá uma leve mexidinha, continua cantarolando a música e fazendo cara de "oh! não existe mais ninguém aqui" enquanto pensa "Olha pra mim, olha pra mim!".

Como, segundo as leis de Murphy, a fila ao lado sempre anda mais rápido do que a sua, o camaradinha arrancou na minha frente. E grudado no pára-choques dele um adesivo imenso: "Eu amo minha namorada"!. Além de ter namorada e dela ser ciumenta (pq com certeza foi ela quem deu aquilo pra ele), ainda é brega pra caramba!!!!!!
Momento: Diálogos insólitos:
Diálogo no carro, a caminho da casa de uma amiga pra fazer um trabalho de francês:
- Meninas, posso fazer uma pergunta?
- Ihhh... Lá vem a Stella...
- Vcs vão estranhar, mas minha pergunta é pra fins científicos.
- Vixe... Manda.
- Onde é que ficam os motéis dessa cidade?
- ...
- ...
- Cacete, Stella, que diabo de fim científico é esse??????

domingo, novembro 17

Ontem foi o baile de formatura do meu irmão. 8ª série. Um fofo meu irmão de terno e gravata! Não, ele não quis dançar valsa comigo. Eu nem insisti, coitado, ainda lembro como são meninos de 15 anos, se achando homenzinhos. Ai ai, tô ficando velha....
Quinta feira foi dia de Café com Bolo. Não, nada de programa com as velhinhas da igreja. O Café com Bolo é a tradicional festa do CA de Física. Sim, dezenas de machos nerds bêbados caçando mulher desesperadamente. É mais ou menos esse o quadro. Mas é divertido, acreditem.

Primeiro, não tem café. Mto menos bolo. Só bebida, mta bebida. O pessoal da física tem direito a pagar antecipado só uma taxa que vai servir pra comprar a cerveja e outras coisas alcoólicas, podendo beber à vontade durante a festa. O resto do "público" paga o que consome e o dinheiro, dizem, é revertido pro CA. Tô pra me formar e nunca vi nenhuma melhora feita naquela porcaria com dinheiro do Café com Bolo.

A propaganda é feita principalmente boca a boca e com cartazes toscos feitos com recorte e colagem e grudados por toda a universidade. Os meninos têm preferência pelos cursos com mta mulher, então na Arquitetura e na Biologia sempre tem mais cartaz que nos outros lugares. A atração dessa edição era o tal do Bureré do seu Zé, que estava em todos os cartazes. Me ligaram algumas vezes durante a semana pra saber que raio era o tal do bureré, mas eu não tava autorizada a dizer. "Tem que aparecer no C&B pra saber!". Resumindo: o bureré era uma pinga de Formosa, mto ruim por sinal, amarga. A caixa custava 5 reais, se não me engano. Mas o marketing funcionou, tava cheio aquele lugar.

Segundo, é a chance daqueles moleques que te vêem sempre de jeans e tênis te encontrarem de salto alto e decote. O olhar de surpresa é recompensador!!!!!!

quinta-feira, novembro 14

Hmmm....Er...
Oi, tudo bom?
Como nada acontece nessa minha vida monótona de cientista maluca, eu vou puxar saco. Ha-ram. Atenção para o Momento Jabá.

Primeiro de tudo eu queria agradecer às primeiras visitas ilustres e digníssimas da Normal Girl, do Kibe Loco e do Marco. Mesmo que esses dois rapazes tenham aparecido só na hora da bronca, né? Os links já foram devidamente adicionados à tabela de relativísticos e eu espero sinceramente que voltem sempre.

Em segundo lugar quem não tem link: Juliana novamente ressurgiu das cinzas para dar o ar da graça. Apesar de Juliana ser um nome tão comum que eu nem tenho certeza de se essa Ju é a mesma Ju de antes. Se não for: nova Ju, sinta-se bem vinda. Estamos com carência de Julianas por aqui, então vc será mto bem acolhida. Colelas, que tem trauma com taças de vinho! (brincadeirinha, brincadeirinha! Meu Deus, eu nem conheço a criatura e já vou me intrometendo na intimidade dela? Tsc tsc, Stella, feio, mto feio). Dré, que deixou um comentário perdido por aí mas que não passou em branco (viu?!). E o Luiz, que nunca respondeu meu último e-mail, mas pelo menos não desistiu de mim (ainda, né?). Aliás, esse é o momento propício pra perguntar Cadê o Rafael?, que nunca mais apareceu por aqui??

Em terceiro, ao velhos amigos. Especialmente à Deanna, que quando não está ocupada suicidando blogs lembra de dar um pulinho aqui. (brincadeirinha, Anna, vc tem até se mantido estável!). Bom, e claro, a Ana e o Mac, que nunca me desamparam. O Desconhecido só aparece aqui pra me passar sabão, mas ele normalmente é um doce. Meninas, mto cuidado com esse rapaz, ele é um perigo de tão charmoso! (vai, vai, infla ego! Te conheço!)

Aliás, tem um xavequeiro tarado me perseguindo, mas eu sou discreta e não conto quem é. (ai ai ai, hoje ele libera seu lado psicopata e eu perco meu pescoço... brincadeirinha, lindinho, amiga, amiga...).

E por último, mas não menos importante, ao moço eu, que até de palhaça me chamou mas eu admiro seu esforço de colocar reticências nos comentários. Tá valendo, é melhor que nada, né? Vi sua chamada, mas quando liguei vc já tinha viajado. Semana que vem a gente conversa, ok? (o blog é meu, eu faço dele muro de recados se eu quiser, dá licença??)

terça-feira, novembro 12

Tá, tá, tá, desculpa.
Ok, desculpa de novo.
Se eu fizer um post só de desculpas será que melhora minha situação?

Tá, eu sou uma sem coração. Uma desleixada. Uma relapsa. Larguei o pobre do blog jogado às traças
Não, não fui abduzida. Nem fugi com o Mac, nem me embriaguei de vinho verde (nem amarelo, vermelho, azul anil!). Nem passei essas duas semanas fazendo sexo selvagem com dois homens fortes. Nem virei Carmelita dos Pés Descalços. Nem foi golpe de marketing, viu, Luiz! É bem menos emocionante que isso. Eu estive estudando. E muito. E só. Juro.

Mas será que nem o fato de eu ter publicado um monte de uma vez só aliviou minha barra?

sexta-feira, novembro 8

Hoje é um dia histórico: eu consegui estacionar meu carro direitinho de baliza. Não riam, eu sou principiante, não me lembro nem como estacionar de ré e só consigo parar de frente se a vaga for minimamente grande. Ou se não tiverem carros do lado. As duas únicas vezes que eu estraguei o carro foram em estacionamentos: uma na pilastra da garagem do shopping, o que me rendeu um imenso arranhão branco na porta. A outra num carro verde no estacionamento, o que me rendeu um arranhão verde na outra porta. Enfim, depois de mta didática e de usar recursos visuais e pedagógicos, a Cowgirl me ensinou direitinho como fazer. E depois que coloquei o carro na vaga sem causar danos aos carros que estavam em volta nem ao meu próprio, eu gritava feliz ao volante que finalmente tinha conseguido.
Acho que hoje começa um novo momento na minha vida.

Tá, tá, tô exagerando. Dá licença?!
Todo mundo sabe que os físicos são exímios esportistas (de xadrez). Pois ontem fomos assistir ao clássico Física versus Medicina de futebol de campo masculino pelo JiUnB's. O jogo pode ter sido uma droga, mas valeu a pena pelas risadas. Ganhamos, de 1 a 0, embora os meninos tenham pensado que iam dar uma lavada na Medicina pela fama deles como time ruim. Fim de jogo, nosso "técnico" (o Carona) convesando com a comissão técnica, recebendo os elogios, escutou a frase da noite do juiz:
- Meus parabéns pela vitória, mas seu time é mto ruim!!
E o bandeirinha completou:
- É, tava dando dor na vista esse jogo, de tão feio!
Vai fazer conta, vai....
Vcs reclamam que eu sumo mas eu tenho excelentes motivos pra isso. Diálogo na minha aula daquele professor que é mau, muito mau entre o próprio e a Sem-Noção.

(depois do resultado de um problema)
- Entenderam? Felizes?
- Bom, professor, feliz feliz a gente não tá não.
- Ué, pq não?
- A gente não passou ainda, né?
- Ué, mas vc quer passar ou aprender?
- Bom, pra ser sincera eu queria aprender e passar.
- Ah, mas vc também quer tudo!!! Nunca se pode ter tudo na vida, isso é filosofia dessa nossa sociedade capitalista, querer ser bonito, rico, ter carro, passar em tudo....

terça-feira, novembro 5

O desespero tá tão grande, que a Cowgirl sonhou esse final de semana com a prova de Física Matemática, que consistia de um testezinho básico de 47 questões. Uma delas falava de uma caixa com um gás ideal dentro. A caixa era bombardeada por abóboras (!). A superfície ficava laranja e o gás tinha sua energia cinética interna aumentada. A pergunta era justamente de quanto era esse aumento de energia das moléculas. No sonho, ela não sabia resolver. Aí ela saía da sala e vinha até o CA perguntar se alguém sabia a resposta. E uma amiga nossa dava a explicação mais plausivelmente bizarra que eu já escutei: quando a caixa era bombardeada, os fótons com frequência da luz laranja ficavam na parte externa da caixa (!!), por isso ela ficava laranja. Os outros comprimentos de onda eram absorvidos pelo gás e essa energia é que era transferida como energia cinética.
E depois a gente quer convencer os outros de que os físicos não são malucos...

segunda-feira, novembro 4

Não sei pq, mas faz dias que estou com essa música na cabeça. E mais especificamente com toda a encenação musical que os Spirituals de Porco fazem dela. Incluindo o ursinho.
Fiiiiiilme tris-te
Que me fez choraaaaaaar!
uououou
Fiiiiiiiiilme triste...
Eu já disse que gosto de filme iraniano, né? E de muita "porcaria" hollywoodiana também, mas esses dias eu estive em meu momento cult e fui ao Cine Academia (que por sinal agora foi "descoberto" pelo grande público e vc tem que chegar horas antes da sessão pra comprar ingresso e etceteras) assistir "A Cor do Paraíso". E, definitivamente, não me decepcionei. O filme é simplesmente lindo! Na realidade, me surpreendi pq geralmente filmes iranianos são parados e silenciosos e sombrios. Esse, ao contário, é colorido, arejado, lindo lindo. Tá, eu chorei. Eu também não sou lá mto parâmetro de comparação pq me emociono até com comercial de margarina (é, Stellinha é menina sensível!), mas o filme é realmente comovente e muito bonito. Deu pra perceber que eu tô fazendo propaganda? E eu nem recebo nada pelo merchandising, então assistam pq vale à pena.
Hoje eu fui ao teatro assistir As Invejosas, com Ribamar Araújo e Similião Aurélio, dois atores da cidade. Aliás, pausa pra momento Brasília é um ovo: o Similião estudou no CM como eu e se formou junto com a irmã de um super amigo meu da época de colégio, uns 3 anos antes de mim. Da última vez que fui assistir a uma peça dele encontrei com um professor de história daquele tempo que também tinha sido seu professor.
Enfim, em uma só palavra eu posso resumir o espetáculo: fraco. Muito fraco. Saí extremamente frustrada, pq esperava muito mais vindo de atores tão bons, pq eles são realmente muito bons. Eu saí de lá me achando meio burra, pq não é possível que eles tivessem feito algo tão.. fraquinho. Eles certamente queriam me passar alguma mensagem e eu é que não captei. Só pode ter sido isso. Decepcionante.

sábado, novembro 2

E a gente pensa que já viu de tudo. Olha o que esse cara tá vendendo!

quinta-feira, outubro 31

Ah, Mac, surgiu a pergunta: o vinho da foto é verde? Tá, tá, eu sei que ele é amarelado, nem vem de gracinha pq eu já estou suficientemente confusa com esses problemas de tamino. Hupht!
É tão bom quando a gente encontra pessoas prestativas no nosso caminho, né? Hoje um total desconhecido me ajudou a encontrar meu brinco que caiu no chão dentro do shopping, enquanto eu tirava o casaco. Ajudando a fazer um mundo melhor!!! :-P
Dessa fez eu fui ao Jogo de cena decidida a não passar vexame de novo, a voltar inteirinha, sem faltar nenhuma lasca do meu corpo, e sem passar por louca com a irmã de ninguém. Pra assegurar o sucesso das minhas proposições, comprei ingressos na última fileira (não precisei descer escadas), fui de calça comprida e a calcinha cor-de-rosa ficou guardadinha na gaveta. Além disso, evitei contatos prolongados com irmãs de possíveis conhecidos. Mesmo pq, depois da última experiência, acho que determinadas irmãs vão é querer manter distância de mim, devem pensar que sou perigosa.

A diversão da noite ficou por conta da cabine de som. Sim, pq o lugar onde estávamos sentados era exatamente em frente à cabine, e eu preciso ressaltar que aquelas pessoas lá dentro falam muito alto e não poupam os comentários mais maldosos sobre o que tá acontecendo no palco. O Jogo de Cena foi bacaninha. Exceto pelo número do palhaço Pepino (tenho um amor platônico por palhaços..) e do filme Sinistro (Sinistro é o nome do curta, muito bom, já tinha visto uma vez no Festival de Cinema), os outros quadros da noite foram bem fraquinhos. Até o Batucada de Bamba, de que eu gosto tanto, não tava lá mto inspirado.

Agora, de celebridades aquele teatro estava cheio. Na platéia, Eduardo Rangel (um músico da cidade que, além de doido, é o moço que tem a música que me deixou mais constrangida na vida (sobre um órgão sexual feminino apertadinho. Imaginem minha cara enquanto ele cantava!), André Vasconcelos (o baixista fofíssimo do Djavan!!!) e o Rogério do Fama (aquele que entrou no Fama Bis no lugar da moça revoltada que saiu). Bom, esse último não é exatamente uma celebridaaaaaaade, mas tava dando autógrafo, tá valendo.
Momento: coisas que só acontecem com meus amigos: Preocupado com esse negócio de a 3ª Ponte do Lago já ter passado dos 160 milhões quando o orçamento inicial era de 40, um amigo meu bolou um esquema fantástico de transporte por sobre o Lago Paranoá: balsas. Exatamente! Balsas de bambu (=baixo preço de custo) reforçadas, fariam o transporte de carros de uma margem à outra. Isso geraria empregos, já que cada balsa precisaria de dois operadores (=remadores): um para ir e outro para voltar. Considerando o fluxo de carros que a ponte teria, ele calcula que seriam necessárias cerca de 1000 balsas nos horários de pico, o que corresponderia a 2000 empregos, só inicialmente. Ah, e importantíssimo: pra ocupar esse emprego não seria necessário que o balseiro tivesse nenhum conhecimento específico e seu emprego seria vitalício e herediário (!!). Eventualmente o transporte de balsas poderia cumprir outros itinerários além daquele previsto pra ponte, e daí o negócio só tenderia a crescer. Ele ainda não pensou nos detalhes, mas tá no caminho certo!

segunda-feira, outubro 28

O mesmo idiota de ontem venho novamente me aporrinhar. Só que hoje ele me pegou sem paciência, então eu nem dei conversa. É que quando eu estou nervosa eu prefiro ficar calada...

Darth Tricker®: (12:15 AM) Sou azul sou Roriz!!!!
Darth Tricker®: (12:21 AM) Sou Azul Sou Roriz! O magela se f***** o infeliz.....

Céus! Como tem gente ignorante no mundo.... Ele deve estar feliz pq o Roriz foi re-elegido (sic).
Momento desabafo:
Merda de apuração.
Não é possível, isso só pode ter sido roubado!!!
Tendo dinheiro pra comprar voto até eu ganho eleição, ora bolas.
Que safado
Puta que pariu!!!!!!!!!!!!
Fim momento desabafo

Ufa! Já começo a me sentir melhor, obrigadinha. Desculpa aí, tá?

domingo, outubro 27

(Originalmente rascunhado às 00:50h de Domingo 27/10)

Acabei de chegar do show do Jorge Vercilo. Sim, eu paguei o absurdo do ingresso pra ir ver aquele moço de uma música só. E sinceramente por mim ele podia ter passado o show sem falar de maré. Mas ele cantou. Duas vezes. Repetiu no bis. Enfim, nem tudo é perfeito. Mas o impressionante é que quanto mais eu me acho fã de alguém eu descubro que tem gente mto pior que eu. Muito mesmo. Primeiro chegaram as tietes adolescentes e histéricas do Christiano Galvão, o baterista. Realmente, no meio de tanta gente esquisita que constuma-se encontrar por aí, o cara se sobressai, é bonitinho. Não faz meu tipo, particularmente. Além do mais é mto aparecido. Logo que a banda entrou no palco as teens danaram a gritar o nome dele em coro e chamar de lindo e etceteras e isso foi o suficiente pra ele tentar se mostrar o show inteiro, fazendo caras, bocas e poses. Bobo.

Depois vieram as fãs do Vercilo mesmo. O mais engraçado é que eu estava conversando com a Talita antes do show discutindo se aquelas pessoas que estavam ali conheciam o trabalho dele ou se era só um monte de gente com dinheiro sobrando pra gastar no show de um cara de uma música só (A saudade bateu foi que nem maréééé...). E de repente nós vimos o Americel Hall ser invadido por uma legião de fãs loucas. Daquelas que choram, sabe? Bom, e dos engraçadinhos que vieram acompanhá-las. Pq 99,9% dos homens que estavam ali estavam acompanhando as namoradas tietes histérias. 0,05% eram gays e os outros 0,05% eram homens heterossexuais sensíveis que gostam da nova MPB. Mas isso já é outro assunto.

Uma moça, que deve ser no mínimo a presidente da sede brasiliense do fã-clube a julgar pela empolgação, distribuiu para toda a platéia (reparem bem: pra todo mundo!) duas músicas do Vercilo impressas em cartolina salmon para que as pessoas aompanhassem. Além disso, ela fez questão de cantar todas as músicas (reparem bem: todas) desafinadissimamente e exatamente no nosso ouvido. Sim, no nosso ouvido pq estávamos, nós e ela, na beiradinha do palco, fila do gargarejo, posto de tiete louca, como no show do Lenine. E, meu deus, como aquelas meninas cantam alto!!!!!

Não satisfeita em não me deixar ouvir nada enquanto o moço cantava, ela também não queria que eu escutasse nada entre uma música e outra. Pq, no intervalo de todas as músicas ela gritava "A Galera tá feliz!!!!!" que eu acho que é o nome do fã-clube ou coisa que o valha (nomezinho besta, eu hein...). Lá pela metade do show eu já tava prestes a perder a paciência e, antes de tar uns tabefes na guria pra ver se ela resolvia calar a boca, dizer pra ela "Oh, minha filha (o minha filha é pra provocar, sabe?), vc tá vendo que ele tem dois coisinhos enfiados no ouvido? Pois é, aquilo são retornos e ele não tá ouvindo nem quando vc canta (pra sorte dele, diga-se de passagem), nem quando vc grita "Lindo!!" e mto menos quando vc se esgoela no "A galera tá feliz!". Ele só sorriu pra vc agora pq vc tá balançando os braços demais, ele tá esperando vc levantar vôo". Mas me controlei, abstraí e deixei a menina ser feliz. Eu sei como é isso. Tivemos inclusive nosso momento de vingança quando tentamos deixar a mocinha surda no Meu amoooooor!, de Final Feliz.

A banda é uma graça. Os músicos todos parecem ser tão bem entrosados que mexem uns com os outros no palco e riem o tempo todo enquanto tocam, como se aquilo que estão fazendo fosse a maior diversão do mundo. E, bom, deve ser mesmo. Só o tecladista Hiroshi que me decepcionou se mostrando um tremendo babaquinha quando falamos com ele depois do show. Contrariando minha tese estatística de espaço amostral 1 pessoa de que todo músico de olhinhos puxados é sweet hearted como esse aqui. Sorry, baby, mas vc é minoria. Um verdadeiro idiota o outro camarada.

O Jorge é absurdamente tímido. Acho que isso prejudica um pouco o show dele, ele fica preso aos mesmos arranjos e mesmas performances, vc fecha os olhos e parece que está escutando o próprio cd (lógico, se tirar a louca desafinada do meu lado). Por isso, me diverti muito mais com a banda dele do que com ele em si. Admito que, quando ele entrou no palco, eu fiquei meio abobada. Meio o cacete, fiquei um tempão meio sem acreditar, quase tive um troço, ele tava mto perto. Mas depois foi ficando... igual. E aí eu me distraí com a banda dele, que é um show à parte.

sábado, outubro 26

Gente, esse menino me mima tanto, mas tanto, que qualquer dia eu vou estar impossível. E quando eu ficar convencida e insuportável, vcs já sabem em quem colocar a culpa.


Pq será que eu ainda me meto a discutir política?


Ele: (2:52 PM) Vote Serra presidente e Roriz Governador do DF!
Não caia na ilusão pestista!
*Anja*: (2:53 PM) Tá doido?
Ele: (2:54 PM) Não pense que lula fará tudo o que promete, ele caíra nas garras da ideologia petista!
*Anja*: (2:54 PM) Tá, e o Roriz vc acha mesmo que é o melhor governador que nós podemos ter?
*Anja*: (2:55 PM) E qual o problema da ideologia petista?
Ele: (2:56 PM) É muito alienada,todo petista se acha cheio da razão e esta sempre pronto a criticar e minimizar os outros que não são petistas. O lula é um produto embalado do marketing nada mais do que isso.
*Anja*: (2:58 PM) Se vc me dissesse que é uma ideologia utópica eu até concordaria com vc.
Além disso, vc tá generalizando, pq pensa que petista é comunista e come criancinha.
Ele: (2:59 PM) que é utopica eu sei que é..... que é comunista e come criancinha,não penso assim, mas não acredito que o lula tem o potencial, se viu isso ontem no debate,pra que ele se estressou dakela maneira? Sem desmerecer o lula, acho que o serra pode fazer um governo melhor.....
*Anja*: (3:01 PM) E vc também acha que o Roriz pode fazer um governo melhor?
Ele: (3:04 PM) Tenho certeza de que o Roriz esta para as pessoas mais necessitadas e o Magela defenbdendo os interesses da classe intelectual que, por sua vez que decidir o futuro das comunidades mais pobres!
*Anja*: (3:05 PM) Vc acha paternalismo governar pros mais necessitados?
Ele: (3:06 PM) Não entendi bem sua pergunta...
*Anja*: (3:07 PM) Vc acha que governar pros mais necessitados é o mesmo que esse paternalismo que o Roriz implementou aqui e que ainda diz que vai continuar?
Ele: (3:09 PM) Não que seja errado mas você acha que existem oportunidades para todas essas pessoas carentes? Você acha que o mercado de trabalho esta recebendo pessoas não qualificadas? Se as pessoas que encontram qualificação estao tendo dificuldades imagina os mais pobres, é uma assitencia, que junto com a educação pode ajudar a levantar o nivel dos mais necessitados e criar capacitação.
*Anja*: (3:15 PM) Pq vc acha que a cidade tá inchada desse jeito? As promessas de lote, pão, leite, gás, além dos tais 100 reias fazem a cidade ter mto mais gente do que ela pode comportar. E aí realmente não tem emprego, escola, hospital pra todo mundo.
Além disso, a última coisa com que ele tá preocupado é com a educação, com professores da fundação que estão com até vale transporte atrasado. As soluções dele são imediatistas e não resolvem problema nenhum. Além do superfaturamento nas obras e de um monte de construções públicas que só servem pra servirem de propaganda e pra encobrir o desvio de verbas.


E daí seguimos a discussão. Eu desisti e desliguei o ICQ quando, depois de eu dizer que formação acadêmica não fazia um bom governante, o rapaz me saiu com a seguinte pérola:

Ele: (4:06 PM) mas não faz tambem o governante ideal!
Poxa se enquanto o lula não era elegido esses anos todos ele tivesse estudando fazendo uma facu, ralando virando uma pessoas super estudada pra assumir bem o país, meu voto era dele mas, o q ele ficou fazendo o tempo todo? acho que ele deveria ter aproveitado melhor este tempo....


Agora me tirem uma dúvida: elegido é uma palavra que tá no Houaiss? Pq no meu Aurélio ainda é eleito. E o pior é que o camarada é um estudante universitário, e de comunicação ainda por cima. Não saber argumentar já é ruim, não saber escrever então. Ainda mais pra um futuro jornalista. Lamentável....

PS: Se eu estiver cometendo uma injustiça e elegido for realmente um verbete válido, por favor me avisem, tá? Eu como moça que só sabe fazer conta não sou mto boa nessas coisas... Tanto que não deveria nem estar discutindo nem política nem português.
Momento diálogos telefônicos:
- Alô.
(surpresa na voz)
- Stella?
- Oi, Rodrigo.
- Droga, eu sempre confundo seu telefone com o de um amigo meu!
- Vc tem noção de que me tirou do banho pra atender um engano?!?!!?!
- Desculpa. Se vc quiser a gente conversa.
- Não, pq eu tô molhando o chão todo. E tá frio aqui.
- Então tá, mais tarde te ligo pra pedir desculpas.
- Tá, tchau.
- Tchau.

Ex-namorado é foda!
Rafael, foi vc mesmo que eu vi na porta do meu inglês hoje de manhã?

Aliás, todo mundo de Brasília faz inglês naquela escola sábado de manhã. Inclusive eu.

sexta-feira, outubro 25

"Vamos pedir piedade. 'Senhor piedade!!!'
Pra essa gente careta e covarde.
- Blues Piedade - Cazuza/Frejat
Lembram daquele meu professor carrasco? Pois é. Diálogo hoje, durante a aula:
- Professor, se o Lula ganhar a gente não tem aula na segunda feira não, né?
- Se o Lula ganhar eu não sei, mas se o Roriz ganhar a gente vai ter teste.
- ...
- Muitos testes...

Gente, eu podia estar roubando, podia estar matando, podia estar cantando a música da bandeira verde e amarela, mas eu tô aqui ajoelhada implorando: Votem no Magela!!! Pelo bem da saúde física e mental dessa blogueira que quer muito se formar algum dia. Se eu virar prostituta por falta de estudo vcs não vão conseguir dormir de noite de tanto peso de consciência. E quando eu morrer de sífilis volto pra puxar o pé de cada rorizista maldito!
Bom, me disseram que hoje era o dia da Onda vermelha. Aí eu fiz minha parte, né? Peguei minha blusa vermelha na gaveta e fui contente pra UnB esperando encontrar uma massa petista nas ruas. Eu achei que meus olhos iam doer de tanto vermelho. Bom, as proporções foram bem menores. Beeeem menores. Meu professor de Clássica 2 (não música, mecânica), que também colocou seu nome na listinha pela volta do Antiroriz (aliás, eu fiz a maior propaganda, um monte de amigos meus também assinou), usava uma fita vermelha no bolso presa com uma caneta vermelha que ele não usa. Quem tava de azul tava pelo menos usando o botom do Magela, o que não é de todo mal. E, bom, um grande grupo de menininhas da física toooodas de vermelho.

Pra ninguém dizer que os físicos não têm consciência política. Bom, alguns não tem mesmo...

quinta-feira, outubro 24

Momento diálogos telefônicos:
- Ah, Stella, mas vc sabe que se usa saia e não é padre o Mário tá pegando.
- Que isso, Carona, tb não é bem assim...
- Claro que é, ele dá em cima de todo mundo!
- Imagina...
- Bom, menos da Amélia, mas vc sabe o que ele acha dela.
- É...
- ...
- Ei, ele nunca deu em cima de mim!
- Ele nunca se engraçou pra vc?
- Não.
- ...
- Ai, meu deus, será que ele pensa de mim o mesmo que da Amélia?
- Claro que não!
- Fala a verdade, Carona, ele nunca te falou nada?
- Não, de vc não.
- Ai ai ai... Então ele me acha barbuda também?
- Stella, o Mário não é o tipo de pessoa que esconde o que ele pensa não. Até da minha namorada ele já falou pra mim, pq ele não falaria de vc?
- É...
- No mínimo vc é uma pessoa indiferente pra ele...
- Putz, isso é um puta consolo!
- Claro que é. Vc tá melhor que o Lula!
- Que que o Lula tem a ver com isso?
- Ora, pensa assim: o Lula tem 67% de aprovação. Isso significa que 67% das pessoas gostam dele. Mas 33% detestam e vão votar no Serra.
- Hmm...
- Vc não: vc tem 67% de aprovação, de pessoas que gostam de vc. E pra 33% das pessoas vc não fede nem cheira. Olha que legal!

segunda-feira, outubro 21

Eu tenho um professor esse semestre que além de ter fama de ser mau, muito mau, mais mau (sic) que o pica-pau, ainda faz comentários sobre as nossas respostas como "isso é filosofia, não física" e "o que vc tem feito durante todo o seu curso que vc não sabe isso?". Pois bem. Não satisfeito com isso, ele ainda faz jus à fama: 40% da nossa nota final é por conta de testinhos surpresa aplicados durante as aulas. "Vcs não vão saber que vai ter teste, nem a que horas vai ser. Pode ser no começo da aula, no meio da aula, no final. Eu escolho." Ah, e ele te chama pelo nome (sorteado na lista de assinaturas) pra responder o que ele quer saber. Precisa dizer que faz uma semana que eu não assino a lista? Se eu pudesse, ele nem perceberia que eu estou na sala.

Mas logo na primeira aula ele chamou meu nome. E, bom, parece que de lá pra cá ele não esqueceu. Eu também não sei que raio de luz foi aquela que caiu sobre a minha cabeça que eu dei uma resposta tão brilhante (modéstia à parte) que ele ficou falando dela durante a aula inteira. Algo sobre programação de computadores. Acho, inclusive, que é a única coisa sobre computadores que eu sei.

quinta-feira, outubro 17

Pra quê tanta espera, esse aperto?
Venha me trazer teu beijo
Eu tô pensando em você.

Mais um lamento - Wilson Simoninha

quarta-feira, outubro 16

Uma matéria do jornal de hoje tinha a manchete que dizia que esta foi, é, ou será, não sei, "A semana mais quente do ano". Agora me diz: alguém aí não percebeu?
Momento: coisas que só acontecem comigo - Parte II - Estava eu aqui tranquila pensando o que eu fiz pra merecer tanto calor e toca o celular. Aí eu olho é o mesmo número de DDD bizarro de ontem. Eu, tonta, atendo:
- Alô.
- Oi, gostosa!
(ai, meus sais...)
- Alô?
- Oi, gostosa, tudo ótimo??
Aí eu mandei a educação pro espaço e desliguei o telefone na cara do sujeito. Ô, minha Nossa Senhora da Bicicleta Amarela, será que ele encarnou em mim e agora vai me ligar todo dia? Ana, lembrei daquela nossa conversinha sobre psicopatas e parece que eles estão começando a aparecer...

terça-feira, outubro 15

Ontem eu fui ao show do Kiko Perez (ex-Natiruts). Aliás, antes de eu contar da bunda de um homem bonitão, eu queria saber pq sempre escrevem isso entre parênteses depois do nome do pobre guitarrista. Sim, principalmente pq dá a impressão de que a única coisa que o cara fez na vida foi tocar no Natiruts e que ele vai levar esse encosto pro resto da sua existência. E eu não gosto dele por causa do Natiruts. Aliás, eu não gosto do Natiruts. Quando eles se chamavam Nativus ainda, aqui todo mundo só chamava de Repetitivus e Enjoativus. Enfim, vamos à bunda.

Eu fui no show, né? De graça, muito importante, cheguei lá uma hora antes com a Talitinha porque era por ordem de chegada. Acho que realmente não tinha necessidade, afinal só eu e os ciborgues e quimeras (que me disseram ser seres de rpg, inclusive a quimera é uma bruxa tecnológica. Me corrija se eu estiver errada) saem de casa em plena segunda feira de noite. Pois bem, até não estava tão vazio. Afinal, todo mundo que é de alguma banda que toque não importe o quê nessa cidade estava naquele show. O cara é conhecido, tá pensando o quê, ele tocou no Natiruts!!

Pois bem, o show poderia ter sido uma droga e eu sairia satisfeita só pela parte introdutória. Subiu um moço no palco que, nossa senhora, que homem era aquele! Meio baixinho, mas pra mim tá valendo, nunca tive preconceito com altura, e uau!! Bom, aí o rapaz falou que logo logo o show iria começar, que o Kiko é praticante de Swasthia Yoga (que eu sinceramente não sei se escreve assim, mas enfim) há não sei quantos anos e que tinha pedido pra ele fazer uma demonstração, encenação, sequência, sei lá que nome ele deu. E o moço tudo me coloca uma sunguinha que, ai minha nossa senhora protetora das moças pudicas, dai-me forças!!! E o cara começou com aqueles negócios que te deixam com uma puta inveja só pq vc não consegue plantar bananeira com a ponta dos dedos nem encostar a planta do pé na cabeça. Ai ai, eu quero um homem com aquele bumbum e aquela elasticidade pra mim. Sim, estou no meu momento taradona, dá licença?

Bom, aí o show começou. E confesso que me surpreendeu. Talvez pq eu não tivesse mtas expectativas a respeito. O baixista parecia que estava com dor de barriga e se contorcia todo enquanto tocava. O engraçado é que o corpo dele revirava mas o rosto permanecia impassível. Aliás, ele tinha a maior cara de psicopata mal encarado. Mas tocava horrores. O irmão do Kiko, que tava na guitarra... sinceramente não prestei mta atenção nele não. Pula. O bateirista, amigo da Talita, é um show. Tava meio estrelinha, dando viradas exibicionistas mas a gente teve que admitir que ele tava podendo, mandou mto bem. Bom, o Kiko é aquilo do Natiruts mesmo. Os convidados especiais foram uma atração a mais. Meu destaque vai pro Celso Salim, um dos melhores guitarristas que eu já vi aqui, blueseiro de raiz, além de cantar bem, ao contrário de 90% dos outros instrumentistas que eu conheço e que resolveram se aventurar a soltar a voz. Pra vcs terem uma idéia, no meio do solo dele uma das cordas da guitarra arrebentou. E quem disse que a gente percebeu? Musicalmente não fez a menor falta. Espetáculo.

O show à parte ficou por conta da platéia mesmo. Nas primeiras fileiras, o público era praticamente família da banda. Bom, o resto eram pessoas de bandas da cidade, além dos meninos do Oficina Blues, e alguns poucos gatos pingados perdidos. Isso incluía eu e Talita. Uns velhinhos batiam palmas alegremente durante uma versão de chorinho que ficou uma graça. E tinha muita, muita criança, filhos do Kiko, filhos dos outros músicos, filhos da platéia. Muita criança. E a melhor da noite não foi nenhuma das performances do ex-Natiruts. Terminada uma determinada música lá sobre floresta ou coisa assim, um molequinho de menos de 7 anos sentado no chão bem na frente do palco, fala em alto e bom som:

- Eu gostei, tio Kiko!

Não é fofo? E se até o molecote gostou, quem sou eu pra discordar? Bom, se bem que eles também gostam do Pokemon....
Momento: coisas que só acontecem comigo: Estou cá eu, tranquila, arquivando umas coisinhas velhas, em meio a poeira e muito, muito, muito calor (sim, pq acho que tem alguém lá em cima esquecendo de filtrar infravermelho pra gente aqui), toca meu telefone celular. Eu olho na bina mas não reconheço o número, inclusive o DDD não é de Brasília. 077, alguém sabe de onde é? Enfim, eu atendo, né?
- Alô, Ju?
- Não.
- Alô, Ju?
- Não.
- Quem tá falando?
- Quer falar com quem?
- Com a Ju.
- Não é daqui não.
- E quem tá falando?
- Stella.
- Stella... Casada, solteira?

Dá pra acreditar? O cara me xavecando pelo interurbano do celular? E eu respondi o quê, o quê, o quê?
- Casada.
(ha-ha-ha)
- Casada?
(mania de repetir tudo o que a gente diz!!)
- É.
- Então tá, Stella. Tchau.
- Tchau.
- Não tem nenhuma Ju aí não, né?

Putz!!!