sábado, setembro 28

Realmente, Mac, não foi vc.
Então, a César o que é dele mesmo.

Valeu, Iberê! Eu não tinha notado que o código do Yaccs tinha mudado. É tão bom ter meu contadorzinho de comentários de volta!!!!!

sexta-feira, setembro 27

Puxa, Mac! Isso foi profundo. Mas ele (eu) não é burro não. Só um pouco.... hum.... careca e lerdinho! :-)
Meu joelho está mto melhor, obrigada aos que perguntaram.

...

Melhor o caramba, tá doendo pra cacete! :-)
Sonhei esta noite que numa peça de teatro eu era chamada para ir ao palco mostrar algo bizarro (ah, esse nosso inconsciente...) e eu, sem saber o que fazer, recitava a equação de Schödinger. Ok, o nome já é esquisito, mas a equação é mto mais:

agá cortado ao quadrado sobre dois ême dê dois dê xis dois de psi de xis tê mais vê de xis psi de xis tê é igual a menos i agá cortado dê psi dê tê.

Só faltou eu ter dito isso em ritmo de rap pra ficar mais estranho.
(Originalmente rascunhado à 1h da manhã de sexta feira 27/09, mas o Blogger não deixou eu publicar)

Raquel, sinto muito. Pela cara que vc fez na hora eu percebi que vc estava pensando ou que eu era usuária freqüente de drogas ou que eu tinha surtado mesmo. Então, como sinal de minhas desculpas, vamos transformar o diálogo. Quer dizer, eu vou transformar. Mas sinta-se livre para modificações. Ah, e obrigada pela visita. Volte sempre, de verdade. Sinta-se em casa.

Momento diálogos inteligentes:

- Esta é minha irmã. Esta é a Stella.
- (sorriso) Oi! Tudo bom?
- Tudo bem.
- (outro sorriso) Prazer.
- Prazer.
- ...
- ...
- ...
- ...
- Ah, eu vi vc no jornal!

Ok, talvez "inteligente" não tenha sido o adjetivo mais adequado...

quinta-feira, setembro 26

Ah, é mesmo! Pausa!

Peguem suas línguas de sogra! Os chapeuzinhos do Smile, os apitos e as velinhas! (as velinhas, não velhinhas!!)
Aê!!! É o aniversário do humilde bloguezinho!!! Vamos cantar aquela musiquinha?

Parabéns!
Parabéns!
Pelo seu aniversário!!!
Penélope, vc não matou o Grunf mesmo não, né?
Ah, que triste!!!!!! Volta! Volta! Volta!!!

Ps: Eu demorei pra ver pq os comentários aí em baixo, como vcs puderam notar, enlouqueceram. O contadorzinho sumiu. Daí eu tenho que abrir a página do Yaccs pra ver o que tem de novo. Um saco. Se alguém souber onde foi que eu errei, me avise, pq eu já estava até começando a me acostumar com esse negócio de não ter mais problemas com minhas caixas de comentários.
Pps: O fato de eu ter dito que dá trabalho não significa, absolutamente, que eu não quero mais que vcs deixem comentários não, tá? Nem de longe isso me passou pela cabeça. Eu adoro meus comentariozinhos. Quer dizer, seus. Quer dizer, nossos!! :-)
Medo! Muito medo!!!!
Alguém entrou aqui procurando pela combinação blog física unb quântica!!!
Meu Deus, me acharam!!!!!!!!!!!!!!!!!
Momento: coisas bobas que a gente lê no protetor de bandeja do Mc Donald's: O nome do seriado Arquivo X em Portugal é Ficheiros Secretos. E pirulito é rebuçado. Vamos lá, admita que sua vida mudou!!!
Momento diálogos estúpidos:

- Esta é minha irmã. Esta é a Stella.
- Oi! Eu vi vc no jornal!!!

Eu não podia ter agido como uma pessoa normal e dito coisas como "oi, tudo bem? muito prazer" e ficado calada o resto do tempo?
A combinação banho afrodisíaco + pretinho básico + calcinha rosa só pode ter como resultado uma noite perfeita, certo? Errado!!! Como infelizmente a vida não segue as leis da matemática e eu sou uma menina infectada com o vírus anti-charme das exatas, o banho, a saia e a calcinha estavam ok. Mas eu só terminei minha noite com um Big Mac (sim, eu sucumbi!!!) e uma tremenda dor de joelho. Sim, não era de cotovelo não. É de joelho mesmo. Eu explico.

Cena 1: 17h - O banho - Stellinha toma banho, lava o cabelo, passa hidratante e depois se lambreca inteirinha com um preparado de mel que deixou meu corpo bem menos grudento do que eu imaginava e com um leve cheiro de cravo e canela. Ensino qualquer dia. Coisas da Talitinha. Não era afrodisíaco não, essa parte eu inventei.

Cena 2: 19h30 - A preparação - Aí eu me preparo. A calcinha rosa, a saia, o salto, e todo aquele nhem nhem nhem feminino de sempre. Perfume, rímel, gloss. Talitinha me esperando na porta. Vamos ao teatro.

Cena 3: 20h30 - A chegada - Chegando ao teatro, parada na porta, olha o movimento, encontra uma meia dúzia de conhecidos (evento cultural em Brasília é assim mesmo: sempre as mesmas pessoas, e vc acaba as cumprimentando mais pq vcs se encontram todo final de semana do que por realmente as conhecer), abrem-se as portas, vamos entrar. Assim que entramos no teatro, um rapaz, de nome Ricardo Guti, vestido com uma camisa laranja e uma maquiagem teatral faz a recepção das pessoas. Quando entramos na sala, ele estava a mais ou menos 5 metros da porta, no meio da platéia, falando alguma coisa sobre músicas para namorados e mexendo com as pessoas. Como eu tenho um amigo que tem medo de palhaço, e o moço estava exatamente ao lado da fileira onde iríamos sentar, esse amigo, atrás de mim, queria aproveitar um momento em que o host virou de costas pro corredor pra encontrar as cadeiras e escapar ileso das gracinhas. Pois é. A emenda saiu pior que o soneto. Fui andar rápido e o que aconteceu? O quê? O quê? Meu salto enganchou no degrau e eu vi o chão se aproximar de mim. Caí de joelhos. De saia. No carpete.

Alguns milésimos de segundo depois eu tive coragem pra levantar a cabeça e o palhaço estava olhando pra mim, com um olhar artisticamente preocupado.
- Oh, pobrezinha. Machucou?
- Machucou...
(tava doendo mesmo! e vc tá rindo pq não foi com vc!!!)
- Então me dê sua mão que eu te ajudo a levantar..
Aí eu dei. A mão, porra!
- Onde que tá a sua cadeira?
- Ali na frente.
- Pode ir sossegada que tô aqui do lado te escorando. Se quiser cair de novo é só cair em cima de mim.
- Então me dá sua mão que é melhor.
- Eita! Já arrumei uma mão pra segurar! Daqui a pouco ela me dá o braço!
Risadas na platéia. Não satisfeita com o a vergonha, eu fui dar uma olhada no estrago. Prejuízos: um raladão no joelho do tipo que eu acho que não tinha desde a última vez que caí de bicicleta. Como era carpete, o atrito queimou a pele. Fui ao banheiro lavar pra não infeccionar e passei a peça inteira abanando com o programa pq tava ardendo.

Resumo do espetáculo: Pra quem não conhece, o Jogo de Cena é um projeto que reúne no palco artistas da cidade de especialidades diferentes pra dar uma amostra de algum trabalho que está, esteve ou estará em cartaz. Tem teatro, pintura, música e dança. Na apresentação, Welder e Pipo, d'Os Melhores do Mundo (aquela companhiazinha de teatro mais ou menos, lembra?). Nos intervalos, participações da platéia, onde pessoas que querem aparecer fazem exibições (monitoradas) no palco. Ah, e sempre tem que sacanear o Roriz. Senão não tem graça. Depois explico melhor.

Cena 4: 23h - A saída - Terminado o show, meu joelho ardendo pra burro, vamos lá dar os parabéns pros moços, dizer a que veio e testar pra ver se o negócio do banho de mel dá resultado. Indiferença. Total.

Cena 5: 23h01 - O desfecho - Depois de uma noite tão maravilhosa, eu fui obrigada a não resistir e fomos, sim, parar no Mc Donald's. E eu comi meu primeiro Big Mac. É, eu nunca tinha comido Big Mac na vida, vejam vcs!

Ok, agora podem chorar comigo.
Momento: dois recados e um só homem:
1) Eu, continue assim que seu estudo dos sinais de pontuação está progredindo. Vc um dia vai até conseguir pontuar melhor que o Roriz! Pq eloqüente como ele nos comentários vc já é! :-)
2) Pra vc, querido, lindinho, amor, que ainda não conseguiu entender direitinho a titia vai explicar de novo pra não ficar nenhuma dúvida nessa cabecinha careca tão charmosa, tá? O humilde bloguezinho aqui é secreto, sabe? Pshhhh! Ninguém pode ficar sabendo pq a titia gosta de escrever com liberdade, e se pessoas conhecidas ficam sabendo que isso aqui existe a titia perde a privacidade, sabe? Deu pra entender agora ou quer que a titia explique de novo?

Pfff! Homens!

quarta-feira, setembro 25

Os dois posts abaixo com a devida licença poética e sem a devida licença do ser masculino em questão.
Momento diálogos telefônicos II:
- Vai fazer isso comigo?
- Não faz isso não...
- Me deixar aqui sozinha?
- Não faz isso não...
- Abandonada?
- Faz isso não....
- ...
- Eu sou um merda, né? Pode falar!

Ah... A sinceridade feminina!!!!
Momento diálogos telefônicos:
- Oi.
- Oi, linda!
- É, chama de linda pq disse que ia me ligar e não ligou, né?
- Bom, de alguma maneira eu tenho que amenizar a situação, né?

Ah... A sinceridade masculina!!!

terça-feira, setembro 24

Ana, sinceramente não me consola saber que meu problema é um vírus das exatas. Isso significa que, a menos que eu faça jornalismo ou fotografia (bom.. eu acho isso charmoso...), eu vou morrer sem sal ou casar com um cientista esquisito? Sem esperança???
Já que isso aqui serve de consultório terapêutico pessoal meu mesmo, então eu preciso registrar uma conclusão à qual eu cheguei esta noite. Meu problema não é que eu sou feia, é que eu não tenho charme.

Sim, pq olha só: eu não sou lá nenhum símbolo de beleza. Não lembro a Gisele nem de longe no escuro. Mas, sinceramente, também não sou de botar medo. Aliás, acho que o cara nem precisa ter bebido pra me achar minimamente bonitinha. Daí concluímos que o cerne da questão não deve estar na minha aparência. Burra eu também acho que não sou. Afinal de contas, posso não ser uma intelectual, mas me considero capaz de conversar sobre um monte de coisas e tenho uma cultura razoável. Então um papo aceitável eu devo ter. Próximo ponto: mal amada eu posso até ser, mas mal humorada nunca. Por isso, acho que me torno uma companhia agradável e divertida. Por enquanto eu mantenho a média em todos os quesitos. Então, qual o meu problema?

Daí eu mesmo respondo: falta de charme, minha cara! Sabe, sex appeal, ziriguidum, sal. Me falta um "it" essencial. Coisa de cheiro talvez.. E assim eu sou só mais uma bonitinha invisível. Uma inteligente sem bunda. Uma engraçadinha sem sal.

segunda-feira, setembro 23

Lembrando agora, esse humilde bloguezinho está prestes a fazer aniversário. Quem diria, um ano? Não, nem se dêem o trabalho de ler os arquivos. Eu mesma fui dar uma olhada ontem e, céus, é medonho. Não que eu tenha melhorado muito, mas sinceramente era muito ruim. Muito mesmo. Tanto que eu tive um impulso de apagar tudo. Mas sabe como é, essa minha dificuldade de me desfazer das coisas...

Agora, se alguém quiser comemorar um ano de terapia gratuita e coletiva, saiba que eu estou disponível e levo o vinho suave.
É impressionante como a gente se dá bem. A Talita inclusive comentou comigo outro dia que nem parece que somos ex-namorados. Eu acho que é verdade.
Em conversa longa e informal pelo telefone hoje à tarde, a desculpa pro fato de ele e a Lelé terem saído correndo do teatro domingo passado foi uma dor de dente. Nela, claro, pq realmente ela tava com cara de que, além da família dela inteira ter sido assassinada, o dente dela também tava doendo. Coloquei a culpa nele:
- Também, seu mal educado, nem me apresentou a menina!
- Ah, ela é mto chatinha!!!
Por essa eu não esperava: chatinha? A Lulu?
- Ah, Stella, não tenho mais paciência pra namorar não. Ela não gosta de ninguém, acho que é por isso que eu evito apresentá-la pras pessoas de quem gosto, pq ela vai ficar implicando e isso vai fazer a gente brigar.
- Acho que ela não gostou mto de mim...
- Ela não gosta de ninguém, não esquenta com isso não.

O mais engraçado dessas nossas conversas é que elas literalmente surgem do nada. Quando o telefone tocou eu juro que já não tava mais nem me lembrando da Lalá. Ele é que foi tocar no assunto.
- Sabe, eu já tô querendo terminar.
- Há quanto tempo vcs tão juntos?
- Ih, isso já é caso antigo. Eu já pisei mto na bola com ela.
E danou a contar dos encontros e desencontros da vida com a Loló. Mais sobre os desencontros. Engraçado é que ele só me fala das namoradas pra ressaltar os pontos negativos. E, nossa, são todas muito perturbadas mesmo!!!

De repente, momento memories:
- Nossa, vc lembra do dia que eu comprei minha bateria?
- Claro, claro que lembro.
- A gente brigou feio aquele dia..
- É...
- Eu fiquei muito puto.
- Pois é...
Ele riu. Eu pensei até em me explicar. Mas acho que qualquer justificativa já estaria fora do prazo de validade. E não valia a pena começar nova discussão tanto tempo depois. Afinal, nos damos muito bem. E nem parece que somos ex-namorados...
Momento: u-au, domingo legal: A parte boa de se estar de férias é que vc passa o final de semana inteirinho em casa vendo qualquer porcaria na televisão e não se sente culpado. Afinal, vc pode sair na segunda ou na quarta feira e, oras, vai ser a mesma coisa e inclusive o cinema é mais barato. Mas vamos combinar que, se eu estivesse de biquini sendo assediada por algum gordo velho careca (hihihihi, isso me lembra alguém... Nada pessoal, moço!), com certeza eu não sorriria quando me dissesem "vc acabou de participar do telegrama legal do domingo legal!". Definitivamente!
Vocês também criam vínculos afetivos com suas coisas velhas? Pois é, eu sim.
Entre minhas tranqueiras uma camiseta de quando eu era bebê (muuuito fofa!), alguns bichos de pelúcia horríveis ganhados de ex-namorados na 8ª série, todos servindo de ninhos de ácaros dentro de um armário esquecido, camiseta do uniforme da 4ª série assinada por gente que eu nem tenho idéia de onde anda e cadernos de todas as séries de escola, contendo relatos inacreditáveis, poemas, letras de músicas, coisas que eu não entendo e a tabuada da soma do 9. Sim, pq na 1ª série eu tinha grande dificuldade com a soma.

Além disso, tenho pastas organizadas com meu material de estudo do vestibular, incluindo anotações de sala, manuais e provas. Bom, isso até pode ser útil algum dia. Livros tenho todos, também acho que possam ter alguma utilidade no futuro. Aliás, tenho grande dificuldade para me livrar de livros. E papéis. De todos os tipos. Isso inclui panfletos de modo geral (de coisas que eu fui, vou, e de alguns eventos que, sinceramente, eu nem cogitaria passar pela porta), revistinhas culturais (coleção de Tablado desde quando a capa ainda era em preto-e-branco) e qualquer coisa onde tenha alguma anotação. Isso tudo pq eu sempre acho que posso precisar de alguma coisa e depois não encontrar. Minha mesa de estudos é uma zona. Ah, é, eu guardo listas de exercícios e suas respectivas resoluções.

A coisa começa a ficar doentia quando eu me recuso a me desfazer de meias-calças furadas (ora bolas, eu posso cortar algum dia e fazer infinitas tocas de meia!), calendários, carteirinhas de estudante, surpresas do Mc Lanche Feliz e ingressos de espetáculos que fui. Além de caixas de perfume e vidros de desodorante Natura que esperam por um refil. Ainda sobre refis, vidros de sabonete líquido ou qualquer outra coisa que passe a remota sensação de reutilização.
Bom, e claro, cartas e fotos. Outro dia li em algum blog (não me lembro exatamente onde) qual seria a primeira coisa que vc salvaria de um incêndio. Bom, depois de familiares e do cachorro e das roupas favoritas, a gaveta de fotos e a caixa de cartas. Nelas, algumas relíquias como fotos ilárias de um ex vestido de mulher e outras poses ridículas que a gente faz em momentos de falta total de senso mas nem pode colocar a culpa na bebida pq era muito novo pra encher a cara.

Mas apesar disso tudo eu ainda acho que estou muito distante da insanidade total. Não como um amigo meu, que conversa com seus objetos. E por conta disso, resolveu não jogar fora uma tampa de desodorante que estava há meses no banheiro, pensando nos sentimentos dela. "Ora, ela não tava incomodando ninguém..."

sexta-feira, setembro 20

Não querendo ser diferente, mas eu não gostei de Cidade de Deus. Não que o filme seja ruim. Muito pelo contrário, ele é excelente. Do tipo que prende sua atenção, bem produzido e todos os eteceteras que dodo mundo que comentou o filme já falou. Até consigo, sem bola de cristal nem nada, vislumbrar o frisson do Oscar e o blá blá blá do Arnaldo Jabor dizendo que devíamos ganhar. Mas eu me senti incomodada. E muito. O que, bem ou mal, é só mais uma evidência de que o filme é bom pra caramba.

Voltei pra casa angustiada. Prova de que aquela realidade toda mexeu comigo. Profundamente. Eu só queria ler uma crônica do Veríssimo, jogar tetris, ver páginas de sexo explícito na internet, tava valendo qualquer coisa. E foi isso mesmo o que eu fiz pra conseguir dormir, tirando a parte do sexo explícito, claro (pq claro?!).

Talvez hoje eu preferisse algo como: chuva, beijo apaixonado, afasta a câmera, aumenta a música, os violinos, sobem os créditos, fim. Sim, sou alienada por convicção.

quarta-feira, setembro 18

E, Mac, mulheres superiores se dão tão bem quanto os caras legais?
Retificando: recebi um telefonema e agoooooora sim eu entendi o caso Lolla Moon. Sim, eu sou desatualizada, vai encarar?
Batam as panelas (saudades da Rapanui...), que Stellinha aqui virou popstar e tem até fansign! Cortesia do duende (do cabelo) verde: (ele me faz uma gentileza e eu sacaneando com a cara do pobre. Eu não presto mesmo...)



Estive lendo o blog da Lolla, que não é mais blog dela e nem ela é mais ela mesma. Resumindo, eu não entendi nada. Quer dizer, entendi que existe uma lavação de roupa suja ferrenha entre blogueiros. E, bom, foi só. Acho que sou intelectualmente pouco evoluída.

segunda-feira, setembro 16

Eu não podia esperar até amanhã. Eu tinha que falaaar!

Cheguei há pouco do teatro. Fui assistir à uma peça simplesmente ma-ra-vi-lho-sa. Recomendo. Fortemente. O nome da peça é Sardanapalo, de uma companhia de teatro paulista, os Parlapatões. Há uns 4 anos atrás, eu assiti a outra peça deles, e quando eu vi que eles estavam na cidade novamente me deu um desespero, fui correndo comprar meus ingressos, combinei com a Talitinha e lá fomos nós.

As duas peças estão sem dúvida na minha lista das dez melhores que eu já assisti na vida. O grupo é fenomenal, misturam uns elementos de circo com tosqueira e são muito, muito, muito engraçados. Bom, eu frequento muito o teatro, já vi muita coisa, mas, nossa, eles são muito bons. Como não tinha cadeira numerada, chegamos cedo e ficamos na fila, que por sinal tava gigante, esperando que a sala abrisse. Aí saem os atores, como uma banda de circo e anunciam: "nossa, que pessoal educado! gente, não precisa ficar em fila não. Vai entrando e empurrando." Como todo mundo ficou meio encabulado de perder a compostura ele teve que repetir: "gente! é que nem entrada de estádio de futebol, vai empurrando e vai entrando". Aí o povo obedeceu, né? O texto é absurdamente bem escrito, tudo muito bem amarrado, com uma pitada de malabarismo (incluindo facões! uma puta coragem!!) e de atirador de facas, além dos atores serem muito bons e de ser tudo muito engraçado. Espetáculo recomendadíssimo!!!

Mas não era isso o que eu queria contar. Pouco antes de eu sair de casa, meu ex me ligou. Ele tinha feito algumas tentativas de falar comigo durante a semana, mas realmente tava tudo meio complicado. Pois é. Tinha sido com ele que eu tinha visto os Parlapatões há 4 anos atrás.

- Oi, vc foi ver os Parlapatões?
- Ainda não, vou hj. Vamos comigo?
- Ah, eu já vou já! A gente se encontra lá.
- Ok, vc vai sozinho?
- Não, vou com a Lili.
- ...
- E vc?
- Vou com a Talita.

E eu fiquei pensando: quem diabos é essa tal de Lili? Como ele não tinha entrado em detalhes a respeito da moça, eu me vesti para matar, me preparei para o pior e fui à luta. Estávamos eu e Talitinha na fila quando ele surgiu. Sozinho. Conversou alguns minutos, disse que ia voltar pro lugar dele, lá no comecinho da fila. (Ponto pra mim: largou a "Lala" sozinha!). Talita cara de pau mandou ver: "ah, então guarda lugar pra gente. Mas lugar bom, tá?" E ele disse que tudo bem.

Quando entramos no teatro, ele de pé com uma camiseta laranja fosforescente e os dois (excelentes) lugares guardados, obviamente, do lado da tal Lelé. Eu abri meu sorriso (falso) e fui simpática. "Oi, tudo bom?!" Ela acenou com a cabeça enquanto me examinava da unha do pé ao último cacho do meu cabelo. (Ponto pra mim: eu fui simpática, ela não.) E depois me virou as costas. O mais interessante é que nesse momento eu quis reparar e, sinceramente, me senti até culpada, pq nem parecia que eles tinham alguma coisa. Não estavam de mãos dadas, nem abraçados, bem distantes, como amigos. Talitinha me sussurrou "que perua!!!". Eu ri. Amigas amigas.... Começou a peça.

A Loló ficou o tempo todo de cara amarrada. Porra, a peça era engraçada e a menina de cara fechada, dá licença! (Ponto pra mim: eu tenho senso de humor.) E ele, assim como eu, Talitinha e o resto da platéia, nos abríamos de rir. (Ponto pra mim: ela pagou e não se divertiu). O clímax da história foi em um momento em que ela passou o braço pelo dele e tentou lhe dar um beijo no pescoço. Ela não conseguiu, só não consegui entender se foi pq ela não alcançou pq estavam muito longe ou se ele deu uma esquivada de leve. De qualquer forma, na minha frente eles mal se tocaram. Ah, é mesmo, ela encostou a cabeça no ombro dele. E eu juro que eu tava prestando atenção no teatro.

Terminada a peça, me virei um instante pra perguntar pra Talitinha se ela tinha gostado (afinal eu tinha feito uma propaganda do caramba!) e quando percebi lá estavam os dois perdidos na multidão que tentava sair da sala. E, bom, nós duas fomos atrás, né? Eu já disse que não gosto que as pessoas não gostem de mim sem motivo. E ele nem tinha me apresentado à Lulu. Ora, eu ia perguntar se eles não queriam comer uma pizza com a gente, usar de toda a minha simpatia e meu sorriso conquistador pra tornar a menina minha melhor amiga. Não deu. Eles saíram correndo na frente, e quando saímos do teatro só avistamos a camisa laranja ao longe. Não estavam de mãos dadas: entraram no carro e foram embora, fugidos. Nem se despediram. (Ponto pra mim: além de ciumenta é mal educada!)

E aí? Tenho cura?

sábado, setembro 14

Droga, eu desteto quando tem festa aqui em casa pq eu fico comendo bolo e tomando refrigerante por um tempão. Daí só eu engordo!!!!
Como organizar uma festinha surpresa de aniversário com sucesso

1- Combine tudo de última hora. Eventos marcados com muita antecedência nunca dão certo.
2- Faça umas 3 listas de convidados. Sim, pq a primeira vc vai perder, a outra vai ter que engolir quando o aniversariante estiver chegando perto e na outra vc vai fazer tantas anotações que nem vai conseguir reconhecer os nomes das pessoas.
3- Ainda sobre a lista de convidados, não se esqueça de incluir os amigos desconhecidos do aniversariante e também os amigos conhecidos mas que vc não gosta. A festa é pra ele, não pra vc. Aguente!
4- Encarregue mais pessoas de trazer comida do que de trazer bebida. Aí vc vai ter 4 bolos e só 1 garrafa de refrigerante pra 40 pessoas. Então organize uma vaquinha pra que o aniversariante precise sair no meio da festa pra comprar mais refri.
5- Coloque a namorada do aniversariante com a maior parte do trabalho. Isso inclui surrupiar os telefones dos amigos desconhecidos, incluindo a ex-namorada que a detesta.
6- Ok, dê uma colher de chá pra namorada e vc mesmo convida a tal ex-namorada.
7- E quando ela disser que vai levar "um bolinho de cenoura com cobertura de chocolate", quando vc e a atual namorada sabem que é o prato favorito do aniversariante em questão, conte até 10 e não pule no pescoço dela.
8- Nessa situação, segure a namorada caso ela tenha temperamento explosivo.
9- Complete com um sorriso falso: "Olha, nem precisa se incomodar! Se não puder fazer o bolo, não tem problema, o importante é que vc vá!"
10- Faça uma festa dupla: assim vc mata dois aniversariantes do coração de uma só vez!
11- Encontre uma solução para que os dois cheguem juntos à festa.
12- A história inventada tem que ser muito bem amarrada. Coisas como: "a gente ganhou o dvd de pré estréia do filme Sinais e vamos assistir. Mas não cabe vc no carro pq o Gustavo vai estar levando um Home Theatre no carro. Então peça carona pro Marcelo" não vão colar. Use algo mais plausível. Por exemplo: "hoje é sexta feira 13, que tal assistirmos um filme de terror? Então a Luana vai passar na Blockbuster pra alugar o Bebê de Rosemary e eu vou te buscar pq não quero ficar sozinha no carro com o outro aniversariante pq quase tivemos um caso e eu tenho namorado agora".
13- Lembre de usar "pôxa, que que te custa?!" pra quebrar argumentos em contrário.
14- Atrase. Muito! E se desespere quando a pessoa que ficou encarregada de buscá-los avisar que está chegando.
15- Peça pra que eles passem no supermercado pra trazer alguma coisa impossível de se encontrar mas que vc está com um desejo incontrolável de comer. Faça drama. O objetivo é que eles passem em pelo menos 3 supermercados antes de chegar.
16- Compre chapeuzinhos do Smile. E faça to-do mundo usar.
17- Apague todas as luzes e encarregue algum ser esquisito de aumentar muito o volume da tv quando eles chegarem pra parecer real.
18- Lembre de não deixar a tv no horário político.
19- Tente, muito mesmo, não acender as luzes antes do tempo. Espere que eles entrem na casa.
20- Por favor, não esqueça a máquina fotográfica na cozinha, ao lado das esfihas, pra tirar foto da cara de bobo deles quando virem aquele tanto de gente com chapéu do Smile.
Quarta eu fui no show da Leila Pinheiro. Detalhe muito importante: de graça! E, bom, já que não estávamos pagando nada pra ver a moça cantar, tivemos que fazer alguns pequenos sacrifícios. O primeiro deles foi chegar ao shopping com duas horas de antecedência, pra tentar ficar em um lugar onde desse pra ver alguma coisa. O lugar onde ficamos era realmente excelente, se não fosse todas as pessoas que chegaram antes da gente e estavam na nossa frente e que tinham quase dois metros de altura. Ok, eu tô exagerando, mas é que nunca me sinto tão baixinha como quando estou em um show. Parece que todas as pessoas altas da cidade conseguem bons lugares nos shows, no cinema, no teatro. Pessoas grandes e cabeçudas. Como se tivessem lugares privilegiados na nossa frente para jogadores de basquete e garotos propaganda de chapéu. Incrível!!

Tanto que o camarada que parou exatamente na minha frente, esse sim, devia ser jogador de basquete. O cara era muito, muito, muito alto mesmo. Tanto que, assim que ele chegou, uma senhora ao lado dele já soltou logo: "Ih, meu filho, mas vc grande desse jeito tem que ver o show é lá de trás. Alto assim vc não pode ficar aqui na frente não!". E pode parecer mania de perseguição, mas se eu me movimentava um milímetro pra direita, o gigante lá se enfiava na minha frente de novo. Parecia de propósito! Lá pelas tantas eu tive que tomar uma atitude: cutuquei o ombro do moço, fiz cara de coitada-desprovida-de-altura e pedi pra que ele chegasse um pouquinho pro lado. Ele até se mostrou simpático. Perguntou se eu não queria ficar na frente dele e tudo. Eu disse que estava muito bem onde estava, mas que se ele chegasse um pouquinho pra esquerda eu me sentiria bem melhor. Consegui ver até a sandália horrível que a Leila Pinheiro estava usando até o final.

Ela cantou muito. E por muito tempo. É engraçado, mas parece que nesses shows de graça os artistas vão com um pouco de má vontade, cantam duas ou três músicas mais conhecidas e se despedem. E pra ser sincera eu achei que aquela mulher não ia parar de cantar nunca, de tão empolgada que ela parecia estar. Mas a cena mais gozada da noite foi, já no bis, quando ela começou:

eu sei que vou te amar
por toda a minha vida eu vou te amar


Aí o celular de uma mulher atrás da gente tocou.
- Alô? Oi, meu amor! Vc tá escutanto? Então escuta, pq essa é pra vc.
E levantou o telefone pra que ele pudesse escutar a declaração de amor cantada. E quando olhamos pra trás, até chorando a moça estava.

Blergh! Pessoas apaixonadas!!
Momento destino: Como são as coisas da vida, né? Hoje eu estava mexendo numas coisas no meu quarto e tive que dar uma organizada na gaveta de fotos. Aí comecei a folhear os álbuns... E aí tinha gente que não fala mais comigo, gente que mudou de cidade, gente que mudou de país, gente que engordou, gente que emagreceu, gente que casou, gente que saiu do armário e muita gente que eu nem vejo mais. Nossa, me bateu um sentimento de nostalgia profunda, sabe? Aí eu entrei na internet pra ver se finalmente o UOL ia deixar que eu visse meus e-mails (aliás, vcs podem me madar e-mails, tá? Eu não reclamo não...) e qual não foi a minha surpresa quando vi que tinha recebido 3 e-mails pessoais (não eram piadas, não era spam, eram coisas especificamente pra mim!) de 3 dessas pessoas de quem eu não tinha notícias há meses. Respondi todos imediatamente, lógico. Quase chorei.... Ah, vcs sabem que eu sou sensível....

terça-feira, setembro 10

E, aproveitando o momento: gente, eu fico lisonjeada. Mas por favor não me assustem mais desse jeito, pq da próxima eu tenho uma síncope!!
Ok. Pausa no meio do meu estudo pra prova que tenho daqui a pouco pra narrar meu encontro insólito na hora do almoço. Rafael, com a devida licença, tornarei nossa conversa pública, ok?
Considerando que ele já tenha me respondido que sim.

Estava eu me preparando pra ir almoçar hoje quando de repente vejo um desconhecido vindo na minha direção.
- Oi.
- Oi.
- Vc que é a Stella?
(xiiii.....)
- Ã-hã...
- Puxa, eu tô te procurando faz um tempão.
(os meus amigos com os olhos arregalados e as orelhas espichadas (espixadas???) )
- ...
- Prazer, eu sou Rafael.
- Prazer...
- Puxa, eu queria dizer que seu blog é muito engraçado!!!
(Pânico!!!! Ai meu deus, será que meus amigos escutaram a palavra blog????)
- Ah, obrigada!
(Eu devia estar vermelha de vergonha nessa hora. Ou branca de medo. Ou meio cor de rosa, sei lá. O coração disparado. Aí eu pensei em me posicionar de um jeito que eu ficasse de costas pra eles, tapando completamente a visão do Rafael. Pelo menos leitura labial eles não iam fazer. E eu falando cada vez mais baixo...)
- Caramba, tinha uns negócios de Física Quântica, e aquele coisas que só acontecem comigo que vc ficou trancada no banheiro. Nossa, muito engraçado!
(Puxa, e o pior é que aconteceu de verdade... O coração parecia que ia saltar pela boca. "Fico lisonjeada, mas será que a gente podia conversar sobre isso outra hora e...")
- Ah, obrigada!
(Pouquíssimo original eu. Devo ter parecido uma antipática...)
- Eu pensei: tenho que levar isso pra todo mundo na Física e...
(Mantenha o controle, Stella. Mantenha o controle...)
- Ah, Rafael, eu acho que vc não deveria...
- Olha, eu só queria dizer que acho seu blog muito legal.
(Ah, meu deus, ele repetiu a palavra blog!!!) (Ei, eu podia postar isso....)
- Nossa, fiquei até sem graça agora.
(E eu fiquei mesmo)
- Então tchau!
- Tchau tchau.
(ele deve estar pensando: que menina insuportável!!!)

Quando virei novamente pros meus amigos, uma amiga sentada no banco já virou logo.
- Ei, aquele menino tava dando em cima de vc!!!
Coitado do rapaz. Além de ter sido mal tratado agora estava também sendo difamado..
- Ah, pára com isso!!!
Ela com uma cara divertida:
- Tava sim. "oi, vc que é a stella? nossa! eu tava te procurando fazia um tempão!")
Pensa rápido, pensa rápido!
- É que eu sou a mulher da vida dele, sabe? Ele tem procurado por mim a vida inteira!!
Putz!!!! Sorry, moço!
E o namorado dela do lado:
- O que foi que ele veio te falar?
- Er.. Hum.. ahn.... vamos almoçar???
Droga!

Então, eu tenho que vir publicamente pedir desculpas ao pobre do Rafael.
Primeiro pq eu fui grossa. Eu fico sinceramente (do fundo do meu coração) feliz pq alguém mais além de mim lê essa birosca e gosta. Sério! Fiquei hiper-contente com o reconhecimento. E mais ainda por vc até ter vindo me procurar pra fazer o elogio pessoalmente. Foi mal aí, tá?
Segundo pq eu devo ter modificado a conversa quase que totalmente aqui, pq eu estava em tal estado de choque que não me lembro muito bem das coisas. Mas eu tentei ser fiel. Espero que não seja tímido!
E terceiro por ter falado tamanha asneira a respeito do interesse dele por mim. Mesmo pq acho que ele não me pegou lá num dos meus melhores momentos: o cabelo todo bagunçado pelo vento, uma cara de quem acordou cedo na marra e de quem tem prova de Termodinâmica do medo daqui a pouco.

Ah, é mesmo! A prova!!!!

segunda-feira, setembro 9

Caramba, o Nando Reis saiu dos Titãs... Que coisa esquisita. Com tantas baixas assim, daqui a pouco o Toni Belloto chama a Malu Mader pra tocar com eles e fazer volume......
Bah, e quem acredita nesses testes bestas???




E pra não perder o costume de testes bobos:



Hoje, na sala do Professor. (já que a Novela da vida real já tá toda fora de ordem mesmo. Mas qualquer dia conto como consegui o telefone da casa dele). Depois do blá blá blá habitual:
- Ah, a Cowgirl me ligou esse final de semana.
(minha cara suuuper cínica)
- Ahn??
- Quer dizer, não sei se foi ela...
- Acho difícil, Professor. Ela passou o final de semana estudando comigo..
- É, eu tava aqui na UnB, vi vcs estudando sábado de manhã.
- Pois é...
- Mas eu cheguei em casa e minha mãe veio logo dizendo "Uma das suas fãs ligou"!
(Otário!!!)
- Hahahahaha! Vc, cheio de fãs?!
- É, o pessoal tá carente...
(Não é um bestão?!)
- Então tá, tô indo embora.
- Mas vc mandou bem na prova.
- É, tô indo embora.
- A nova geração da Física tá mandando bem.
- Pois é, tchau, Professor.
- Amanhã eu coloco a nota.
- Hu-hum...
E fechando a porta:
- Ah, Professor, amanhã é 10 de setembro, né?
- Ué, o que tem a ver isso?
- Nada não.
E com a porta já fechada eu ainda escutei.
- Ah, tá! Beleza.

domingo, setembro 8

O último dia
(Paulinho Moska / Billy Brandão)

Meu amor
O que você faria se só te restasse esse dia?
Se o mundo fosse acabar
Me diz, o que você faria?

Ia manter sua agenda
De almoço, hora, apatia?
Ou esperar os seus amigos
Na sua sala vazia?

Corria prum shopping center
Ou para uma academia?
Pra se esquecer que não dá tempo
Pro tempo que já se perdia?

Andava pelado na chuva?
Corria no meio da rua?
Entrava de roupa no mar?
Trepava sem camisinha?

Abria a porta do hospício?
Trancava a da delegacia?
Dinamitava o meu carro?
Parava o tráfego e ria?


E você? O que faria?
Acabei de chegar do show do Paulinho Moska e estou ainda meio abobada com o quanto ele é tudo, e que olhos lindos e que chaaaaaaaarme que ele fica de óculos (já disse que acho homens de óculos um charme?! Algumas vezes, né?).
Então, deixa eu curtir o momento e deixar o espaço para comentário futuro sobre os seguintes tipos estranhos que frequentam show de cantores não menos bizarros:
- a tiete histéria (e nem era eu)
- o casal de apaixonados do lado dela e a minha vontade de jogar uma bomba neles
- a moça forçante do nosso lado
- o casal simpático da fila

Nota mental: fazer jus ao Chico César.

sábado, setembro 7

Momento: coisas que só acontecem comigo:
Hoje de manhã fomos pra UnB estudar. É, hoje é sábado. Sim, fomos pra UnB estudar. Não, não estou de férias ainda. A Ana pode até ficar feliz pq ela provavelmente não vai ser a última pessoa da Unb a ficar de férias. Enfim, voltando à vaca fria.

Bom, estávamos na Unb estudando. A Cowgirl, que agora está namorando e aderiu ao movimento Desencalhe já! direcionado a mim especificamente, cismou que quem tem que ficar com o Professor, agora que o semestre tá acabando e ele vai cair matanto em cima dela (ô, se vai!), sou eu. Sim, euzinha. E ela não mede esforços pra isso. Tanto que bastou eu chegar inocente com meus livros e minha cara de sono (sábado de manhã ninguém merece...) pra ela mandar logo:
- Vamos na matemática ver se saiu a nota?
- Tine, hoje é sábado. Claro que a nota não tá lá. Além do mais, o Professor tava doente, ele deve estar em casa a essa hora.
- Ótimo, então liga pra ele e pergunta se ele melhorou.
- Tá louca, menina?
- Liga, Stella.
E suspirando.
- Ai, meu Deus, a gente tem que fazer tudo por essas nossas amigas lerdas.
- Mulher, presta atenção. O que vc quer? Eu ligo, ele atende, eu digo "Oi, é a Stella. Tô ligando só pra saber se vc tá melhor da gripe?" e ele responde "Tô" e eu digo "Então tá, tchau"???
- Claro que não, né, Stella. Ele fala pelos cotovelos, vai ficar te dando conversa, vc pergunta como vai a vida e talz...
- Bah!
Daí uma outra amiga resolveu intervir.
- Vai lá, Stella. Eu te dou até a chave da sala pra vc não gastar celular.
Diante de tanta insistência, lá fui eu. Pensando em inventar um ataque de coração súbito. Ou um corte na linha de telefone por alienígenas eletromagnéticos. Ou qualquer outra coisa que eu pudesse pensar na hora. Liguei.

Opa! Peraí! Vcs não sabiam que eu tinha o telefone dele, né? Droga!!

Uma senhora atendeu. Provavelmente a mãe dele. Perguntei por ele. Ela disse que ele tinha ido pra universidade. Eu perguntei a que horas ele voltava. Ela disse que provavelmente por volta da hora do almoço. Ela não perguntou quem era. Eu não deixei recado. Muito obrigada. Tchau.

Pra decepção geral (ooohhh!) o moço não tava em casa pra eu fazer papel de ridículo ao telefone. Mas o pior ainda estava por vir. Não satisfeitas, as meninas queriam que eu fosse até a sala dele. Aproveitava e perguntava quando saía a nota. Eu já tinha até desistido de resistir. Lá fomos eu e a Cowgirl. Escondidas de um amigo meio sem noção, que provavelmente ia fazer um escândalo descomunal se descobrisse que estávamos indo pra sala do Professor e que vinha na nossa direção, mas acho que ainda não tinha nos visto. Mas quando estávamos mais ou menos na metade do caminho ouvimos a voz do tal amigo perto, muito perto. E quando estávamos numa posição onde havia apenas um grande vão entre ele e a gente e ele fatalmente nos veria a Cowgirl pensou rápido e... se jogou no chão! Eu fiquei uma fração de segundo estática, tempo suficiente pra pensar "O quê que eu tô fazendo aqui?" e me joguei no chão ao lado dela em seguida. A essa altura eu já tava sem ar de tanto rir, tentando não fazer barulho pra que ele não nos ouvisse, pq senão seria beeem pior. E lá fomos nós, duas mulheres patéticas, engatinhando pela universidade da capital federal num sábado feriado da independência.

Quando achamos que o perigo tinha passado, levantamos devagar torcendo pra que ninguém tivesse nos visto naquela situação ridícula. Chegando na sala do rapaz: nada! É, a luz tava acesa, mas a porta trancada e ninguém respondeu quando a gente bateu. Só restou voltar pra onde estávamos estudando. Mas aí vcs pensam que parou por aí, né?

Mal tínhamos chegado de volta à nossa mesa quando avistamos ao longe um ser meio careca andando como quem dança rock. Uma amiga apontou: "Ué, aquele ali não é o Professor? Parece que ele tá indo embora...", e novamente a Cowgirl: puxou a bolsa com uma mão, meu braço com a outra e disse:
- Stella, vamos comigo no carro buscar o guarda-chuva antes que chova?
E saiu correndo. Literalmente. Correndo. E, bom, eu atrás, né? Aí, enquanto corria, ela foi tentar pegar a chave do carro na bolsa e a carteira dela caiu no chão. Ela parou mas gritou pra mim: "Continua correndo, continua!!" Parecia que a gente tava fugindo da polícia. E, bem, eu continuei. Quando eu tava quase lá, o tal amigo indiscreto salta na minha frente.
- Stella, o Professor tem dois cambitinhos que ele chama de pernas!!!!!!!!!!!!!
Cara de "oh, vc por aqui!" misturado com "oh, ele também está aqui?" e com "arf arf arf"
- Ué, como vc sabe?
- Ah, eu acabei de encontrar com ele e ele tava de bermuda.
Nesse exato momento a Cowgirl passou correndo por mim, ao que ele perguntou:
- Ué, aonde vcs vão com tanta pressa?
Ela só me pegou pelo braço e gritou pra ele:
- Buscar um guarda-chuva.
E continuamos correndo.

Mas era tarde demais. Coincidentemente (ou não) o carro dele tava parado ao lado do dela, mas quando apontamos no estacionamento ele já estava com a luz de ré acesa pra sair da vaga. E eu fiz duas coisas ridículas num espaço de menos de 2 horas. Pelo menos eu tenho o que contar no blog...
Alguém entrou aqui procurando por João Penca e eu lembrei do quanto fiquei mortificada esses dias quando descobri que a música que eles cantavam tinha um pedaço assim: (cante com a melodia de Rua Augusta, do Roberto Carlos)

Entre dentro da Augusta
A cento e vinte por hora
As teias de aranha foi botando pra fora
Lustrei o meu careca sem usar vaselina
Encostado no murinho da esquina
Vai, vai toni
Vai, vai, nêgo
E eu que achava grande o seu dedo


Céus, e eles cantavam isso no Xow da Xuxa! E o mais estranho é que de alguma maneira se criou um bloqueio em mim e eu não me lembrava mesmo dessa parte (nem de outras tão pouco apropriadas para a idade quanto). Ainda bem que eles cairam no ostracismo. Bem feito pra aprender a não ensinar bobagem em programas infantis. Humpft.

sexta-feira, setembro 6

Bem... gente... Olha, eu realmente acho muito legal minha média de 80 visitas diárias, de verdade, é muito mais do que eu poderia imaginar em quase um ano de blog (pasmem com minha modéstia!), mas é que.. bem... pô, alguém podia comentar, né?!

Aliás, tenho a impressão de que o (a) colega CAISNET desistiu de mim... Snif...
Momento: confissão relâmpagao - Fashion
Eu já tive (e usei; o que é pior, adorava) um vestido trapézio (uma roupa medonha que tinha exatamente essa forma geométrica) roxo com flores amarelas. Argh!
Momento: como as pessoas chegam aqui por meios bizarros:
- simpatia para [sic]afasta sogra chata
- mc donald's mensagens subliminares
- como conquistar um homem rico (tá ficando cada vez mais específica hein, fia!)
- chupando pés fotos
- fotos de intersexual (???)
- contrariar Einstein
Li em algum lugar essa semana que o Mc Donald's vai diminuir a quantidade de gordura das batatas fritas (algo a ver com ácidos graxos e gorduras polisaturadas, ou coisa assim), por conta dos problemas de colesterol e blá blá. Por mim eles podiam era diminuir o preço das batatinhas e deixar a gente morrer com as veias entupidas mas feliz.
Podem dizer: existe jeito mais charmoso de terminar uma ligação telefônica do que gritando histericamente "Ai meu Deus, acabou a bateria!!!"?? Acho que não, hein?
Cada uma que eu nem sei se mereço...
Meus amigos, subitamente movidos por um sentimento de compaixão para com a minha pessoinha aqui, resolveram se organizar em mutirão pra me arranjar um "bom partido". O resultado dessa gozação com a minha cara foi uma lista de planos, de A a M, para o desencalhe. Entre eles dois calouros, o Professor, meu ex-namorado, o doutorando dos olhos azuis, o Welder (é, amiguinho, sobrou pra vc), o doutorando Mudo e alguns desconhecidos, além da Ana Paula Padrão (cujo irmão é conhecido da Cowgirl) pro caso da minha primeira opção sexual não dar em nada. Vale a pena ressaltar que eu não tive o direito de participar da escolha das pessoas nem da ordem delas na lista.
E, não satisfeitos, ainda tive que escutar de um amigo a seguinte sentença: "Também, Stella, é exigente demais você: vai logo procurando alguém no pós-doc ao invés de começar na graduação."
Alguém mais aí quer palpitar no meu (longínquo) próximo namorado?
Momento Pollyanna: Sabe qual o ponto positivo de trabalhar/estudar aos sábados? É que qualquer dia em que cair um feriado nacional é lucro!!!

domingo, setembro 1

Caramba, e meus vizinhos não pararam de arrastar coisas e bater martelo durante todo o final de semana. Eles só podem estar brincando de escravos de jó com as camas e as estantes da casa!
É impressionante como esse negócio de internet/blog deixa a gente meio insano. Ontem fui numa festa no Centro Comunitário da UnB. Era a final do FINCA. Pra quem não tem a menor idéia do que eu estou falando eu explico. FINCA é o Festival Universitário Interno de Música Candanga da UnB (ou coisa parecida). Sim, e a sigla não tem nada a ver. E não me perguntem, já tentei criar algumas teorias mas nenhuma delas é plausível. Mas enfim.

Durante duas semanas as bandas (de qualquer estilo) se apresentam na hora do almoço em um dos anfiteatros da universidade. Um júri as avalia e esse final de semana foi a disputa pelo prêmio entre as 10 bandas finalistas. A de um amigo nosso ficou entre as 10 e lá fomos nós dar uma força. (Se vc viu uma banda que eu não me lembro o nome mas cujo baterista parecia ter 12 anos, essa era banda do meu amigo). A festinha é bacana. Os centros acadêmicos montam barracas e vendem "uísque com energético por apenas 6 reais" como fez questão de anunciar exaustivamente a moça chamada pra encher linguiça entre uma banda e outra. Mas não era disso que eu queria falar.

O mais impressionante é que eu cheguei lá e, dando umas voltinhas, vi o tanto de gente diferente que tinha lá. E aí eu fiquei me perguntando: será que alguma dessas pessoas é a Ana ou algum outro blogueiro brasiliense desconhecido? Mas eu fiquei mesmo foi encucada com a Ana. Pq eu tinha certeza de que ela estava lá. E talvez eu pisasse no pé dela, ela me xingasse a gente nem viesse a saber disso. Ou talvez alguém que lê meu blog (olá leitor!) derramou cerveja em mim e eu nunca vou saber. Cacete, esse negócio de ler diariamente sobre a vida das pessoas deixa a gente com uma estranha sensação de intimidade.
Pô, Ana, eu tô ficando maluca e a culpa é sua!

Em tempo: Lembra que há um tempo atrás eu falei que tinha ido num show do MCA (móveis coloniais de acaju)? Pois é, eles ganharam. Não é legal? Tá, tá, não precisa concordar...