sexta-feira, dezembro 27

Eu tinha feito um post dizendo que ia viajar, e que só voltava a escrever quando visse um computador novamente. Pois é, o post se perdeu no meio do caminho e agora, com um computador na frente, é que eu fui ver. Então, eu vou avisar de novo: estou em Campinas, com acesso restrito aos meus e-mails e só. A última coisa que quero agora é minha família descobrindo que tenho um blog. Não seria exatamente o que eu pedi ao Papai Noel. Então, eu volto daqui uma semana mais ou menos e conto as novidades. Ou não, pq até agora o máximo que me aconteceu foi conhecer um simpático menino de olhos verdes. Mas morram de curisidade que só conto no ano que vem.
Mil beijinhos e Feliz Natal.
Bah, o natal já passou.
Então feliz ano novo. Estou aceitando cartões de felicitações e presentes de Papai Noel atrasados.

segunda-feira, dezembro 23

Momento desabafo: Eu não tenho mais paciência para chiliques. De carência, já me dá trabalho suficiente cuidar da minha própria. Não sei pq as pessoas não abrem blogs ou fazem terapia ao invés de ficarem tendo essas crises de falta de atenção que já me deram no saco. Parece que tem gente que nunca vai acreditar que você gosta verdadeiramente delas e que vc não tem interesse de puxar seu tapete assim que elas virarem as costas. Se me conhecessem só um pouquinho saberiam que não faz meu tipo.

domingo, dezembro 22

Hoje tivemos nosso tradicional almoço de Natal + amigo oculto. Bom, na realidade, de tradicional ele não tem nada, pq foi a primeira vez. Não o amigo oculto, o almoço. Aliás, precisamos começar a pensar em controlar esses nossos impulsos alimentíceos. Sempre sobra comida pra alimentar um batalhão por pelo menos uns 3 dias em todas as nossas festinhas. O amigo oculto é que foi diferente dessa vez. Ao invés de presentes de R$ 1,99, resolvemos fazer uma limpeza em casa e trocar coisas velhas. Cada um escolhia um artigo que tivesse em casa e não usasse mais, mas não servia roupa íntima nem nada que fosse jogado no lixo em seguida. Foi a oportunidade ímpar de me livrar do cd das Spice Girls que tinha aqui em casa. É, eu já gostei das Spice Girls. Isso merecia um momento confissão relâmpago. Enfim, o saldo da noite foi uma tigela enorme de salpicão na geladeira e
- um cd da Banda Eva ao vivo
- o cd do Axé Bahia 96
- sementes de pepino
- uma pulseira de contas azul vibrante
- um par de óculos escuros coloridos para ser usado em festa brega
- um walk-man de porta quebrada
- um aparelho de celular tijolão (com carregador)
- vidrinhos de artigos de beleza de hotel em miniatura
- uma barra de chocolate (protegida com afinco pelo cara que a tirou!)
O esquema era o mesmo do ano passado. As pessoas são numeradas, escolhem os presentes na ordem e podem trocar seus embrulhos ainda fechados na mão com os presentes já abertos dos números anteriores. Faltou só ser um pouquinho mais bem planejado, mas fica pro ano que vem.
Eu volto pra casa às 3 horas da manhã, com uma dor homérica nas costas (preciso saber o que é isso. Velhice?) e inacreditavelmente contente. Numa quadra da Asa Norte ontem fizeram chocolate quente (com canela!!!) pra gente. Se alguém conhece a tia que fez os panelões de chocolate pra gente na 713 norte, por favor, avisem a ela que estava uma delícia? E olha que chegamos lá tarde pra cacete, e tinha gente nos esperando. Eu tenho a impressão de que estamos fazendo as coisas direitinho. Na quinta-feira fizemos um regente chorar enquanto cantávamos Noite Remix. Acredito sinceramente que ele chorou de emoção e não pq estávamos mto desafinados. Deixa eu me iludir, tá? Ontem foi a vez de uma regente dizer que tínhamos conseguido emocioná-la quando cantamos o El niño del tambor (ô musiquinha enjoada!!!). Pelo visto a Serenata de Natal comove público e músicos. Somos muito bons mesmo!!
Momento: cenas surreais do dia-a-dia:

Depois da freira do fusca (troféu cena bizarra do ano), a medalha de prata vai para minha última aula do ano do professor carrasco. Sala praticamente vazia, não entendi ainda se o povo desistiu depois da última prova ou se são os ares de recesso, toca o telefone do professor. Ele pede licença e sai pra atender. Dali a pouco ele volta: "Gente, dá um berro aí., com o celular voltado pra nós. A turma se entreolhou, ressabiada. Ele lógico que percebeu que estávamos desconfiados e pediu de novo: Vai, gente, pode gritar. Dá oi. Os 10 alunos presentes fizeram barulho por uns 50, o povo soltou a franga.

Daí ele pediu pra parar, agredeceu, e saiu da sala novamente, com o celular. Tá vendo? Lógico que eu tô na aula, amor!. Quando ele voltou, morrendo de rir, achou que nos devia algum tipo de explicação. Na realidade, ele não precisava ter dito nada não, mas que estávamos mortos de curiosidade, ah, estávamos. É impressionante. Minha namorada me liga o dia inteirinho, morre de ciúmes de mim. Ela me ama, essa mulher!! E continuou a aula.

quarta-feira, dezembro 18

Esse negócio de Serenata de Natal, inclusive, é mto divertido. Sim, cantar é mto bacana. E apesar de Noite Feliz ser uma musiquinha pra lá de manjada e enjoada, eu preciso admitir que ela fica mto bonitinha quando a gente canta, dá até gosto. Pra dizer a verdade, é mais um espírito de "se não pode vencê-los, junte-se a eles" do que propriamente espírito natalino. Sim, pq é uma música que precisamos cantar em toooodas as quadras, então se eu não me auto-sugerir que gosto dela, cantá-la vai se tornar insuportável. E é impressionante como esse negócio de auto-sugestão funciona!!!

Criar as coreografias pras músicas é uma diversão à parte. Hilário o que aqueles meninos são capazes de inventar. Até Boas Festas (eu pensei que todo mundo fosse filho de papaaaaai no-el) em ritmo de escola de samba já saiu. Além de vc conhecer pessoas, fazer farra no ônibus e toda a parte de integração social com pessoas de interesses semelhantes aos seus, quer seja a música quer seja toda a filosofia solidária por trás do trabalho. Pra completar, em algumas quadras, mesmo quando só conseguimos chegar à uma hora da madrugada, tem até lanchinho nos esperando. As quadras se enfeitam, os velhinhos descem pra nos esperar, as crianças ficam num limiar entre assustadas e admiradas. Sim, é recompensador. Está valendo à pena cada minuto de almoço perdido com os ensaios e cada noite mal dormida dessa semana. Do fundo do coração.
Momento : Vejam como titia Stella tá ficando velha: Os enfermeiros da Cruz Vermelha que acompanham a Serenata de Natal usam, além do uniforme branco e do colete específico, um charmosíssimo capacete amarelo com uma imensa cruz vermelha na frente. E justamente por causa disso, eles foram carinhosamente apelidados de Playmobil. E possuem musiquinha específica, cantada todas as vezes que, na hora dos agradecimentos, o orador diz as palavrinhas mágicas "E a gente não pode esquecer de agradecer à Cruz Vermelha, que acompanha a gente todos os anos, pro caso de alguém no escuro cair num buraco ou se queimar com as velas".

Playmobil, playmobil
São diversas aventuras no mundo playmobil
Playmobil, playmobil
Vamos brincar, vamos brincar com Playmobil.
Tró-ol! Bom motivo pra ser cri-an-ça!!


Enfim, voltando ao assunto, chegamos ontem numa quadra da Asa Sul e estávamos lá badalando os sininhos (tô prestes a ficar surda!) pra avisar à quadra sobre a nossa chegada e desceu do bloco uma moça com dois moleques, de mais ou menos 5 e 7 anos. E foi exatamente na hora que os enfermeiros estavam passando, com sua maletinha cheia de gazes (não gases, hein!) e o bendito capacete amarelo. Daí o mais novo grudou em mim, apontou e perguntou (provavelmente ele estava pensando que eu era algum tipo de ajudante do Papai Noel, já que sou tampinha e ainda tava com o gorrinho vermelho na cabeça):

- Tia, pq eles usam aquele negócio na cabeça?
(pô, já começou me chamando de tia?)
- Ah, é pq eles são os Playmobil.
- E o que é Playmobil?
(ai meus sais, o menino tava com cara de que aquela palavra pra ele não tinha o menor significado. Vcs acreditam que não se fabricam mais playmobils no Brasil? Poxa, eu fiquei arrasada!)
- Playmobil? É um bonequinho..
- ???
(*suspiro* Foi mal aê, pessoal da Cruz Vermelha..)
- Bom, o Playmobil é aquele que quando a gente machuca, ele coloca o band-aid e carrega a gente quando a gente quebra o pé. Entendeu?
Ele saiu feliz da vida. Mas tenho a impressão de que todo enfermeiro que ele vir daqui pra frente ele vai chamar de Playmobil.
É, eu sou uma menina sensível e carente às vezes. E me emociono com pequeninos gestos de solidariedade e amizade. Hoje eu presenciei dois. Ambos comigo. Quase chorei!

segunda-feira, dezembro 16

Ontem foi a abertura da apresentação da Serenata nas quadras, e lá fomos nós, seres esquisitos de gorrinho e sinos, cantar Jingle Bells pras pessoas do Sudoeste. E eu voltei pra casa às 2 horas da manhã, cansada, com fome, molhada e feliz. Estranho isso, né?

Aliás, eu preciso dizer: o enfermeiro da Cruz Vermelha que acompanha a gente é um espetáculo. Eu já disse que adoro homens de branco?
Se chovesse tanto na minha horta como pensam, eu seria a maior pegadora da paróquia. Gente, ninguém me dá bola não, parem com isso..

domingo, dezembro 15

Bom, o show. O Zeca, em si, dispensa comentários. O cara tem estilo, simpatia e um par de meias listradas combinando com o cabelo pintado de azul (!!) impagável. Esse último cd é cheio de coisas e efeitos e sons inesperados. O disco é mto agitado, e foi um tanto frustrante ter que comprar cadeira numerada e não ter espaço pra pular. Aliás, a compra dos ingressos merece uma atenção especial.

Sim, os ingressos estavam o olho da cara. R$ 30,00 a meia. Como todo mundo é universitário pobre que vive de bolsa e/ou estágio, tivemos que apelar, né? Convocamos um mutirão e participamos de todas as promoções que surgiram e que davam convites pro show. Inclusive uma do Correio, na qual vc tinha que inventar uma frase que respondesse, em até 10 palavras, o que vc seria capaz de fazer pra ir de graça ao show PetShopMundoCão do Zeca. Nossas frases ficaram o máximo, mas acho que eles não gostaram mto não. Tanto que o prazo se extendeu mais uma semana além do planejado. Decerto só tinham as nossas frases lá e a comissão julgadora achou humilhação demais conceder o prêmio a "Eu chuparia uma bala e roeria um osso". Daí o prêmio foi pro "Pra ir ao show do Zeca eu viro até Baleiro." Extremamente óbvio e previsível. Sem graça, mto sem graça.

Só que os resultados de sorteios e promoções saíram só na sexta, e o show era no sábado. Justamente pq o show seria dançante, achamos que ia ter pista e não seria lá grande problema comprar em cima da hora. Só que no sábado, às 18h, descobrimos que os igressos eram cadeira numerada. E foi aquela correria. Talita e eu nos debandamos pra Academia de Tênis uma hora antes do show. Os lugares que estavam na bilheteria eram mto, mto, mto lá atrás. Mais especificamente, fileiras Z-D e Z-E. Sim, última e penúltima. Então, a solução era negociar com o cambista. Me senti uma contraventora, e o cambista falando meio de lado, como se quisesse disfarçar, com um palito na boca, me fez sentir como se estivesse negociando cocaína. Por fim, compramos duas entradas no camarote por R$ 25,00 cada e depois compramos as outras duas na bilheteria mesmo, fileira Z-D, no centro. A surpresa foi que o lugar era realmente bom. Tá, era lá lá lá atrás. Mas como a sala foi bem planejada, dava pra ver tudinho. E bem.

Assim que apagaram as luzes (com quase uma hora de atraso, diga-se de passagem. O povo já tava preparado pra jogar tomate e ovo no palco!), Talitinha e eu nos levantamos sorrateiramente e puf, qdo vimos estávamos sentadinhas nas excelentes poltronas de outras pessoas que sei lá onde estavam. Tá certo que ficamos a primeira música inteira apreensivas, com medo do dono do lugar chegar. Mas ele devia estar namorando ou em pé em algum dos corredores entre as cadeiras dançando. Daí foi só aproveitar.

Uma coisa que me deixou impressionada foi o grau de abrangência que o Zeca tem. Sinceramente, eu nunca vi um show de público tão heterogêneo como esse. Atrás de nós mesmo tinha uma família em três gerações: um senhor de seus 70 anos, um moço de 40 e um menino de 12, mais ou menos. E todos se divertindo!! Tinha mta criança e mto velhinho, tinha aquele povo alternativo esquisito e as patricinhas, até punk tinha. Inacreditavelmente diversificado. Ou o brasiliense estava mto sem o que fazer ontem à noite (e com mto dinheiro sobrando também) ou o Zeca tá de parabéns.

E por falar em parabéns, destaque para a banda sensacional que tava acompanhando o moço. O baixista/guitarrista/estou-tocando-esse-baixo-acústico-esquisitíssimo usava saia (!!); o cara do sampler (se é que é esse mesmo o nome daquilo) era o mais multiuso - tocou baixo, percussão e ainda ficou virando os disquinhos lá -; o pianista (Sacha) tinha um ar de austeridade hilário, além de tocar pra cacete. Mas a presença mor foi da bateirista/percussionista/toco-tudo-o-que-vier Simone Soul. Putz, a mulher destrói! Tanto que eu já a tinha visto tocando com um monte de gente e qual não foi minha surpresa quando a descobri depois que cheguei em casa no meu cd do Funk Como le Gusta? E eu nunca tinha reparado. Aliás, o que é um djembe?

Além da banda, o show é visualmente mto agradável. Não, não acho o Zeca bonito não. Mas foi a melhor combinação de iluminação e outros efeitos visuais (fotos e vídeos num telão gigantesco) que eu já tive a oportunidade de ver ao vivo. Nada de mega produção. Algumas pequenas sutilezas que fizeram a diferença. Quando juntou com a boa música então....

Atenção especial pra versão mais pauleira ainda de Heavy Metal do Senhor, que fez com que a Talitinha e eu nos acabássemos de pular (pq a essa altura do campeonato a gente já tava de pé dançando já fazia muito tempo) na chamada, por ele mesmo, de sessão descarrego, e pra linda linda Juízo Final que tocou os corações apaixonados.
Acabei de chegar do show do Zeca Baleiro que foi simplesmente demais. Mas conto amanhã. Vou ali prosseguir minha hibernação interrompida por uma boa causa.
Momento: utilidade pública:
Isso foi o que saiu no jornal, eu não sei se essa é a ordem certinha mesmo. O importante é que se vc vir uma legião de gorrinhos e velas chegando tocando sinos, sim, somos nós. Vai lá ver a gente desafinar, vai? Ah, a coleta de donativos nas quadras já terminou, mas tenho certeza que se alguém quiser doar mais alguma coisa (qualquer coisa: alimentos não perecíveis, roupas, brinquedos que não incitem à violência, material de higiene pessoal, etc), a organização da serenata não vai reclamar. É só procurar a DEA na UnB (Ala Sul, AT 194, do lado da Caixa Econômica) ou ligar no telefone 274-5411. E o nosso itinerário:

Serenata de Natal
Domingo - 15/12: SQSW 304, 103, 100. AOS 08
Segunda - 16/12: SQN 203, 105, 106, 108 e 111
Terça - 17/12: SQS 316, 203, 206, 112, 108 e HIGS 710
Quinta - 19/12: Colina, SQN 208, 402, 202, SHIS QI 17
Sexta - 20/12: SQN 316, 315, 313, HCGN 713, EQN 710/711
Sábado - 21/12: Guará QI 05/07, QE 34, 32, 44/46, 15

quarta-feira, dezembro 11

Pela confusão e desespero da Juliana aí embaixo, deixa eu reformular: finalmente eu terminei de escrever a historinha sobre a vinda do Mac. E onde ela estará, onde, onde? Aqui, ó, no link.
Eu hein..

terça-feira, dezembro 10

A historinha sobre a vinda do Mac, um pouquinho atrasada, até que enfim acabou.

Aliás, Mac, ontem vieram me perguntar se tomamos o tal vinho verde e se "rolou a química". Não, do vinho eu esqueci. Quanto à química... deixa pra lá...
Mon amour, sem a devida licença, mas imaginando que vc não vá propriamente se importar, pausa aqui para o Comentário do comentário.

Fala more!
Olha, não sei qual foi a dessa sua nóia (corrija: constatação) da falta de charme não, mas sem conhecer seu shape pessoalmente (estou em desvantagem, diga-se de passagem) (recomendo que vc tenha uma conversinha com o Mac. Ele te põe inteirado sobre quão "interessante e atraente" meu "shape" é.), digo que vc é altamente interessante e atraente pelos seus quesitos morais e intelectuais. (hmmm...)

Como, segundo vc mesma, visualmente vc não é "de se jogar fora" (vamos esclarecer isso aqui pra ninguém me acusar de estar mentindo no blog: eu só não me acho uma mistura de monstro do Lago Ness com Tiririca, o que não significa, em absoluto, que eu seja bonita. Sou normal, acho, passo desapercebida.), essa união entre o "legal" e o "agradável" faz de vc uma mulher BEM acima da média, meu amor. (sei não, hein... mas vamos lá)
Nada pior que ter que terminar algo corporal extremamente interessante conversando sobre a cor das cortinas do quarto... (nota mental: conversar com vc sobre física quântica nessa situação. Brincadeirinha, amore, brincadeirinha. Eu entendi.)

De qq forma, esse negócio de charme, "it", como vc diz, é altamente subjetivo, varia com os olhos do observador sobremaneira... (talvez meus observadores esteja um tanto.. hmm.. ofuscados. Eu sou mesmo é indiferente)
No frigir dos ovos, more, relaxa. Vc é dez. (oh, que fofo!!!) Vc, provavelmente, só está mal acompanhada por incompetentes que não a reconhecem (ainda) como um mulherão. (opa opa. Mulherão aí é exagero, né?!)
Ah! E o que mesmo vc tem contra "cientistas esquisitos"? (depende do cientista e depende de quão esquisito ele é. Mas já avisei que médicos e músicos constituem minha classe de taras pessoais. Biólogos incluídos.)

segunda-feira, dezembro 9

É que hoje eu tô com sono. Mas prometo que amanhã tento terminar uma porção de histórias que ficaram pela metade perdidas aí embaixo. Principalmente no que diz respeito ao verdadeiro culpado de certo acidente automobilístico.
Eu quero que vc se... top top top.
Sabotagem - Os Mutantes
Meu irmaozinho agora tem uma banda. De rock, ele diz, mas eu tenho sinceras esperanças de que ele um dia descubra o lado bom da vida. Enquanto isso, eu dou a maior força. E aqui em casa, apesar de no começo ninguém ter gostado muito da idéia, já estamos começando a nos adaptar ao estilo de vida popstar do moleque. Primeiro, meu pai me aparece aqui em casa hoje de manhã com uma bateria completa, com os pratos de ataque, defesa e de feijão e um negocinho daqueles que a gente balança e faz blim-blim. Eu não sei o nome, mas me lembra aquelas coisas chatas que a gente coloca na varanda da casa pra quando o vento bater incomodar os vizinhos. Pois é. Agora temos uma bateria nessa casa em um quarto que não é isolado acusticamente. Não sei quem vai enlouquecer primeiro: nós ou os vizinhos.

E hoje foi a primeira apresentação pública da tal bandinha, que só não tem quatro guitarristas pq meu irmão é preguiçoso demais pra tocar de pé e escolheu um instrumento que pudesse tocar sentado. E lá se descambou a família trapo inteirinha pra ver o menino tocar. Não é corujice não, mas pimpolho mandou bem. Tão bonitinho ele fazendo cara de mau e rodando a baqueta entre os dedos... E, sim, eu fiz ele passar vergonha apertando suas bochechas quando ele saiu do palco. Bah, alguém tem que fazer esse papel, senão não tem a menor graça..
Eu tenho noção do meu gosto musical bastante diversificado. Daí ontem me meti com a Talitinha no Gate's pra assistir ao show de uma cantora que, além de eu não saber quem era, também não sabia o que diabos é que ela cantava. Eu sabia só que o nome dela é Tukka Villa Lobos (neta do Heitor, me disseram) e que ela ia ser acompanhada pelo Kiko Perez (eterno ex-natiruts), pelo bateirista do Oficina Blues e por um baixista também conhecido da noite brasiliense. Como eu não tinha a menor idéia do que é que me esperava com relação à vocalista, pelo menos fiquei tranquila no que dizia respeito aos músicos que estavam com ela. Nada a desejar.

O show começou com mais de uma hora de atraso. Estranho ver o Gate's tão vazio em pleno sábado à noite. Aliás, observando bem, a rua tava vazia ontem, inclusive o bar que fomos na sexta e que estava superlotado. Fiquei até me perguntando se não era algum dia mundial de luta contra alguma coisa, sei lá, todas as pessoas passando a noite em casa em sinal de protesto com uma vela acesa na janela ou coisa parecida. Bom, a Talita não sabia me informar nada sobre isso, mas o fato é que aquele lugar não estava tão quente, escuro, apertado e cheirando a cigarro (descrição da Ana) quanto das outras vezes. Pelo contrário, tava bastante transitável. E respirável, muito importante.

Quanto a seleção musical, eu particularmente me surpreendi. Ela é carismática e tem um show bastante ... hmm... performático, digamos assim. Tem presença de palco e, sim, canta bem. Fez uma viagem pelo rock dos anos 60 aos 90, entre músicas conhecidas e composições próprias bem interessantes. Tá, ela é meio maluca, com umas coisas de astral e mago, mas, ah, cada um é feliz como pode. Deixa a moça, oras.

domingo, dezembro 8

Não, eu não estou acostumada com as pessoas não gostarem de mim. Coisa de menina mimada...
(porque faz muito tempo desde o último e eu tenho andado uma menina muito de bem com a vida)
Momento: atitudes que eu detesto: Gente que trata mal vendedores.

A despeito de toda a minha timidez, eu sempre tive o costume de cumprimentar as pessoas. Sei lá, mesmo que meu dia esteja uma merda, não custa nada desejar aos outros que o deles seja melhor que o meu. E, salvo algumas exceções, eu tento ao máximo (o que não quer dizer que eu consigo sempre) distribuir sorrisos e algo de positivo, nem que seja um simples bom dia de manhã. Engraçado é que me parece que as pessoas se desacostumaram com isso. Daí eu ter ficado tão famosa entre os porteiros e as copeiras das duas filiais do meu trabalho, que em poucos meses já sabiam meu nome. É não é pelos meus "dotes" físicos, podem acreditar, pq eu não tenho mesmo nada que chame a atenção positivamente. Mas pq eles se interessaram em saber quem era aquela tampinha que nunca chegava de cara amarrada. E eu sinceramente não acho isso ruim.

Daí eu às vezes tenho vontade de dar uns tabefes em determinados clientes brasilienses (bom, pq eu só conheço esses mesmo..). Como é que alguém é capaz de entrar num lugar e, em meia hora, não conseguir soltar nenhum bom dia, por favor ou muito obrigado? Ou usar aquele tom in-su-por-tá-vel de superioridade pra dirigir a palavra ao pobre do atendente, que às vezes acaba é respondendo com outra grosseria e eu já vi arranca-rabos homéricos por causa desse tipo de coisa. O mesmo se aplica a garçons, frentistas. Quer se livrar de mim logo no primeiro encontro? É só ser grosso com o garçom do restaurante.

Ok, eu concordo que muito vendedor abusadinho escolhe o tratamento dependendo da sua cara de comprador em potencial ou não. Uma vez entrei numa loja da Yes! Brasil. com uma amiga minha porque ela tinha visto uma blusa azul marinho na vitrine pela qual ela se apaixonou, apesar do preço astronômico. Ela realmente estava disposta a comprar, mas desistiu de pois que ficamos por uns 10 minutos em pé dentro da loja com cara de "por favor, uma vendedora aqui?" e nenhuma daquelas mulheres antipáticas veio nos atender. Óbvio, não compramos a blusa e minha amiga saiu bufando da loja. Essa atitude sim talvez justificasse uma reação mais agressiva da compradora. Caso contrário, um obrigado não arranca pedaço de ninguém, né?
Deixa eu dizer só uma coisinha: eu não sou moleque de recados. Se tiver algum problema com vc, pode ter certeza de que vou dizer. E esperaria o mesmo tipo de atitude comigo. E vamos mudar de assunto pq esse já encheu o saco.

(sim, isso foi uma nota pessoal. Não era pra terem entendido mesmo.)

quinta-feira, dezembro 5

E imediatamente depois, pra comprovar qualquer tese sobre a alta capacidade do ser humano de mudar de assunto, ela me pergunta: Cara, que revestimento eu coloco no meu sofá?
Definitivamente, essa menina é uma figura!!!
Momento: Diálogos telefônicos (de novo, pela internet)

Ana: E eu quero waffles. Fiquei sabendo que a senhorita vicou o pobre maquidonaldis em waffle.
Eu: eu fiz o quê???
Ana: Vicou o mac em waffle.
Eu: Ana, o que diabos é vicar?
Ana: Viciar. Eu falo e waffle, dá fome e eu como as letras.
E voltando à vaca fria, deixa eu contar minha versão sobre a rápida passagem do Mac pelo planalto central.

Ato 1 - Os preparativos
Ele passou mais de um mês dizendo que vinha. Quando chegou na semana em que ele deveria viajar, surgiram mil problemas e o rapaz até ameaçou dar pra trás. Na quinta-feira à tarde, depois de um pouquinho de pressão da minha parte, tive confirmação de que ele tava indo na rodoviária tentar comprar passagem para vir de noite. Vejam bem: tentar!! A Ana prometeu que ia resgatar ele na rodoviária, então eu fiquei despreocupada esperando notícias.

Ato 2 - O encontro
Daí eu saio da aula na sexta e tem uma mensagem de voz no celular pedindo pra eu ligar pra Ana. Eles disseram que estavam indo pra UnB e me encontrariam lá. Quando eles chegaram, a Ana ligou e eu, tonta, disse que em no máximo 15 minutos minha aula terminava e eu ia pra lá. A referência era minha blusa com desenho de borboleta gigante, já que nenhum dos dois fazia idéia de como era a minha cara. Bom, cheguei quase 1 hora depois, apressadíssima, suada, o cabelo preso de um jeito esquisito que minimizava o calor. Espero que não seja verdade essa história de que a primeira impressão é mesmo a que fica. Abraço, abraço, beijo, oi, sou a Stella. O Mac reclamou que eu fui grossa, estúpida, mal-educada e antipática, mas eu fiz o melhor que eu podia enquanto pensava no atraso que ia chegar no dentista. Depois que fui embora praticamente correndo, só recebi notícias deles dizendo que iam pra festa da Psicologia e tomar coisa verde no Beirute. Por causa de uma anestesia maldita, acabei indo ao Clube do Choro ver o Henrique Cazes (dos moços que tocam Beatles em chorinho. Parece bizarro, mas posso garantir que é mto bom. ) e voltando cedo pra casa.

Ato 2 - Cena 2 - O dentista: A dentista começou a mexer no meu dente dizendo que se doesse ela aplicava a anestesia. Doeu, lógico, pq não existe dentista sem dor, nem que seja puramente psicológica. Ela aplicou uma dose da anestesia. Espera, espera, mexe de novo. Continuou doendo. Outra dose da anestesia. Espera, espera, nova tentativa. "Mas vc não tá sentindo adormecer o lábio, a metade da língua?" Não, nenhuma reação. E pra acrescentar à dor no dente, a dor da picada da injeção. "Vc já teve problemas pra pegar anestesia?" Bom, essa foi a primeira vez.. "Então eu vou ter que tentar outra coisa... Sua pressão é normal?" Pq será que eu tive o pressentimento de que ela ia me dar uma dose cavalar de seja lá o que fosse? Ela pegou uma seringa enooorme e tascou outras duas anestesias em mim. Inacreditavelmente, nada! Como eu não tava nada a fim de ter que voltar lá e fazer tudo de novo, fingi que não tava doendo e deixei ela me torturar. A porcaria da anestesia fez efeito de repente faltando 5 minutos pra terminar a consulta, depois de ela já ter mexido e remexido o que ela queria dentro da minha boca. Fiquei com a boca torta até meia-noite, quando o efeito passou, também por magia.

Ato 3 - Que picasso!!!
No sábado logo depois do almoço eu sou surpreendida com um telefonema da Ana perguntando onde era a minha casa. Antes de dar o enderço eu quis saber pra quê, né? Ela queria despachar o Mac pra resolver uns probleminhas com o namorado. Os cinco minutos que ela demorou pra chegar aqui (levando em consideração que eles se perderam e tavam procurando a casa do outro lado da rua, mais especificamente, no Banco do Brasil) foram suficientes pra eu trocar de camiseta, resmungar alguma coisa como "Mãe, tô saindo." e colocar o carro pra fora pq a essa altura do campeonato já estavam me ligando perguntando desesperados onde diabos é que era minha casa fantasma, pq ali só tinha um BB. Destaque para a dificuldade do Mac em repassar instruções de localização. Ficou reclamando que a gente aqui numera tudo e que é mto difícil se achar nessa cidade. Não concordo, mas enfim.

Ele queria pq queria ver o Picasso. As meninas sacanearam que essa viagem tinha afetado a masculinidade dele, afirmação da qual eu sou obrigada a descordar, pq do Picasso ele não gostou nem um pouco. Como eu não tinha mesmo idéia melhor, fomos lá pro Centro Cultural da Caixa ver a tal exposição. A Ana foi lá resolver os problemas dela com promessa de ligar assim que estivesse tudo certo pra encontrar com a gente onde estivéssemos. Ela não ligou. O Mac reclamou o tempo todo das gravuras do homem. Desde o material ("isso aí é giz de cera", "isso é tinta guache!!", "essa tela parece papel reciclado"), os temas ("esse cara era um pervertido. Olha isso!" (notem bem quem fala!!), "ah, eu preferia mais cor..") até as molduras ("que molduras vagabundas!"). Tá, ele não foi tão chato quanto eu fiz parecer, mas resmungou um bocado. Além de ter me atacado quando eu me encontrava desprotegida sem minha trava-de-carro-ultra-pesada-de-defesa-pessoal. Abraço, gente, abraço. Meu pescoço (ainda) estava intacto, apesar das ameaças diante das pinturas eróticas do Picasso. Medo!

Depois fomos procurar um caixa eletrônico do Bradesco (caramba, eu não sabia que ainda existia Bradesco!!), acabamos indo parar no shopping, ele reclamou do preço das pilhas, fomos comer waffles e ele reclamou pq eu bebi água com gás. No final da tarde eu tinha uma reunião no trabalho e não sabia o que fazer com ele nesse meio tempo. Ele até tentou ligar pra Ana, mas não sei se ela foi treinada pra não atender telefone ou se tava fazendo coisa mais interessante lá com o namorado dela, o fato é que ninguém respondeu o pedido de socorro e acabei largando ele lá no shopping mesmo, depois de uma voltinha no parque, com instruções de que ele me ligaria se não conseguisse ser resgatado e depois da reunião eu ia lá buscá-lo. Não sei exatamente quem, mas tiraram o pobre do shopping e, quando saí do trabalho, fui encontrar com todo mundo na Dom Bosco, onde eles já tinham se entupido de pizza de massa de tomate e (suco de) caju. Conheci a Mama, que me pareceu não ter ido muito com a minha cara logo de início. Tive a impressão de o namorado da Ana nem ter notado a minha presença. Acho que sou antipática à primeira vista.

De lá fomos parar no Beirute, onde eu fui novamente repreendida por ser a única a beber água com gás na mesa. A amiga da Ana que chegou com um chá de hortelã (ela jura que era hortelã) super cheiroso e que cantou "Saudosa Maloca" usando um copo do Mc Donald's cheio de anéis de latinhas dentro como chocalho foi muito simpática. Fiquei sabendo que ela andou rolando no chão com um cara aí numa festa aí, mas achei melhor não perguntar os detalhes pq achei que não era da minha conta. O Mac precisou de novo procurar um Bradesco e lá fui eu com ele até o posto de gasolina da Igrejinha. Daí...

Ato 3 - Cena 2 - O acidente - ... paramos na lojinha de conveniência, o Mac sacou o dinheiro, comprou umas balinhas, foi ao banheiro e sei lá mais o quê. Eu avisei que ia só deixá-lo no Beirute e voltar pra casa, afinal de contas eu sou uma menina de família e preciso estar cedo em casa . Foi quando ele quis se vingar de mim me desconcentrando (e desconcertando) completamente. Eu só lembro de ouvir a palavra "gostoso" e o POFF!!! da batida fofa na traseira, seguido do som de uma vassoura caindo. Se vcs me perguntarem agora sobre o que era que estávamos conversando eu juro que não me lembro mais. Acho que foi o choque. Voltei pra casa e dormi. Sozinha, caso haja dúvida. Nada "gostoso".

Ato 4 - O fim
Bom, aí no domingo o moço até que foi liberado cedo. Quem ficou presa em casa sem poder dar mta atenção ao pobre fui eu, esperando minha família voltar pro tradicional almoço de domigo. Quando ele já estava quase ficando azul de impaciência, fui buscá-lo e levá-lo na rodoviária pra comprar a passagem. Eu tentei, com os meios possíveis, persuadí-lo a ir embora só na segunda feira, mas ele tava com saudades do cachorro e insistiu pra ir embora no domingo mesmo. Comprou um dos dois últimos lugares, eu escapei de uma tentativa de assassinato quando cantava sandyjúnior e depois fomos passear de carro. É, é que eu me perdi. Dá licença, eu sou desorientada!! A gente foi parar dentro do Guará, depois dentro do Núcleo Bandeirante, rodamos por quase uma hora, e quando pensei que tinha me achado peguei uma pista que não sabia onde ia dar. Passamos a tarde juntos, novamente sob promessa da Ana ligar pra irmos ao cinema. Ela, pra variar, só ligou às 8h da noite pra lembrar que o ônibus do Mac saía às 9h30. Agora me ocorreu que talvez ela tenha sido especialmente instruída pra isso. Algo como "Olha, eu vou falar pra Stella que vc vai ligar mas não é pra vc ligar não, hein?!". Hmm... Tô entendendo...

Epílogo - Bom, o balanço da viagem. Eu já tinha deixado bem claro que não ia me sair bem como guia turístico, então as outras meninas se encarregaram de levá-lo pra fazer o tour brasiliense, que inclui a subida na torre, visita à casa do presidente e tomar coisa verde no Beirute. O Mac é um rapaz super fofo. Reclamou à beça da cidade, do calor, da distância, do shopping e do Picasso, mas no fundo no fundo acho que ele gostou daqui. Principalmente pq vc olha pra cima e consegue ver o céu. Aliás, esse foi um dos seus primeiros comentários quando saímos no sábado. Sim, ele é tão depravado quando eu imaginava. Me enganou dizendo que era tímido e não sei mais o quê, mas tenho a impressão de que a timidez dele ficou em algum lugar entre Ribeirão e Santa Rita do Passa Quatro. É uma companhia agradável, carinhoso e paga as contas (mas acho que isso era só pra deixar uma boa primeira impressão. Logo, logo ele libera o lado Hannibal dele.). Ah, e meninas, ele faz umas coisas com a língua que... ... quer dizer, me contaram, né, eu ouvi falar, sabe como é...

quarta-feira, dezembro 4

Bom, e antes que eu me esqueça, três recadinhos rápidos:

Luiz, tá aprendendo com certas pessoas o modelo de comentários por sinais de pontuação? Primeiro a implicância com minha mordiscada, depois isso. Tô começando a achar que um é o alter-ego do outro. E vice-versa.

Aê! Em momentos de crise leitores saem do armário. Fer, muito obrigada pelos comentários. E não se acanhe, entre, sente e sinta-se à vontade.

Aliás, pelo visto a freira do fusca é famosa, hein? A Ana tá doida pra encontrá-la a fim de confessar uns pecadinhos, então quem avistar um ser de hábito dirigindo um fusca laranja, avise a Stupid Girl imediatamente.
Ah, os arquivos também voltaram, depois de longo e tenebroso inverno nas publicações do Blogger.
Mas agora pelo menos eu não tenho mais medo deles sumirem. Fiz backup de tudo. E o Mac também disse que tem todos meus arquivos salvos. Pra quê é que eu não sei. Deve estar pensando em utilizar em chantagens futuras.
.
..
...
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Tô lascada!

terça-feira, dezembro 3

A quem interessar possa, os comentários (finalmente) voltaram.
Vai, fuça lá!
Outro dia eu vi uma freira dirigindo um fusca laranja na contra mão.
É, eu também pensei que fosse piada!
Momento: Diálogos insólitos (Parte II)
- Cadê meu copo de café?
- ???
- Gente, vcs viram se eu trouxe meu café?
- Não, professor.
- Se não devolverem meu café ninguém passa!
- !!!
- Bárbara, devolve meu café.
- Mas professor, eu não peguei seu café.
- Deixa eu ver sua bolsa.
- ...
- ...
- Professor, seu café era com açúcar ou adoçante?
- Adoçante.
- Em saquinho ou em gotas?
- 3 gotas.
- Então eu vou lá comprar, senão o senhor vai ficar pensando que eu roubei seu café.
- Não precisa.
- Mas eu vou.
- Então tá.
Momento: Diálogos insólitos
Depois de acalmados os ânimos pós animada aposta (a dinheiro) entre cerca de 10 pessoas se uma amiga nossa ia agarrar a Criatura ou não (nota: não):
- E aí, Criatura, nada?
- Não dá, não tem água.
Sim, eu não precisava ter postado isso.
E, encerrado esse assunto, vamos falar do Mac, que chegou sexta-feira (eba!!!) mas já foi embora (aahh!!). Mas amanhã eu conto, que eu tenho prova daqui dois dias e deveria estar estudando. Péssimo exemplo, hein, dona Stella?
Ah, e antes que eu me esqueça, obrigada pelos elogios. Vcs todos foram muito fofos e realmente sabem colocar um blogueiro em crise pra cima! :-)

Aliás, talvez seja esse o momento ideal pra lançar a

Campanha de Vingança da Stella
contra a Criatura denunciadora. É simples não vai te custar nada. Vc só precisa passar na frente do CA da Física (UnB - ICC centro) e dizer um nome feio pra ela. Eu recebi propostas mais agressivas, como cascudos e arremesso de ovo e outras coisas fedidas. Mas como tem muita gente passando fome e eu sou incapaz de incentivar a violência, vai a sugestão mais amena. A culpa não é total da mãe, mas de babacão pra baixo ou o que a sua imaginação proporcionar está valendo usar. Se ele não estiver lá, pode procurar o Marcelo. Tenho certeza de que ele vai passar seu recado direitinho.
Então, resumindo, sim, esse blog acabou de sair do coma induzido e, como mandam as escrituras, ressuscitou no 3º dia. Considerando o horário de verão, claro.

Aprendi com a Deanna. ;-)
(Continuando... lê aí embaixo primeiro, ó, pq aqui nós somos goianos e lemos de baixo pra cima)

Bom, eu fiquei tão abobalhada que nem sei como consegui dirigir. Ia repetindo em voz alta os palavrões que conhecia enquanto me perguntava como é que ele tinha descoberto meu blog e o que é que eu ia fazer dali em diante. E foi quando eu fui parar no shopping.

Quinta-feira, 28/11/2002, pouco mais de 18h - Primeiro que eu quase enfiei a cara na porta automática. Não, nem foi pq eu estava indo mto rápido e não deu tempo de ela abrir pra eu passar. Foi pq eu tava tentando passar pelo lado errado mesmo. Eu já expliquei que não tava no meu estado normal. Entrei direto pro banheiro, passei uma água no rosto e me enfiei na primeira loja de lingerie que eu achei na frente. Sim, eu curo minhas ansiedades comprando roupa íntima, dá licença? Aproveitei pra renovar meu estoque de calcinhas cor-de-rosa pq aquelas lá não deram resultado até agora. E, bem, essas últimas até que surtiram o efeito desejado. Mas deixa eu fazer suspense. Fiquei vagando no shopping, comi um waffle gigante de brigadeiro (impossível não lembrar da Ana), assisti apresentação de natal na praça central, comprei um cd do Chico com o Edu Lobo (muito bom, diga-se de passagem), voltei pra casa e matei o blog, principalmente depois que fiquei sabendo que a notícia de a Stella tem um blog tinha se espalhado muito mais do que eu imaginava.

Sim, superexposição é uma merda. Esse negócio aqui era bom pq, apesar de não ser anônimo, era escondido. Eu sempre pude dizer o que pensava e o que estava sentindo pq não me precisava me preocupar com o que estariam pensando de mim ou se alguém ia se sentir ofendido pelas minhas opiniões. As pessoas cujas opiniões a meu respeito realmente interessam, aquelas que são importantes pra mim, que convivem comigo, não sabiam da existência desse espaço que era tão particular, apesar de publicado na internet. Eu concordo que é incoerente. Afinal, se eu publico aqui é pq é para ser lido, certo? Sim e não. E quem tem blogs ocultos me entende. Eu nunca usei pseudônimos pq não tinha a intenção de me esconder. Muito menos por tanto tempo, nunca imaginei que essa brincadeira fosse durar mais de um ano. E, bom, durou. E mais dia menos dia isso ia acontecer.

Mas eu não estava exatamente preparada pra isso. E, principalmente, preparada pra me ver assim, tão desnuda perto de pessoas tão próximas a mim. Dramático, né? Não propriamente. Quem lê meu blog sabe até a cor das minhas calcinhas. E me assustou muito, à primeira vista, ser reconhecida como "a menina que usa calcinha cor de rosa e gosta do maurício manieri". Não sei dizer em que ponto exato, mas esse medo passou. É como se eu estivesse com medo de ser reconhecida pelo que eu realmente sou. E acho que não deveria. E principalmente, não deveria me privar de algo que gosto tanto por causa de um medo bobo. É só a gente combinar assim: vcs continuam fingindo que não sabem que eu tenho um blog e eu tento fingir o mesmo. Certo?

Na realidade, o problema é que essa porcaria vicia. Quem disse que eu consigo abandonar o humilde bloguezinho assim?

segunda-feira, dezembro 2

Tá, vamos por partes, eu acho que eu devo uma explicação à minha legião de fãs. Ok, sejamos mais realistas, ao 3 leitores e meio que de vez em quando dão uma passadinha por aqui. De qualquer modo, devo explicações. Pra isso, vamos a uma breve retrospectiva dos últimos acontecimentos.

Quinta-feira, 28/11/2002, aproximadamente 17h - Está a Stellinha saindo do laboratório feliz e contente depois de uma tarde abaixo do zero absoluto naquele bendito ar condicionado, depois de ter se proposto (e proposto aos outros, o que é pior) estudar e não estudando lhufas, pensando em ir pra casa tomar banhinho e assistir à novela, quando ela se depara com a Criatura, aparentemente inocente, isolada do bando e jogando alguma coisa pra cima.

Peraí, vamos voltar no tempo antes do encontro.


Quarta feira - Eram quase 18h e eu tava louca pra ir pra casa, com calor, fome e cansada. Daí encontro com um amigo e ele me convida pra ir assistir à pré-estréia de Madame Satã no cinema da UnB. Ele devia estar muito (mas muito mesmo) sem companhia pra me convidar, ainda mais considerando que eu sou uma pessoa insignificante pra cerca de 33% da população conhecida. Mas isso é outro assunto. O que importa é que eu não fui, apesar da vontade.


Daí, quando eu vi a Criatura tão sozinha e inocente, me deu até dor na consciência de não ter-lhe feito companhia no cinema. O que passou rápido, depois do que ele me disse quando me viu. Primeiro, um imenso sorriso, o que me assustou bastante. Depois um abraço seguido de "Stellinha!" (assim, no diminutivo?). Depois um beijo na bochecha. A única vez que tivemos contato tão próximo foi quando eu dei a ele o presente de aniversário que eu e o grupo compramos em conjunto, e ainda assim de uma maneira beirando o desconfortável. E daí, covardemente, me pegando assim, completamente desarmada, veio a bomba. Atômica, diga-se de passagem:
- Li seu diário!!

Bummmm!!! Hiroshima virou pinto perto disso aqui. Eu tive a nítida sensação de que meu coração ia sair pulando pela boca. E pelo impulso que ele tava pegando, ia ser salto triplo e mortal. E a Criatura me olhando, estudando cada reação minha.
- Quê?
- Seu diário. Eu li.
- Q.. q..que diário??
Bah, nem adiantava mais negar, eu já tava com a mão no peito, tentando segurar o coração lá dentro.
- Eu tava procurando as notas de astronomia do Xaropinho e caí lá por acaso. Nossa, vc escreve exatamente o que o professor fala em sala, parece até que anota na hora.
(putaquepariu!!! minha mente nunca foi tão boca suja)
- Mas eu não contei pra ninguém não.
(nem precisava! falando alto daquele jeito e com aquele monte de gente perto, considerando o tanto que os físicos são fofoqueiros, não precisava contar pra mais ninguém mesmo.)
- Fica tranquila. Eu até sei que hoje vc vai escrever lá "meu amigo leu meu blog". Tchau.
(droga! sou tão previsível assim?)

Eu fiquei alguns segundos sem reação, completamente estatelada, paralisada. Depois de um tempo eu me lembrei que tinham duas amigas comigo, e elas perguntavam o tempo todo do que ele tava falando. Merda feita, merda e meia, dei serviço completo, incluindo breve histórico dos blogs, cronologia resumida do meu e o endereço, senão elas não me deixavam em paz. Em algum momento ofereci carona pra uma delas, mas não me lembro. Só sei que ela foi comigo até o carro e eu a deixei em casa.