quarta-feira, maio 28

Seu guarda, tenha dó! Não queira me multar
Eu nem sabia que era proibido.
Que culpa tenho se meu coração perdido
Foi logo estacionar aonde não devia?
Meu Deus do céu! Que covardia!
A dona da vaga é a mais bela dessas redondezas
Pra minha desilusão, angústia e tristeza.
Um outro estaciona aqui há muito tempo
Pra aumentar o meu tormento.

Seu guarda, perdoe.
Eu lhe confesso que fico sem jeito
Mas ela me sorriu me dando o direito
De estacionar por tempo indeterminado.

Seu guarda, pense bem se estou mesmo errado
Só quero uma chande pra me defender.
Mas se quiser multar um coração coitado,
Até entendo o seu lado,
Mas vou recorrer.
E o quê mais posso dizer?

Agora o senhor me diz que estou errado
Que a vaga já pertence a outro cidadão.
Mas se meu coração não pode ser guinchado
Deixo que seja multado mas não tiro não.

E passe bem tudo de bom.


Local Proibido - Jair Oliveira
Com o perdão da palavra, mas que porra era aquela de neblina segunda feira 8 horas da manhã? O plano piloto tava encoberto por uma nuvem baixa espessa e a sensação que eu tinha era a de quem tinha acordado em alguma cidade de filme onde houvesse acontecido um fenômeno sobrenatural qualquer e agora estávamos todos sob a mais densa névoa. Uma amiga quando acordou foi olhar pela janela e achou que tinha morrido. Coisa esquisita...

segunda-feira, maio 26

Visita à terra do gelo
Dia 1


O ônibus saiu da UnB segunda-feira, 5, um pouco depois das 9. E coisas muito estranhas acontecem quando professores se encontram, principalmente quando eles estão em maioria e longe da sala de aula. O truco comia solto no fundo do ônibus enquanto os únicos 8 alunos de graduação que estavam indo conversavam tranquilamente na parte da frente. Surreal: professores no fundão, alunos tentando dormir no gargarejo. E nem somos tão nerdes. Juro.

Eu particularmente tenho grande facilidade pra pegar no sono com o balanço do ônibus. Ao contrário da amiga que tava sentada ao meu lado e que tem grande facilidade é pra enjoar. Ainda bem que o estômago dela resolveu se comportar direitinho e a viagem fluiu muito bem, com as comidas todas dentro dos respectivos corpos. Acordei de manhã sei lá que horas com um burburinho. O motorista tinha errado o caminho e a gente tava rodando em Mococa - SP ao invés de Caxambu - MG. Parece que ele tinha que ter feito uma volta sei lá onde e estávamos a mais de 300km do caminho certo. Depois a história mudou, disseram que o motorista tava era seguindo um ônibus de linha normal por segurança (perfeitamente plausível), mas o outro ônibus não tava indo pra Caxambu. Nosso chofeur não percebeu e continuou na cola, até que alguém avisou. O resultado foram 18 horas de viagem e um monte de bundas físicas quadradas. O termômetro marcava 16ºC. E eram 2 horas da tarde. Oh-oh.

(continua...)
E vamos lá, que se eu não escrever sobre Caxambu eu esqueço. É, minha memória é péssima.

Visita à terra do gelo
Preliminares


A luta começou pra arranjar financiamento. A gente bem sabia que não ia sobrar nada da verba dos doutores pros alunos, pq afinal de contas ninguém além do nosso orientador queria mesmo que a gente fôsse. Sabe como é, o que diabos esses fedelhos vão fazer lá se eles não vão entender nem meia palavra. Como todos nós acreditávamos que água mole em pedra dura e coisa e tal, ficamos no pé. Acabamos conseguindo uma carona no ônibus que o Instituto tava pagando pros doutores, mas antes tivemos que jogar alguns professores do penhasco.

Transporte garantido e mais de um mês pra escolher um hotel bom-bonito-barato, a segunda etapa era arrumar as malas. Como turistas prevenidos, um de nós ligou pra central organizadora do evento perguntando a quantas andava o tempo.
- Ih, aqui o trem tá tranquilin. Tá fazendo uma média de 25ºC de dia e 18ºC de noite.
Beleza, mais ou menos o que tava aqui em Bsb. Então tava fácil: roupas frescas pro dia, um casaquinho básico, não precisava levar muita coisa. Assim que chegamos lá descobrimos que não se deve acreditar em mineiros. Eles mentem. Eu sei. Minha mãe é mineira.

(continua...)

domingo, maio 25

O show do Carlos Malta (quarta feira, 14) foi excelente, como todas as outras vezes que eu tive a sorte de vê-lo. O projeto do Clube do Choro desse ano (semestre?) é o Tributo a Garoto que, pra quem acha que eu tô falando de chocolate, é um compositor paulista que fez um monte de músicas bacanas que muita gente (eu inclusive) nem sabe que são dele. O especial na história é que o Carlos Malta fez questão de pesquisar as músicas do Garoto e compôr seu espetáculo baseado exclusivamente nesse repertório. Ficou lindo. Além do cara ser um charme (apesar do penteado estar meio tio-brega e da mulher dele ser simplesmente linda), ele toca muito, sim. E depois que trocaram as cadeiras e mesas o Clube do Choro tá um charme. Nada a reclamar: nem da música, nem do ambiente, nem da companhia.
Coisa sem graça a mídia. Quando eu finalmente resolver assistir Matrix Reloaded (assim que eu conseguir assistir o primeiro) o filme já vai ter passado inteirinho na TV.
Er... Eu não tenho a intenção de ofender ninguém mas é que... bem...
Eu acho o Vasco um time nojento. Pronto, falei.
Passou.

sábado, maio 24

Se não, é como amar uma mulher só linda... e daí? Uma mulher tem que ter qualquer coisa além da beleza, qualquer coisa de triste, qualquer coisa que chora, qualquer coisa que sente saudade.
Um molejo de amor machucado, uma beleza que vem da tristeza de se saber mulher, feita apenas para amar, para sofrer por seu amor e para ser só perdão.
V. de M.


Só faltou a beleza.
Valeu, Nandu.
Me tornei uma chata. De galochas e capa de chuva.
Ou talvez eu sempre tenha sido e ainda não tinha me dado conta.
Bah.

quinta-feira, maio 22

Eu queria contar sobre como foi legal ver o Carlos Malta no Clube do Choro na quarta feira da semana passada e como foi bacana a viagem pra Caxambu, mas, sorry, tô numa crise de confusão sentimental que não me permite pensar.

quarta-feira, maio 14

Quem acendeu a vela do destino não contava com a ventania
Velas e Ventos - Ana Carolina

esqueci
que o destino
sempre me quis só
no deserto sem saudades, sem remorsos, só

Inverno - Adriana Calcanhoto

Triste é saber
que ninguém pode viver de ilusão
Que nunca vai ser,
Nunca vai dar.
O sonhador tem que acordar.

Triste - Tom Jobim

terça-feira, maio 13

Momento: eita mundinho minúsculo: Lendo na Ana que falava sobre um certo blogueiro cujo professor de Lógica 1 era meio maluco, que estudava durante feriados e finais de semana e exigia o mesmo dos alunos, imediatamente me veio à cabeça meu professor de Física 1.

Todo mundo recém passado no vestibular, se achando muito la crème de la crème e o cara soltava uma bomba atrás da outra: discussões sobre a morte como qualidade secundária, o tempo de kant e o diabo a quatro. Já chegou dizendo que nem 20% da turma dele de Física passava, que por volta do meio do semestre a gente ia estar rezando pra ter um feriado e poder estudar, aplicava integrais triplas antes que a gente soubesse derivar (mais ou menos como pedir que um bebê de 6 meses dirija um carro). Traumatizante? Não exatamente. Tudo bem que de uma turma de 30 e poucos, só 7 (sim, sete) alunos passaram. E, bem, o cara virou o motivo dos pesadelos da calourada por algum tempo.

Mas eu confesso que gostaria de fazer aquele curso de Física 1 de novo. Provavelmente se ele fosse refeito agora, com a maturidade (não só matemática) que eu tenho hoje, ele seria imensamente melhor aproveitado. Tanto que peguei outra matéria com o camarada semestre passado e não me arrependo. Ok, a aula dele não é exatamente o que se pode chamar de didática. Aliás, passa longe disso. Pro cara é tudo muito óbvio e pouco importante a ser discutido e se nossa turma não tivesse só 7 alunos, todos nós antigos conhecidos, dispostos a aprender e a sugar durante a aula o máximo possível, teria sido uma droga de curso. Mas o moço é acessível, e apesar de tudo ser muito ridículo pra ele, ao contrário de muito professor que tem por aí ele não trata nossas perguntas como ridículas, o que a meu ver é um ponto extra. Além disso, tá sempre disponível pra responder não importa o quê, não importa aonde e a discutir seja o que for.

Pois é. E não é que era o próprio tal professor de Lógica de quem o menino falava? Taí embaixo um pedaço do que eu acredito piamente que seja um e-mail que ele mandou, pq realmente parece o senso de humor que ele costuma ter (querendo ler na íntegra é só dar um pulinho no link aí de cima. E no lugar de "Fulano" é lógico que tava o nome dele). Mas no frigir dos ovos ele é doido sim, como todo físico, tem lá suas particularidades, mas sabendo aproveitar dá pra sair de um curso dele sabendo muito. E sobre um monte de coisas além do cálculo sentencial.

E eu não costumo puxar saco sem motivo.

Atenção, caríssimos alunos(as),

eu reestruturei bastante o capítulo 4. Aconselho-vos dar uma lida considerável nesta nova versão. (...) NOTEM que tenho trabalhado nos feriados e finais de semana e espero dos Srs., Sras. e Srtas. dedicação compatível!
Lembro-vos da música dos Titãs:

"Oncinha pintada, zebrinha listrada, coelhinho peludo,
Vão se foder,
Porque aqui na face da terra só bicho escroto é que vai ter."

"Bichos escrotos, saiam dos esgotos,
Bichos escrotos venham enfeitar,
Meu lar, meu jantar, meu nobre paladar."

Assim, como recomendação, estudem e não se deixem moldar pela sociedade (eu incluído) como oncinhas, zebrinhas ou coelhinhos (animais intoleráveis!) e saiam dos esgotos da mediocridade. Uma boa semana
DE ESTUDOS!

Um grande abraço.
Fulano

domingo, maio 11

Momento: amigo é pra essas coisas:
Poemeto de amigo, que jura que faz mais outras coisas mas ninguém sabe ninguém viu. Se alguém quiser fazer encomendas, acho que ele também aceita. E, meninas, ele é bonito, carinhoso, inteligente e tá disponível.

Perna Podre

Como dói vê-la assim
Dói mais em tí que em mim
Pobre perna podre nada disto merece
Quem te vê já não reconhece

Perna forte,corredora e saltitante
Firme e certeira nunca me deixou na mão
Não era como qualquer perna errante
Tinha mesmo os pés no chão

Agora toda estragada
Não posso nem te olhar
Agora toda rasgada
Só me resta lhe amputar

Chegamos então no fim do poço
Perna amiga e imaculada
Por uma coisa ainda torço
Que não me cortem a perna errada!
Ah, é, voltei.
Vc já conheceu alguém que tem um cheiro um hálito e um papo tão gostosos que dá vontade de ficar pra sempre conversando bem de pertinho? Pois é..

segunda-feira, maio 5

E eu vou viajar. Vamos apresentar trabalho no XXVI ENFMC em Caxambu. É, lá tem outras coisas além do teleférico e de um monte de fontes de água com minerais dos mais diversos. E entre as belezas (!!) de Caxambu está o estudo de ferrofluidos,
biosusceptometria, liofilização, sputtering e um monte de outras coisas que eu não tenho a menor idéia do que significam mas pretendo voltar pelo menos sabendo que elas existem. Pois é. Tô indo hoje à noite e só volto no sábado de tarde. Então, resfoleguem-se, pois, que passarão uma linda semana livres de mim.
Mas pedidos de casamento e declarações de amor são bem vindas nesse período.
Pra compensar, domingo fomos assistir O Último Beijo, um filme italiano como todo filme italiano tem que ser. A academia tava bem cheia, como quase todo domingo, já que tem música ao vivo e tudo o mais, mas nada compadado ao Pier de sábado. De quebra encontrei a Ana com o namorado quando estava prestes a ir embora. Aliás, eu tenho a impressão de que ela acha que a única blusa que eu tenho na vida é aquela preta de botão. Putz, acho que das 4 vezes que nos encontramos na vida, 3 delas eu tava usando a bendita blusa. Ana, eu tenho outras roupas no armário também, tá? Só não uso.
E euzinha não poderia ter escolhido pior dia, horário e lugar pra assistir o tal do X-men 2. Logo depois da estréia, num sábado, no Pier e na sessão das 21:30. Era pedir pra sofrer, né? Talvez eu tivesse gostado mais do filme se não tivesse sido obrigada a sentar na segunda fileira, com o nariz grudado na tela, se o cinema não estivesse tão cheio de adolescentes enjoados e se eu não estivesse com fome e dor de cabeça.

domingo, maio 4

Eu tenho passado muito tempo útil na internet fazendo coisas inúteis. Entre elas, tentar descobrir a resposta pro enigma da tirinha do Garfield. Essa pode ser só mais uma lenda urbana que ganhou força com a rede, mas o fato é que as explicações são bastante criativas, apesar de nenhuma delas ter convencido ainda.



E aí? Alguma idéia?
Momento: como assim?

03/05/2003 - São Francisco sedia maratona de masturbação

SÃO FRANCISCO, Estados Unidos (Reuters) - Mais de 100 homens e mulheres reuniram-se na liberal cidade de São Francisco, neste fim de semana, para o que os organizadores chamaram de segunda "maratona anual de masturbação" pública. Os organizadores disseram que levaram o evento, cujo nome em inglês é "Masturbate-a-Thon", "do papel para as ruas", oferecendo a voluntários maiores de 18 anos a oportunidade de superarem sua inibição em um "ambiente seguro" e de recolherem fundos para a caridade. Horace Santry, 55, afirmou que o evento da noite de sexta-feira foi o seu primeiro. "Eu estava muito ansioso, mas fazer isso entre um grupo de pessoas com as mesmas idéias torna as coisas mais fáceis", disse ele.

Homens e mulheres que variavam desde 20 aos 50 anos de idade reuniram-se em um centro de artes de São Francisco, conhecido por seus artistas, galerias e clubes noturnos, antes de irem direto ao "trabalho". "Este é um esforço para combater séculos de censura, para tornar a masturbação mais divertida e torná-la mais acessível", disse Thomas W. Laqueur, um professor de história da Universidade da Califórnia e autor do recente "Solitary Sex: A Cultural History of Masturbation" (Sexo Solitário: Uma História Cultural da Masturbação), em entrevista sobre o evento, por telefone. Entre os objetivos da maratona está levantar fundos para o Centro de Sexo e Cultura, uma organização sem fins lucrativos que se dedica à educação sexual.

As maratonas de masturbação de São Francisco conseguiram mais de 25 mil dólares durante os últimos cinco anos, afirmou o co-fundador do centro Robert Lawrence. O evento inspirou a realização de outras maratonas semelhantes em vários Estados dos EUA e em outros países, do Alasca à Alemanha.
Momento cândido:


"Estou solteiro. Tentei ser casado, mas não consegui. Mas acho que vou encontrar uma doida que conviva com essa vida que considero comum."

Entre aqui e conheça mais sobre essa coisinha guti-guti e desimpedida. Meninas interessadas podem entrar em contato comigo que eu queim.. quer dizer, faço o filme, ok?

Todos os créditos pra e pra .

quinta-feira, maio 1