domingo, junho 1

Sábado foi churrasco na casa do meu orientador. É que ele passou por uma seleção pra professor titular na UnB e, bem, como o negócio não foi mole não, resolveu dar uma festa pra comemorar. O bacana é que ele realmente tava empolgadíssimo, e queria dar uma festa de noite, com Dj e pista de dança. Mas pro bem dele mesmo ele se consientizou a tempo e acabou sucumbindo à boa e velha carne vermelha. Ainda assim a empolgação não foi embora: ele contratou sim o Dj (que se encarregou de nos presentear com o melhor do forró da banda Caça Cabaço, que dá telefone de contato no meio das músicas e canta pérolas como na hora de virar os óinho/ tem que ser os dois/ um não faz tudo sozinho), além de um videokê, onde eu encarnei de Maria Chiquinha (que cocê foi fazê no mato, maria chiquinha) a Gretchen (conga, conga, conga, conga la conga), sem coreografia pra ambas, lógico, além de muita, muita, muita comida boa!

O professor fez questão de convidar a Física inteira. Quem ia passando pela frente ele perguntava: "eu já te dei o mapa pra chácara?". Disse que fazia questão dos amigos e alunos todos lá. E engraçado é que realmente era um churrasco pra 200 convidados, entre eles amigos de todas as décadas, das épocas de colégio, faculdade, colegas de trabalho, gente do meio, alunos, ex-alunos e uma família enorme. E lá, sentadinho numa mesa atracado com um pedaço de frango, o Vladimir Carvalho, o diretor do Barra 68 (excelente documentário por sinal), além de outros amigos do movimento estudantil da época da ditadura. É, quem disse que os físicos não são engajados politicamente?

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