domingo, agosto 31

Beijo Eterno
Olavo Bilac

Quero um beijo sem fim,
Que dure a vida inteira e aplaque meu desejo!
Ferve-me o sangue. Acalma-o com teu beijo.
Beija-me assim!
O ouvido fecha ao rumor
Do mundo, e beija-me, querido!
Vive só para mim, só para a minha vida,
Só para meu amor!
Lágrimas e chuva molham o vidro da janela,
mas ninguém me vê.
O mundo é muito injusto
e eu dou plantão dos meus problemas
q eu quero esquecer...

Lágrimas e chuva - Leoni / Bruno Fortunato / George Israel
Se sentir deslocada e ignorada é uma merda!
Vc sabe que estou viveeendo
num mundo ma-te-ria-lis-ta
Souma garota materialista!
Gizele, tosqueira total!!!

segunda-feira, agosto 18

Eu não tô querendo bancar a advogada do diabo não, mesmo pq nem consciência política eu tenho mesmo. Mas...

"Se um cortador de cana tem que trabalhar até 60 anos para se aposentar, por que um professor universitário se aposenta com 53?"

A pouca escolaridade do presidente não lhe permite saber que o trabalho mental de preparar uma, duas ou três aulas, por dia, desgasta mais do que o esforço físico de dois meses cortando cana.

Percival Puggina

Ah, tá. Desculpa, toda a minha escolaridade também não permitiu que eu soubesse disso. Que coisa, né?

domingo, agosto 17

Tarde de domingo foi feita pra ser inútil. Ou pra fazer relatório de PIBIC. No meu caso, assistir Domingo Legal.
Gugu - Flávio e Gustavo, vcs são gêmeos univitelinos?
Flávio (ou Gustavo, sei lá) - Não, somos bivitelinos.
Mas como, Mr. M???
Ontem eu saí pra dançar como não fazia há anos. Meus pés serão extremidades inúteis do meu corpo por pelo menos uns 10 dias.

quinta-feira, agosto 14

Cheguei há pouco da festinha de formatura do francês. É, eu finalmente me formei. Só agora eu percebi como passou tanto tempo tão rápido. Foram 7 anos, e nem parece. Fui oradora da turma. Na verdade, eu só tive que segurar o rojão, pq ninguém queria nem saber de falar em público. E meu discurso foi escrito exatos 10 minutos antes de subir no palco. O pior é que nem ficou tão ruim. Pelo menos eu acho.

Eu sou mesmo uma pessoa irresponsável que deixa tudo pra última hora.

A professora levou uma garrafa de champagne que sobrou de um jantar à lá française que fizemos pelo meio do semestre. Mas não era uma garrafa qualquer, era um tal de Veuve Clicquot, que, até onde eu entendi do alto da minha ignorância alcoólica, é um dos mais famosos champagnes franceses. Confesso que realmente é uma delícia, tão leve que nem se sente. Talvez o preço de R$ 165,00 a garrafa tenha tornado o troço mais gostoso... Esse sim, é bem pesadinho..

Eu fui assistir Casablanca no cinema e nem tenho mais de 60 anos. Vi por acaso que o Cine Brasília (com aquela telona maravilhosa) está reprisando filmes esse mês, peguei meus R$ 3,00 e me mandei pro cinema. E eu preciso dizer, o filme tem todo o mérito para ser um clássico. É sensível, é engraçado, é envolvente e até surpreendente. Eu sei que parece esquisito, mas apesar de ser de 1942 e de ser tão famoso, eu nunca soube muito bem do que se tratava. É um filme atemporal, uma história de amor. E diga-se de passagem, As time goes by é uma música linda, e eu sou muito de gostar de filme por conta de trilha sonora.
Eu sou uma pessoa invejosa, não sei se já perceberam. Além de invejosa eu também sou pidona. Então lá vai.
Eu tenho um histórico de problemas com sistemas de comentários. Estranho é o YACCS estar durando ainda depois de tanto tempo. Peguei toda aquela fase da explosão dos blogs, dos paus nos servidores, de não conseguir postar pq o Blogger tava congestionado, de comments não funcionando pq tinha mais gente cadastrada do que podia suportar. Mas a situação melhorou. O Blogger ainda come um post aqui e ali, o YACCS tem dia que não abre. Ou seja, tá tudo bem. Porém...

Pois é, porém eu tenho olho grande. E a Physical Graffiti tem o sistema de comentários mais legal que eu conheço. Além de tudo o que ela escreve ser interessante, mas essa etapa da invejinha eu já superei. Só que eu não descobri de onde vêm o comments dela pra pegar o código e colocar por aqui também. Pô, não me olhem assim... Portanto, se vc sair daqui e for pra lá e nunca mais quiser voltar pq tudo o que ela escreve é melhor do que isso aqui, faz a caridade de no caminho pedir pra ela compartilhar o sistema de comentários dela comigo?
Pela primeira vez eu peguei um vírus famoso. Isso é que é globalização.

Em tempo: Aliás, Dudu, vc foi meu salvador, viu? Obrigadinha.
Aê, eu fui, eu fui!
E eu preciso dizer que valeram a pena as noites de espera na fila pra comprar ingressos.
Tá, eu tô mentindo, só cheguei meia hora antes de abrir a bilheteria.
Mas valeu a pena de verdade. O Jogo de Cena especial de aniversário de 18 anos foi o primeiro em que eu gostei de tudo, do começo ao fim. Deve ter sido pq não teve nenhum quadro de dança contemporânea. Nada com massa de modelar, nada com guarda-chuvas e ventiladores, nada de homens com meias femininas na cabeça. Tô achando que é recomendável explicar melhor.

Como eu já disse algumas vezes e o Zamorim já explicou e também tá na página do Jogo de Cena eu não vou me dar ao trabalho de bolar uma nova maneira de dizer pra quem não sabe o que diabos é isso. Vou copiar e colar mesmo. E priu.

O JOGO DE CENA é um “espaço vitrine”, com características experimentais, para ser utilizado pela produção artística e cultural local e apreciado pelo público brasiliense. Ele oferece infra-estrutura básica (espaço cênico, iluminação, sonorização, divulgação) a quem participa e permite a realização simultânea de cenas com técnicas e linguagens diversas. Além disso, a platéia participa através dos jogos propostos pela produção do programa.

Não entendeu nada, né?

segunda-feira, agosto 11

Será que se eu armar a barraca de camping hoje à noite na porta da bilheteria eu consigo comprar ingressos pro Jogo de Cena desta quarta-feira?

domingo, agosto 10





É verdade, ele morreu mesmo. Terça-feira, 29 de julho, de câncer no esôfago.
Pena. Inferno no Gama e Tortura selvagem: a grade eram clááássicos!!!

sábado, agosto 9

Alguém me pediu, há um tempo atrás, que avisasse quando Os Melhores do Mundo fossem se apresentar novamente em São Paulo. Eu acho que foi o Mac, mas agora não tenho certeza. Pois bem, lá estão os moços de novo. E, apesar de eu já ter puxado um bocado de saco por aqui, quem vier a ler a crítica vai se convencer de que, no mínimo, vale a pena conhecer. Nem que seja pra falar mal depois. Então taí o momento jabá meio utilidade pública:

TORMENTAS DA PAIXÃO: da Cia. de Comédia Os Melhores do Mundo. Teatro Folha (shopping Pátio Higienópolis, av. Higienópolis, 618, piso 2, Higienópolis, região central, tel. 3823-2323). 305 lugares. Sexta às 21h, sábado às 20h e 22h e domingo às 20h. Em cartaz até 28/9. Censura14 anos. Ingressos: R$ 20 e R$ 25.

sexta-feira, agosto 8

Eu bem que gostaria, mas não sou boa na sinuca. Eu já até tentei pensar que tudo não passa de geometria e conservação de momento linear, pra ver se tornava o negócio mais racional e tentava encaçapar algumas bolinhas. Mas não deu muito resultado não. Agora, que principiante costuma ter uma sorte de dar inveja, isso é verdade. Vejam hoje. De uma hora pra outra resolvemos jogar sinuca pq afinal de contas não tinha nada melhor mesmo pra fazer. Programa barato, lugar de família (!), um monte de café-com-leite reunidos. Todo mundo super "taco-de-pau" (ô expressãozinha mixuruca mais ambígua essa que eu acabei de inventar...). Ok, os ruinzinhos mesmo tavam só na nossa mesa. Do lado, dois caras jogavam com umas luvas que só podem ser de profissional, pq ninguém usa uma coisa daquelas só por achar bonito. Aliás, duvido muito até que alguém ache bonito. Mas eu tô divagando.
E daí, pela diversão pura, eis que o inimaginável surge: teve bola encaçapada de costas, rebatida, bola com efeito, bola puladora, de tudo um pouco. Tá certo, a noite também foi recheada de tosqueiras. Mas dessas a gente esquece. São mais comuns.

quinta-feira, agosto 7

Momento: mundo pequeno: E vcs lembram do Rafael (se não lembra vai no link)? Depois de quase me matar do coração e simplesmente sumir do mapa, se limitando a acenos distantes no meio da UnB (acho que na verdade ele só não vai com a minha cara, mas abafa esse caso), não é que o rapaz me resolve reaparecer? E aonde? No meu trabalho. Curiosamente, seremos coleguinhas a partir deste mês. Quem disse que brasília era um ovo....

domingo, agosto 3

Gente, e é verdade mesmo que o cineasta-bombeiro-trash Afonso Braza morreu?
Mas hoje também foi dia de Avacalhando o Vocal. Eu mesma me impressiono como eu sempre consigo me divertir com o grupo. Talvez seja porque elas sempre fazem poucas apresentações por ano, não dá tempo de enjoar. Mas eu prefiro pensar que é pq as meninas são realmente muito divertidas e surpreendentes. O novo show, Mambordel, veio um bom tempo depois do último, com direito a todas as regalias que um grupo pode ter. Mais "organizado", como elas mesmas disseram, com coreógrafo e diretor. E sem perder a espontaneidade, o que era meu medo.





Pra quem não tem a menor idéia do que eu tô falando, o Avacalhando é um grupo de humor formado por essas 4 jovens beldades da foto. Eu não sei muito bem definir, mas acho que no jornal devem colocá-las como um grupo cênico-musical ou coisa semelhante. Em miúdos, é uma mistura de teatro com música. Muita música. Especialmente música brega. E pra quem pensa que é só palhaçada, não é bem assim. Além disso, elas cantam bem. Ok, ok, ninguém é exatamente um primor no vocal, mas a verdade é que juntas cantam bem melhor que eu. O que não chega a ser uma vantagem, mas enfim... E também se engana quem acha que elas só sobem ao palco, cantam alguma coisa do Falcão e se mandam. Não, elas cavucam!! Valem interpretações hilárias de Manequim (manequim/ teu sorriso é um colar de marfim/ vou te seguindo, manequim/ que nem dá bola pra mim, do Dominó) e Mordida de amor (eu não quero tocar em você oh beibe/ e fazer seu jogo vai me deixar loucooooo, clássico que eu acho que era trilha de alguma novela de 88 do grupo Yahoo que tinham um cabelo meio à lá Chitãozinho e Xororó), com destaque especial pra versão sensasional de Ragatanga com direito a participação de um serzinho bem particular da platéia: alguém (qualquer um) chamado Diego.

Bom, a temporada no Teatro da Caixa terminou. Mas se eu entendi direito, elas voltam com o mesmo espetáluco ligeiramente modificado no final do mês (30 e 31 de agosto) no Teatro Nacional. Taí: recomendadíssimo.
Hoje teve show de graça do Wilson Simoninha no Conjunto nacional. Como eu gosto bastante do Simoninha e, especialmente, de coisas grátis, lá estava. Já de cara o guitarrista, um tal de Tadeu, com seu dredlock (se é que é assim mesmo que se escreve) e pinta de dorme-sujo conquistou Talitinha. Eu particularmente achei o baterista narigudo (Daniel sei-lá-o-quê) mais charmosinho. Bom, isso foi até eu perceber que ele passa uma coisa verde muito esquisita no cabelo. Artista tem cada uma... E o Simoninha? Bom, tava lá em cima do palco.

Mas falando sério, o show é o máximo. O cara tem uma super presença de palco, além de músicas com um ritmo contagiante, uma banda muito bacana e um entrosamento invejável entre eles. Deve ajudar ser irmão do Max de Castro e filho do Wilson Simonal. Sei lá, vai ver é algo nos genes. Eu queria que ele voltasse, pra tocar num lugar onde tivesse espaço pra pular o que eu quisesse e dançar o quanto pudesse. Mas o povo tava lá, na maior empolgação, cantando junto, pleno domingo, 5 horas da tarde. Foi até engraçado ver a surpresa de Simoninha & Banda quando percebeu que até o brasiliense sabe cantar uma música deles. Parece até senso comum: Brasília é o fim do mundo. Não é a primeira vez que um artista "de fora" vem pra cá achando que não vai ser reconhecido. Coisa mais boba. Afinal de contas, apesar de estarmos meio isolados no miolo do Brasil e de termos um governador semi-analfabeto, aqui também tem telefone, televisão, internet. E rádio. Tá certo que muita coisa chega bem atrasada por aqui. E muita coisa também não chega. Mas, ora bolas, Brasília também não é outro planeta.

E o baterista? Ah, pegou uma menina de óculos fashion e cabelo bonito pra quem ele deu mole durante todo o show. É a música unindo corações. Ou não....
Eu resolvi ferrar minha vida de vez. É, acho que não me amo mesmo não. Além da UnB, que já me mata suficientemente durante o semestre, do inglês e do francês que mesmo depois de formada eu insisto em estudar, dos dois trabalhos e do PIBIC, eu agora inventei de aprender espanhol. Não que eu goste propriamente da língua, que fique bem claro. Pra ser bem sincera, acho até um bocado chatinha. Mas enfiei na cabeça que deve ser importante pra alguma coisa no futuro, falar 3 línguas não pode ser ruim e, voilà, tô matriculada. Começo minhas aulas semana que vem. Em minha peregrinação pelos cursos de línguas da cidade eu fui até no Goethe ver como era o esquema pra fazer alemão. Confesso que a idéia do alemão me animava bem mais que o espanhol, mas depois da minha experiência sexta à tarde acho que meu cérebro criou alguma espécie de bloqueio. Fiquei bem traumatizada.

Momento: coisas que só acontecem comigo: Primeiro, o Goethe não tem estacionamento. Quer dizer, só uma coisa esquisita com cascalho por onde supostamente devem passar carros. Eu digo supostamente pq, ao menos que vc possua um jipe ou um carro tanque, entrar na tal área de cascalhos pode ser um pouco traumático pro seu carrinho. Como meu Palio já foi bastante maltratado pela vida, eu parei no estacionamento ao lado e desci a pé. A porta de vidro entreaberta tinha um cartaz que dizia: "Caso esta porta esteja fechada, favor tocar a campainha ao lado". Como a porta tava meio aberta eu entrei. Um balcão que eu imagino que sirva de recepção tava completamente abandonado. Um outro cartaz dizia "Institudo Goethe, 1º andar".

Então tá, subir escadas. Sem encontrar viva alma nesse caminho, nem vigia, nem segurança, nem secretária, nem aluno, nem ninguém, eu fui subindo as escadas, no mais absoluto silêncio. Cheguei lá em cima, tudo escuro. Quer dizer, poderia ser pior, se não fossem menos de 5 horas da tarde. Aí eu fui andando, esperando encontrar pelo menos o vigia do lugar saindo do banheiro ou coisa parecida. Pois bem, nem o banheiro eu achei. Não tinha ninguém naquele lugar. E eu sem saber nem onde pedir informações. Desci as escadas, procurei alguém no andar de baixo, nada. Aí subi de novo. Ainda ninguém. Resolvi bater nas portas. Depois de algum tempo no toc-toc, eu deduzi que Sekretariat devia significar secretaria e bati na porta de novo. Com força. Nada. Pensei com meus botões que não era possível que não houvesse ninguém lá dentro se a porta de entrada tava aberta. Daí achei que devia bater em todas as portas até que aparecesse alguém. Eu devia estar na terceira porta quando li o cartaz (lugar cheio de cartazes) que dizia "Protegido anti-roubo pelo alarme sei-lá-o-quê". E eu achei melhor parar. Afinal de contas, era só o que me faltava. Eu lá, querendo saber o preço do curso de alemão e de repente o alarme disparar. Eu já estava imaginando meus pais indo me buscar na delegacia. Meus amigos dando entrevista na televisão dizendo que eu era uma boa e pacata menina. A manchete no jornal "Jovem universitária evangélica tenta arrombar escola de alemão em Brasília. Amigos e parentes garantem: ela estava possuída pelo demônio". Daí eu fui embora. Sem informação. Sem encontrar pessoa. E me matriculei no espanhol.

sexta-feira, agosto 1

Eu não resisti e fui assistir Procurando Nemo novamente. E o que é mais gozado é que ri tudo de novo, como da primeira vez. É, acho que essas férias fizeram um bem danado pro meu humor. Aliás, se alguém aí ainda não assistiu, eu vejo de novo, tá? É só dar um tempinho pra eu esquecer.O que eu não ache que vá demorar muito, pelo andamento do que acabou se tornando minha memória.