domingo, agosto 3

Hoje teve show de graça do Wilson Simoninha no Conjunto nacional. Como eu gosto bastante do Simoninha e, especialmente, de coisas grátis, lá estava. Já de cara o guitarrista, um tal de Tadeu, com seu dredlock (se é que é assim mesmo que se escreve) e pinta de dorme-sujo conquistou Talitinha. Eu particularmente achei o baterista narigudo (Daniel sei-lá-o-quê) mais charmosinho. Bom, isso foi até eu perceber que ele passa uma coisa verde muito esquisita no cabelo. Artista tem cada uma... E o Simoninha? Bom, tava lá em cima do palco.

Mas falando sério, o show é o máximo. O cara tem uma super presença de palco, além de músicas com um ritmo contagiante, uma banda muito bacana e um entrosamento invejável entre eles. Deve ajudar ser irmão do Max de Castro e filho do Wilson Simonal. Sei lá, vai ver é algo nos genes. Eu queria que ele voltasse, pra tocar num lugar onde tivesse espaço pra pular o que eu quisesse e dançar o quanto pudesse. Mas o povo tava lá, na maior empolgação, cantando junto, pleno domingo, 5 horas da tarde. Foi até engraçado ver a surpresa de Simoninha & Banda quando percebeu que até o brasiliense sabe cantar uma música deles. Parece até senso comum: Brasília é o fim do mundo. Não é a primeira vez que um artista "de fora" vem pra cá achando que não vai ser reconhecido. Coisa mais boba. Afinal de contas, apesar de estarmos meio isolados no miolo do Brasil e de termos um governador semi-analfabeto, aqui também tem telefone, televisão, internet. E rádio. Tá certo que muita coisa chega bem atrasada por aqui. E muita coisa também não chega. Mas, ora bolas, Brasília também não é outro planeta.

E o baterista? Ah, pegou uma menina de óculos fashion e cabelo bonito pra quem ele deu mole durante todo o show. É a música unindo corações. Ou não....

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