segunda-feira, outubro 13

E Brasília inteira ficou sabendo que teve show dos Paralamas, de graça, na esplanada no domingo. E metade de Brasília foi pro show. A outra metade deve ter morrido afogada no temporal repentino. E eu preciso dizer que tá começando a ficar chato esse negócio de o tempo virar tão subitamente nessa cidade. Eu queria poder fazer como o povo de Belém, que marca compromisso pra depois da chuva da tarde. Se brasiliense resolver fazer algo semelhante corre o risco de nunca mais sair de casa. Mas isso é outro assunto.

Enfim consegui arrastar meu irmão pra assistir alguma coisa que (na minha opinião, claro) presta. Chegamos atrasados, obviamente, pq nunca vi eu conseguir chegar em algum lugar pontualmente. Depois de um pequeno PITI dos encaronados, que mesmo com tudo combinado pra que o grupo fosse todo junto por questão de segurança resolveram dar chilique dizendo que já estavam indo e encontravam comigo lá. Eu, que já tava mesmo meio sem paciência, soltei de cara um "Eu já tô indo. Ou me esperam ou não vou mais" no telefone que disse tudo. Deveriam me agradecer: chegamos depois da última chuva da noite. Éramos das poucas pessoas secas daquele gramado. Bastante gente, mas bem menos do que eu imaginava.


Paralamas ainda consegue ser legal: o Herbert Vianna continua cantando mal pra caramba, mas definitivamente eu ainda gosto da banda. Não entendo lhufas de música e acho que eles tocam bem, vivo me impressionando com algumas coisas que o Barone faz na bateria. Além de tudo, o show contou com algumas participações especiais que na minha opinião fazem a diferença. O Nando Reis, por exemplo, foi a animação da noite. Doidinho da silva, pulava feito um maluco de um lado pro outro, sem parar, numa empolgação sem fim de origem duvidosa. O tal do Andreas Kisser, guitarrista do Sepultura, também deu uma canja, com direito a duelitcho de guitarras entre ele, Herbert e Dado tudibom Villa-Lobos. Aliás, o que são os olhos daquele moço, minha gente?? Dancei feito uma louca, cantei todas as músicas, me diverti à beça.

Mas definitivamente o ponto alto da noite foi o momento em que Digão, moço-raimundos, surgiu no palco e, devidamente anunciado, resolveu tocar Eu quero é ver o ocooooo!!! e, quando me dei conta, tinha uma horda de caras com o dobro da minha altura pulando à minha volta, meu irmão inclusive. Atitude da Stellinha diante dessa situação aterradora? Gritar, chorar, sair correndo? Não, meus senhores: Stella fez foi amarrar o casaco mais forte na cintura, segurar a bolsa e.. pular junto!! Até gritar o refrão eu gritei. Soltei meu lado pauleira há tanto reprimido. E foi divertido pra caramba, preciso dizer.

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