sexta-feira, dezembro 24

Bate o sino pequenino
Sino de Belém
(Pois eis que)
Já nasceu Deus menino
Para o nosso beeeeem

segunda-feira, dezembro 20

E como se não bastasse eu estar duas noites praticamente virada sem dormir por conta de um russo maldito. E como se não bastasse eu ter feito uma prova que durou quase 24 horas. E como se não bastasse eu ter tirado 2 na tal da prova. E como se não bastasse eu estar com dor de cabeça e ter passado a tarde em um calor infernal pra comprar presente de amigo oculto. E como se não bastasse eu ter tentado recuperar pelo menos uma horinha de sono e não ter conseguido pq a porra do telefone não parava de tocar. Eu ainda tenho que aguentar xilique de bicha recalcada. Ah, tenha santa paciência.

domingo, dezembro 19

E eu oscilo entre tristeza, decepção e raiva, muita raiva, de que alguém possa deliberadamente estar me fazendo sentir assim. Sinto muito ruir seu castelo de cristal, rapazinho, mas você não é tão importante quanto pensa. E se depois de dois dias eu ainda não resolvi te perdoar por intencionalmente ter me feito chorar do alto da sua presunção, esquece, é porque isso não vai acontecer nunca. Paciência.

*E eu acho sinceramente que vc deveria buscar ajuda profissional. Logo. E é sério.

domingo, dezembro 12

E outra noite, pra completar, estrelando meu sonho: o Ex. Não satisfeita em sonhar com o dito cujo, ainda sonhei com nosso casamento. Eu estava linda, de branco, preocupada com a maquiagem e absurdamente feliz. Só tinha um detalhe: eu tinha esquecido de fazer convites de casamento, e meus amigos mais queridos simplesmente não tinham a menor idéia de que eu estava prestes a me casar. Enquanto passava o filme pré-casamento (é, no meu casamento tinha uma sessão de cinema pros convidados antes da cerimônia. Tá, coisa de maluco.), eu organizava uma verdadeira operação secreta com duas amigas que por sinal tinham sido milagrosamente convidadas pra telefonar pra todas as pessoas que eu conhecia e formalizar o convite com algo do tipo "Não precisa se arrumar não! Veste qualquer roupa e vem pra cá que a Stella tá casando!!!"

sábado, dezembro 11

E eu me lembrei agora que sou a mestra em descrições degradantes de si mesma. Pelo menos me esculhambar eu sei fazer direito.
Numa conversa de bar qualquer, eu e Pigmaleão. Ele querendo puxar assunto. Lançou:
- E aí? E o homem complicado?
Eu engasgando. Eu vermelha. Eu em pânico!! Como assim, Bial?
- Er... quem?
- O homem complicado!
Pelo amor dos meus filhinhos, que homem complicado, minha nossa senhora de Guadalupe? Será que ele leu? Será que ele viu?
- (sorrindo) Que homem?
- Menina, o livro, o senso comum!
Senso comum? Que senso comum? Aliás, que senso? Quem sou, onde estou, pra onde irei?
- Ahn?
- Stella, o livro, "O Homem Duplicado", vc não tá lendo?
Por isso dizem por aí que quem não deve não teme.

quarta-feira, dezembro 8

Provavelmente depois do meu último desabafo devem estar me imaginando como Carrie, a estranha, só que sem o lance da paranormalidade, mas com toda a coisa da tinta verde na cabeça e todo mundo rindo. Tá, não foi assim.

Aliás, é engraçado como a sensibilidade pode vir de onde menos se espera. De quem não deve nada pra você. De um lado pro qual você se sente pouquíssimo ou nada importante. Vai ver é isso.

Eu tava lá, quietinha na minha mesa, tentando me concentrar em algo diferente, rezando pra ser invisível, de saco cheio de hipócritas "ah, mas vc é tão inteligente". Ele só sentou sobre a mesa, disfarçadamente como quem tá de passagem e resolveu dar uma paradinha pra descansar, e no meio de uma curta conversa sobre nem me lembro o quê perguntou se eu estava bem. Rapidamente, como se não quisesse ser pego num lapso de preocupação, perguntou distraidamente pelo que eu estava fazendo e.. foi embora.

E eu juro, foi a demonstração mais fofa do dia inteiro de um sei-lá-o-quê bom, que eu não tenho pretensão de que fosse preocupação, mas que foi, no mínimo, uma gentileza sem tamanho.

terça-feira, dezembro 7

Momentos para relembrar:

Como o negócio tá falando bem de mim e eu tô precisando mesmo encontrar alguma coisa que (alguém ache que) eu faça direito, vai aí o comentário do Professor. É, o famoso. Tá, tá, já tá bom. Podem parar de rir da minha cara.

Na verdade, eu descobri a "Novela da Vida Real" recentemente, meio que por acaso (maravilhas do Google). Tenho que admitir : além de talento para Física, você também tem o dom para a escrita (o que não é o meu caso). Nunca imaginei que um reles professor de matemática da UnB fosse capaz de protagonizar uma novela tão sensacional (e eu não sou noveleiro). Ao invés de guardar rancor (afinal, eu acabei concluíndo ao ler todos os episódios que eu fui muito ingênuo para não perceber o que vocês estavam "tramando" contra mim), eu preferi guardar segredo. Fazia tempo que eu não ria tanto (as suas travessuras junto com a Cowgirl foram sensacionais e, através delas, pude conhecer vocês melhor). Espero que o fato de eu ter descoberto este seu outro lado de "escritora" (blog também é cultura) não interfira na nossa amizade e nem no blog. Continue escrevendo o que você tiver a fim pois você manda muito bem.
Um abraço.
Ele: Nossa, várias novidades no blog!
Eu: Novidades? Eu quase nunca escrevo!
Ele: Mas esteve apaixonada, irritada, atolada, e muitos outros adas.
Eu: Tudo isso, menos inspirADA.
Ele: E quem é a vítima? Pq atolada? Pq irritada?
Eu: Um cara X, a faculdade que me consome as energias, o cara não me dá bola e eu tô fodida na faculdade. Respectivamente.
Ele: Olha, desculpa a possível grosseria, mas se a ordem fosse invertida você possivelmente estaria mais feliz.
Eu: Como? Fodida pelo cara e com a faculdade não me dando bola?
Ele: É, por aí..
Eu: ...
Ele: Nossa.. Você falando assim... Alguma coisa mudou mesmo.

segunda-feira, dezembro 6

O Blogger tem se mostrado bastante relutante em me deixar postar. Acho que até os deuses cibernéticos reconheceram que eu me tornei uma detestável figura resmungona e querem poupar a humanindade virtual da minha rabugice. A questão é que pra infelicidade (virtual) da comunidade bloguística, eu tomei uma importante resolução de vida, dessas típicas promessas de ano novo, só que um pouquinho adiantada.

Depois de chorar na segunda feira passada por quase 12h ininterruptas, eu me senti um pouquinho... pior. Pois é. Não bastasse estar me achando a terceira lata de leite condensado, incontrolável eu até tentei parar, mas não deu. Meu corpo pedia lágrimas. E eu desisti de tentar esconder e só parei quando a fonte secou, o que aconteceu um pouco depois de eu pegar no sono. Se isso tivesse acontecido no aconchego do meu lar ou num bosque deserto debaixo das árvores eu talvez até me sentisse aliviada depois de tanto chororô. O problema é que foi ali, pra todo mundo ver. Eu desabei em lágrimas por volta das 11h da manhã, no meio de uma conversa qualquer que podia ser sobre a cor das cortinas, mas, pô, eu tava péssima.

Eu me senti tão exposta, tão frágil, tão... chata. Todo mundo pareceu tão chocado em descobrir que eu não sou alto-astral, que eu não sou sorridente, que eu não sou confiante, que eu não sou forte, que eu não tenho resposta pra tudo, pombas! Porém, além da surpreendente constatação de que eu não sou uma fofura, eu podia ler na indiferença de uns e na pseudo-preocupação de outros que pra muita gente eu só tava tendo um xilique. Eu quase consegui ler uns pensamentos que diziam que eu queria mesmo era chamar a atenção. Ah, e tiveram aqueles que pensaram que era frescura, que eu tava exagerando. Como assim, a chorona ainda não parou de chorar?

Daí eu peguei as minhas coisas e fui... pro mato! Quer dizer, mais ou menos, não bem mato. Eu sentei lá, na grama, debaixo de uma árvore, num canto mais afastado que não era perto da passagem de pessoas e chorei. Sozinha. Chorei até meus olhos arderem. Eu não queria que tivessem pena de mim. Eu não queria que ninguém soubesse que eu tava me sentindo assim. Como já era, eu juntei o pouco de dignidade que me restava e fui lá ficar junto dos pássaros.

E foi uma semana em preto e branco. Os dias anteriores tinham até sido em tons de cinza, eu ainda chorei um bocado sozinha, mas imaginar os julgamentos (todos errados, vale ressaltar) que estavam sendo feitos a meu respeito me ajudaram a me comportar como uma lady. Meio apagadinha, meio abatida, mas uma lady, que não borra a maquiagem em público. Só que eu ainda não tava satisfeita, e foi aí que veio a promessa de ano não-novo, que justifica toda essa lenga lenga melodramática e que afinal de contas era o ponto principal dessa conversa.

De agora em diante, a vida só é uma merda nesse blog. Fora daqui, tudo são flores e eu sou praticamente Xuxa contra o baixo-astral. Tá tudo ótimo, se melhorar estraga, o mundo é cor-de-rosa, eu sou feliz, eu sou capaz e, muito importante, eu confio extremamente no meu taco, intelectual, física e psicologicamente falando. A questão é que eu preciso de uma válvula de escape, mas pelos menos aqui as pessoas têm a opção de nem dar as caras, ou de fechar a janela se a conversa ficar muito chata.

De resto, eu já tô ensaiando:
-Oi, tudo bem?
-Tudo perfeito. Ô!
R-I-D-I-C-U-L-A!
Sou eu.

quinta-feira, novembro 25

Quase 15h de sono depois, eu acho que até me sinto melhor.
Acho.

sábado, novembro 20

Se todos os meus professores tivessem piedade de mim e resolvessem parar hoje, nem assim eu conseguiria me colocar em dia até o final de semestre.
Depois me perguntam pq eu tô deprimida.
Ah, tem novidades do menino lá. Conto depois.

domingo, novembro 14

Momento: Como assim, Bial?:
Abre aspas:

Ah, e quando eu digo que você é muito legal, eu quero dizer que gosto de você, mas não sei dizer isso.

Fecha aspas.

terça-feira, novembro 9

Eu perdi tanto tempo relendo meu próprio blog que não fiz nada do que eu tinha pra fazer. Tô num desânimo sem fim, então essa apatia não é lá grande novidade. A novidade do dia foi outra. Alguém se lembra da Novela da vida real? Da época em que eu era uma pessoa tranquila e feliz que se arrastava pelo chão do minhocão nos sábados à tarde "pra disfaçar"? Se não lembra, é só ir lá em cima e procurar. Aliás, deixa eu falar disso de procurar antes de continuar.

A Lulu já tinha escrito, mas eu ainda não tinha me dado conta da utilidade da barra lá em cima que eu até então achava que só servia pra dar problema no leiáuti. Caso vocês ainda não tenham entendido, tem uma barra cinza lá no topo do blog que foi colocada aí contra a minha vontade. Daí eu fiquei pensando que era um sistema de busca do google, uma coisa chulé qualquer. Na-na-ni-na-não! É um sistema de buscas dentro do próprio blog. Ou seja, vc tá lá querendo saber se eu escrevi aqui sobre sei-lá-o-quê, escreve lá em cima e, pimba!, ele só retorna resultados internos. Não é feitiçaria, é tecnologia!

Então, a novela. Aquela que morreu sem dizer adeus, que não teve direito nem a um final xoxo qualquer de novela das 8, daqueles que te fazem prometer que nunca (nunquinha!!) mais vai assistir novela na vida. Pois bem. Ela sempre, em toda a sua existência, teve leitor ilustre, sabiam? O Professor, matemático e personagem principal, que ao contrário do que possa parecer pelo caráter insólito da história como um todo era gente como a gente e vive até hoje, lia, adorava e só não comentava pq era tímido. Ok, essa última parte eu inventei, mas que ele lia ele lia.

domingo, novembro 7

Eu queria sumir. Pronto, taí, isso sim seria solução. Sumir do mapa, não dar nem notícia, ir me enfiar numa cidade de interior e cuidar de vacas. Tá. Nada de vacas. Mas eu queria um lugar bem frio, onde ninguém me conhecesse, onde eu pudesse andar completamente incógnita pelas ruas, enfiada num casaco grande e fofo marrom, e viver a minha vida. Não que isso seria muito diferente do que me acontece, tirando pela parte do casaco, porque aqui anda fazendo um calor dos diabos. Nada seria diferente, mesmo com uma placa de sinalização luminosa e com recursos sonoros.

Tô mal-amada sim, e daí? Tô num mau humor dos diabos, tô me sentindo rejeitada, tô me sentindo burra, tô me sentindo feia e, especialmente, tô cansada. Eu sinto um sono que não passa, e me conhecendo bem eu sei que isso é só uma fuga besta de quem já se encheu de chorar pro travesseiro. Aquele idiota quer me manter numa prateleira de reservas, e se sente no direito de dizer que tá com saudades quando não sente saudades porra nenhuma. Nada do que eu pense, sinta ou faça muda aquela cabeça oca e dura. E meu futuro vai ser vê-lo andando de mãos dadas com alguma Galatéia por aí, feliz com sua estátua de mármore, simplesmente pq Vênus olha pra todo mundo menos pra mim.

É ridículo ir à luta. Simples assim, acho que ridícula sou só eu. Tomar na cabeça faz parte da vida, mas eu tô de saco cheio de ser ponto fora da curva estatística. Ah, tá, é problema de auto-estima achar que necessariamente o problema é comigo, né? Ok, então deixa eu te contar uma novidade: problema maior ainda é imaginar que é o resto do mundo que precisa usar lentes de aumento pra enxergar aquilo tudo que eu tenho de "maravilhoso". Quer ver piorar? Maior problema é a pedância de dizer que o problema é com eles, afinal eu sou realmente encantadora, meiga, uma fofa. Sou fofa o cacete.

Eu sou útil, mas só às vezes. Quando não, me coloca ali num cantinho e grita quando precisar.

sexta-feira, novembro 5

Burra.
Burra.
Burra!

quarta-feira, novembro 3

Um dos meus objetivos de vida é entender, pelo menos uma vez, um filme do David Lynch.

quinta-feira, outubro 28

Momento: Eu sou uma tiete ridícula:

Eu: (ai meu Deeeeeus!!!) Pedro, autografa pra mim?
Pedro Mariano: (sorrindo) Claro, como é seu nome?
Eu: (ai meu Deeeeeus!!!) Stella. Com "ésse" e dois "éles".
Pedro Mariano: (escrevendo) Stella... Eu namorei uma Stella com ésse e dois éles...
Eu: (eu não to acreditaaaaando!!!) Sério? Pena que não era eu.

quarta-feira, outubro 27

Eu descobri: a culpa é do Pigmaleão.

O quê? Você não sabe quem era Pigmaleão? Então senta que lá vem a história.

Pois bem. Tinha a Grécia, né? E tinha Chipre, aquela ilhazinha lá. Ilhazinha não, pq eu descobri que é a terceira maior ilha do Mediterrâneo. Ou era Creta? Enfim, não importa pra história que eu quero contar. Era uma ilha, era perto da Grécia e isso é suficiente. Então. Pigmaleão era rei da tal Ilha da Fantasia e escultor nas horas vagas. Isso mesmo, na mitologia o cara era multivalente. Mas Pigmaleão, coitado, era meio mal-amado, sabe? O cara era tão desacreditado das mulheres em geral que fez pra si mesmo uma estátua magnífica pra reproduzir a mulher perfeita. Onde já se viu isso, né?

Niqui ele tava lá com a estátua, não é que de tão perfeita o danado acabou se apaixonando por ela? E daí ele entrou numa viagem muito louca de comprar presentes, e vestidos, e flores, e beijar e dormir com a estátua. E a história poderia terminar aí, ter uma ótima moral pra caras imperfeitos que ficam por aí, vagando atrás de perfeição ou se contentando em contemplar a imagem da figura gelada e perfeita, sem nunca conseguir se satisfazer plenamente. Mas não, Vênus tinha que cortar o barato.

Pigmaleão começou a cansar dessa vida com a mulher de pedra e, na festa de Vênus, pediu como quem não quer nada que a deusa lhe desse uma "mulher perfeita como a que ele tinha em casa". Mas como assim, Bial? (como diria Fernanda) Pois é. Vênus, óbvio, não encontrou mulher nenhuma com o nível de perfeição da estátua de mármore, quebrou o galho do boboca e, tcha-ram!, transformou a estátua em gente. Pois Pigmaleão e Galatéia viveram felizes para sempre, tiveram filho e tudo.

Parece que a moral da história virou : vc tem que conhecer o cirurgião plástico certo, ou então contar com milagres.
Eu só quero saber
do que pode dar certo...
Não tenho tempo a perder

terça-feira, outubro 26

Stella e o Fantástico Mundo da Academia:
Eu faço direitinho. Mas faço praguejando.
Malditos abdominais. Maldita esteira. Maldita máquina de glúteos.

segunda-feira, outubro 25

Ainda não tá do jeito que eu queria.
Mas tá bunitinhu, vai dizer?
Ufa!
O que a gente não faz pra não precisar estudar, me digam?

sábado, outubro 23

O que eu sinto por ele não é paixão. É um carinho muito grande de querer bem, mas não é amor de namorados. O que tem me tirado o sono nos últimos dias é aquela boca.

Eu nunca tinha parado pra reparar, mas de repente me veio uma avalanche de pensamentos impuros, de vontades, de arrepios pela espinha. O cheiro do fresco hálito quente perto do rosto, que eu já senti tantas vezes ao longo de todos esses anos, sem maldade alguma, com sincero amor fraternal, nunca tinha me despertado nada a não ser o conforto de estar com alguém que gosta de mim. O amor fraternal ainda continua aqui, mas a boca...

Isso é inédito pra mim. Mulheres sempre querem caras que andem a seus pés, que as achem "seu tudo, seu céu, seu mar", que escrevam cartas de amor, que liguem no dia seguinte. Tudo bem, esse também é meu ideal, e é assim que eu quero o tal cara-da-máquina-de-coca-cola-que-não-olha-pra-mim. Quero poemas, olhar apaixonado e passeio no domingo à tarde. Mas com o cara da boca...

Com ele eu só queria as mãos grandes na minha cintura, aquela boca na minha nuca, o diacho do hálito quente no meu ouvido sussurrando não importa o quê. Eu não queria telefonemas, nem juras de amor, nem promessas secretas, nem casamento e filhos e cachorro. Eu queria risos na cama, eu queria beijos suaves no colo e o leve roçar da barba mal feita nas minhas costas. Não queria olhar pro futuro, só queria seus olhos fechados olhando pra mim. Eu queria culpa, muita culpa. Uma vez só, eu queria aquela boca...

sexta-feira, outubro 22

Essa noite eu tive um sonho tão bom, mas tão bom, que ele me rendeu um bom humor sem fim durante o dia inteiro, risos e mais risos apesar das agruras da vida, eu estava praticamente Branca de Neve cantarolando com os passarinhos e veados na floresta. Foi tudo tão perfeito, uma completude de sensações e arrepios, palavras ditas ao pé do ouvido, que eu sabia que estava bom demais pra ser verdade, mas nem a decepção de acordar e ver que era só sonho me fez cair das nuvens.

E ele nem era o Rodrigo Santoro.

segunda-feira, outubro 18

Alguém um dia vai ter que me explicar bem direitinho com auxílio de representações gráficas esquemáticas e apresentação de Power Point o porquê de algumas pessoas serem capazes de atitudes tão atenciosas e carinhosas em um momento pra no instante seguinte se comportarem de modo completamente indiferente e às vezes até agressivo com você.

Estamos em um período de grande desconforto, pelo menos eu tenho achado. Por isso eu resolvi dar uma trégua: recolhi minhas tropas que estavam timidamente em campo, praticamente pedindo desculpas por tentarem conquistar território (quase) amigo com aquela bandeirinha branca de "eu sou da paz" em punho. O fato é que meus soldadinhos não foram lá muito bem aceitos, e essa situação tem me causado constrangimentos. Eu tenho dado passos pra trás ao invés de pra adiante, quando na verdade acho que preferia só estar com meus pés juntinhos e bem grudados no chão. Fui tentar voar e, aí, tombo!

A verdade é que pessoas complicadas me confundem. Pode ser culpa de um histórico mal resolvido ou trauma de infância, mas é que não sei lidar com tanta resistência. Resistência velada, vale dizer, que não caga nem sai da moita, não fode nem sai de cima, não dá nem desce.

Na realidade, dar, ao que tudo indica, está fora de cogitação.

Péssima, Stella, péssima.

O que eu não entendo de fato é que não fui agressiva em absoluto. Muito menos direta, acho até que nem cheguei a me fazer entender. Mas só a possibilidade de água fria fez fugir o gato escaldado e voltamos à estaca zero. Ou pior, talvez, se levar em consideração a expressão com misto de pena e medo com que me olha. Não tô curtindo dor-de-cotovelo, mas tenho botado minha massa cinzenta pra trabalhar tentando entender tamanha confusão.

Tô me esforçando pra manter o stand-by, como diz a Pelagia, mas vamos combinar que a situação não é nadinha confortável. Não saber pra que lado vai dar e se agarrar ao último fio de esperança só me dói mais ainda. Preferia escutar meia dúzia de desaforos ou desculpas esfarrapadas e sofrer logo tudo de uma vez. Uns dois dias sem apetite, umas lagrimazinhas à toa, alma lavada e bola pra frente. Essa coisa mal resolvida, dita e não dita, me mata por dentro, pq tem sempre aquela vozinha maldita lá dentro tentando me convencer que talvez as coisas não sejam tão ruins assim.

Tem dias que acordo com vontade de chamar de meu nêgo e perguntar se pode ser ou se tá difícil. Mas tem outra vozinha dos infernos dizendo que quem fala o que quer ouve o que não quer. M-e-d-o de mim com atitudes impulsivas.

domingo, outubro 17

Os velhos olhos vermelhos voltaram,
dessa vez
com o mundo nas costas e a cidade nos pés.
Pra que sofrer se nada é pra sempre?
Pra que correr
Se nunca me vejo de frente?
Parei de pensar
e comecei a sentir.
Nada é como um dia após dia,
uma noite, um mês.
Os velhos olhos vermelhos voltaram

De vez.


Olhos vermelhos - Capital Inicial

quinta-feira, outubro 14

Talvez eu deva fazer um acústico desse blog. Se funciona para bandas que morreram, deve funcionar para blogs que morreram, também.
posted by Juliana at 8:55 PM


Porque eu resolvi revisitar blogs mortos e descobri que um monte deles reviveram, ou deram últimos suspiros. Quem nem esse daqui, maisoumenos...
Momento: uns com tanto, outros com tão pouco:
- Pois é, Paula, e o quê que vc acha?
- Ah, Cíntia, não sei, eu nem conheço ele direito, não posso te dizer "aceita".
- Justamente. A gente acabou de se conhecer...
- ... e ele já vem pedindo pra namorar.
- Isso.
- Ah, comigo e com o Marcelo também foi mais ou menos assim. A gente começou a namorar pq ele disse que só ficava comigo se fosse pra namorar.
- Pois é, é isso que ele acha.
- Ah, comigo tá sendo bom!
- Mas sabe o que é? Eu já namorei com uma pessoa assim, sem gostar muito, e foi horrível, a gente só sofreu.
- Poxa, sério?
- Verdade. E eu não quero passar por isso de novo, sabe? Uma vez já foi suficiente.
- Então abre o jogo com ele, ora!
- Você acha?
- É, ué! Diz pra ele que vcs precisam primeiro se conhecer melhor, pq vc já esteve com uma pessoa sem gostar e sofreu muito, e não quer que isso aconteça com ele.
- Ele falou que quer discutir a nossa relação..
- Agora, no meio da aula de Estatística?
- Romântico, né?
- Demais.
Ele: E como anda o mestrado?
Eu: Me enlouquecendo, acho...
Ele: Normal. Tende a piorar...
Eu: Bastante animador, aliás.
Ele: Super. Mas é preferível ser realista, né?
Eu: Sei não, viu? Se pudesse, alienava e vivia na fantasia.
Ele : É uma possibilidade deveras interessante. Eu passei da idade de viver como caiçara em Ilha Grande, mas ainda dá tempo de juntar uma grana e partir com fúria pra lá e abrir uma pousada...
Eu: Tá vendo. Algo pra se pensar. Eu sou cheia de boas idéias. Eu podia fingir que não tô entendendo o que está acontecendo, não ir mais à faculdade, desistir de vida acadêmica e viver dependendo dos meus pais pra sempre. Com o dinheiro do cinema de final de semana eu seria feliz.
Ele : Acho que seus pais não iam gostar muito da idéia...
Eu: Eu ia estar fazendo cara de louca, eles não têm que gostar de nada.
Ele: Ah, tá.

quarta-feira, outubro 13

Será que raspas e restos me interessam?

terça-feira, outubro 12

Rascunhado num verso de nota fiscal - 11/10 - hora do almoço

Já tá na hora do Mc Donald's trocar os forros das bandejas. Até as Paraolimpíadas acabaram e eles ainda estão com aquele dos deuses gregos. E eu não devia estar agora me divertindo, considerando que hoje é um semi-feriado, ao invés de estar me empanturrando de hamburger e arranjando o que postar no blog?

O fato é que estou anti-social. Além da universidade que suga minhas forças, energia e alegria de viver, tem o menino lá também. E eu ensaiei meses pra falar disso aqui, pra no final das contas o negócio sair de improviso. Acho que é porque ainda não assimilei muito bem. Mas vamos lá.

Eu tava lá, quietinha, na minha, vivendo minha vida de bolha. Daí, como diz a Ana, um dia ele riu e uma piada idiota na frente da máquina de Coca-Cola, soaram os sinos e eu pensei "Putz, por que não reparei nele antes?".

Nã-não. Pensando bem, não foi nada tão súbito nem romântico. O fato é que ele é livre, desempedido, tem senso de humor, é inteligente e culto. E aí, por que não?

Depois disso foram só trevas. Passamos por um período em que nos evitávamos. Eu tava me sentindo muito esquisita, e achei melhor não correr o risco de me pegar fazendo cara de Glenn Close em Atração Fatal. O fato de ele não ser comprometido, por exemplo, não fez diferença alguma, já que o coração do sujeito tá amarrado há não sei quanto tempo. Infelizmente, Stellinha aqui não é nadinha que esse cara com senso de humor, inteligente e culto quer da vida. O que era combinação perfeita virou pesadelo.

Eu sou menina comum. Não sou alta, não sou magra, não sou bonita. Não tenho bunda, tenho peito demais. Dentes bonitos e cabelo ruim. Inteligência na média, nada de extaordinário, leio bem menos do que deveria (e gostaria), assisto novela e jogo video-game. E mesmo não sendo isso tudo, não sou pouco pra ele. Só não sou o que ele quer.

domingo, outubro 10

Um brilho intenso, um desejo, eu quero um beijo,
Um beijo imenso onde eu possa me afogar...

Lisbela - Caetano Veloso (Los Hermanos)

sábado, outubro 9

Superexposição é o cacete!

Tenho chorado tanto nos últimos três dias que pronto, secou.

terça-feira, outubro 5

E eu acabei de me lembrar. Acreditam que essa birosca aqui já completou o terceiro aniversário? Coitadinho, e tão jogado às traças...
E eu ainda estou viva. Ou quase.

As coisas não vão indo lá exatamente como o esperado. E isso só tem me deixado mais sensível a todas aquelas pequenas bobagens do dia a dia.

E pra completar tem aquele cara que não me dá a mínima, mas às vezes parece que dá só pra me deixar confusa.

sábado, setembro 25

Com relação à matéria ''Vestibular: AGU privilegia militares'' (18/9), o termo ''privilégio'' sugere que os militares estão recebendo benefício indevido. Trata-se de medida legal, criada pela Lei 9.536/97, que prevê a garantia de vagas em qualquer época do ano e independentemente da existência de vagas para servidor público federal civil ou militar estudante ou se dependente estudante. Verifica-se que a lei não se aplica exclusivamente aos militares. Além disso, só cabe ao transferido de ofício, por imposição do trabalho, critério que, por si, restringe o acesso a um determinado grupo de pessoas. Não vale para todos os militares, mas tão somente para aqueles submetidos ao regime de transferência ''ex officio''. Também não tem fundamento dizer que a medida pode comprometer a realização de um vestibular, como o da Universidade de Brasília, baseando-se no número de pedidos de transferência recebidos por semestre. Isso porque os universitários que pleiteiam as vagas já começaram os cursos e deverão ser distribuídos ao longo das séries da graduação, conforme currículo já cumprido por eles na instituição de origem. O militar está sujeito a ser transferido em qualquer tempo para as mais remotas regiões do país. Com ele, segue a família. O problema é que muitos militares servem em regiões inóspitas, onde universidades públicas ainda não chegaram e há apenas o ensino privado. Logo, tal medida seria inócua diante da abrangência da questão.
Brigadeiro do Ar Antonio Guilherme Telles Ribeiro, chefe da Comunicação Social da Aeronáutica, para o JB

Ela: Ai, Stella... que horror!! Vc já decidiu se vai esquecer ou lutar?
Eu: Ainda não... Eu acho que não sei lutar, às vezes esse é o problema..
Ela: Lutar é fácil. Com classe e sem fazer papel de ridícula é que eu acho que é impossível.

quinta-feira, setembro 16

Engraçado..

E as pessoas criam correntes pra mandar as pessoas pararem de mandar correntes. É só pra mim que isso soa estranho?

segunda-feira, setembro 13

Uma caneca de leite com Nescau, um chá mate (sem limão, que estava mais gelado), uma água com gás da Schincariol, um copo de capuccino de máquina.

Café da manhã, almoço, lanche da tarde e janta, respectivamente.

E eu nem estou fazendo a dieta dos líquidos!
Cruzes! Às vezes até eu me surpreendo com a minha capacidade de parecer uma velha solteirona rabugenta.

E eu nem sou velha!
Eu deveria estar fazendo contagem regressiva pro aniversário de 3 aninhos dessa coisa que atende pelo nome de blog?

Então tá. Faltam 13 dias.
Disse o poeta , que do amor era descrente
Quase sempre a gente gosta
De quem não gosta da gente..

Meu rádio e meu mulato - Herivelto Martins
Sim, eu estou irreversivelmente meio que apaixonada.

Não, não está sendo nada legal.

sábado, setembro 11

"Você também tem um poder X-Men, só precisa descobrir qual é."

Pois é. Eu tava lá, sentada debaixo do chuveiro, remoendo coisas, maldizendo outras, quando me lembrei dessa teoria de amigo de amigo que me foi apresentada há alguns meses. A história toda é a seguinte: existe algo em vc que além de afetar a sua própria vida, afeta a de outras pessoas e inclusive pode ser motivo pra que vc tenha crises existenciais profundas. Aí, meu amigo, vc está diante de um poder X-Men.

Mas nada dessas coisas legais de invencibilidade, telepatia, telecinesia ou fazer chover. Os poderes X-Men reais são bem mais complexos e difíceis de se identificar. O inventor da teoria, por exemplo, observou um padrão na sua vida: toda pessoa com quem ele ficava começava a namorar um amigo dele. Taí: poder X-men. Tão entendendo como é que funciona a coisa?

Pois bem, eu também tenho um poder X-Men, e fui me dar conta dele hoje, sentada, debaixo do chuveiro. Porque eu estava meio apalermada pra ficar de pé, e cansada, cansada.

terça-feira, setembro 7

Siiim, eu acordei cedo e assiti ao começo do desfile de 07 de setembro.

Ok, foi pela televisão.

Mas a verdade é que eu chorei quando o Vanderlei-Forrest-Gump passou correndo e carregando a bandeira do Brasil.

Calma, Stella. Deve ser a tpm, a tpm...

segunda-feira, setembro 6

E eu queria ir no desfile de 7 de setembro. Mas absolutamente ninguém quer fazer a caridade de encarar esse programa de índio comigo. Belos amigos esses meus...
O blog tá chegando no seu terceiro aniversário e eu estou enfrentando uma espécie de crise de meia idade. Eu não sei o que exatemente está acontecendo comigo: ando sem a menor vontade de escrever. Na verdade, vontade eu até que tenho, mas me faltam idéias. Ok, sendo sincera até que não me faltam idéias, o que me sobra é medo.

Acompanhem o raciocínio. Eu abri a birosca aqui não me lembro muito bem porque. Acho que foi pra ter um lugar pra soltar meus cachorros, chorar minhas mágoas e guardar minhas lembranças. Ele funcionou bem com esse propósito, apesar de ter começado no estilo diarinho nojento, e depois ir ganhando uma forma menos treze-anos e mais com a minha cara (bem, não que eu não seja treze-anos às vezes...). Eu até aprendi HTML por causa dele. Mas o negócio disvirtuou. Como mais cedo ou mais tarde tinha mesmo que acontecer, fui descoberta. E nem foi tão dramático assim, pelo menos não depois de ter passado o susto.

Taí o problema. Eu não posso chegar aqui e dizer que tô apaixonadinha pq é me expor demais. Eu não posso mais xingar até a vigésima geração de um desafeto a torto e a direito. Eu não me sinto bem de dizer que tenho um problema.

Acho que vamos subir no telhado...
E eu só descobri hoje que não era SPAM. É que parecia bom demais pra ser verdade.

Campanha NOVA Beija Eu

Nunca foi tão gostoso ajudar. Na Campanha NOVA Beija eu, uma iniciativa da revista em prol do Hospital Pérola Byington de São Paulo, especializado na saúde da mulher, você troca 1 quilo de alimento não perecível por um beijo de um modelo lindo de morrer!


É simples: nos dias 21, 24 e 25/4, das 10h às 20h, você leva 1 quilo de alimento não perecível* e troca por um beijo daqueles de um modelo bonitão. E se levar 2 quilos? Ganha dois beijos...

A arrecadação dessa gostosa travessura será totalmente doada a dois projetos assistenciais que têm ligação direta com a mulher: o do Hospital Pérola Byington, centro de referência em São Paulo para atendimento de doenças tipicamente femininas, como o câncer ginecológico; e o Programa Bem-Me-Quer, desenvolvido pelo hospital em parceria com a Secretaria do Estado de Segurança Pública para ajudar mulheres vítimas de abuso sexual.

A gente espera você lá para beijar muuuuito!

Casa da Beleza: Av. Brasil, 1802, Jardins, São Paulo, SP. (www.casadabeleza.com.br)

* Com exceção de açúcar e sal .

sexta-feira, setembro 3

Uma criatura que te manda mensagens de madrugada e encerra assim: "Ah, deixa eu fazer uma despedida mais irônica: um beijo molhado e suculento e boa noite" merece morrer, não acham?

O que mata é o tal do "irônica"...

quarta-feira, setembro 1

Eu ensaio, ensaio e não sai nada que preste. Tô pior que os protagonistas de novela da nova Casa dos Artistas. Portanto, enquanto seu lobo não vem, deixa eu tratar das coisas que todo mundo já sabe, mas se eu não registrar me esqueço mesmo.

Eu estava assistindo à maratona, domingo, quando o maluquete de saiote vermelho agarrou o pobre do Vanderlei.



Na verdade, eu tava torcendo horrores. Sim, eu sou esquisita e torço durante uma maratona de mais de 2h de duração, e daí? Mas voltando ao assunto, concentrando meu pensamento positivo, quando surgiu o padre irlandês dos infernos. Minha mãe gritava "Um cara agarrou o Vanderlei!!!" e a primeira coisa que eu pensei foi "Italiano filha #$%&#!!!". Daí, todo mundo sabe o que aconteceu: aquele italiano com cara de viado chegou em primeiro lugar e o Vanderlei era só sorrisos pela conquista do bronze. Meus vizinhos, um casal de velhinhos que acompanharam e torceram por tudo o que houve nas olimpíadas em alto e bom som, diziam, emocionados, quando Vanderlei subiu no pódio:

Isso meu filho, não se abate não. Mostra pra eles que nós somos bons, ruins são eles!

Pois é...

quinta-feira, agosto 26

Eu tô querendo falar, mas é estranho. Muito estranho.
E fui só eu ou vcs também acharam a líbero do time americano de vôlei indoor a cara da Kim Bassinger?

Em tempo: Pensando melhor, acho que ela se parecia mais com a Daryl Hannah...

terça-feira, agosto 24

Se a Daiane não chorou, eu confesso que fiquei no quase.

segunda-feira, agosto 23

Palavras de virar cabeça
Meu amado vai usar
Palavras como se elas fossem mãos
Tantos rodeios
Pra enfim me roubar
Coisas que dele já são

Lábia - Chico Buarque e Edu Lobo
Chuva. Motoristas completamente malucos. Academia da Cachaça; caipirinha Magnífica; Sandra de Sá. Pizza. Teatro dos 4, peça mais ou menos, Como sobreviver a festas e recepções com buffet escasso. Museu de Belas Artes, domingo de chuva. Pizza. Garota de Ipanema, com direito a R$20 gastos em uma camiseta como lembrança pro meu pai; Renato Gaúcho. Sol = Cristo, de trenzinho. KFC. Shopping Rio Sul. Chuva. Museu Submarino. Chuva. Idéia de jerico = passeio de barco na Ilha Fiscal. Chuva = mar encarpelado. Ilhados. Palácio da República, ou Casa do CaTete; exposição do Getúlio fechada. Chuva. Pizza. Aniversário de 95 anos do Teatro Municipal; orquestra, coro e Silvio Barbato; grátis. Teatro do Leblon, peça bizarríssima, O Santo Parto; Sérgio Marone e Roberto Bomtempo se beijando. Chuva, neblina, chuva.

Copacabana à noite. Chuva, pizza, blá blá blá. Motoristas insanos. Colher de Pau, delícia, nada de pizza. Paella de frente pra praia. Tatuagem de Henna em Ipanema; Ziraldo, o vendedor de refrigerantes; brincos a R$5. Cristo de novo, de carro; Mirante onde o Michael Jackson fez o clipe (informação super importante!). Almoço no Círculo Militar, vista pra Praia Vermelha. Pôr do sol na praia, catando conchinha, sozinha, em paz e feliz.

Ah, e o pior sushi que já comi na vida.
Com que mentira abriste meu segredo?
De que romance antigo me roubaste?
Com que raio de luz me iluminaste
Quando eu estava bem, morta de medo?

Soneto - Chico Buarque
Eu não tenho tv a cabo.
E sofro.
Porque eu gosto de assistir as Olimpíadas. Aliás, é tudo o que tenho feito por enquanto. Mas sério, alguém merece o Datena ou o Galvão?

domingo, agosto 8

Blergh!!!! Eu tô perdida!!!!

sexta-feira, agosto 6

Alguém deve ter chegado um dia pra Silvia Abravanel e dito: Querida, eu acho que vc devia tentar ser apresentadora. E quer saber mais? O Décio Pitinini vai ser um ótimo colega de trabalho, já viu quanta expressão ele tem em frente às câmeras? E veja que carreira de sucesso seu pai tem. O carisma e talento devem estar no sangue, minha flor, vai lá!
Daí ela esqueceu que era adotada e acreditou.

quinta-feira, agosto 5

Eu não sou uma mera desocupada. Eu sou uma desocupada viciada em paciência.
Beeem pior.
Em tempo: O meu-futuro-marido fez cirurgia de correção de miopia há alguns dias. O que significa que ele não vai mais usar óculos. O que quer dizer que ele perdeu metade do charme. Só metade. O resto fica por conta do fato de eu ser louca por ele desde a época do Balão Mágico.

quarta-feira, agosto 4

Eu acho que a gente começou a se dar bem. Isso demorou um bocado, pq eu passei bastante tempo achando que ele simplesmente não gostava de mim. É, não ia com a minha cara mesmo. Não que eu tivesse alguma vez na vida feito algo pra aborrecê-lo, mas enfim, às vezes o santo não bate. Simples assim. Já tava me conformando quando a resposta praticamente caiu no meu colo: ele tinha medo de mim.

Medo de quê, exatamente, eu ainda tô ensaiando descobrir. Talvez um pouco por achar que eu poderia estar me apaixonando (ou coisa semelhante). E isso era mau, muito mau. Porque se apaixonar é pedir pra sofrer, e ser objeto de paixão é igualzinho que nem fazer alguém sofrer, e ele não queria me fazer sofrer. Taí. Apesar de superconvencido, era uma atitute bacana na essência, eu acho. Tá, eu admito, na hora eu não achei nada legal não. E ainda não acho, mas tô dando uma de Pollyanna. Já que, vale dizer, eu não tava nem perto de apaixonada.

Mas na verdade eu comecei esse assunto pq andei pensando em poder. Na auto-escola passaram um desenho animado que eu já tinha visto quando era criança: o pateta é Mr. Walker, um pacato cidadão pedestre. Do tipo que cumprimenta os vizinhos, afaga caezinhos e faz bilu-bilu em criança. Mas quando ele dirige um carro ele vira Mr. Wheeler, praticamente uma versão encarnada do Belzebú, capaz de atropelar velhinhas nas calçadas.

Pois é. Vc pode ser uma pessoa legal e levar relacionamentos sociais saudáveis sendo Mr. Walker, com inseguranças humanas numa vida onde shit happen. Mas daí um belo dia alguém te diz eu te amo e vc sente que tem aquela pessoa na mão. E assim se torna um Mr. Wheller que simplesmente desanda todo o processo!

segunda-feira, agosto 2

E eu aderi à moda do Yogurte. Eu já tinha sido convidada a entrar antes de aparecer no Fantástico, vale dizer. O negócio é realmente interessante. Desencavei umas pessoas do fundo do baú, desde antigos colegas de colégio até o moleque que me odiava na 1ª série. Todos adicionados como "amigos", claro, pq eu quero mais é aumentar a minha comunidade. Acho que funciona assim...

domingo, agosto 1

O Yaccs só guarda os comentários por cerca de 3 meses. Depois desse tempo eles simplesmente desaparecem, indo pra alguma espécie de limbo dos comentários ou coisa que o valha. Então como eu não sei se todo mundo teve a curiosidade de ler o comentário da Lia sobre o lance das cotas, eu vou publicar ele aqui, mesmo pq é mais ou menos assim mesmo que eu penso, mas me aborrece muito tocar nesse assunto.

"Vamo falar sim. Isso aí que vc disse é o que eu sempre falo pro povo. Eu não preenchi nenhum campo na ficha de inscrição perguntando a minha cor. Logo, a coisa é bem democrática. A merda acontece aaaantes da ficha de inscrição, só que as soluções simplórias são sempre as mais aceitas, porque infelizmente somos simplórios. Ai, esse assunto também ferve o meu sangue!!!

E vamo falar aqui: esse negócio de botar a culpa no que passou e pedir um ressarcimento de algo provocado pelas gerações que já se foram me parece muito com aquela coisa de botar a culpa na mãe por causa dos próprios problemas. Sem contar que é querer acabar com uma injustiça sendo injusto com quem não tem nada a ver com a origem do drama. Aaaaaaaaai!

Droga... Eu cederia a minha vaga pra alguém (de qualquer cor)de comprovada baixa renda (porque até na escola pública tem gente endinheirada), mas não pra um colega negro que tenha estudado na carteira ao lado da minha, numa bela e cara escola particular. Pronto, não falo mais nesse assunto."

Liazinha Maremoto

E eu tenho recebido e-mails insistentes sobre o boicote aos cinemas hoje. Pois bem, eu acho, sim, cinema muito caro. Também acho que poderia ser mais barato. Então eu não vou ao cinema hoje. Mas é só pq vou ver o homem-da-minha-vida, no Conjunto Nacional, às 17h. Querendo me identificar, é só procurar pela feiosa mais frenética com máquina fotográfica na mão. Sou eu.

quinta-feira, julho 29

Eu acho um porre querer muito falar alguma coisa aqui e ter medo de alguém se sentir ofendido pela exposição.
Falemos das cotas então. Não bastasse o vexame de ter assumido como cotistas mais de 90% dos inscritos (isso incluindo japoneses, loiros dos olhos azuis e ET's verdes com anteninhas), a UnB gostou da idéia de segregação e paternalismo e instituiu a cota pra alunos de escola pública. Ah, sem esquecer da cota pra índios também.

Ok, vamos aos fatos. Tem pouco negro na universidade. Também acho. Mas quando eu fiz vestibular não me lembro de nenhum campo na minha prova que eu precisasse preencher com minha cor. E querer compensar séculos de discriminação racial com cotas na universidade é, no mínimo, ofensivo.

Não, não falemos das cotas. Eu sempre me aborreço quando penso nesse assunto.

quarta-feira, julho 28

Depois do ICQ, eu descobri uma coisa: MSN é tudo na vida de uma pobre menina como eu: vc coloca uma foto qualquer fora de foco e todo mundo diz que vc é linda. É o equivalente a passar na frente da construção, só que com mais tecnologia.

domingo, julho 25

Nenhuma criatura (exceto, talvez, o Eurico Miranda) marece Caetano Veloso cantando Come as you are por R$140,00. Nem de graça, vale dizer.
Momento: a sinceridade é um dom: Pelo telefone:
- Oi, tá ocupado?
- Tô. Muito. Bastante. Demais!!!
Momento: Roubando palavras: Fui ver Cazuza faz um tempão. E eu me dei conta de que não tinha falado disso aqui ainda, então faço minhas as palavras da Monica:

Em três palavras: Um filme espetacular.
Em duas palavras: Simplesmente maravilhoso.
Em uma palavra: Magnífico!
Vale o ingresso. Vale a espera na fila. Vale as duas horas dentro do
cinema.
É impressionante como a Globo engana a gente. Eu preciso me dizer que me surpreendi com o Rio. Primeiro de tudo, claro, as balas não voam perdidas pela cidade. Bom, pelo menos não por toda a cidade. Pelo menos não pela parte da cidade onde eu estava. Afinal, moram cerca de 5 milhões e meio de pessoas por lá e, bem, elas vivem.

Segundo, nem todo mundo no Rio é bonito. É, lá tem gente velha, gorda, feia, careca e esquisita, acreditem! Nem todas as meninas são siliconadas e nem todos os caras são a lata do Paulo Zulu. Aliás, eu preciso dizer que não encontrei nenhum espécime de menino-do-rio nem nenhuma garota-de-ipanema.

Terceiro, a vida do Rio não gira em torno da praia. As pessoas trabalham e lá também chove. E como chove. Se eu disser que só vi a praia à noite, ou passando de carro (à noite) ou do avião quando ele decolou (sob neblina) vcs não acreditariam. Consegui tornar os dois finais de semana que passei lá quatro dias de muita (mas muita mesmo) chuva e frio. Ah, é, outra surpresa: lá faz frio eventualmente.

Daí que o frio e a chuva me rendeu uma gripe que se estende do momento em que pisei em Brasília até agora. Ok, a idéia de fazer um passeio na Ilha Fiscal em um dia de chuva não foi lá muito esperta. Mas isso eu conto depois.
Como uma pessoa pode passar duas semanas na Cidade Maravilhosa e ainda ter espaço pra "dias de fúria", como disse a Lulu? Pois é, deixa eu ver se consigo explicar.

Só chove naquela cidade, porra!

Eu ia falar alguma coisa, mas até esqueci.
Cada vez que eu entro no Blogger ele tá com uma frescurinha diferente.
Eu hein...

terça-feira, julho 13

Ser compreensiva é uma merda!

quarta-feira, junho 30

Pois é. Final de semestre é (com o perdão da palavra, mas não tem nenhuma outra que encaixe melhor na situação) uma merda. Por isso, sem chances de dar as caras por aqui. Mas eu preciso expressar a minha indignação pq eu ainda não me recuperei do trauma: como assim a Laura matou Lineu???

sexta-feira, junho 25

Bom, vamos lá, eu não posso evitar, afinal de contas a novela acaba hoje.

Pois bem, eu antes achava que quem tinha matado Lineu era o Hugo. Afinal de contas, ele era bonito demais pra ser tão apaixonado pela Maria Clara, e especialmente, ele era bonzinho demais. E todo mundo sabe que homens bonzinhos não existem. Mas aí o Gilberto Braga destruiu minha teoria arranjando um encontro entre Hugo e Ana Paula Arósio, e ambos foram fazer um 21 em Florianópolis no capítulo de ontem.

Daí tive que pensar em outra teoria. Ouvi dizerem que o assassino poderia ser o ajudante da Dona Yolanda, mas ele é tão importante na trama que eu nem me lembro o nome dele, talvez o Gilberto não tenha pensado em nada tão elaborado. Por outro lado, eu já descartei os suspeitos mais óbvios, como a Laura, o Renato Mendes e o Marcos, pq afinal de contas o Gilberto não iria pensar em algo tão sem graça. O problema é que entre o elaborado e o sem-graça eu não consigo encontrar nada.

Sim, pq apesar de atolada de coisas até o pescoço pra fazer, eu me dou ao luxo de assistir novela.

quarta-feira, junho 23

Impressionante! Eu não seria nada sem vcs! Sendo isso ou não, coloquem a culpa no Carlos, viu?
"BsB é a sigla de Brasilia porque foi o código definido para o Aeroporto Internacional de Brasília, assim como GIG (Galeão Ilha do Governador), SDU (Santos Dumont), GRU (Guarulhos)."

Mas ainda resta a dúvida: pq diabos a sigla para o aeroporto seria BsB? Eu sempre quis saber é de onde raios vem o segundo B..

terça-feira, junho 22

Isso tudo pq eu queria publicar um e-mail que recebi da Lia há algumas semanas. Eu já agradeci, mas não custa nadinha agradecer de novo: Lia, brigadinha. Vc acertou em cheio!

Infeliz em público

O sofrimento, excentuando-se o que traz de dor, tem um certo glamour, é cinematográfico.

Cena 1: você atravessa a madrugada escutando músicas antigas, fumando dois maços e revendo fotos.

Cena 2: você se trancafia no banheiro, senta sobre a tampa do vaso sanitário e dissolve-se de tanto chorar.

Cena 3: você se revira na cama sem conseguir pregar o olho, pensando, lembrando, doendo.

Cena 4: você caminha por uma rua da cidade, sem rumo, parando para uma cerveja num boteco estranho, onde ninguém lhe conhece ? que bom ser invisível.

Se é pra sofrer, que seja sozinho, onde seu rosto possa estampar desalento, inchaços, nariz vermelho, olhar perdido, boca crispada. Se é pra sofrer, que o corpo possa verter, vergar, amolecer. Se é pra sofrer, que possa ser descabelado, que possa ser de pés descalços, que possa ser em silêncio.

Que os demônios levem pro inferno aquele que bate à nossa porta bem no meio da nossa fossa, aquele que telefona bem no auge das nossas lágrimas, aquele que nos puxa para uma festa obrigatória. Malditos todos aqueles com quem não podemos compartilhar nossa dor, e nos obrigam a fingir que nada está se passando dentro da gente.

Disfarçar um sofrimento é trabalho de Hércules. Um prêmio para todos aqueles que conseguem fazer com que os outros não percebam sua falta de ânimo nos momentos em que ânimo é tudo o que esperam de nós: nas ceias de Natal, jantares em família, reuniões de trabalho. Você não quer estar ali, quer estar em Marte, quer estar em qualquer lugar onde não seja obrigado a sorrir.

Há sempre o momento de pedir ajuda, de se abrir, de tentar sair do buraco. Mas, antes, é imprescindível passar por uma certa reclusão. Fechar-se em si, reconhecer a dor e aprender com ela. Enfrentá-la sem atuações. Deixar ela escapar pelo nariz, pelos olhos, deixar ela vazar pelo corpo todo, sem pudores. Assim como protegemos nossa felicidade, temos também que proteger nossa infelicidade. Não há nada mais desgastante do que uma alegria forçada. Se você está infeliz, recolha-se, não suba ao palco. Disfarçar a dor é dor ainda maior.

Martha Medeiros

Uma dos grandes baratos de se ter um blog (e eu falei como minha mãe agora...), além é claro de ter onde soltar os cachorros e ser imperfeita e chorar as mágoas, são as pessoas que vc encontra no caminho. Nestes quase 3 anos cultivando a ociosidade na internet eu tive a sorte de encontrar muita gente bacana por aqui e que demonstra interesse por mim com muito mais constância do que muitas das pessoas que passam 24h do meu lado. Uma vez a falou algo sobre isso, sobre a presença marcante dos amigos nadinha virtuais que ela teve oportunidade de fazer na net. Eu também posso me considerar uma felizarda.

Ou seja, aproveitando um momento meigo da Stellinha, eu queria dizer que vcs são fofos. Especialmente pq mesmo eu relapsamente não dando as caras por aqui há quase um mês têm sempre o pessoal que vem bater o cartão de fidelidade, e tem gente que vai e volta (né, Vander?) e tem quem vem escrevendo notinhas de rodapé diárias na minha vida. E isso soou piegas pra cacete, mas vcs entenderam o que eu quero dizer.
"Vc agrada quando escreve pouco" era, sinceramente, pra ser considerado como um elogio?
Quase um mês sem dar as caras. Eu sou muito picareta mesmo com esse blog, coitadinho. Quem ainda tem paciência de passar aqui, em duas semanas as coisas se estabilizam. Final de semestre não é moleza e eu ando fre-né-ti-ca (abra suas asaaaaaas/ solte suas feeeraaaaas!!). Mas eu até que fiz um bocado de coisas legais: fui ao cinema, fui ao teatro com ar condicionado quebrado, ainda não fui em nenhuma festa junina mas junho ainda não acabou. Ah, e vou pro Rio mês que vêm pra um Congresso. Ufa!

terça-feira, junho 1

Eu não tô deprimida. Nem revoltada com o mundo. Tô.. sei lá...

quarta-feira, maio 26

É engraçado como às vezes eu venho pra cá cheia de amor pra dar, sento na frente do computador e ... nada. Impressionante a capacidade que tenho vez por outra de simplesmente não me achar com as palavras. Parece que elas correm de mim como o diabo da cruz.

Tive pesadelos a noite inteira. Dos mais variados, sobre os mais diversos assuntos. Pesadelos sem fim. Hoje não acordei bem. Também pudera, depois de uma noite muito da mal dormida. Tô com um aperto no peito, e uma coisa que mistura nostalgia, tristeza e falta de ar. Não sei nem dizer se preferia ficar sozinha por ora. É, pq de vez em quando eu acordo propensa à solidão. Como se minha cabeça quisesse ir logo se acostumando com um fim que parece inevitável, pra evitar mais sofrimentos. E eu não tô falando de homem, pelamordedeus.

Outro dia escutei em algum lugar que os relacionamentos de hoje em dia são muito rápidos. Vc se entrega muito rápido, se apega com muita facilidade e, claro, se frustra na mesma velocidade. Eu sou muito facilmente cativada. É mamão-com-açúcar ganhar minha confiança, meu carinho. Meu amor demora mais um pouco. O curioso é que não tenho me sentido frustrada. Me sinto frustrante. Incapaz de continuar correspondendo expectativas, incapaz de ser boa o tempo todo, incapaz de ser paciente quando eu quero mesmo é mandar o mundo ir se foder! Daí, diante de tantas incapacidades...

Mas eu tive pesadelos. E eu não sei dizer se quero ficar sozinha, se quero chorar ou se quero cantar Bye-bye tristeza.

E isso não era exatamente pra fazer sentido. Hj eu não caibo nas palavras.

domingo, maio 23





Pra quem acha que os solos de guitarras deveriam ser banidos da face da Terra, é melhor conhecer o Guitarras do Cerrado e rever seus conceitos. Não, nada de "calango-music", aquela música feita pra essas bandas e que só serve mesmo pra quem tá muito doido na Chapada.O Guitarras é um projeto que reúne 5 grandes guitarristas da cidade em um cd de composições próprias que, acreditem em mim, é muito bom. Eu fui ontem num show no Teatro Garagem e preciso dizer que não me arrependi em nada.

Primeiro veio o Kiko Péres que, coitado, nunca, mas nunquinha mesmo, vai conseguir se livrar do aposto ex-Natiruts (como se isso fosse bom, mas enfim...), mas pra compensar tem um irmão que é um charme. E apesar de ex-Natiruts, ele manda bem à beça, vale dizer.

Mas em matéria de charme, ganha o Marcelo Barbosa, um negão que dispensa comentários. Aliás, na hora eu ainda não tinha ligado o nome à pessoa, mas eu já o tinha visto tocando com uma banda chamada Zero10 numa dessas noites para esquecer. Ele é na verdade guitarrista de uma outra banda meio esquisita, mas deixa pra lá. Falando assim até parece que o cara não presta. Muito pelo contrário: um dos pontos altos da noite, na minha opinião, foi quando um pequeno duelo com cara de improvisação feito no palco com o Celso Salim. O negão deu um show além de ter mostrado muita.. hmm.. ginga. Ai ai...

O Haroldinho dispensa apresentações. O camarada toca com os dentes, de ponta cabeça, pendurado no lustre, assobia e chupa cana. Simplesmente inacreditável. E, bem, agora resolveu cantar. E eu prefiro não falar sobre esse assunto. Sei lá, vai ver ofendo alguém..

Quem continua o melhor é o Celso Salim mesmo. O blues dele é tudo, a guitarra dele é tudo, a banda dele é tudo. O cara é tudo. E tem as pernas mais finas do oeste, mas isso a gente deixa pra lá.

Aliás, agradecimentos especiais à GRV, que me vendeu dois cds com desconto. É que não tive tempo de passar no banco e tudo o que consegui juntar na carteira (incluindo moedinhas) não dava pra comprar o que queria. Acabei levando R$20,00 por R$17,00 e tô feliz da vida.

quarta-feira, maio 19

E eu fui ver Diários de Motocicleta, mais popularmente conhecido como "na-garupa-com-o-Che", do Walter Salles, ou Waltinho pros íntimos. Recomendadíssimo!!! Sensível sem ser piegas, engraçado na medida certa, e o Gael compensaria mesmo se o filme fosse uma bosta.
Pois é. E a gente se dá conta de que existe algo de errado no curso do mundo quando Gael García Bernal, ou moço TUDO, tá lá em Cannes ao lado de uma atriz gostosíssima que não sou eu.


sexta-feira, maio 14


Às vezes é como se a gente esquecesse que eles também são humanos...

quinta-feira, maio 13

Momento: idiossincrasias: Eu tenho medo de freiras. Nunca se sabe, elas podem carregar grandes armas debaixo daquele hábito enorme...

quarta-feira, maio 12

Sei lá, é meio óbvio.. Se eu fosse a Gisele Bündchen, eu também ficaria bem nas roupas da C&A...
Momento: Pérolas do cotidiano: Cartaz pregado nos corredores da UnB:
Tá afim de dormir com alguém?
Vendo beliche semi-novo. Tratar com XXXX-XXXX.
Preterir [Do lat. praeterire, 'passar além'.](V. t. d.)1. Deixar de parte; desprezar; rejeitar
O grande problema em grupos grandes de pessoas muito íntimas é essa mania que as pessoas têm de achar que são um-só-corpo, ou uma família, ou sei lá mais o quê. Uma família, de pessoas que se amam e se ajudam e que estão sempre lutando uma pelo bem das outras, que se compreendem e relevam, com sentimentos inabaláveis. Parece lindo, né? O problema tá justamente pq a parte boa do lance família a maioria esquece. Compreender e relevar, especialmente, estão fora de cogitação. Todo mundo finge que se ama e vai ser feliz.

Mas nem era esse o ponto no qual eu queria tocar quando comecei com esse papo brabo. O problema da família é a falta de privacidade. Já experimentou contar alguma coisa pra sua mãe e, siceramente, esperar que ela não conte pro seu pai? Pois é. Frustrante, concordam? É mais ou menos assim que funciona. Quando as pessoas começam a ficar íntimas demais, se perde completamente a noção de privacidade e vira oba-oba: todo mundo acha que tem que saber da vida de todo mundo. E mais, se sente no direito de dar palpite. Já repararam?

Eu não tô sendo hipócrita o suficiente pra dizer que não gosto de ficar sabendo das fofocas, quem tá pegando, quem tá brigando, quem tá falando mal de mim. Mas parto do princípio de que se alguém não me diz alguma coisa, das duas uma: ou não é da minha conta ou não era pra eu saber. A questão toda é que pressupõe-se que segredo é segredo e ponto. Ainda mais quando se trata da vida dos outros. Aí já imaginou, o camarada fazendo papel de trouxa pq todo mundo sabe algum segredo dele na base do disse-me-disse, quando ele deixou bem clara, depois da história cabeludíssima, a célebre frase "Mas não conta pra ninguém, tá?".

Eu também não tô dizendo que minha língua não coça pra fazer uma fofoca, sou humana, ora bolas. Mas eu tento me controlar. Pior é que tem gente que nem tenta.

Hoje em dia eu sou bem mais cautelosa com meus segredos. Porque eu sei que mais dia menos dia a família inteira fica sabendo. E sem minha autorização.

terça-feira, maio 11

Eu não sei dizer exatemente se a Cléo Pires é uma boa atriz. Eu sei que eu fui assistir Benjamim logo que estreou. E confesso que não fui atraída propriamente pelos dotes dramáticos da protagonista. Fui pq era baseado no livro do Chico (Buarque). Ok, um tanto medíocre da minha parte, eu concordo, uma vez que nem eu li o livro nem o Chico faz sequer uma ponta no filme pra dar o gostinho. Mas gostei sim. A história é contada de maneira completamente não linear. Taí parte da graça: vc começa o filme achando tudo uma droga pq não está entendendo simplesmente nada, e no final vc quer mesmo é pendurar a personagem da Cléo Pires num pau de arara, de tanto que ela convence.
Em tempo: De informações inúteis é feita a vida: o blog já tem mais de 1227 posts, em 2 anos e meio de funcionamento. Isso dá cerca de 490 posts por ano, ou 40 posts por mês, ou 1,3 posts por dia. Putz, eu sou muito sem o que fazer!!!
Nossa!! Deve fazer mesmo muito tempo que eu não dou as caras por aqui! Eu explico a surpresa: a cara da página do Blogger mudou completamente, inclusive aqui, na parte que vcs não vêem que é onde a gente escreve os posts. As figuras ainda não voltaram, e eu não tenho idéia de pra onde foram, mas como já me disseram uma vez: quanto mais mudanças, mais coisa pra dar pau.

domingo, maio 2

Minhas figuras sumiram. Algum palpite?

sexta-feira, abril 30

Hoje eu só quero que o dia termine bem...

segunda-feira, abril 26

Olha, não me levem a mal, eu não quero ofender ninguém pessoalmente, mas afinal de contas eu não passo por aqui há um tempão, dêem-se por satisfeitos pq eu pelo menos estou postando alguma coisa.

Vegetarianos são muito chatos!!!

Tá, toda regra tem exceções e eu conheço vegetarianos muito legais. Mas na maioria, eles são uns chatos sim. Olha, eu também tenho consciência dos direitos dos animais, não me sinto nem um pouco confortável com torturas e afins nos bichinhos, mas me dizer que um porco é mais importante que sua mãe pra mim tem nome: hipocrisia. E das piores. Bah, vai viver no meio do mato se a cruel vida urbana te incomoda e não me enche o saco.

Notaram momento revoltado? Pois é, é de tanto estudar.

sexta-feira, abril 16

Desculpem, pessoas, a casa tá meio abandonada mesmo, mas tô "frenética", como diz um amigo meu, fazendo provas e eteceteras.

sábado, abril 10

Tô com sintomas de saudades
Tô pensando em você
E como eu te quero tanto bem...

A sua - Marisa Monte

quarta-feira, abril 7

Sou só eu, ou vcs também acharam muito suspeita essa história de os finalistas do BBB4 terem sido justamente os dois que "contaram com a sorte" e pagaram apenas dois reais pelo cupom pra concorrer?
As coisas estão completamente fora dos seus lugares. Sabe quando vc acorda e tem a sensação de que foi transportado durante o sono pra uma espécie de universo paralelo, onde o céu é cor-de-abóbora e as pessoas andam pelas ruas com macacões listrados? Tudo totalmente fora de ordem, ou seguindo curso de uma lógica própria esquisitíssima, e como não ter percebido isso antes? Pois é. Me senti assim hoje.

O problema é que, caso o mundo simplesmente não tenha mudado uma vírgula e o céu continue sendo azul, eu acho que pelo menos minha alma foi sugada pra outra dimensão. Meus sentimentos estão desorganizados na prateleira. Bom, pelo menos eles ainda estão lá, na prateleira, e eu posso ver de longe a bagunça sem ter lá muita paciência pra colocá-los novamente nos devidos lugares. Aliás, paciência é algo que tem me faltado com frequência, e tô me vendo cada vez mais perto da encruzilhada na qual ou eu medito ou eu explodo. Literalmente.

Pra quem não conhece, Stellinha é um poço zen de tranquilidade e equilíbrio. Praticamente um monge budista. Ok, talvez eu esteja mais pra freira carmelita dos pés descalços. Tanta suavidade ainda me permite ficar calada quando eu sei que, se abrir a boca, dela vão sair coisas escabrosas, nomes feios e acusações horrorosas. E, principalmente, anos de equilíbrio têm me ajudado a cumprir minhas promessas de ano novo. Mas...

Mas o fato é que a serenidade tem mandado lembranças. Uma de nossas amigas, por exemplo, resolveu dar adeus à fama de "boazinha" e decretou o estado de espírito carinhosamente batizado de momento ódio. Não que ela agora tenha deixado de ser o doce de menina meiga que sempre foi, mas, segundo a própria, ela tá cansada de relevar, compreender, aceitar, acreditar. O momento ódio não precisa ter conexão temporal muito menos lógica para consenso geral. Vc pode perfeitamente e sem peso de consciência experienciar o momento ódio depois de meses de uma discussão, por exemplo, simplesmente pq só agora vc percebeu o quanto os argumentos ou o próprio motivo da discussão te aborreceram. Vc também pode sentir um momento ódio se alguém te disser/fizer algo que, apesar de ser aceitável/apenas-brincadeirinha para senso comum, tenha te ofendido profundamente ou ferido seus princípios.

Que fique bem claro que o momento ódio não quer necessariamente dizer que vc de fato odeia alguém. É só que talvez vc não queira vê-la nunca mais, ou que se sinta no direito de dar respostas atravessadas quando precisar, ou ainda que o objeto do seu rancor possa encontrar-se ativado no modo Para Convívio Social ONLY, e só em momentos específicos. E tudo isso sem prazo de duração definido.

Pois bem, eu ainda não cheguei a um momento ódio propriamente dito, mas tenho tido uns momento raivinha bem enervantes. Sim, enervantes pq são causados por situações recorrentes, por coisas supostamente resolvidas que voltam a acontecer, por expectativas frustradas, esperanças mal-alimentadas contrastando com desconfianças muito bem nutridas.

Meus sentimentos mal organizados. E eu como que pasmada olhando a bagunça mas ainda sem saber se eles devem mesmo voltar pros lugares de origem ou se talvez mereçam uma nova configuração.
Meu comentário sobre o Big Brother: eu detesto a Solange!

terça-feira, abril 6

Sérgio, cadê vc?????

domingo, abril 4

Eu acho que não existe gente boa no mundo. Sério. Ok, não sejamos tão radicais. Mas pessoas boas também podem ser más. O que estou querendo dizer é que pessoas boas também mentem, enganam, trapaceiam. E, especialmente, pessoas boas enganam pessoas boas. Assustador, não acham?

E eu tô puta. E frustrada. E triste pra cacete. Pq eu queria um mundo dividido que nem novela mexicana, onde as pessoas são feitas de extremos. Meio sem graça, admito, mas pelo menos a gente saberia o que esperar de mocinhos e bandidos. O que me mata é não saber. É esperar uma coisa, achar que tá vendo outra; não ter certeza, querer acreditar, mas não conseguir...

Eu não tenho mais o mesmo olhar puro de antes.

quinta-feira, abril 1

E, caramba, eu não tenho postado nada que preste. Foi mal aê.
Se fosse só sentir saudades
Mas tem sempre algo mais...
Vai ver que não é nada disso
Vai ver que já não sei quem sou
Vai ver que nunca fui o mesmo
A culpa é toda sua e nunca foi...
E hoje eu estou sentindo que vou passar a noite acordada. Tô com uma dor no peito e um sentimento ruim...

terça-feira, março 30

Momento: É jabá mesmo, e daí?:
Sábado, 03/04
A partir das 21h
Batucada de Bamba
No Clube do Choro

É só 5 reais e é tudão!

sexta-feira, março 26

É que eu prefiro que eu passe na rua e as pessoas me apontem pra falar "lá vai uma divorciada" do que que elas digam "lá vai uma solteirona".

É a sabedoria popular, minha gente. Eu juro que ouvi isso, com essas palavras!
Eu queria ser uma abelha prá pousar na tua flor.
Haja amor, haja amor.
Fazer zum-zum na cama e gemer sem sentir dor.
Haja amor, haja amor.

Haja Amor - Luiz Caldas e Chocolate da Bahia

Ficar com essa música na cabeça o dia inteiro não pode ser coisa de uma gente normal..

quinta-feira, março 25

Momento: já que na minha vida nao acontece nada, roubamos da vida dos outros: Casar com mulher feia é como usar pantufa:
em casa, até que é gostosinho, mas na rua dá uma vergonha!!!


Tornou meu dia um pouco mais feliz.

quarta-feira, março 24

Pois é. Eu sinceramente sempre achei que esse negócio de amizade não escolhia sexo não. Quer dizer, era perfeitamente possível, e até muito provável, que um casal se tornasse amigo sem que passassem por processos românticos antes, durante ou depois da amizade. Mas aí ouvi dizer que isso só acontece no meu mundinho telettubie. Engraçado como todos os meninos (meus amigos, aliás) disseram que um homem nunca se aproxima de uma mulher se não tiver segundas intenções. Seja nela, ou na loiraça que a acompanha. Mulheres, ao contrário, costumam não se expressar sobre esse assunto, e quando o fazem é pra dizer "isso nunca aconteceu comigo". Falsa modéstia, às vezes. Mas pode ser sincero. Como no meu caso.

Minhas amigas são bonitas. Juro. Todas elas. E sempre foi assim. Por isso nem acho difícil que alguns tenham mesmo se aproximado do grupo de olho em alguma delas, como até foi constatado por alguns casinhos, romances e namoros que acabaram sugindo da aproximação. Nenhum deles admite, lógico. Um, em particular, inclusive se ofende verdadeira e profundamente quando algo do gênero é sugerido. O fato é que até acredito que o que os tenha encantado seja meu belo sorriso ou que minha companhia seja agradável. O que me incomoda é a velha e conhecida "síndrome de amigão". Não entendeu? Eu explico.

O "amigão" no caso, sou eu. Não, eu não cuspo no chão, nem coço as partes baixas em público, muito menos falo de futebol. Ou seja, não é que eu tenha virado verdadeiramente um homem. Quer dizer, eles ainda reparam que eu tenho seios, mas eles deixaram de ter relevância como parte do meu ser há algum tempo.

sábado, março 20

E a Pelagia começou a discussão e eu passo a bola pra vcs: existe amizade desinteressada entre homem e mulher?
E o show do Skank foi ótimo!!! Minhas pernas dóem de tanto pular, minha voz é um lixo de tanto gritar, eu com certeza vou ficar doente por causa da chuva que peguei, mas eu tô é feliz!!! Impressionante como se acotovelar e pular junto na chuva com uma multidão de desconhecidos pode ser tão revigorante e desestressante. Tudo bem, a média de idade era 15 anos e eu me senti uma tia, mas isso eu entendi quando eu acordei hoje às 7 da manhã toda desconjuntada pra ir trabalhar.

quarta-feira, março 17

E eu ando me segurando muito pra não abrir minha enorme boca...
Malditas promessas de ano novo..
Uma das coisas que eu mais tenho medo é de cometer injustiças. Mas é difícil não querer mas mesmo assim ter que assumir uma posição perante os fatos...

terça-feira, março 16

O problema todo se resume ao fato de que quando o B.B. King vier a Brasilia (27 de marco), com ingressos entre R$ 65,00 e R$ 200,00, eu ainda nao vou estar recebendo bolsa.
Quando uma mulher deixa de amar um homem esquece até que deu pra ele.
Millôr Fernandes
Eu às vezes penso que queria ter certeza. Certeza absoluta, chamar na chincha mesmo, botar os tais pingos nos ís. Nesses momentos eu me encho de coragem e resolvo que amanhã mesmo vai rolar um vem cá meu nego esclarecedor.

Dura pouco. Acho que talvez prefira ficar sem saber. Primeiro que me colocaria numa situação delicadíssima. Além disso, a ignorância é uma dádiva. Além disso, eu agüento a dúvida por mais algum tempo.

Dá pra me entender?
Eu geralmente tento esconder socialmente, mas eu sou um ser humano como qualquer outro que fica muito aborrecido de vez em quando. E que também comete erros de julgamento.

E que vez por outra tem vontade de dar uns tabefes nas pessoas!
Momento: diálogos insólitos 2:

- Parabéns!!
- Ah, não precisava...
- A gente soube que vc queria uma bolsa nova.
- É linda!
- A idéia inicial era te dar...
- O quê?
- ...
- Xi...
- Um pênis de cera.
- ...
- Mas a idéia foi vetada no grupo. Achamos melhor a bolsa.
- Meramente decorativo?
- O quê?
- O pênis.
- Era.
- Então não interessava.

Ah, fala sério: eu lá ia colocar um pênis de cera na mesinha de centro da sala pros meus pais mostrarem pras visitas?
Momento: diálogos insólitos:

- Parabéns pra vc... É big, é big, é big... Com quem será...
- Agora eu quero ver!
- Com quem será...
- Continua!!
- Com quem será que a Stella vai casar... Vai depender se...
- ...
- ...
- ...
- Stella, casa comigo?
- Se saiu bem dessa, hein?
- E então: casa?
- Tá, caso.
- Mas vc vai ter que lavar minhas roupas.
- Ok, então precisamos primeiro entrar num acordo.
- Que quer em troca?
- Satisfação sexual garantida e vitalícia.
- ...
- É pegar ou largar.
- Lava minhas roupas?
- Claro.
- Tá.
- Então estamos de acordo.

Em tempo: Ainda não lavei nenhuma meia.

domingo, março 7

Disseram que parece comigo querendo desconversar.
Desconversar?



sábado, março 6

Uma das minhas inúmeras propostas deste ano novo foi manter minha enorme boca fechada por mais tempo.
Sem sucesso por enquanto.
E eu tive uma formatura muito legal, e eu tenho amigos muito legais que foram à minha formatura legal, e eu tenho um diploma de verdade dentro de um canudo e eu até agora não acredito que isso tá acontecendo comigo!

Sem festa, pq físicos não são seres lá muito sociáveis.

quarta-feira, março 3

Dor de cabeça...

terça-feira, março 2

Nossa, eu já fiz isso demais...





Ah, e eu nem disse, mas a viagem pra SP foi altamente proveitosa: descobri que o despertador do celular funciona, mesmo com ele desligado.
Tive um final de semana riquíssimo, linguisticamente falando, e em homenagem ao Oscar. Fiz o rapa na locadora: tive meu momento derrota blockbuster.

Primeiro, foi o filme americano. Tudo o que você sempre quis saber sobre sexo - Mas tinha medo de perguntar, do Woody Allen, é uma comédia com vários quadros que se propõe a responder algumas perguntas fundamentais sobre sexo, como "Afrodisíacos funcionam?" ou "Por que algumas mulheres não chegam ao orgasmo?". Destaque pro último deles, de título "O que acontece durante a ejaculação?", que rende ao filme uma lista de créditos com espermatozóide 1, por exemplo. Um humor meio pastelão, mas gostoso e engraçado sem ser apelativo.

Depois, foi o francês. A discreta (intimidade de uma mulher) (a parte entre parênteses pessimamente acrescentada na tradução do título original) é um filme estranho. Especialmente pq ele acaba quando vc ainda tá esperando que muita coisa vá acontecer. É uma história de amor, sobre um cara que é chutado e decide se vingar do gênero feminino escolhendo uma pata ao acaso pra seduzir e depois abandonar. Vc pensa que sabe como é que essa história acaba, né? Engana-se. Foi prêmio de crítica no Festival de Veneza.

Aí veio o espanhol. Sexo, pudor e lágrimas, de Antonio Serrano, é o filme, me disseram, inspirador do brasileiro Sexo, amor e traição, que eu por sinal ainda não assisti. Bacana, trata da guerra dos sexos sem grandes surpresas e com final feliz. E final feliz não significa que todos os casais terminam juntos não. Mas é bonito e gostoso de assistir.

Daí veio o dinamarquês. Um filme sobre dinamarqueses aprendendo italiano. Italiano para principiantes é mais um filme do movimento Dogma 95, mas sem cara de Dogma, entendem? Porque Festa em Família é bizarro. Primeiro que o tema abordado é meio punk, depois que o estilo "vamos fazer tudo de maneira amadora" desse primeiro filme à lá Dogma é bem inusitado. Em Os idiotas a câmera ainda desfoca algumas vezes, e tem gente correndo pelada demais por lá, mas fica um pouco mais leve. Mifune chega até a ser bonitinho, quer dizer, não é nada singelo nem delicado, mas também não é nada chocante. Italiano para principiantes, pode-se dizer, é até bem feito.

Quer dizer, vc identifica o jeito uma-câmera-na-mão-e-uma-idéia-na-cabeça de ser, mas dessa vez dá a impressão de que o Dogma comprou umas câmeras a mais e agora se permite até apresentar a cena em mais de um ângulo, arriscando até uma trilha sonora em alguns momentos. Além disso, o roteiro é leve, sutil, engraçado, podendo até ser classificado como uma comédia romântica, o que eu imagino que faça os camaradas dinamarqueses se revirarem de desgosto. Os personagens são simpáticos, os atores são bons, o enredo gostoso.
Eu acho que perde a graça quando O Senhor dos Anéis - O Retorno do Rei ganha todos os prêmios, não acham?

domingo, fevereiro 29

M-e-d-o!
Sonhei que dava pro Luciano Huck.
Por isso é que eu vou mudar
Não quero ficar chorando até o fim
E pra não chorar
Eu só vou gostar de quem gosta de mim


Fala a verdade: Roberto Carlos é indício de fundo do poço, né não?
Eu tenho tanta coisa entalada no gogó que ou eu explodo ou abro um outro blog.

Anônimo.

E pra bom entendedor, pingo é letra.
Pessoas.
Tempo de vida útil: curto.
Pelo menos o meu tem sido.
Comparações singelas dos meus amigos:

Amizade é que nem iogurte: é gostoso, mas se não consumir em três meses estraga.
Há um certo tempo, um diálogo:

- A gente se aborrece por cada bobagem, né?
- Se te deixa triste não é bobagem..
- Mas as pessoas têm problemas mais sérios, coisas reais com as quais se preocupar, e eu aqui me lamentando por...nada.
- Só vc pode julgar a seriedade do que vc sente.
- Eu sei, mas tomando um referencial absoluto...
- Olha, vc não pode minimizar seus sentimentos: a gente não tem culpa da crise sócio-econômica que o país atravessa!

O que ele quis dizer é que não se pode achar sempre que se está sendo idiota só pq tem gente que passa fome ou não tem um braço e não reclama. De uma maneira meio torta, faz um certo sentido.
Sejamos francos, vcs não precisam vir com panos quentes, vamos lá, joguem na minha cara, eu quero a verdade!

Eu ando chata pra cacete, né?

Tudo bem, eu admito. Concordo plenamente. Não vou nem tentar me defender. Eu me transformei num pé no saco. Num imenso muro das lamentações. Numa Cida do Big Brother.

Infelizmente, não dá pra prometer mudanças.
Céus, eu vivo numa montanha russa!!!
Eu até que tento, de maneira bem menos descarada, dar uma enchida na minha própria bola por aqui. Afinal de contas, tenho que fingir que esse lugar vale alguma coisa vez por outra. Porém, no momento ando meio cansada de tentar convencer a mim mesma de que o blog ou qualquer outra coisa que eu faço tem algum valor. Portanto, deixem que a Cris se encarregue do meu próprio jabá, que eu sinceramente não ando dando mais conta. Aliás, senso de humor anda passando loooonge de mim, a bem da verdade.

"Ola!!! Como vai? estou entrando pela primeira vez em seu blig....e achei fantastico esse post!! Descobri seu endereco por um link no blog de um amigo de uma amiga minha ( o henrique) e vim xeretar... adorei mesmo seu senso de humor e delicadeza pra falar de temas meio complicados como solidao, familia, amor... Parabens e continue assim :)
Cuide-se e ate breve"
:: Cris

sábado, fevereiro 28

Em tempo: Estive pensando.. Não que eu tenha feito momentos de profunda reflexão sobre o assunto, mas é que relendo o post agora, outra coisa me veio à cabeça. Talvez eu modificasse a opinião do Sérgio pra que ela se adequasse melhor à minha, digamos, maneira de viver:

Até prova em contrário
Não quer ser amado por alguém? Ame-o.

E não se animem. Só uso a próclise de vez em quando.
Hoje não.
Tô meio...



... sei lá.

sexta-feira, fevereiro 27


Sou somente uma alma em tentação
Em rota de colisão.
Deslocada...
Estranha...
E aqui presente

Balada do cachorro louco (Fere rente) - Lenine
Quarta-feira de cinzas, às cinco horas da tarde, eu percebi que só pededoras mal-amadas como eu e casais de velhinhos vão ao cinema na Academia de Tênis.

Ops!.. Ofendi alguém? Foi mal, a única perdedora mal-amada aqui sou eu. Mas voltando à vaca fria.

Eu estava muito bem sentada com minha pipoca (quentinha, recém saída da pipoqueira), ocupando propositalmente as duas cadeiras do meu lado (tô numa fase meio anti-social), uma com a bolsa, outra com a latinha de refrigerante, observando os casais heptagenários que entravam na sala de cinema antes do filme começar. E eu estava lá, pensando em como eu queria um dia um velhinho pra chamar de meu, quando um casal de mais ou menos uns 60 anos se sentou ao meu lado. Mais especificamente, o velhinho quase que senta em cima da lata de refrigerante. Claro, antes eles passaram por uma loooonga discussão sobre qual era o melhor lugar, a disposição das cadeiras na sala, o ar condicionado, enfim, foi um estudo logístico completo.

Pois bem, daí começaram os trailers. Falaram de todos (eu disse todos) os filmes que foram anunciados, da filha da vizinha, do ar condicionado e da disposição das cadeiras na sala novamente, pra não perder o hábito. Aí enfim Adeus, Lênin! começou. Aliás, vale dizer que o filme é bom pra caramba e vale muito à pena ser visto. Acho que os velhinhos também gostaram, apesar de não estar bem certa de eles terem entendido muita coisa a respeito do filme. Não que ele seja algo complexo, ou um daqueles filmes alemães que exigem reflexão ou atenção. Mas eles ficavam o tempo todo se explicando o filme, tenho certeza de que perderam um bocado dos diálogos, não é possível!! A velhinha, então, acho que pensava que o coitado do marido dela ou era surdo ou era besta: "Ele não quer que a mãe saiba, entendeu?" "Xii.. a irmã chegou em casa" "É que neném aprendeu a andar." e por aí vai, durante duas horas.

Mas o que me fez ganhar a noite/tarde/momento-looser foi um dos comentários do casal. Em certo momento do filme, alemães do lado socialista vão pela primeira vez ao lado capitalista. Entrar em contato com a cultura ocidental pra eles é fantástico, e vc se depara com um grupo de aproximadamente dez pessoas, homens e mulheres de várias idades, em frente a uma televisão 14 polegadas onde uma loira mostra os seios do tamanho de bolas de basquete (sim, basquete!!!). A velhinha:
- Que horror!
- O que é isso?
- Parece chantilly..
- Ela tá lambendo..
- .. o chantilly do próprio seio. Que nojo!
- Que horror, que horror!

Tá, foi meio constrangedor, como se eu estivesse vendo um filme pornô com meus avós. Mas bem que eu ri por um bom tempo quietinha...

quinta-feira, fevereiro 26

Momento: apelo de-ses-pe-ra-do: Eu preciso urgentemente de um serviço de hospedagem de figuras que não jogue minhas fotos no lixo depois de um mês. Por favor, ajudem!!!

quarta-feira, fevereiro 25

Ok, me redimo: um deles acabou de pedir desculpas pelo incômodo.
Eu cheguei à uma conclusão: as pessoas não tem a menor idéia do que significa o símbolo de "não encha o saco" no ICQ. Será que "não perturbe" é tão difícil de entender?

Relevem. Acontece. Não sou rabugenta assim sempre.
Se bem que de uns tempos pra cá...

segunda-feira, fevereiro 23

Cheguei. Mas tô com muito sono pra postar.

sexta-feira, fevereiro 20

Aê, Stellinha em Sampa!
Aê, Stellinha fez aniversário.
Aê, Stellinha passou um aniversário deveras chato.
Aê, Stella usa internet no Mc Donald's.

Quê será isso? Vício?

sábado, fevereiro 14

Amanhã eu tô indo pra São Paulo arranjar sarna pra me coçar, digo, fazer um curso de verão na USP. Portanto, paulistas que forem caridosos o suficiente pra me ciceronear, estejam à vontade pra mandar e-mails que eu agradeço todas as sugestões, ok?

quinta-feira, fevereiro 12

Eu já perdi a conta de quantas vezes assisti O casamento do meu melhor amigo. Assim como Uma linda mulher, que eu faço questão de ver todas as vezes que o SBT insiste em reprisar. E em ambos Julia Roberts me leva aos prantos. A diferença é que a pretty woman tem final feliz. E bota feliz nisso, que eu seria eternamente risonha se o Richard Gere subisse na minha janela com um bouquet de flores dizendo que me ama. Enfim...

Hj passou O casamento do meu melhor amigo. E eu chorei. De novo! Aquele filme consegue ser incrivelmente triste. Primeiro de tudo, eu sempre choro em cenas musicais. Sempre. Acho emocionante. Sei lá, essa história de que a música toca a alma e o escambal, definitivamente funciona comigo. Portanto, o momento I say a little prayer for you é particularmente tocante. Depois disso a Julia só se ferra, pra no final acabar dançando com o amigo-gay que foi o que lhe restou depois que o melhor-amigo casa com a Cameron Diaz. Nesse momento, eu já estava aos prantos.

Freud explica?

Vai ver eu me imagino terminando com o amigo-gay também....

E, antes que perguntem, nunca fui apaixonada pelo melhor amigo.
Eu passei no mestrado!! Eu passei no mestrado!! Eu passeeeei no mestrado!!
Sou uma mestranda agora.
Eu pas-sei no m-e-s-t-r-a-d-o!!!!!!

quarta-feira, fevereiro 11

Já que minha inspiração foi passear no bosque por tempo indeterminado enquanto seu lobo não vem, deixa eu comentar post dos outros? Sim, pq dá até vergonha de manter a casinha aqui enquanto tem tanta gente boa nesse universo blogueiro. Ok, tem mta menina que ainda ixcreve axim, mas eu já disse tanto que morro de inveja de um pessoal aí que eu prefiro nem comentar. Invejinha saudável, lógico, não quero que o blog de nenhum deles entre em combustão espontânea, mesmo pq eu preciso de coisa boa pra ler na internet.

Pois bem, todo esse prefácio de jabá era só pq eu acabei de ver isso no Sérgio:
Até prova em contrário
Quer ser amado por alguém? Não o ame.


E eu sou tão anta que nem sei emitir opinião..

terça-feira, fevereiro 10

Eu te amo porque te amo, não precisas ser amante, e nem sempre sabes sê-lo. Eu te amo porque te amo. Amor é estado de graça e com amor não se paga. Amor é dado de graça, é semeado no vento, na cachoeira, no eclipse. Amor foge a dicionários e a regulamentos vários. Eu te amo porque não amo bastante ou demais a mim. Porque amor não se troca, não se conjuga nem se ama. Porque amor é amor a nada, feliz e forte em si mesmo. Amor é primo da morte, e da morte vencedor, por mais que o matem (e matam) a cada instante de amor.
Carlos Drummond de Andrade

Estou triste-porém-poética hoje...

Receita para lavar a palavra suja
Viviane Mosé

Mergulhar a palavra suja em água sanitária depois de dois dias de molho, quarar ao sol do meio dia.

Algumas palavras quando alvejadas ao sol adquirem consistência de certeza.

Por exemplo a palavra vida.

Existem outras, e a palavra amor é uma delas, que são muito encardidas pelo uso, o que recomenda aguar e bater insistentemente na pedra, depois enxaguar em água corrente.

São poucas as que resistem a esses cuidados, mas existem aquelas.

Dizem que limão e sal tiram sujeira difícil, mas nada.

Toda tentativa de lavar piedade foi sempre em vão.

Agora nunca vi palavra tão suja como perda.

Perda e morte na medida que são alvejadas soltam um líquido corrosivo, que atende pelo nome de argura, que é capaz de esvaziar o vigor da língua.

O aconselhado nesse caso é mantê-la sempre de molho em um amaciante de boa qualidade.

Agora, se o que você quer é somente aliviar as
palavras do uso diário, pode usar simplesmente sabão em pó e máquina de lavar.

O perigo neste caso é misturar palavras que mancham no contato umas com as outras.

Culpa, por exemplo, a culpa mancha tudo que encontra e deve ser sempre alvejada sozinha.

Outra mistura pouco aconselhada é amizade e desejo, já que desejo, sendo uma palavra intensa, quase agressiva, pode, o que não é inevitável,
esgarçar a força delicada da palavra amizade.

Já a palavra força cai bem em qualquer mistura.

Outro cuidado importante é não lavar demais as
palavras sob o risco de perderem o sentido.

A sujeirinha cotidiana quando não é excessiva,
produz uma oleosidade que dá vigor aos sons.

Muito importante na arte de lavar palavras é saber reconhecer uma palavra limpa.

Conviva com a palavra durante alguns dias.

Deixe que se misture em seus gestos,que passeie
pela expressão dos seus sentidos.

À noite, permita que se deite, não a seu lado mas sobre seu corpo.

Enquanto você dorme, a palavra, plantada em sua
carne, prolifera em toda sua possibilidade.

Se puder suportar essa convivência até não mais
perceber a presença dela, então você tem uma palavra limpa.

Uma palavra limpa é uma palavra possível


Nada tem me acontecido não. E falar de mim já tava enchendo o saco. O meu próprio saco, estou dizendo. E, sim, eu estou rabugenta, não esperem mto de mim.

domingo, fevereiro 8

Assisti um documentário sobre os ex-combatentes da 2ª Guerra chamado A cobra fumou. Vale à pena. Não, eu não sou amiga do diretor do filme.

sexta-feira, fevereiro 6

Andei respondendo uns comentários. Vão lá olhar, vão!
O problema de se ter um blog público é quando vc quer (muito) falar alguma coisa mas a pessoa de quem vc vai falar fatalmente vai passar por aqui. E eu tô com os dedos irriquietos pra iniciar uma verborragia inconsequente, mas o número 1 da minha lista de propostas para 2004 era justamente aprender a controlar a lingua. E apesar da aparente brecha legal, isso inclui a casa aqui. Eu vivo falando demais. Mas desabafo o que tiver que falar quando puder fazer isso em forma de fábula. Sei lá, uma história sobre coelhos e raposas e tartarugas talvez. É.. Isso me deu uma idéia...

quinta-feira, fevereiro 5

Momento: confissão relâmpago: Eu sou uma criaturinha adorável que já enjoou da própria companhia e começa a entender pq vai ficar sozinha na vida pra sempre.
Na verdade eu percebi que só tento passar mais tempo sozinha pra ver se me acostumo, já que ninguém quer passar tempo comigo. *sigh*




Atenção: Post altamente egocêntrico. A densidade de "eu" e variações neste post excede o limite do saudável, portanto, não prossiga se não estiver preparado.

E o Henrique disse que tem medo de ir sozinho ao cinema. Amigo, se eu te disser que eu também tenho vc não conta pra ninguém? A verdade é que fiquei bastante impressionada depois que o maluco da medicina entrou no cinema no meio de uma sessão de Clube da Luta e metralhou as pessoas. Daí eu entro em uma sala de cinema e não consigo me desligar dessa idéia fixa. Fico observando tipos que (eu julgo serem) suspeitos, me familiarizo com a melhor posição em que posso me jogar no chão pra não ser atacada e essas coisas. É, sou uma neurótica doida, concordo. Mas tô tentando me libertar dessas coisas, o blog faz parte da terapia.

O fato é que preciso aprender a fazer as coisas por mim mesma. Quero dizer, fazer algo simplesmente pq é o que eu quero fazer. E isso inclui pegar meu carro e sair na chuva torrencial brasiliense pra me debandar até a Academia de Tênis lá nos cafundós onde judas perdeu as meias pra ver um filme qualquer. Lógico, não esquecendo da pipoca muxibenta cheia de sal, que da última vez estava uma delícia, juro. Outra coisa é que além de aprender a fazer as coisas por mim, tenho que me acostumar comigo como companhia. Já repararam como raramente a gente tem momentos na nossa própria companhia? É sempre tanta gente, tanto barulho, um turbilhão de coisas acontecendo do lado de fora e a gente nem lembra de aproveitar o silêncio de dentro.

Segundo a Pelagia eu tenho a (abre aspas) "uma capacidade de sociabilidade típica dos aquarianos, pessoas que em geral se são melhor em grupo que sós, e tem sempre algo a acrescentar e habilidade para gegrar outras em torno de algum objetivo" (fecha aspas). Pois é. Eu nunca gostei de estar sozinha, mas ficar sozinha tava começando a ser motivo de angústia pra mim, e isso não pode ser normal. Daí me resignei à minha situação atual, que pelo visto vai se prolongar por um certo tempo, e resolvi começar a me acostumar com ela.

E o novo plano de Redescobrimento da Stella, que eu não sei quanto tempo vai durar pq eu não me prendo a planos por mais de uma semana, inclui uma correria danada pra pegar a sessão de Encontros e desencontros, o filme da Sophia Copola que concorre ao Oscar, com direito a pipoca muxibenta e a mulher da bilheteria me olhando com cara de desocupada solitária. Acho que preciso aperfeiçoar esse plano, talvez incluir outros tipos de programas..

quarta-feira, fevereiro 4

E apareceu a Margarida, digo, a Madalena...
Madalena sempre espera!!!
Momento: coisas deprimentes que vc recebe por e-mail:

Uma relação tem que servir para você se sentir 100% à vontade com outra pessoa, à vontade para concordar com ela e discordar dela, para ter sexo sem não-me-toques ou para cair no sono logo após o jantar, pregado.

Uma relação tem que servir para você ter com quem ir ao cinema de mãos dadas, para ter alguém que instale o som novo enquanto você prepara uma omelete, para ter alguém com quem viajar para um país distante, para ter alguém com quem ficar em silêncio sem que nenhum dos dois se incomode com isso.

Uma relação tem que servir para, às vezes, estimular você a se produzir, e, quase sempre, estimular você a ser do jeito que é, de cara lavada e bonita a seu modo. Uma relação tem que servir para um e outro se sentirem amparados nas suas inquietações, para ensinar a confiar, a respeitar as diferenças que há entre as pessoas, e deve servir para fazer os dois se divertirem demais, mesmo em casa, principalmente em casa.

Uma relação tem que servir para cobrir as despesas um do outro num momento de aperto, e cobrir as dores um do outro num momento de melancolia, e cobrirem o corpo um do outro quando o cobertor cair.

Uma relação tem que servir para um acompanhar o outro no médico, para um perdoar as fraquezas do outro, para um abrir a garrafa de vinho e para o outro abrir o jogo, e para os dois abrirem-se para o mundo, cientes de que o mundo não se resume aos dois.


Drauzio Varela

Ok, vamos lá. Isso encontra aonde? Será que se compra no supermercado? Pessoas apaixonadas, por favor, poupem-me dos comentários melosos que hoje eu tô amarga. Pq será que quando vc está sensível o universo conspira pra que vc se sinta uma merda?
Assistam As Invasões Bárbaras. O filme é simplesmente fabuloso!É engraçado, simples, tocante, e vc chora como um camelo sem rabo no deserto, como diz um amigo meu. Tudo natural e emocionante. Um dos melhores filmes que eu já vi, sem dúvida!!

segunda-feira, fevereiro 2

Observem este rapaz e vcs estarão diante do homem da minha vida.





Enquanto todos queriam saber do Mike, da Simony e do Juninho Bill, eu sempre fui apaixonada pelo Jairzinho. Daí ele cresceu. Eu cresci. A Simony se casou com o Afro-X e eu continuo apaixonada pelo Jairzinho, agora Jair Oliveira. Se quiserem saber meu tipo de homem, bom, taí. Isso até o dia em que ele começar a fazer sucesso na Globo e vender ingressos pros seus shows por R$ 50,00 a meia e eu achar que o amor da minha vida tem um quê capitalista demais.

* Foto gentilmente surrupiada daqui