segunda-feira, janeiro 26

Semana passada eu fui no aniversário de uma amiga de infância. É impressionante como certas pessoas têm a capacidade de permanecerem na nossa vida. Eu conheci a Bruna na 1ª série, com 7 anos. Nem éramos assim tão amigas, pertencíamos a um grupinho com mais duas ou três meninas. Bricávamos de Barbie umas na casa das outras, planejávamos pecinhas de teatro, essas coisas. Com a Bruna especificamente a gente gastava rios de dinheiro dos nossos pais compondo músicas por telefone. Pena que eu não tenha a menor idéia de onde elas estejam. Enfim. Estudamos juntas até a 4ª série, quando eu mudei pra um colégio e ela pra outro. E isso fez foi fortalecer nossa amizade. E nem era por conta da convivência. No começo, nos falávamos uma vez por mês. Conforme fomos crescendo, foi ficando mais difícil de manter contato. Mas sempre que a gente conversava era como se absolutamente nada tivesse mudado. Ela sabia tudo da minha vida e eu da dela.

Quando entramos na faculdade as conversas foram ficando cada vez mais esparsas. Uma a cada 6 meses, às vezes até mais. Mas o mesmo carinho na voz e o mesmo abraço super afetuoso quando dávamos a sorte de nos encontrarmos por acaso a caminho do estacionamento. Nos encontramos pouquíssimas vezes nesses últimos 4 anos. E sábado passado foi a primeira festa de aniversário que ela fez na vida. E eu estava lá. E senti o mesmo carinho na voz e abraço afetuoso de 11 anos atrás.

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