domingo, fevereiro 29

M-e-d-o!
Sonhei que dava pro Luciano Huck.
Por isso é que eu vou mudar
Não quero ficar chorando até o fim
E pra não chorar
Eu só vou gostar de quem gosta de mim


Fala a verdade: Roberto Carlos é indício de fundo do poço, né não?
Eu tenho tanta coisa entalada no gogó que ou eu explodo ou abro um outro blog.

Anônimo.

E pra bom entendedor, pingo é letra.
Pessoas.
Tempo de vida útil: curto.
Pelo menos o meu tem sido.
Comparações singelas dos meus amigos:

Amizade é que nem iogurte: é gostoso, mas se não consumir em três meses estraga.
Há um certo tempo, um diálogo:

- A gente se aborrece por cada bobagem, né?
- Se te deixa triste não é bobagem..
- Mas as pessoas têm problemas mais sérios, coisas reais com as quais se preocupar, e eu aqui me lamentando por...nada.
- Só vc pode julgar a seriedade do que vc sente.
- Eu sei, mas tomando um referencial absoluto...
- Olha, vc não pode minimizar seus sentimentos: a gente não tem culpa da crise sócio-econômica que o país atravessa!

O que ele quis dizer é que não se pode achar sempre que se está sendo idiota só pq tem gente que passa fome ou não tem um braço e não reclama. De uma maneira meio torta, faz um certo sentido.
Sejamos francos, vcs não precisam vir com panos quentes, vamos lá, joguem na minha cara, eu quero a verdade!

Eu ando chata pra cacete, né?

Tudo bem, eu admito. Concordo plenamente. Não vou nem tentar me defender. Eu me transformei num pé no saco. Num imenso muro das lamentações. Numa Cida do Big Brother.

Infelizmente, não dá pra prometer mudanças.
Céus, eu vivo numa montanha russa!!!
Eu até que tento, de maneira bem menos descarada, dar uma enchida na minha própria bola por aqui. Afinal de contas, tenho que fingir que esse lugar vale alguma coisa vez por outra. Porém, no momento ando meio cansada de tentar convencer a mim mesma de que o blog ou qualquer outra coisa que eu faço tem algum valor. Portanto, deixem que a Cris se encarregue do meu próprio jabá, que eu sinceramente não ando dando mais conta. Aliás, senso de humor anda passando loooonge de mim, a bem da verdade.

"Ola!!! Como vai? estou entrando pela primeira vez em seu blig....e achei fantastico esse post!! Descobri seu endereco por um link no blog de um amigo de uma amiga minha ( o henrique) e vim xeretar... adorei mesmo seu senso de humor e delicadeza pra falar de temas meio complicados como solidao, familia, amor... Parabens e continue assim :)
Cuide-se e ate breve"
:: Cris

sábado, fevereiro 28

Em tempo: Estive pensando.. Não que eu tenha feito momentos de profunda reflexão sobre o assunto, mas é que relendo o post agora, outra coisa me veio à cabeça. Talvez eu modificasse a opinião do Sérgio pra que ela se adequasse melhor à minha, digamos, maneira de viver:

Até prova em contrário
Não quer ser amado por alguém? Ame-o.

E não se animem. Só uso a próclise de vez em quando.
Hoje não.
Tô meio...



... sei lá.

sexta-feira, fevereiro 27


Sou somente uma alma em tentação
Em rota de colisão.
Deslocada...
Estranha...
E aqui presente

Balada do cachorro louco (Fere rente) - Lenine
Quarta-feira de cinzas, às cinco horas da tarde, eu percebi que só pededoras mal-amadas como eu e casais de velhinhos vão ao cinema na Academia de Tênis.

Ops!.. Ofendi alguém? Foi mal, a única perdedora mal-amada aqui sou eu. Mas voltando à vaca fria.

Eu estava muito bem sentada com minha pipoca (quentinha, recém saída da pipoqueira), ocupando propositalmente as duas cadeiras do meu lado (tô numa fase meio anti-social), uma com a bolsa, outra com a latinha de refrigerante, observando os casais heptagenários que entravam na sala de cinema antes do filme começar. E eu estava lá, pensando em como eu queria um dia um velhinho pra chamar de meu, quando um casal de mais ou menos uns 60 anos se sentou ao meu lado. Mais especificamente, o velhinho quase que senta em cima da lata de refrigerante. Claro, antes eles passaram por uma loooonga discussão sobre qual era o melhor lugar, a disposição das cadeiras na sala, o ar condicionado, enfim, foi um estudo logístico completo.

Pois bem, daí começaram os trailers. Falaram de todos (eu disse todos) os filmes que foram anunciados, da filha da vizinha, do ar condicionado e da disposição das cadeiras na sala novamente, pra não perder o hábito. Aí enfim Adeus, Lênin! começou. Aliás, vale dizer que o filme é bom pra caramba e vale muito à pena ser visto. Acho que os velhinhos também gostaram, apesar de não estar bem certa de eles terem entendido muita coisa a respeito do filme. Não que ele seja algo complexo, ou um daqueles filmes alemães que exigem reflexão ou atenção. Mas eles ficavam o tempo todo se explicando o filme, tenho certeza de que perderam um bocado dos diálogos, não é possível!! A velhinha, então, acho que pensava que o coitado do marido dela ou era surdo ou era besta: "Ele não quer que a mãe saiba, entendeu?" "Xii.. a irmã chegou em casa" "É que neném aprendeu a andar." e por aí vai, durante duas horas.

Mas o que me fez ganhar a noite/tarde/momento-looser foi um dos comentários do casal. Em certo momento do filme, alemães do lado socialista vão pela primeira vez ao lado capitalista. Entrar em contato com a cultura ocidental pra eles é fantástico, e vc se depara com um grupo de aproximadamente dez pessoas, homens e mulheres de várias idades, em frente a uma televisão 14 polegadas onde uma loira mostra os seios do tamanho de bolas de basquete (sim, basquete!!!). A velhinha:
- Que horror!
- O que é isso?
- Parece chantilly..
- Ela tá lambendo..
- .. o chantilly do próprio seio. Que nojo!
- Que horror, que horror!

Tá, foi meio constrangedor, como se eu estivesse vendo um filme pornô com meus avós. Mas bem que eu ri por um bom tempo quietinha...

quinta-feira, fevereiro 26

Momento: apelo de-ses-pe-ra-do: Eu preciso urgentemente de um serviço de hospedagem de figuras que não jogue minhas fotos no lixo depois de um mês. Por favor, ajudem!!!

quarta-feira, fevereiro 25

Ok, me redimo: um deles acabou de pedir desculpas pelo incômodo.
Eu cheguei à uma conclusão: as pessoas não tem a menor idéia do que significa o símbolo de "não encha o saco" no ICQ. Será que "não perturbe" é tão difícil de entender?

Relevem. Acontece. Não sou rabugenta assim sempre.
Se bem que de uns tempos pra cá...

segunda-feira, fevereiro 23

Cheguei. Mas tô com muito sono pra postar.

sexta-feira, fevereiro 20

Aê, Stellinha em Sampa!
Aê, Stellinha fez aniversário.
Aê, Stellinha passou um aniversário deveras chato.
Aê, Stella usa internet no Mc Donald's.

Quê será isso? Vício?

sábado, fevereiro 14

Amanhã eu tô indo pra São Paulo arranjar sarna pra me coçar, digo, fazer um curso de verão na USP. Portanto, paulistas que forem caridosos o suficiente pra me ciceronear, estejam à vontade pra mandar e-mails que eu agradeço todas as sugestões, ok?

quinta-feira, fevereiro 12

Eu já perdi a conta de quantas vezes assisti O casamento do meu melhor amigo. Assim como Uma linda mulher, que eu faço questão de ver todas as vezes que o SBT insiste em reprisar. E em ambos Julia Roberts me leva aos prantos. A diferença é que a pretty woman tem final feliz. E bota feliz nisso, que eu seria eternamente risonha se o Richard Gere subisse na minha janela com um bouquet de flores dizendo que me ama. Enfim...

Hj passou O casamento do meu melhor amigo. E eu chorei. De novo! Aquele filme consegue ser incrivelmente triste. Primeiro de tudo, eu sempre choro em cenas musicais. Sempre. Acho emocionante. Sei lá, essa história de que a música toca a alma e o escambal, definitivamente funciona comigo. Portanto, o momento I say a little prayer for you é particularmente tocante. Depois disso a Julia só se ferra, pra no final acabar dançando com o amigo-gay que foi o que lhe restou depois que o melhor-amigo casa com a Cameron Diaz. Nesse momento, eu já estava aos prantos.

Freud explica?

Vai ver eu me imagino terminando com o amigo-gay também....

E, antes que perguntem, nunca fui apaixonada pelo melhor amigo.
Eu passei no mestrado!! Eu passei no mestrado!! Eu passeeeei no mestrado!!
Sou uma mestranda agora.
Eu pas-sei no m-e-s-t-r-a-d-o!!!!!!

quarta-feira, fevereiro 11

Já que minha inspiração foi passear no bosque por tempo indeterminado enquanto seu lobo não vem, deixa eu comentar post dos outros? Sim, pq dá até vergonha de manter a casinha aqui enquanto tem tanta gente boa nesse universo blogueiro. Ok, tem mta menina que ainda ixcreve axim, mas eu já disse tanto que morro de inveja de um pessoal aí que eu prefiro nem comentar. Invejinha saudável, lógico, não quero que o blog de nenhum deles entre em combustão espontânea, mesmo pq eu preciso de coisa boa pra ler na internet.

Pois bem, todo esse prefácio de jabá era só pq eu acabei de ver isso no Sérgio:
Até prova em contrário
Quer ser amado por alguém? Não o ame.


E eu sou tão anta que nem sei emitir opinião..

terça-feira, fevereiro 10

Eu te amo porque te amo, não precisas ser amante, e nem sempre sabes sê-lo. Eu te amo porque te amo. Amor é estado de graça e com amor não se paga. Amor é dado de graça, é semeado no vento, na cachoeira, no eclipse. Amor foge a dicionários e a regulamentos vários. Eu te amo porque não amo bastante ou demais a mim. Porque amor não se troca, não se conjuga nem se ama. Porque amor é amor a nada, feliz e forte em si mesmo. Amor é primo da morte, e da morte vencedor, por mais que o matem (e matam) a cada instante de amor.
Carlos Drummond de Andrade

Estou triste-porém-poética hoje...

Receita para lavar a palavra suja
Viviane Mosé

Mergulhar a palavra suja em água sanitária depois de dois dias de molho, quarar ao sol do meio dia.

Algumas palavras quando alvejadas ao sol adquirem consistência de certeza.

Por exemplo a palavra vida.

Existem outras, e a palavra amor é uma delas, que são muito encardidas pelo uso, o que recomenda aguar e bater insistentemente na pedra, depois enxaguar em água corrente.

São poucas as que resistem a esses cuidados, mas existem aquelas.

Dizem que limão e sal tiram sujeira difícil, mas nada.

Toda tentativa de lavar piedade foi sempre em vão.

Agora nunca vi palavra tão suja como perda.

Perda e morte na medida que são alvejadas soltam um líquido corrosivo, que atende pelo nome de argura, que é capaz de esvaziar o vigor da língua.

O aconselhado nesse caso é mantê-la sempre de molho em um amaciante de boa qualidade.

Agora, se o que você quer é somente aliviar as
palavras do uso diário, pode usar simplesmente sabão em pó e máquina de lavar.

O perigo neste caso é misturar palavras que mancham no contato umas com as outras.

Culpa, por exemplo, a culpa mancha tudo que encontra e deve ser sempre alvejada sozinha.

Outra mistura pouco aconselhada é amizade e desejo, já que desejo, sendo uma palavra intensa, quase agressiva, pode, o que não é inevitável,
esgarçar a força delicada da palavra amizade.

Já a palavra força cai bem em qualquer mistura.

Outro cuidado importante é não lavar demais as
palavras sob o risco de perderem o sentido.

A sujeirinha cotidiana quando não é excessiva,
produz uma oleosidade que dá vigor aos sons.

Muito importante na arte de lavar palavras é saber reconhecer uma palavra limpa.

Conviva com a palavra durante alguns dias.

Deixe que se misture em seus gestos,que passeie
pela expressão dos seus sentidos.

À noite, permita que se deite, não a seu lado mas sobre seu corpo.

Enquanto você dorme, a palavra, plantada em sua
carne, prolifera em toda sua possibilidade.

Se puder suportar essa convivência até não mais
perceber a presença dela, então você tem uma palavra limpa.

Uma palavra limpa é uma palavra possível


Nada tem me acontecido não. E falar de mim já tava enchendo o saco. O meu próprio saco, estou dizendo. E, sim, eu estou rabugenta, não esperem mto de mim.

domingo, fevereiro 8

Assisti um documentário sobre os ex-combatentes da 2ª Guerra chamado A cobra fumou. Vale à pena. Não, eu não sou amiga do diretor do filme.

sexta-feira, fevereiro 6

Andei respondendo uns comentários. Vão lá olhar, vão!
O problema de se ter um blog público é quando vc quer (muito) falar alguma coisa mas a pessoa de quem vc vai falar fatalmente vai passar por aqui. E eu tô com os dedos irriquietos pra iniciar uma verborragia inconsequente, mas o número 1 da minha lista de propostas para 2004 era justamente aprender a controlar a lingua. E apesar da aparente brecha legal, isso inclui a casa aqui. Eu vivo falando demais. Mas desabafo o que tiver que falar quando puder fazer isso em forma de fábula. Sei lá, uma história sobre coelhos e raposas e tartarugas talvez. É.. Isso me deu uma idéia...

quinta-feira, fevereiro 5

Momento: confissão relâmpago: Eu sou uma criaturinha adorável que já enjoou da própria companhia e começa a entender pq vai ficar sozinha na vida pra sempre.
Na verdade eu percebi que só tento passar mais tempo sozinha pra ver se me acostumo, já que ninguém quer passar tempo comigo. *sigh*




Atenção: Post altamente egocêntrico. A densidade de "eu" e variações neste post excede o limite do saudável, portanto, não prossiga se não estiver preparado.

E o Henrique disse que tem medo de ir sozinho ao cinema. Amigo, se eu te disser que eu também tenho vc não conta pra ninguém? A verdade é que fiquei bastante impressionada depois que o maluco da medicina entrou no cinema no meio de uma sessão de Clube da Luta e metralhou as pessoas. Daí eu entro em uma sala de cinema e não consigo me desligar dessa idéia fixa. Fico observando tipos que (eu julgo serem) suspeitos, me familiarizo com a melhor posição em que posso me jogar no chão pra não ser atacada e essas coisas. É, sou uma neurótica doida, concordo. Mas tô tentando me libertar dessas coisas, o blog faz parte da terapia.

O fato é que preciso aprender a fazer as coisas por mim mesma. Quero dizer, fazer algo simplesmente pq é o que eu quero fazer. E isso inclui pegar meu carro e sair na chuva torrencial brasiliense pra me debandar até a Academia de Tênis lá nos cafundós onde judas perdeu as meias pra ver um filme qualquer. Lógico, não esquecendo da pipoca muxibenta cheia de sal, que da última vez estava uma delícia, juro. Outra coisa é que além de aprender a fazer as coisas por mim, tenho que me acostumar comigo como companhia. Já repararam como raramente a gente tem momentos na nossa própria companhia? É sempre tanta gente, tanto barulho, um turbilhão de coisas acontecendo do lado de fora e a gente nem lembra de aproveitar o silêncio de dentro.

Segundo a Pelagia eu tenho a (abre aspas) "uma capacidade de sociabilidade típica dos aquarianos, pessoas que em geral se são melhor em grupo que sós, e tem sempre algo a acrescentar e habilidade para gegrar outras em torno de algum objetivo" (fecha aspas). Pois é. Eu nunca gostei de estar sozinha, mas ficar sozinha tava começando a ser motivo de angústia pra mim, e isso não pode ser normal. Daí me resignei à minha situação atual, que pelo visto vai se prolongar por um certo tempo, e resolvi começar a me acostumar com ela.

E o novo plano de Redescobrimento da Stella, que eu não sei quanto tempo vai durar pq eu não me prendo a planos por mais de uma semana, inclui uma correria danada pra pegar a sessão de Encontros e desencontros, o filme da Sophia Copola que concorre ao Oscar, com direito a pipoca muxibenta e a mulher da bilheteria me olhando com cara de desocupada solitária. Acho que preciso aperfeiçoar esse plano, talvez incluir outros tipos de programas..

quarta-feira, fevereiro 4

E apareceu a Margarida, digo, a Madalena...
Madalena sempre espera!!!
Momento: coisas deprimentes que vc recebe por e-mail:

Uma relação tem que servir para você se sentir 100% à vontade com outra pessoa, à vontade para concordar com ela e discordar dela, para ter sexo sem não-me-toques ou para cair no sono logo após o jantar, pregado.

Uma relação tem que servir para você ter com quem ir ao cinema de mãos dadas, para ter alguém que instale o som novo enquanto você prepara uma omelete, para ter alguém com quem viajar para um país distante, para ter alguém com quem ficar em silêncio sem que nenhum dos dois se incomode com isso.

Uma relação tem que servir para, às vezes, estimular você a se produzir, e, quase sempre, estimular você a ser do jeito que é, de cara lavada e bonita a seu modo. Uma relação tem que servir para um e outro se sentirem amparados nas suas inquietações, para ensinar a confiar, a respeitar as diferenças que há entre as pessoas, e deve servir para fazer os dois se divertirem demais, mesmo em casa, principalmente em casa.

Uma relação tem que servir para cobrir as despesas um do outro num momento de aperto, e cobrir as dores um do outro num momento de melancolia, e cobrirem o corpo um do outro quando o cobertor cair.

Uma relação tem que servir para um acompanhar o outro no médico, para um perdoar as fraquezas do outro, para um abrir a garrafa de vinho e para o outro abrir o jogo, e para os dois abrirem-se para o mundo, cientes de que o mundo não se resume aos dois.


Drauzio Varela

Ok, vamos lá. Isso encontra aonde? Será que se compra no supermercado? Pessoas apaixonadas, por favor, poupem-me dos comentários melosos que hoje eu tô amarga. Pq será que quando vc está sensível o universo conspira pra que vc se sinta uma merda?
Assistam As Invasões Bárbaras. O filme é simplesmente fabuloso!É engraçado, simples, tocante, e vc chora como um camelo sem rabo no deserto, como diz um amigo meu. Tudo natural e emocionante. Um dos melhores filmes que eu já vi, sem dúvida!!

segunda-feira, fevereiro 2

Observem este rapaz e vcs estarão diante do homem da minha vida.





Enquanto todos queriam saber do Mike, da Simony e do Juninho Bill, eu sempre fui apaixonada pelo Jairzinho. Daí ele cresceu. Eu cresci. A Simony se casou com o Afro-X e eu continuo apaixonada pelo Jairzinho, agora Jair Oliveira. Se quiserem saber meu tipo de homem, bom, taí. Isso até o dia em que ele começar a fazer sucesso na Globo e vender ingressos pros seus shows por R$ 50,00 a meia e eu achar que o amor da minha vida tem um quê capitalista demais.

* Foto gentilmente surrupiada daqui
Em tempo: Grande frustração: as lindas paisagens do Último Samurai não são do Japão. O filme foi feito na Nova Zelândia. Cabe processo por propaganda enganosa?

domingo, fevereiro 1

Eu não faço o tipo solitário não, sinceramente. Gosto de companhia, gosto de gente do meu lado, gosto de conversar. E isso às vezes me sufoca, vivo ouvindo me dizerem que não dedico tempo suficiente à mim mesma, que me coloco na posição de espectadora da minha própria vida e coadjuvante da dos outros. Não discordo completamente, e inclusive uma das minhas metas de ano novo (que provavelmente não vou cumprir) é cuidar um pouco mais de mim em 2004. E comecei indo ao cinema quinta feira.

Pode bem parecer banal, mas eu tinha esquecido o quanto era bom e relaxante sair sozinha. Primeiro ponto positivo: nada de discussão "que filme a gente vai ver hoje?" na bilheteria. Não que meus amigos sejam pentelhos que só assistam porcarias, mas a decisão do filme constitui um stress a mais, pq nunca saímos de casa já sabendo o quê e a que horas, o que de certa forma faz parte do nosso charme como grupo. Fui ver Sobre meninos e lobos, sessão das 16:20h, na Academia de Tênis. Tudo pq eu tenho medo de me embrenhar naquele fim de mundo da Academia sozinha no escuro. Portanto, pra me aventurar no mato eu precisava ir e voltar com dia claro ainda.

Depois vem a segunda parte divertida: comprar pipoca. É, aquela pipoca muxibenta da Academia mesmo! Daí vc entope de sal, compra um guaraná lata (lata essa que será gentilmente aberta no meio da sessão!) e se enrola inteira pra pegar a carteirinha de estudante no bolso na entrada, pq não tem ninguém pra te ajudar segurando o casaco, a pipoca ou o guaraná lata neste processo.

Como meu espírito de crítica de cinema não dá sossego, eu vou ter que dizer: até que Clint Eastwood não se saiu nada mal. O filme é muito bom, apesar de ser um pouco deprimente ver o Kevin Bacon e o Sean Penn tão... acabados, por assim dizer...
Nesse meio tempo eu também vi O Senhor dos Anéis, pq depois de dois anos indo ao cinema na época do Natal eu não poderia ficar sem saber o final da história (apesar de um certo espírito de porco ter me contado antes alegando "obviedade da trama"). E duas coisas me intrigam nessa história. A primeira delas: aqueles sapatos do Gandalf são mesmo tênis cano-alto? Em segundo lugar, pq diabos aquele elfo tingido é o único ser em todo o filme que não se suja, em nenhum momento, com o sangue dos inimigos, terra, areia e etc?