quarta-feira, maio 26

É engraçado como às vezes eu venho pra cá cheia de amor pra dar, sento na frente do computador e ... nada. Impressionante a capacidade que tenho vez por outra de simplesmente não me achar com as palavras. Parece que elas correm de mim como o diabo da cruz.

Tive pesadelos a noite inteira. Dos mais variados, sobre os mais diversos assuntos. Pesadelos sem fim. Hoje não acordei bem. Também pudera, depois de uma noite muito da mal dormida. Tô com um aperto no peito, e uma coisa que mistura nostalgia, tristeza e falta de ar. Não sei nem dizer se preferia ficar sozinha por ora. É, pq de vez em quando eu acordo propensa à solidão. Como se minha cabeça quisesse ir logo se acostumando com um fim que parece inevitável, pra evitar mais sofrimentos. E eu não tô falando de homem, pelamordedeus.

Outro dia escutei em algum lugar que os relacionamentos de hoje em dia são muito rápidos. Vc se entrega muito rápido, se apega com muita facilidade e, claro, se frustra na mesma velocidade. Eu sou muito facilmente cativada. É mamão-com-açúcar ganhar minha confiança, meu carinho. Meu amor demora mais um pouco. O curioso é que não tenho me sentido frustrada. Me sinto frustrante. Incapaz de continuar correspondendo expectativas, incapaz de ser boa o tempo todo, incapaz de ser paciente quando eu quero mesmo é mandar o mundo ir se foder! Daí, diante de tantas incapacidades...

Mas eu tive pesadelos. E eu não sei dizer se quero ficar sozinha, se quero chorar ou se quero cantar Bye-bye tristeza.

E isso não era exatamente pra fazer sentido. Hj eu não caibo nas palavras.

domingo, maio 23





Pra quem acha que os solos de guitarras deveriam ser banidos da face da Terra, é melhor conhecer o Guitarras do Cerrado e rever seus conceitos. Não, nada de "calango-music", aquela música feita pra essas bandas e que só serve mesmo pra quem tá muito doido na Chapada.O Guitarras é um projeto que reúne 5 grandes guitarristas da cidade em um cd de composições próprias que, acreditem em mim, é muito bom. Eu fui ontem num show no Teatro Garagem e preciso dizer que não me arrependi em nada.

Primeiro veio o Kiko Péres que, coitado, nunca, mas nunquinha mesmo, vai conseguir se livrar do aposto ex-Natiruts (como se isso fosse bom, mas enfim...), mas pra compensar tem um irmão que é um charme. E apesar de ex-Natiruts, ele manda bem à beça, vale dizer.

Mas em matéria de charme, ganha o Marcelo Barbosa, um negão que dispensa comentários. Aliás, na hora eu ainda não tinha ligado o nome à pessoa, mas eu já o tinha visto tocando com uma banda chamada Zero10 numa dessas noites para esquecer. Ele é na verdade guitarrista de uma outra banda meio esquisita, mas deixa pra lá. Falando assim até parece que o cara não presta. Muito pelo contrário: um dos pontos altos da noite, na minha opinião, foi quando um pequeno duelo com cara de improvisação feito no palco com o Celso Salim. O negão deu um show além de ter mostrado muita.. hmm.. ginga. Ai ai...

O Haroldinho dispensa apresentações. O camarada toca com os dentes, de ponta cabeça, pendurado no lustre, assobia e chupa cana. Simplesmente inacreditável. E, bem, agora resolveu cantar. E eu prefiro não falar sobre esse assunto. Sei lá, vai ver ofendo alguém..

Quem continua o melhor é o Celso Salim mesmo. O blues dele é tudo, a guitarra dele é tudo, a banda dele é tudo. O cara é tudo. E tem as pernas mais finas do oeste, mas isso a gente deixa pra lá.

Aliás, agradecimentos especiais à GRV, que me vendeu dois cds com desconto. É que não tive tempo de passar no banco e tudo o que consegui juntar na carteira (incluindo moedinhas) não dava pra comprar o que queria. Acabei levando R$20,00 por R$17,00 e tô feliz da vida.

quarta-feira, maio 19

E eu fui ver Diários de Motocicleta, mais popularmente conhecido como "na-garupa-com-o-Che", do Walter Salles, ou Waltinho pros íntimos. Recomendadíssimo!!! Sensível sem ser piegas, engraçado na medida certa, e o Gael compensaria mesmo se o filme fosse uma bosta.
Pois é. E a gente se dá conta de que existe algo de errado no curso do mundo quando Gael García Bernal, ou moço TUDO, tá lá em Cannes ao lado de uma atriz gostosíssima que não sou eu.


sexta-feira, maio 14


Às vezes é como se a gente esquecesse que eles também são humanos...

quinta-feira, maio 13

Momento: idiossincrasias: Eu tenho medo de freiras. Nunca se sabe, elas podem carregar grandes armas debaixo daquele hábito enorme...

quarta-feira, maio 12

Sei lá, é meio óbvio.. Se eu fosse a Gisele Bündchen, eu também ficaria bem nas roupas da C&A...
Momento: Pérolas do cotidiano: Cartaz pregado nos corredores da UnB:
Tá afim de dormir com alguém?
Vendo beliche semi-novo. Tratar com XXXX-XXXX.
Preterir [Do lat. praeterire, 'passar além'.](V. t. d.)1. Deixar de parte; desprezar; rejeitar
O grande problema em grupos grandes de pessoas muito íntimas é essa mania que as pessoas têm de achar que são um-só-corpo, ou uma família, ou sei lá mais o quê. Uma família, de pessoas que se amam e se ajudam e que estão sempre lutando uma pelo bem das outras, que se compreendem e relevam, com sentimentos inabaláveis. Parece lindo, né? O problema tá justamente pq a parte boa do lance família a maioria esquece. Compreender e relevar, especialmente, estão fora de cogitação. Todo mundo finge que se ama e vai ser feliz.

Mas nem era esse o ponto no qual eu queria tocar quando comecei com esse papo brabo. O problema da família é a falta de privacidade. Já experimentou contar alguma coisa pra sua mãe e, siceramente, esperar que ela não conte pro seu pai? Pois é. Frustrante, concordam? É mais ou menos assim que funciona. Quando as pessoas começam a ficar íntimas demais, se perde completamente a noção de privacidade e vira oba-oba: todo mundo acha que tem que saber da vida de todo mundo. E mais, se sente no direito de dar palpite. Já repararam?

Eu não tô sendo hipócrita o suficiente pra dizer que não gosto de ficar sabendo das fofocas, quem tá pegando, quem tá brigando, quem tá falando mal de mim. Mas parto do princípio de que se alguém não me diz alguma coisa, das duas uma: ou não é da minha conta ou não era pra eu saber. A questão toda é que pressupõe-se que segredo é segredo e ponto. Ainda mais quando se trata da vida dos outros. Aí já imaginou, o camarada fazendo papel de trouxa pq todo mundo sabe algum segredo dele na base do disse-me-disse, quando ele deixou bem clara, depois da história cabeludíssima, a célebre frase "Mas não conta pra ninguém, tá?".

Eu também não tô dizendo que minha língua não coça pra fazer uma fofoca, sou humana, ora bolas. Mas eu tento me controlar. Pior é que tem gente que nem tenta.

Hoje em dia eu sou bem mais cautelosa com meus segredos. Porque eu sei que mais dia menos dia a família inteira fica sabendo. E sem minha autorização.

terça-feira, maio 11

Eu não sei dizer exatemente se a Cléo Pires é uma boa atriz. Eu sei que eu fui assistir Benjamim logo que estreou. E confesso que não fui atraída propriamente pelos dotes dramáticos da protagonista. Fui pq era baseado no livro do Chico (Buarque). Ok, um tanto medíocre da minha parte, eu concordo, uma vez que nem eu li o livro nem o Chico faz sequer uma ponta no filme pra dar o gostinho. Mas gostei sim. A história é contada de maneira completamente não linear. Taí parte da graça: vc começa o filme achando tudo uma droga pq não está entendendo simplesmente nada, e no final vc quer mesmo é pendurar a personagem da Cléo Pires num pau de arara, de tanto que ela convence.
Em tempo: De informações inúteis é feita a vida: o blog já tem mais de 1227 posts, em 2 anos e meio de funcionamento. Isso dá cerca de 490 posts por ano, ou 40 posts por mês, ou 1,3 posts por dia. Putz, eu sou muito sem o que fazer!!!
Nossa!! Deve fazer mesmo muito tempo que eu não dou as caras por aqui! Eu explico a surpresa: a cara da página do Blogger mudou completamente, inclusive aqui, na parte que vcs não vêem que é onde a gente escreve os posts. As figuras ainda não voltaram, e eu não tenho idéia de pra onde foram, mas como já me disseram uma vez: quanto mais mudanças, mais coisa pra dar pau.

domingo, maio 2

Minhas figuras sumiram. Algum palpite?