quarta-feira, maio 26

É engraçado como às vezes eu venho pra cá cheia de amor pra dar, sento na frente do computador e ... nada. Impressionante a capacidade que tenho vez por outra de simplesmente não me achar com as palavras. Parece que elas correm de mim como o diabo da cruz.

Tive pesadelos a noite inteira. Dos mais variados, sobre os mais diversos assuntos. Pesadelos sem fim. Hoje não acordei bem. Também pudera, depois de uma noite muito da mal dormida. Tô com um aperto no peito, e uma coisa que mistura nostalgia, tristeza e falta de ar. Não sei nem dizer se preferia ficar sozinha por ora. É, pq de vez em quando eu acordo propensa à solidão. Como se minha cabeça quisesse ir logo se acostumando com um fim que parece inevitável, pra evitar mais sofrimentos. E eu não tô falando de homem, pelamordedeus.

Outro dia escutei em algum lugar que os relacionamentos de hoje em dia são muito rápidos. Vc se entrega muito rápido, se apega com muita facilidade e, claro, se frustra na mesma velocidade. Eu sou muito facilmente cativada. É mamão-com-açúcar ganhar minha confiança, meu carinho. Meu amor demora mais um pouco. O curioso é que não tenho me sentido frustrada. Me sinto frustrante. Incapaz de continuar correspondendo expectativas, incapaz de ser boa o tempo todo, incapaz de ser paciente quando eu quero mesmo é mandar o mundo ir se foder! Daí, diante de tantas incapacidades...

Mas eu tive pesadelos. E eu não sei dizer se quero ficar sozinha, se quero chorar ou se quero cantar Bye-bye tristeza.

E isso não era exatamente pra fazer sentido. Hj eu não caibo nas palavras.

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