quinta-feira, outubro 28

Momento: Eu sou uma tiete ridícula:

Eu: (ai meu Deeeeeus!!!) Pedro, autografa pra mim?
Pedro Mariano: (sorrindo) Claro, como é seu nome?
Eu: (ai meu Deeeeeus!!!) Stella. Com "ésse" e dois "éles".
Pedro Mariano: (escrevendo) Stella... Eu namorei uma Stella com ésse e dois éles...
Eu: (eu não to acreditaaaaando!!!) Sério? Pena que não era eu.

quarta-feira, outubro 27

Eu descobri: a culpa é do Pigmaleão.

O quê? Você não sabe quem era Pigmaleão? Então senta que lá vem a história.

Pois bem. Tinha a Grécia, né? E tinha Chipre, aquela ilhazinha lá. Ilhazinha não, pq eu descobri que é a terceira maior ilha do Mediterrâneo. Ou era Creta? Enfim, não importa pra história que eu quero contar. Era uma ilha, era perto da Grécia e isso é suficiente. Então. Pigmaleão era rei da tal Ilha da Fantasia e escultor nas horas vagas. Isso mesmo, na mitologia o cara era multivalente. Mas Pigmaleão, coitado, era meio mal-amado, sabe? O cara era tão desacreditado das mulheres em geral que fez pra si mesmo uma estátua magnífica pra reproduzir a mulher perfeita. Onde já se viu isso, né?

Niqui ele tava lá com a estátua, não é que de tão perfeita o danado acabou se apaixonando por ela? E daí ele entrou numa viagem muito louca de comprar presentes, e vestidos, e flores, e beijar e dormir com a estátua. E a história poderia terminar aí, ter uma ótima moral pra caras imperfeitos que ficam por aí, vagando atrás de perfeição ou se contentando em contemplar a imagem da figura gelada e perfeita, sem nunca conseguir se satisfazer plenamente. Mas não, Vênus tinha que cortar o barato.

Pigmaleão começou a cansar dessa vida com a mulher de pedra e, na festa de Vênus, pediu como quem não quer nada que a deusa lhe desse uma "mulher perfeita como a que ele tinha em casa". Mas como assim, Bial? (como diria Fernanda) Pois é. Vênus, óbvio, não encontrou mulher nenhuma com o nível de perfeição da estátua de mármore, quebrou o galho do boboca e, tcha-ram!, transformou a estátua em gente. Pois Pigmaleão e Galatéia viveram felizes para sempre, tiveram filho e tudo.

Parece que a moral da história virou : vc tem que conhecer o cirurgião plástico certo, ou então contar com milagres.
Eu só quero saber
do que pode dar certo...
Não tenho tempo a perder

terça-feira, outubro 26

Stella e o Fantástico Mundo da Academia:
Eu faço direitinho. Mas faço praguejando.
Malditos abdominais. Maldita esteira. Maldita máquina de glúteos.

segunda-feira, outubro 25

Ainda não tá do jeito que eu queria.
Mas tá bunitinhu, vai dizer?
Ufa!
O que a gente não faz pra não precisar estudar, me digam?

sábado, outubro 23

O que eu sinto por ele não é paixão. É um carinho muito grande de querer bem, mas não é amor de namorados. O que tem me tirado o sono nos últimos dias é aquela boca.

Eu nunca tinha parado pra reparar, mas de repente me veio uma avalanche de pensamentos impuros, de vontades, de arrepios pela espinha. O cheiro do fresco hálito quente perto do rosto, que eu já senti tantas vezes ao longo de todos esses anos, sem maldade alguma, com sincero amor fraternal, nunca tinha me despertado nada a não ser o conforto de estar com alguém que gosta de mim. O amor fraternal ainda continua aqui, mas a boca...

Isso é inédito pra mim. Mulheres sempre querem caras que andem a seus pés, que as achem "seu tudo, seu céu, seu mar", que escrevam cartas de amor, que liguem no dia seguinte. Tudo bem, esse também é meu ideal, e é assim que eu quero o tal cara-da-máquina-de-coca-cola-que-não-olha-pra-mim. Quero poemas, olhar apaixonado e passeio no domingo à tarde. Mas com o cara da boca...

Com ele eu só queria as mãos grandes na minha cintura, aquela boca na minha nuca, o diacho do hálito quente no meu ouvido sussurrando não importa o quê. Eu não queria telefonemas, nem juras de amor, nem promessas secretas, nem casamento e filhos e cachorro. Eu queria risos na cama, eu queria beijos suaves no colo e o leve roçar da barba mal feita nas minhas costas. Não queria olhar pro futuro, só queria seus olhos fechados olhando pra mim. Eu queria culpa, muita culpa. Uma vez só, eu queria aquela boca...

sexta-feira, outubro 22

Essa noite eu tive um sonho tão bom, mas tão bom, que ele me rendeu um bom humor sem fim durante o dia inteiro, risos e mais risos apesar das agruras da vida, eu estava praticamente Branca de Neve cantarolando com os passarinhos e veados na floresta. Foi tudo tão perfeito, uma completude de sensações e arrepios, palavras ditas ao pé do ouvido, que eu sabia que estava bom demais pra ser verdade, mas nem a decepção de acordar e ver que era só sonho me fez cair das nuvens.

E ele nem era o Rodrigo Santoro.

segunda-feira, outubro 18

Alguém um dia vai ter que me explicar bem direitinho com auxílio de representações gráficas esquemáticas e apresentação de Power Point o porquê de algumas pessoas serem capazes de atitudes tão atenciosas e carinhosas em um momento pra no instante seguinte se comportarem de modo completamente indiferente e às vezes até agressivo com você.

Estamos em um período de grande desconforto, pelo menos eu tenho achado. Por isso eu resolvi dar uma trégua: recolhi minhas tropas que estavam timidamente em campo, praticamente pedindo desculpas por tentarem conquistar território (quase) amigo com aquela bandeirinha branca de "eu sou da paz" em punho. O fato é que meus soldadinhos não foram lá muito bem aceitos, e essa situação tem me causado constrangimentos. Eu tenho dado passos pra trás ao invés de pra adiante, quando na verdade acho que preferia só estar com meus pés juntinhos e bem grudados no chão. Fui tentar voar e, aí, tombo!

A verdade é que pessoas complicadas me confundem. Pode ser culpa de um histórico mal resolvido ou trauma de infância, mas é que não sei lidar com tanta resistência. Resistência velada, vale dizer, que não caga nem sai da moita, não fode nem sai de cima, não dá nem desce.

Na realidade, dar, ao que tudo indica, está fora de cogitação.

Péssima, Stella, péssima.

O que eu não entendo de fato é que não fui agressiva em absoluto. Muito menos direta, acho até que nem cheguei a me fazer entender. Mas só a possibilidade de água fria fez fugir o gato escaldado e voltamos à estaca zero. Ou pior, talvez, se levar em consideração a expressão com misto de pena e medo com que me olha. Não tô curtindo dor-de-cotovelo, mas tenho botado minha massa cinzenta pra trabalhar tentando entender tamanha confusão.

Tô me esforçando pra manter o stand-by, como diz a Pelagia, mas vamos combinar que a situação não é nadinha confortável. Não saber pra que lado vai dar e se agarrar ao último fio de esperança só me dói mais ainda. Preferia escutar meia dúzia de desaforos ou desculpas esfarrapadas e sofrer logo tudo de uma vez. Uns dois dias sem apetite, umas lagrimazinhas à toa, alma lavada e bola pra frente. Essa coisa mal resolvida, dita e não dita, me mata por dentro, pq tem sempre aquela vozinha maldita lá dentro tentando me convencer que talvez as coisas não sejam tão ruins assim.

Tem dias que acordo com vontade de chamar de meu nêgo e perguntar se pode ser ou se tá difícil. Mas tem outra vozinha dos infernos dizendo que quem fala o que quer ouve o que não quer. M-e-d-o de mim com atitudes impulsivas.

domingo, outubro 17

Os velhos olhos vermelhos voltaram,
dessa vez
com o mundo nas costas e a cidade nos pés.
Pra que sofrer se nada é pra sempre?
Pra que correr
Se nunca me vejo de frente?
Parei de pensar
e comecei a sentir.
Nada é como um dia após dia,
uma noite, um mês.
Os velhos olhos vermelhos voltaram

De vez.


Olhos vermelhos - Capital Inicial

quinta-feira, outubro 14

Talvez eu deva fazer um acústico desse blog. Se funciona para bandas que morreram, deve funcionar para blogs que morreram, também.
posted by Juliana at 8:55 PM


Porque eu resolvi revisitar blogs mortos e descobri que um monte deles reviveram, ou deram últimos suspiros. Quem nem esse daqui, maisoumenos...
Momento: uns com tanto, outros com tão pouco:
- Pois é, Paula, e o quê que vc acha?
- Ah, Cíntia, não sei, eu nem conheço ele direito, não posso te dizer "aceita".
- Justamente. A gente acabou de se conhecer...
- ... e ele já vem pedindo pra namorar.
- Isso.
- Ah, comigo e com o Marcelo também foi mais ou menos assim. A gente começou a namorar pq ele disse que só ficava comigo se fosse pra namorar.
- Pois é, é isso que ele acha.
- Ah, comigo tá sendo bom!
- Mas sabe o que é? Eu já namorei com uma pessoa assim, sem gostar muito, e foi horrível, a gente só sofreu.
- Poxa, sério?
- Verdade. E eu não quero passar por isso de novo, sabe? Uma vez já foi suficiente.
- Então abre o jogo com ele, ora!
- Você acha?
- É, ué! Diz pra ele que vcs precisam primeiro se conhecer melhor, pq vc já esteve com uma pessoa sem gostar e sofreu muito, e não quer que isso aconteça com ele.
- Ele falou que quer discutir a nossa relação..
- Agora, no meio da aula de Estatística?
- Romântico, né?
- Demais.
Ele: E como anda o mestrado?
Eu: Me enlouquecendo, acho...
Ele: Normal. Tende a piorar...
Eu: Bastante animador, aliás.
Ele: Super. Mas é preferível ser realista, né?
Eu: Sei não, viu? Se pudesse, alienava e vivia na fantasia.
Ele : É uma possibilidade deveras interessante. Eu passei da idade de viver como caiçara em Ilha Grande, mas ainda dá tempo de juntar uma grana e partir com fúria pra lá e abrir uma pousada...
Eu: Tá vendo. Algo pra se pensar. Eu sou cheia de boas idéias. Eu podia fingir que não tô entendendo o que está acontecendo, não ir mais à faculdade, desistir de vida acadêmica e viver dependendo dos meus pais pra sempre. Com o dinheiro do cinema de final de semana eu seria feliz.
Ele : Acho que seus pais não iam gostar muito da idéia...
Eu: Eu ia estar fazendo cara de louca, eles não têm que gostar de nada.
Ele: Ah, tá.

quarta-feira, outubro 13

Será que raspas e restos me interessam?

terça-feira, outubro 12

Rascunhado num verso de nota fiscal - 11/10 - hora do almoço

Já tá na hora do Mc Donald's trocar os forros das bandejas. Até as Paraolimpíadas acabaram e eles ainda estão com aquele dos deuses gregos. E eu não devia estar agora me divertindo, considerando que hoje é um semi-feriado, ao invés de estar me empanturrando de hamburger e arranjando o que postar no blog?

O fato é que estou anti-social. Além da universidade que suga minhas forças, energia e alegria de viver, tem o menino lá também. E eu ensaiei meses pra falar disso aqui, pra no final das contas o negócio sair de improviso. Acho que é porque ainda não assimilei muito bem. Mas vamos lá.

Eu tava lá, quietinha, na minha, vivendo minha vida de bolha. Daí, como diz a Ana, um dia ele riu e uma piada idiota na frente da máquina de Coca-Cola, soaram os sinos e eu pensei "Putz, por que não reparei nele antes?".

Nã-não. Pensando bem, não foi nada tão súbito nem romântico. O fato é que ele é livre, desempedido, tem senso de humor, é inteligente e culto. E aí, por que não?

Depois disso foram só trevas. Passamos por um período em que nos evitávamos. Eu tava me sentindo muito esquisita, e achei melhor não correr o risco de me pegar fazendo cara de Glenn Close em Atração Fatal. O fato de ele não ser comprometido, por exemplo, não fez diferença alguma, já que o coração do sujeito tá amarrado há não sei quanto tempo. Infelizmente, Stellinha aqui não é nadinha que esse cara com senso de humor, inteligente e culto quer da vida. O que era combinação perfeita virou pesadelo.

Eu sou menina comum. Não sou alta, não sou magra, não sou bonita. Não tenho bunda, tenho peito demais. Dentes bonitos e cabelo ruim. Inteligência na média, nada de extaordinário, leio bem menos do que deveria (e gostaria), assisto novela e jogo video-game. E mesmo não sendo isso tudo, não sou pouco pra ele. Só não sou o que ele quer.

domingo, outubro 10

Um brilho intenso, um desejo, eu quero um beijo,
Um beijo imenso onde eu possa me afogar...

Lisbela - Caetano Veloso (Los Hermanos)

sábado, outubro 9

Superexposição é o cacete!

Tenho chorado tanto nos últimos três dias que pronto, secou.

terça-feira, outubro 5

E eu acabei de me lembrar. Acreditam que essa birosca aqui já completou o terceiro aniversário? Coitadinho, e tão jogado às traças...
E eu ainda estou viva. Ou quase.

As coisas não vão indo lá exatamente como o esperado. E isso só tem me deixado mais sensível a todas aquelas pequenas bobagens do dia a dia.

E pra completar tem aquele cara que não me dá a mínima, mas às vezes parece que dá só pra me deixar confusa.