segunda-feira, outubro 18

Alguém um dia vai ter que me explicar bem direitinho com auxílio de representações gráficas esquemáticas e apresentação de Power Point o porquê de algumas pessoas serem capazes de atitudes tão atenciosas e carinhosas em um momento pra no instante seguinte se comportarem de modo completamente indiferente e às vezes até agressivo com você.

Estamos em um período de grande desconforto, pelo menos eu tenho achado. Por isso eu resolvi dar uma trégua: recolhi minhas tropas que estavam timidamente em campo, praticamente pedindo desculpas por tentarem conquistar território (quase) amigo com aquela bandeirinha branca de "eu sou da paz" em punho. O fato é que meus soldadinhos não foram lá muito bem aceitos, e essa situação tem me causado constrangimentos. Eu tenho dado passos pra trás ao invés de pra adiante, quando na verdade acho que preferia só estar com meus pés juntinhos e bem grudados no chão. Fui tentar voar e, aí, tombo!

A verdade é que pessoas complicadas me confundem. Pode ser culpa de um histórico mal resolvido ou trauma de infância, mas é que não sei lidar com tanta resistência. Resistência velada, vale dizer, que não caga nem sai da moita, não fode nem sai de cima, não dá nem desce.

Na realidade, dar, ao que tudo indica, está fora de cogitação.

Péssima, Stella, péssima.

O que eu não entendo de fato é que não fui agressiva em absoluto. Muito menos direta, acho até que nem cheguei a me fazer entender. Mas só a possibilidade de água fria fez fugir o gato escaldado e voltamos à estaca zero. Ou pior, talvez, se levar em consideração a expressão com misto de pena e medo com que me olha. Não tô curtindo dor-de-cotovelo, mas tenho botado minha massa cinzenta pra trabalhar tentando entender tamanha confusão.

Tô me esforçando pra manter o stand-by, como diz a Pelagia, mas vamos combinar que a situação não é nadinha confortável. Não saber pra que lado vai dar e se agarrar ao último fio de esperança só me dói mais ainda. Preferia escutar meia dúzia de desaforos ou desculpas esfarrapadas e sofrer logo tudo de uma vez. Uns dois dias sem apetite, umas lagrimazinhas à toa, alma lavada e bola pra frente. Essa coisa mal resolvida, dita e não dita, me mata por dentro, pq tem sempre aquela vozinha maldita lá dentro tentando me convencer que talvez as coisas não sejam tão ruins assim.

Tem dias que acordo com vontade de chamar de meu nêgo e perguntar se pode ser ou se tá difícil. Mas tem outra vozinha dos infernos dizendo que quem fala o que quer ouve o que não quer. M-e-d-o de mim com atitudes impulsivas.

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