terça-feira, outubro 12

Rascunhado num verso de nota fiscal - 11/10 - hora do almoço

Já tá na hora do Mc Donald's trocar os forros das bandejas. Até as Paraolimpíadas acabaram e eles ainda estão com aquele dos deuses gregos. E eu não devia estar agora me divertindo, considerando que hoje é um semi-feriado, ao invés de estar me empanturrando de hamburger e arranjando o que postar no blog?

O fato é que estou anti-social. Além da universidade que suga minhas forças, energia e alegria de viver, tem o menino lá também. E eu ensaiei meses pra falar disso aqui, pra no final das contas o negócio sair de improviso. Acho que é porque ainda não assimilei muito bem. Mas vamos lá.

Eu tava lá, quietinha, na minha, vivendo minha vida de bolha. Daí, como diz a Ana, um dia ele riu e uma piada idiota na frente da máquina de Coca-Cola, soaram os sinos e eu pensei "Putz, por que não reparei nele antes?".

Nã-não. Pensando bem, não foi nada tão súbito nem romântico. O fato é que ele é livre, desempedido, tem senso de humor, é inteligente e culto. E aí, por que não?

Depois disso foram só trevas. Passamos por um período em que nos evitávamos. Eu tava me sentindo muito esquisita, e achei melhor não correr o risco de me pegar fazendo cara de Glenn Close em Atração Fatal. O fato de ele não ser comprometido, por exemplo, não fez diferença alguma, já que o coração do sujeito tá amarrado há não sei quanto tempo. Infelizmente, Stellinha aqui não é nadinha que esse cara com senso de humor, inteligente e culto quer da vida. O que era combinação perfeita virou pesadelo.

Eu sou menina comum. Não sou alta, não sou magra, não sou bonita. Não tenho bunda, tenho peito demais. Dentes bonitos e cabelo ruim. Inteligência na média, nada de extaordinário, leio bem menos do que deveria (e gostaria), assisto novela e jogo video-game. E mesmo não sendo isso tudo, não sou pouco pra ele. Só não sou o que ele quer.

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