sexta-feira, dezembro 24

Bate o sino pequenino
Sino de Belém
(Pois eis que)
Já nasceu Deus menino
Para o nosso beeeeem

segunda-feira, dezembro 20

E como se não bastasse eu estar duas noites praticamente virada sem dormir por conta de um russo maldito. E como se não bastasse eu ter feito uma prova que durou quase 24 horas. E como se não bastasse eu ter tirado 2 na tal da prova. E como se não bastasse eu estar com dor de cabeça e ter passado a tarde em um calor infernal pra comprar presente de amigo oculto. E como se não bastasse eu ter tentado recuperar pelo menos uma horinha de sono e não ter conseguido pq a porra do telefone não parava de tocar. Eu ainda tenho que aguentar xilique de bicha recalcada. Ah, tenha santa paciência.

domingo, dezembro 19

E eu oscilo entre tristeza, decepção e raiva, muita raiva, de que alguém possa deliberadamente estar me fazendo sentir assim. Sinto muito ruir seu castelo de cristal, rapazinho, mas você não é tão importante quanto pensa. E se depois de dois dias eu ainda não resolvi te perdoar por intencionalmente ter me feito chorar do alto da sua presunção, esquece, é porque isso não vai acontecer nunca. Paciência.

*E eu acho sinceramente que vc deveria buscar ajuda profissional. Logo. E é sério.

domingo, dezembro 12

E outra noite, pra completar, estrelando meu sonho: o Ex. Não satisfeita em sonhar com o dito cujo, ainda sonhei com nosso casamento. Eu estava linda, de branco, preocupada com a maquiagem e absurdamente feliz. Só tinha um detalhe: eu tinha esquecido de fazer convites de casamento, e meus amigos mais queridos simplesmente não tinham a menor idéia de que eu estava prestes a me casar. Enquanto passava o filme pré-casamento (é, no meu casamento tinha uma sessão de cinema pros convidados antes da cerimônia. Tá, coisa de maluco.), eu organizava uma verdadeira operação secreta com duas amigas que por sinal tinham sido milagrosamente convidadas pra telefonar pra todas as pessoas que eu conhecia e formalizar o convite com algo do tipo "Não precisa se arrumar não! Veste qualquer roupa e vem pra cá que a Stella tá casando!!!"

sábado, dezembro 11

E eu me lembrei agora que sou a mestra em descrições degradantes de si mesma. Pelo menos me esculhambar eu sei fazer direito.
Numa conversa de bar qualquer, eu e Pigmaleão. Ele querendo puxar assunto. Lançou:
- E aí? E o homem complicado?
Eu engasgando. Eu vermelha. Eu em pânico!! Como assim, Bial?
- Er... quem?
- O homem complicado!
Pelo amor dos meus filhinhos, que homem complicado, minha nossa senhora de Guadalupe? Será que ele leu? Será que ele viu?
- (sorrindo) Que homem?
- Menina, o livro, o senso comum!
Senso comum? Que senso comum? Aliás, que senso? Quem sou, onde estou, pra onde irei?
- Ahn?
- Stella, o livro, "O Homem Duplicado", vc não tá lendo?
Por isso dizem por aí que quem não deve não teme.

quarta-feira, dezembro 8

Provavelmente depois do meu último desabafo devem estar me imaginando como Carrie, a estranha, só que sem o lance da paranormalidade, mas com toda a coisa da tinta verde na cabeça e todo mundo rindo. Tá, não foi assim.

Aliás, é engraçado como a sensibilidade pode vir de onde menos se espera. De quem não deve nada pra você. De um lado pro qual você se sente pouquíssimo ou nada importante. Vai ver é isso.

Eu tava lá, quietinha na minha mesa, tentando me concentrar em algo diferente, rezando pra ser invisível, de saco cheio de hipócritas "ah, mas vc é tão inteligente". Ele só sentou sobre a mesa, disfarçadamente como quem tá de passagem e resolveu dar uma paradinha pra descansar, e no meio de uma curta conversa sobre nem me lembro o quê perguntou se eu estava bem. Rapidamente, como se não quisesse ser pego num lapso de preocupação, perguntou distraidamente pelo que eu estava fazendo e.. foi embora.

E eu juro, foi a demonstração mais fofa do dia inteiro de um sei-lá-o-quê bom, que eu não tenho pretensão de que fosse preocupação, mas que foi, no mínimo, uma gentileza sem tamanho.

terça-feira, dezembro 7

Momentos para relembrar:

Como o negócio tá falando bem de mim e eu tô precisando mesmo encontrar alguma coisa que (alguém ache que) eu faça direito, vai aí o comentário do Professor. É, o famoso. Tá, tá, já tá bom. Podem parar de rir da minha cara.

Na verdade, eu descobri a "Novela da Vida Real" recentemente, meio que por acaso (maravilhas do Google). Tenho que admitir : além de talento para Física, você também tem o dom para a escrita (o que não é o meu caso). Nunca imaginei que um reles professor de matemática da UnB fosse capaz de protagonizar uma novela tão sensacional (e eu não sou noveleiro). Ao invés de guardar rancor (afinal, eu acabei concluíndo ao ler todos os episódios que eu fui muito ingênuo para não perceber o que vocês estavam "tramando" contra mim), eu preferi guardar segredo. Fazia tempo que eu não ria tanto (as suas travessuras junto com a Cowgirl foram sensacionais e, através delas, pude conhecer vocês melhor). Espero que o fato de eu ter descoberto este seu outro lado de "escritora" (blog também é cultura) não interfira na nossa amizade e nem no blog. Continue escrevendo o que você tiver a fim pois você manda muito bem.
Um abraço.
Ele: Nossa, várias novidades no blog!
Eu: Novidades? Eu quase nunca escrevo!
Ele: Mas esteve apaixonada, irritada, atolada, e muitos outros adas.
Eu: Tudo isso, menos inspirADA.
Ele: E quem é a vítima? Pq atolada? Pq irritada?
Eu: Um cara X, a faculdade que me consome as energias, o cara não me dá bola e eu tô fodida na faculdade. Respectivamente.
Ele: Olha, desculpa a possível grosseria, mas se a ordem fosse invertida você possivelmente estaria mais feliz.
Eu: Como? Fodida pelo cara e com a faculdade não me dando bola?
Ele: É, por aí..
Eu: ...
Ele: Nossa.. Você falando assim... Alguma coisa mudou mesmo.

segunda-feira, dezembro 6

O Blogger tem se mostrado bastante relutante em me deixar postar. Acho que até os deuses cibernéticos reconheceram que eu me tornei uma detestável figura resmungona e querem poupar a humanindade virtual da minha rabugice. A questão é que pra infelicidade (virtual) da comunidade bloguística, eu tomei uma importante resolução de vida, dessas típicas promessas de ano novo, só que um pouquinho adiantada.

Depois de chorar na segunda feira passada por quase 12h ininterruptas, eu me senti um pouquinho... pior. Pois é. Não bastasse estar me achando a terceira lata de leite condensado, incontrolável eu até tentei parar, mas não deu. Meu corpo pedia lágrimas. E eu desisti de tentar esconder e só parei quando a fonte secou, o que aconteceu um pouco depois de eu pegar no sono. Se isso tivesse acontecido no aconchego do meu lar ou num bosque deserto debaixo das árvores eu talvez até me sentisse aliviada depois de tanto chororô. O problema é que foi ali, pra todo mundo ver. Eu desabei em lágrimas por volta das 11h da manhã, no meio de uma conversa qualquer que podia ser sobre a cor das cortinas, mas, pô, eu tava péssima.

Eu me senti tão exposta, tão frágil, tão... chata. Todo mundo pareceu tão chocado em descobrir que eu não sou alto-astral, que eu não sou sorridente, que eu não sou confiante, que eu não sou forte, que eu não tenho resposta pra tudo, pombas! Porém, além da surpreendente constatação de que eu não sou uma fofura, eu podia ler na indiferença de uns e na pseudo-preocupação de outros que pra muita gente eu só tava tendo um xilique. Eu quase consegui ler uns pensamentos que diziam que eu queria mesmo era chamar a atenção. Ah, e tiveram aqueles que pensaram que era frescura, que eu tava exagerando. Como assim, a chorona ainda não parou de chorar?

Daí eu peguei as minhas coisas e fui... pro mato! Quer dizer, mais ou menos, não bem mato. Eu sentei lá, na grama, debaixo de uma árvore, num canto mais afastado que não era perto da passagem de pessoas e chorei. Sozinha. Chorei até meus olhos arderem. Eu não queria que tivessem pena de mim. Eu não queria que ninguém soubesse que eu tava me sentindo assim. Como já era, eu juntei o pouco de dignidade que me restava e fui lá ficar junto dos pássaros.

E foi uma semana em preto e branco. Os dias anteriores tinham até sido em tons de cinza, eu ainda chorei um bocado sozinha, mas imaginar os julgamentos (todos errados, vale ressaltar) que estavam sendo feitos a meu respeito me ajudaram a me comportar como uma lady. Meio apagadinha, meio abatida, mas uma lady, que não borra a maquiagem em público. Só que eu ainda não tava satisfeita, e foi aí que veio a promessa de ano não-novo, que justifica toda essa lenga lenga melodramática e que afinal de contas era o ponto principal dessa conversa.

De agora em diante, a vida só é uma merda nesse blog. Fora daqui, tudo são flores e eu sou praticamente Xuxa contra o baixo-astral. Tá tudo ótimo, se melhorar estraga, o mundo é cor-de-rosa, eu sou feliz, eu sou capaz e, muito importante, eu confio extremamente no meu taco, intelectual, física e psicologicamente falando. A questão é que eu preciso de uma válvula de escape, mas pelos menos aqui as pessoas têm a opção de nem dar as caras, ou de fechar a janela se a conversa ficar muito chata.

De resto, eu já tô ensaiando:
-Oi, tudo bem?
-Tudo perfeito. Ô!
R-I-D-I-C-U-L-A!
Sou eu.