quarta-feira, dezembro 8

Provavelmente depois do meu último desabafo devem estar me imaginando como Carrie, a estranha, só que sem o lance da paranormalidade, mas com toda a coisa da tinta verde na cabeça e todo mundo rindo. Tá, não foi assim.

Aliás, é engraçado como a sensibilidade pode vir de onde menos se espera. De quem não deve nada pra você. De um lado pro qual você se sente pouquíssimo ou nada importante. Vai ver é isso.

Eu tava lá, quietinha na minha mesa, tentando me concentrar em algo diferente, rezando pra ser invisível, de saco cheio de hipócritas "ah, mas vc é tão inteligente". Ele só sentou sobre a mesa, disfarçadamente como quem tá de passagem e resolveu dar uma paradinha pra descansar, e no meio de uma curta conversa sobre nem me lembro o quê perguntou se eu estava bem. Rapidamente, como se não quisesse ser pego num lapso de preocupação, perguntou distraidamente pelo que eu estava fazendo e.. foi embora.

E eu juro, foi a demonstração mais fofa do dia inteiro de um sei-lá-o-quê bom, que eu não tenho pretensão de que fosse preocupação, mas que foi, no mínimo, uma gentileza sem tamanho.

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