segunda-feira, janeiro 31

Cansada demais de fracassar em quase todas as tentativas de resolver meus problemas e neuroses com relação à minha vida acadêmica, eu acabei me inclinando naturalmente a colocar chifres na cabeça dos cavalos da minha vida pessoal, que tava mesmo tomando poeira num cantinho da minha existência.

Então hoje eu recebo um e-mail que formou a equação clara na minha cabeça: eu = pessoa com problemas. Tá, eu sei que o mundo tá uma zona, o lance do Tsunami e a reeleição do Bush. Mas, pôxa, eu também tenho meus problemas psicológicos e minhas neuroses e fico triste por bobagem. Eu sou fútil e superficial. Me deixa.

Enfim, meu dilema pessoal mais recente: um aniversário. Uma amiga de infância, de quem eu gosto muitíssimo, está fazendo aniversário, como graças a Deus tanta gente que eu gosto também faz. E daí que ela resolveu fazer uma festinha. Problema nenhum com isso, certo? Bom, mais ou menos. Ano passado houve uma festa dessas. O convite vinha bem especificado: traga seus companheiros. Eu praticamente entrei em pânico! E quem não tem companheiros? Eu já conseguia ter uma nítida visão do futuro, onde casais conversam sobre suas intimidades, como ele gosta de atrasar enquanto ela espera, o tanto que o pudim de leite da mãe dela é gostoso, enquanto a Stella se recolhe à sua insignificância solteira em algum canto esquecido, provavelmente perto da mesa das crianças, que eu nem sei se vai existir.

Pois então. No ano passado eu consegui arrastar um amigo, comprometido porém com namorada viajando, que pelo visto não se divertiu mto, mas foi sabendo que estava fazendo um imenso favor a mim. Esse ano não tem amigo. Resolvi, bravamente como um mártir, ir mesmo assim. Sozinha. E sentar na mesa das crianças. O chato de você viver em um mundo onde todos os seres humanos são comprometidos não é se sentir sozinha. Eu sinceramente já passei dessa fase e, apesar de às vezes ter umas recaídas de solidão, passo a maior parte do tempo bastante tranquila com minha condição, ou atarefada demais com outras coisas pra pensar nessas besteiras.

A questão é se sentir um peixe fora d'água. Outro dia passei por um desconforto que espero evitar pra nunca mais: almoçar com dois casais. Eles são ótimos, mas ser o número ímpar é um karma que não quero mais carregar pra mim não. Primeiro que a mesa era pra 4 pessoas. Quem sentou na cadeira puxada da mesa ao lado e colocada na cabeceira da mesa, praticamente atrapalhando a passagem dos garçons? Euzinha, lógico. Além de estar querendo sumir o mais rápido possível, me vi em determinado momento observando duas conversas paralelas das quais eu simplesmente não participava. Cada qual com sua cara metade. E eu mexendo no limão dentro do copo de Coca Cola.

Essa sensação horrível de estar acompanhando e atrapalhando é que me incomoda. Eu sei que, se por um lado existem casais que simplesmente não conseguem se comportar em grupos de amigos como.. bem... amigos!, existem também aqueles que se dão conta da sua existência antes que seja tarde demais. Só não tô mto afim de correr o risco.

Em tempo: Fui à festa, foi ótimo, me diverti horrores e ainda paguei minha língua com um casal (uma amiga de infância e o namorado legal dela) que não só são pessoas agradabilíssimas como também sabem se comportar de modo a não deixar os outros sem jeito. Afinal de contas, eles tem todas as outras horas da vida pra namorar, não precisam ficar por aí contando dinheiro na frente de pobre.

sábado, janeiro 29


Pois é...

segunda-feira, janeiro 17

Just hold me and tell me
You'll be here to love me today

Be here to love me - Norah Jones

sábado, janeiro 15

E hoje não foi, mesmo, um dia bom.

quarta-feira, janeiro 12

E a vida segue seu curso. Com relâmpagos e trovoadas, mas eu me protejo da chuva debaixo de um lindo guarda-sol colorido: ele é útil e eu sei disso, mas às vezes acho que seria mais apropriado talvez pegar o guarda-chuva. Daí eu me lembro que o guarda-sol colorido me protege me expondo.

E isso absolutamente não faz o menor sentido.