segunda-feira, fevereiro 14

Tá, e eu hoje tive o que se pode dizer uma tarde que, na ausência de palavra melhor, foi perfeita. Tirando pelo fato de que eu quase morri de fome, mas tudo bem, meninas educadas só se matam de comer na presença dos amigos mais íntimos ou na segurança de seu lar, nunca num encontro a dois, por mais que não se trate de um encontro propriamente dito. É pra manter as aparências.

Pois bem, existe esse rapaz. Uma pessoa encantadora, apaixonante, gentil e divertida. Charmosa, eu diria. Não, não temos nada, apenas bons amigos. Isso por um lado me intriga, mas eu tive um passeio tão agradável que prefiro não ficar elocubrando e complicando demais.

Primeiro, cinema. Ele escolheu o filme, depois de praticamente travarmos uma batalha campal pelo telefone. Acordo feito: eu escolho o cinema, vc escolhe o filme. Ótima escolha, Sobre café e cigarros, uma coleção de 11 curtas divertidíssimos, que me surpreenderam pq eu não tinha idéia do que esperar. Depois, um dia bonito, passeio na orla. Aí vc pergunta: ué, Stella, vc não vive no planalto central, aquele lugar localizado a pelo menos 2000km da praia mais próxima? Pois sim, caro colega, era a orla do lago. O Paranoá. Sim, o artificial, deixa a gente em paz com nosso lago.

Enfim, era fim de tarde, tinha pôr do sol, depois tinham as estrelas, muitas estrelas, e as constelações que ficamos inventando por não sabermos o nome das verdadeiras. Foi tão... sei lá... bom! E sem segundas intenções, sem nada demais, sem beijo na boca, só vááárias horas de papo sem compromisso, na beira do lago, o barulho da água, piadinhas infames e as estrelas. Eu queria mais gente assim na minha vida, descomplicada e divertida, que não vê pêlo em todo ovo que surge no caminho, nem fica tentando dificultar tudo o que é simples.

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