segunda-feira, março 7

Ok, eu não ando pelos cantos da casa choramingando e cantarolando música de fossa. Juro. Aliás, estou muito bem depois do tombo e da decepção. Incrivelmente, fiquei bem bastante rápido até. Mais rápido do que imaginava. No final acho que foi um desapontamento tão grande e chocante que, simples assim, acabou. Sumiu. O que eu sentia desapareceu. Ficou um carinho meio tímido no fundo, mas ele tá meio intimidado com tamanha indiferença que insiste em ocupar meu coraçãozinho. Não tenho raiva, e nem acho que deveria ou poderia, afinal ele não tem culpa de não gostar de mim e a decisão duvidosa de me dizer mundos e fundos pra no dia seguinte me comunicar que tinha acordado sem vontade de continuar foi resultado só de uma insustentável insegurança e falta de maturidade do rapaz.

Mas confesso que estava apreensiva com relação ao primeiro encontro pós pseudo-ruptura. Fui à colação de grau dele. E me comportei como uma lady, como sempre. Com direito a abraço e desejos sinceros de muito sucesso e tudo do bom e do melhor ao pé do ouvido. Quando o vi senti tristeza. Pelo que poderia ter dado certo e não deu, pelo que poderia ter acontecido e não aconteceu, pelo que poderíamos ter vivido e não vivemos. Por eu não ser mais o que ele queria depois de uma única noite de sono. E por isso sempre acontecer com ele. Eu sei o quanto é triste não se entregar nunca, não se deixar levar, ficar olhando pra trás e pensando em quantas oportunidades foram desperdiçadas por puro medo de se jogar.

Admito que me sinto bem por ter me aberto, mesmo por uma coisa que não deu certo como eu imaginava. Me fez sentir viva, e me disseram dia desses que quem não sofre não vive. Foi uma coisa nova pra mim ficar bolando teorias lindas e cor-de-rosa no chuveiro ao invés de me sabotar criando teorias da conspiração onde nada dava certo. Eu sou mestre nisso. Foi novo e foi bom. É, parece que no final das contas saí ganhando. Melhor pra mim. Triste pra ele.

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