sábado, dezembro 9

Sabem Pinho Sol?

Sabem a nova Skol Lemon?

Pois é!!!

quinta-feira, dezembro 7

Eu nem sei se o Preá ainda passa por aqui. E se não passar, quem é que vai culpá-lo, né mesmo? Enfim, acredita, Preazinho da tia, que eu só fui ler isso aqui hoje? Nem sei de quando é o comentário, achei por acaso no site do Yaccs, então deve estar super desatualizado. De qualquer maneira, continuo concordando com ele. E nem lembro mesmo como é que chegamos a esse assunto. Taí.


preá puto, PARTE I
Pois, é garotas. Também sou contra as cotas.
Apelidado pela Pê de "Globettroter Descolado"(o que me envaidece muito, pois tenho pouco mais que 1,5m), não preciso nem dizer minhas origens, certo? Ainda bem que não preciso, pois, a única coisa que tenho certeza é que sou brasileiro. Tenho traços da Mãe-África, que carrego com muito orgulho. Mas sem achar com isso que sou menos que ninguém. Nem mais merecedor .
Comecei a ralar muito cedo.Aos catorze já atravessava a cidade de SP inteira para estudar. Aos 19, eu já tinha construído uma situação confortável para poder fazer minha faculdade. Tudo bem , que nessa época começou a "fase dálmata"da minha vida, mas essa é outra história...
Voltando: garoto da periferia, que dizia que ia ser engenheiro mecânico e só ouvia risos.
Hoje, as mesmas pessoas me olham e dizem :"Nossa, vc deu sorte na vida".
Não, não dei sorte.Eu fiz minha sorte. Aos 15 , li o Velho e o mar, e Hemingway me ensinou que a sorte é a junção do preparo e a oportunidade. Não adiantava eu estar lá na hora e não estar pronto!
E para me preparar, não precisei de cota em lugar nenhum.
Tenho amigos brancos que são pobres e não continuaram os estudos por não terem como custeá-los. E aí? Daqui a cem anos vamos criar um sistema de cotas para os brancos pobres que foram prejudicados por esse sistema que estamos implantando hoje?

continua...

preá puto, PARTE II

O que querem com isso? Compensar a quem? Instituir oficialmente a diferença de cor no país?
Negro, branco, amarelo ou vermelho, precisa de base para ir para a universidade. Precisamos de educação de verdade na base. Precisamos salvar as gerações vindouras. A que está aí, já foi! Nesse país temos a mania de gastar dinheiro com coisas sem remédio!Que droga! Quando vamos crescer e ser um país de verdade? O que adianta enfiar um monte de negros mal preparados na universidade? Vamos gastar o dinheiro público com as crianças da próxima geração. Mas gastar com as crianças de todas as cores, credos e raças. Vamos prepará-las para serem melhores que nós. Vamos criar uma geração forte. Não adianta dar as coisas de graça. As pessoas têm que aprender a conquistar para valorizar. Aplique nas crianças e adolescentes e quando eles estiverem na idade pré-vestibular, terão base para competir com qualquer um!
Droga ! É melhor ser escravo do que se vender ao senhor do engenho por trinta dinheiros (tudo bem , misturei as histórias, mas acontece...)
Prefiro ser escrevo fujão do que prostituir minha alma e servir de massa de manobra para esses pseudodefensores da causa negra. Utilizam a causa como palanque!
Devemos lutar por uma causa social não racial . Que dê respaldo ao ser humano, seja ele quem for.
Ai, como isso me deixa puto!!!!!!!!

Stella,soltei o galo! Agora vem cá, minha nega, preu dizer no teu ouvido, com a voz rouca do inverno: "TE AMO"!

quarta-feira, dezembro 6

Ele: Essas meias aí atrás do computador são minhas?
Eu: Não, são minhas!! Inclusive eu tava mesmo procurando por elas.

Duas pessoas organizadas morando juntas dá nisso.

segunda-feira, novembro 27

Momento: coisas que só acontecem com meus amigos (Parte III)

Ele tava lá, se pegando com a menina dentro do carro de um estacionamento de shopping meio abandonado. Afinal, eles tinham ido lá pra isso mesmo. Ni qui a coisa tá esquentando, eles estão se amassando ainda vestidos, antes de chegar aos finalmentes, ela coloca a mão na sua perna, na altura do bolso da calça jeans, e pergunta, toda feliz:

- Hmmm... Vc trouxe Halls?!

Eu não faço idéia do que ele respondeu. E na verdade é irrelevante. O fato é que ele ficou feliz, todo orgulhoso. E resolveu contar isso numa mesa de bar, para os amigos (pfff, homens!). Foi quando ele foi alertado pro tamanho e grossura de um drops de Halls. E nunca mais foi o mesmo.

domingo, novembro 26

Momento: coisas que só acontecem com meus amigos (Parte II)

Essa mesma amiga, há alguns anos, estava conversando com uma amiga a respeito de dar ou não um presente pra um colega delas de faculdade de quem ela estava meio a fim. Elas conversaram longamente sobre o assunto, e minha amiga ficou de tomar uma decisão, e saiu com o presente na mão, deixando a amiga dela curiosa pra saber o resultado. Algumas horas depois, lá vinha Bruna, feliz e saltitante, pelo minhocão da UnB, quando ela avista a tal amiga ao longe, uns 150 metros adiante. O suficiente pra elas se enxergarem e a tal amiga em questão fazer um gesto como quem pergunta "e aí?! como foi?!" ao que minha amiga grita a plenos pulmões, com os braços abertos de felicidade, de quem acabou de fazer algo que a deixou muito feliz:

- Di!!!! Eu deeeeeeei!!!! Eu dei!!!!

Ao que um amigo dela, que passava do lado no sentido oposto e até se assustou com o grito, segura ela pelo braço e diz no seu ouvido:

- Bruninha, querida, eu sei que dar é muito bom, mas precisa assim, compartilhar com toda a UnB?
Momento: coisas que só acontecem com meus amigos (Parte I)

Uma amiga minha foi fazer um concurso público esses dias. Na verdade, ela tá mesmo estudando freneticamente pro concurso do TCU, e essa prova era só um teste pra ela sentir mais ou menos como poderia ser a parada. Apesar de algumas matérias serem comuns aos dois editais (e a todos os outros), tinha um bocado de coisa que ela nunca tinha visto na vida. Cerca de 80% da prova, aliás. Mas ela disse que até se saiu bem, respondeu algumas coisas por exclusão, e quando saiu da prova teve a sensação de que tinha espremido tudo o que podia e que não podia, que tinha tirado respostas do mais profundo do seu ser, de onde ela imaginava que nada poderia brotar. Daí ela encontrou uma amiga na saída, e em meio a centenas de concursantes de cabeça quente gritou, toda feliz:

- Amiiiiiga! Hoje eu tirei leite do pau!!!!
A amiga, assim como todo mundo que estava em volta, olhou, achando aquilo tudo muito estranho...
- O que, Bruna?
- É! Hoje eu tirei leite do paaaaau!!!
- Quando foi que isso aconteceu na prova que eu não fiquei sabendo?
- Não, amiga, sabe quando você tira coisas de onde parece que nada pode sair? Quando vc espreme e acaba fazendo o que achava impossível?
- Ahn..
- Então! Quando a gente faz alguma coisa muito difícil! Que nem hoje: eu tirei leite do pau!!!
- Er... Não seria leite de pedra, Bruna?
- É, pode ser...
- Imagino que seja mesmo, pq inclusive tirar leite do pau é até bastante fácil.

segunda-feira, novembro 13

sábado, novembro 11

Não é porque eu sujei a roupa
bem agora que eu já estava saindo
Nem mesmo por que eu peguei o maior trânsito
e acabei perdendo o cinema
Não é por que não acho o papel onde
anotei o telefone que estou precisando
Nem mesmo o dedo que eu cortei abrindo a lata
e ainda continua sangrando
Não é por que fui mal na prova de geometria
e periga d'eu repetir de ano
Nem mesmo o meu carro que parou de madrugada
só por falta de gasolina
Não é por que tá muito frio,
não é por que tá muito calor

O problema é que eu te amo
Não tenho dúvidas que com você daria certo
Juntos faríamos tantos planos
Com você o meu mundo ficaria completo
Eu vejo nossos filhos brincando
E depois cresceriam, e nos dariam os netos

A fome que devora alguns milhões de brasileiros
Perto disso já nem tem importância
A morte que nos toma a mãe insubstituível de repente
Dela eu já nem me lembro
A derrota de 50 e a campanha de 70 perdem totalmente o seu sentido,
As datas, fatos e aniversários passam
Sem deixar o menor vestígio
Injúrias e promessas e mentiras e ofensas caem fora
Pelo outro ouvido
Roubaram a carteira com meus documentos
Aborrecimentos que eu já nem ligo
Não é por que eu quis e eu não fiz
Não é por que não fui
E eu não vou

O problema é que eu te amo
Não tenho dúvidas que eu queria estar mais perto
Juntos viveríamos por mil anos
Por que o nosso mundo estaria completo
Eu vejo nossos filhos brincando
Com seus filhos que depois nos trariam bisnetos

Não é por que eu sei que ela não virá
que eu não veja a porta já se abrindo
E que eu não queira tê- la,
mesmo que não tenha a mínima lógica esse raciocínio

Não é que eu esteja procurando no infinito a sorte
Para andar comigo
Se a fé remove até montanhas,
o desejo é o que torna o irreal possível
Não é por isso que eu não possa estar feliz, sorrindo e cantando
Não é por isso que ela não possa estar feliz, sorrindo e cantando

Não vou dizer que eu não ligo,
eu digo o que eu sinto e o que eu sou

O PROBLEMA É QUE EU TE AMO

Não tenha dúvidas, pois isso não é mais secreto
Juntos morreríamos, pois nos amamos
E de nós o mundo ficaria deserto
Eu vejo nossos filhos lembrando
Com os seus filhos que já teriam seus netos


Meu mundo ficaria completo (com você) - Cássia Eller
Então no início era só uma dança, e não éramos só nós dois. Surpreendentemente eu conseguia encostar a cabeça no seu ombro. Num momento, os olhos se cruzaram. Olhos nos olhos, foi mais forte que nós. Agora era como se não houvesse mais ninguém. Um beijo. Parecia que eu estive esperando aquele beijo a minha vida toda, uma sensação muito estranha. Eu sentia como se algo literalmente explodisse dentro de mim, o coração parecendo que ia saltar pela boca pra dentro do corpo dele. Mas isso não seria novidade, ele já possui meu coração há tanto tempo. Quando os lábios se afastaram achei que não conseguiríamos nos encarar. Ao contrário, nos olhamos olhos nos olhos novamente, como antes do beijo acontecer, e sorrimos. Eu saí andando meio tonta. E depois do êxtase a culpa. Muita culpa! E agora? E ela? Dentro de mim a confusão. Eu seria capaz de contar? Será que ele seria? Será que deveríamos? Onde aquele beijo iria nos levar, meu Deus?! Dei meia volta pra falar com ele, precisávamos conversar. Outro beijo. "Acho que devíamos contar pra ela?" "Não, Stella. Vc me fez ter mais certeza do que antes do que eu queria, e eu estou muito agradecido por isso, sinceramente, apesar de achar que não estou sendo justo com vc. Depois de te beijar, estou mais certo que nunca que é com ela que quero me casar. Obrigado."

Era sonho. Mas juro que acordei com vontade de chorar.

quarta-feira, outubro 4

Rio de Janeiro
Hoje é 23 do 3
Como vão as coisas
De mês em mês
Eu me sento pra escrever pra você

Eu reformei a casa
Você nem soube disso
Nem das outras coisas
Sabe eu tive um filho
Já faz tempo que eu me perdi de você

Guardo pra te dar
as cartas que eu não mando
Conto por contar
E deixo em algum canto

Vi alguns amigos
Tropeçando pela vida
Andei por tantas ruas
São estórias esquecidas
Que um dia eu quis contar pra você


Eu fico imaginando
Sua casa e seus amigos
Com quem você se deita
Quem te dá abrigo
Eu me lembro que eu já contei com você

E as pilhas de envelopes
Já não cabem nos armários
Vão tomando meu espaço
Fazem montes pela sala
Hoje são a minha cama
Minha mesa, meus lençóis
E eu me visto de saudades
Do que já não somos nós


As cartas que não mando - Leoni
Algumas coisas merecem ficar registradas pra posteridade. Pra que um dia, quando o cataclisma nuclear e biológico chegar, e não sobrar nem poeira pra contar a história, as civilizações mais avançadas formadas por etezinhos verdes e simpáticos que vão chegar por essas bandas possam ter material pra tentar entender o homo sapiens brasiliensis. Mesmo que esse registro seja feito no disco virtual de algum blog de pouca popularidade.

repórter da globo: Sr. Clodovil, como é que o senhor pretende chegar ao Congresso Nacional?
Clodovil: Evidentemente que eu vou chegar em Brasília chiquérrimo. Porque isso eu sou mesmo.
repórter da globo: E qual o tipo de projetos que o senhor como deputado pretende levar pra Brasília?
Clodovil: ...
repórter da globo: ...
Clodovil: Não sei... Não sei nem se ainda existe política nesse país, querido!

Juro!

domingo, outubro 1

Ok. Então suponho que ninguém mais venha por aqui, né? Eu tenho pensado muito em voltar a escrever, especialmente nas últimas semanas. Tô me sentindo sufocada com a cabeça cheia de coisas que eu não consigo entender, mais coisas ainda que eu não consigo explicar. Hoje mesmo eu me vi dizendo pra mim mesma "calma, Stella, organiza esse pensamento", mas não tenho sido capaz de organizar nem minhas panelas.

Em panos rápidos, tô morando no Rio desde março. Dia 13, pra ser mais específica. Sozinha. A adaptação não foi tão difícil quanto eu imaginava. Meu pai veio comigo ajudar na mudança, depois minha mãe também veio passar uns dias e me ensinar a fazer feijão, e uma das vantagens de se morar numa cidade que bem ou mal todo mundo quer conhecer é que os amigos aparecem o tempo todo. Fui pra casa em junho e agosto e já comprei minhas passagens pra ir novamente em novembro e nas festas de fim de ano, se Deus quiser. Até me sinto meio culpada às vezes por não me sentir presa a Brasília, como eu ouço todo mundo que sai de casa dizer. Aquela saudade avassaladora, de querer largar tudo e pegar o primeiro avião. Sou diferente, e pra ser sincera gosto muito pouco disso. Faz com que me sinta muito egoísta, sem vínculos, mesmo que lá no fundo eu esteja certa de que estou cheia de amor pra dar. Só não curto sofrimento, embora me meta numas roubadas sofríveis mesmo sabendo onde vai dar. Mas esse já é outro assunto.

Acabo me fingindo ser alguém que não sou. Pra falar a verdade, acho que ninguém me conhece como eu realmente sou. Não que eu pense que isso é privilégio meu. Aliás, acredito que ninguém se mostre como é de verdade. Pra ser mais profunda ainda, quem é que sabe mesmo quem é de fato? Mas voltando à vaca fria, eu confesso que gostei de ficar sozinha por alguns meses. Poder andar de calcinha pela casa, dançar Prince no chuveiro, assistir tv pelada, ter meu espaço, meus horários, minha rotina. Eu sentia saudades, mas era um sentimento tranquilo, de quem tá seguindo com a própria vida e sabe que é inevitável deixar algumas coisas pra trás, e ter a paciência pra se convencer de que se desesperar não vai levar a lugar nenhum (nossa, quase me convenci de ser uma pessoa bem resolvida agora..). Eu estava achando ótimo estar num lugar diferente, começando a ser gente grande e a tomar minhas próprias decisões, mesmo nas coisas mais simples, como a organização das coisas na dispensa ou o horário de fazer faxina. Eram muitas mudanças, eu gostava de passar um tempo comigo, apesar de me sentir meio só vez por outra. Mas era bom conversar comigo mesma em voz alta enquanto lavava a louça. Acho que poderia me acostumar com isso e quem sabe até ser feliz. Não estou falando que não goste de gente, e que não senti falta de estar o tempo todo rodeada de gente que me ama, de receber telefonemas inesperados no meio de uma tarde de domingo acompanhados de convites pra tomar sorvete, chá, ou ir ao cinema. Sentia falta disso, mas estava gostando bastante da experiência de ter minha atenção voltada só pra mim.

Pois é, mas essa fase já era. Desde agosto, quando voltei de Brasília, tenho agora um roomate. Um amigo de faculdade, que também concluiu o mestrado e viu no Rio uma boa oportunidade de unir o útil ao agradável: fazer o doutorado em um bom centro de pesquisas e sair de casa, pra ter um pouco de sossego. Eu estava achando tudo tão bom, que nem conseguia esconder minha felicidade. Além de ter um amigo querido (é uma amizade confusa e conturbada, mas cheia de carinho, com certeza) pra dividir as despesas, eu achava que já estava na hora mesmo de compartilhar o espaço com alguém. Mas de vez em quando eu me pego arrependida. Com saudades de vagar pelo apartamento em noites de insônia, me vendo obrigada a ter dor de cabeça por conta de divisão de tarefas, essas coisas. Falando assim parece que eu tenho síndrome de filho único, e não discordo que seja um pouco disso mesmo, mas acho que é mais que isso, e essa experiência parece que vai me trazer um aprendizado em um setor da minha personalidade que eu não imaginava: mais cedo ou mais tarde eu vou ter que aprender a me expressar. A falar as coisas, a me impor, a deixar de ser mosca morta e parar de fazer faxina escondido pra não ter que enfrentar um conflito. A abrir a boca pra dizer que eu prefiro assim a assado, que me dê licença pq quero usar o computador, que hoje não estou a fim disso ou daquilo. Eu reclamo quase o tempo todo (mentalmente, pra mim mesma, sabe?!) que a ele falta iniciativa, que ele não faz nada se não for mandado, e em geral vc tem que mandar várias vezes. Mal de menino mal acostumado, sabe? Mas acho que me irrita mais a minha própria falta de atitude de escancarar como me sinto, ao invés de deixar tudo nas entrelinhas. Desse jeito chega mesmo a ser até injusto com o pobre, que não tem porque adivinhar que estou me sentindo desse ou daquele jeito.

Soma-se a isso o fato de que ele sente muita falta da família. O que faz com que eu me sinta mais bruxa sem coração ainda. Além de todos os problemas que já temos no nosso relacionamento (todos têm, isso eu sei), ainda sobram aqueles que eu mesma coloquei e que ele nem desconfia.

Aparentemente, esse vai ser o maior desafio do meu doutorado.
Como assim, julho?! Meu Deus, por quê ninguém me acordou?!

sábado, julho 1

And you can't fight the tears that ain't coming
Or the moment of truth in your lies
When everything seems like the movies
Yeah you bleed just to know your alive

And I don't want the world to see me
Cause I don't think that they'd understand
When everything's made to be broken
I just want you to know who I am

quarta-feira, maio 31

Mas uma das coisas muito loucas de ser blogueiro e morar numa cidade grande é achar que tá vendo gente ilustre pra todo lado. Outro dia mesmo eu poderia jurar que vi a Fernanda na fila do cinema. E eu fiquei lá, encarando aquela pessoa pra ter certeza e a mulher deve ter pensado que eu era doida ou tarada.
Ah, e outro dia eu vi o Du Moscovis. E não foi na Marisa.

Porque eu sou jeca sim e não acho natural encontrar gente famosa na rua. Desde quando esse povo que aparece na TV existe de verdade?


E o Rio de Janeiro continua lindo. Ah, pois é, desde o dia 14 de março estou morando no Rio. Doutorado. Enfim.

E a cidade maravilhosa não pára de me surpreender. Desde a lojinha que encontrei no centro de bijoux artesanais feitas com coco e semente de açaí vendidas muuuuuito barato (eu parecia uma louca, sem nem saber o que comprar) até as incontáveis mudanças de tempo ao longo de uma mesma semana. Isso sem falar na beleza natural que essa cidade tem e que é de deixar a gente de boca aberta mesmo. Essa mistura de montanha com mar com lagoa, é tudo sempre tão lindo de se ver que a gente fica até meio bobo de lembrar. Tô em lua de mel, eu admito, no começo tudo são flores e só depois é que começa a estragar.

Agora, eu tô querendo saber o telefone do SAC (ou do PROCOM) porque estou me sentindo lesada com a propaganda enganosa. Este é o segundo lugar em número de criaturas mais mal comidas da face da Terra. Só perdem mesmo pras mulheres inglesas, que de tão feia que anda a coisa disseram que preferem fazer faxina a sexo (tá duvidando?). É a única explicação que eu encontro pra tanto mal humor e falta de educação que tenho encontrado nas minhas andanças por aqui. Outro dia mesmo, usei o meu simpático "com licença, o senhor poderia me dar uma informação?" acompanhado de um sorriso pro moço da companhia de ônibus e recebi um estupidíssimo "bom dia, primeiro, né?". Dá pra acreditar? Entre outras caras feias, má-criações e indelicadezas que andei recebendo.

A Pelagia disse que também foi super mal tratada em Salvador, terra com fama de povo sorridente e despreocupado. Quem vê o carioca na Marquês de Sapucaí rindo da vida não imagina a porcentagem da população que dorme de calça jeans nessa cidade. Conclusão: esse povo tá gastando toda a simpatia no carnaval. Te contar, viu?

Em tempo: Claro que não estou generalizando. Aqui, como em todo lugar, tem gente simpática e sexualmente realizada.

domingo, maio 21

Quando nasci, um anjo torto
desses que vivem na sombra
disse: Vai, Fruges!

A parde do "ser gauche na vida"
ele deixou prum tal de Drummond


Ah, eu me divirto com pessoas que eu não conheço do orkut.

terça-feira, maio 16

Quer coisa mais lugar comum que escolher escolher a Fernanda Montenegro como a melhor qualquer coisa nesse país? É que nem eleger "O Pequeno Príncipe" como livro marcante. Tão cliché!

segunda-feira, maio 15

Sabe, eu sou uma dessas pessoas que usam o humor como tática de defesa. Em geral, sem sucesso: nem me defendo, nem sou engraçada.
Não interessa a cientologia, nem se ele tá casado com a amarela da Katie Holmes, nem mesmo se ele come ou deixa de comer placenta. Eu fui assistir Missão Impossível 3 ontem no cinema e o Tom Cruise continua um gato.
...
Ok, talvez eu me importe um pouco com a parte da placenta. Mas ele jura que não é verdade, então estamos conversados.

sexta-feira, maio 12

Esse mundo tá perdido...

Mike Tyson quer cantar com a boy band Westlife
da Folha Online

O ex-pugilista Mike Tyson, 39, está ansioso para gravar uma música com a boy band irlandesa Westlife. Tyson já entrou em contato com o agente da banda, Louis Walsh, para agilizar a proposta, segundo informa hoje o site internacional "Contactmusic".

Segundo o portal, Tyson admite não ser "um Pavarotti", mas ficaria feliz em ter sua voz digitalizada juntamente com a dos cantores de "You Raise Me Up". O ex-boxeador também já se ofereceu para ocupar a vaga deixada por Brian McFadden em 2004.

De acordo com um amigo de Tyson, o boxeador irlandês Joe Egan, "ele ama a música do Westlife e quer fazer parte dela". "Tudo bem que ele não seja nenhum Pavarotti, mas os membros da banda também não são", disse Egan.

"Mike pediu que eu entrasse em contato com Louis Walsh para colocarmos o plano em prática. Ele ficaria feliz apenas em cantar um refrão de alguma canção, mas ele pode também ocupar o lugar de Brian."

Ao ser notificado sobre o caso, um assessor da banda afirmou "ser uma idéia interessante, já que os membros do grupo são fãs de Tyson".
E é batata: é só eu me depilar e acordar cedo pra tomar sol que chooove. Vou me mudar pro sertão do Ceará.

Em tempo: E é só eu colocar o casaco pra parar de chover e abrir sol novamente. Eu hein.
Eu já nem me lembro mais porquê, tava lendo umas coisas no arquivo. Coisa velha mesmo, de 2002, 2001 (nossa, blog idoso!). E fiquei impressionada com a mudança. Na diferença não só do modo (e da frequência, confesso) de escrever, mas também na maneira de pensar. Acho que a verdade é que o blog perdeu um pouco da graça quando foi descoberto. Não que agora eu ache que isso faça alguma diferença, afinal já faz muito tempo, já mudei de endereço (foi uma mudança meia-boca, mas foi), e duvido que alguém mais venha por essas bandas já que fico meses sem escrever. É estranho, porque eu em geral ainda tenho aquele resquício blogueiro no sangue que pensa num post pra cada situação ou pensamento. Mas falta coragem, entendem? E daí lendo os arquivos eu percebi que eu entrava aqui pra falar as maiores abobrinhas, pra xingar os amigos, pra contar das paixões, pra comentar o Big Brother. E com o tempo eu fui querendo escrever coisas mais interessantes, os comentários abobrescos acabaram um pouco censurados, falar mal dos amigos e contar as paixões ficou fora de cogitação por causa da perda do anonimato e acabou sobrando só um muro das lamentações ambíguas. Tão desinteressante, isso!

quarta-feira, março 8

E batam as panelas!!!!

Mas antes, lembrem de me chamar de mestra!

terça-feira, fevereiro 28

Meu carnaval está sendo ótimo, juro! Mas acabei de descobrir que eu queria mesmo era estar aqui. Por, pelo menos, 5 motivos.

segunda-feira, fevereiro 27

Ah, a inutilidade do Carnaval...




Momento: atitutes que eu destesto: Conheci um lugar muito legalzinho em Brasília, a tal da Landscape. É um negócio que se diz pub, mas na verdade é uma boate alternativa, podemos dizer assim. Um lugar bacana, com uma área aberta pra ventilar, uma pista de dança no subsolo com zero de chance de fuga em caso de incêndio e um bar muito cheio no meio do caminho entre as duas. Toca muito roquezinho alternativo, além das coisas gays de praxe, tipo Madonna. Não, não é uma casa GLS. É alternativa. Mais simpatizante que GL, propriamente. Eu gostei mesmo do lugar. Dancei até, soltei minha franga. Mas o que estragou minha noite foi a falta de educação alheia. Gente, que ninguém merece marmanjo mal educado. Primeiro tinha um ridículo com o cabelo igual ao do He-man fumando no meio da pista de dança. Isso seria até tolerável se a pista tivesse mais de 3 metros quadrados e alguma ventilação. Isso sem contar o risco de ele queimar alguém com aquele cigarro nojento. Depois a gente sem loção, como diz a Fernanda, que DESCARADAMENTE furou fila na minha frente. Sabe aquela coisa de tem uma pessoa na fila, daí dali a pouco chega o amigo e entra junto, em seguida vem o amigo do amigo, depois um casal de amigos do amigo do amigo e assim por diante? Pois bem. Eram ao todo 7 (eu disse sete!!!) pessoas furando fila na maior cara de pau. E depois se perguntam por que esse país não vai pra frente. Te contar, viu?

terça-feira, fevereiro 21

Não é que eu goste da Taís, mas pelo menos uns 30 votos pro Monge são meus. Cara chato!

Atualizando: Eu nem sei pra quê me dou ao trabalho. Ganha quem a Globo quer mesmo. Affe!

domingo, fevereiro 19




Happy Birthday to me!

domingo, fevereiro 12

Primeiro eu vi na Denise, depois a Pelagia e a Lulu aderiram. Não que eu seja maria-vai-com-as-outras, mas pouca oração, pouco poder; muita oração, muito poder. E eu tô nessa.


quinta-feira, fevereiro 9

Eu às vezes me pergunto: será que a Sandy vai ficar velhinha e continuar cantando com aquela voz?

domingo, fevereiro 5

Ah, quem dera...

sexta-feira, janeiro 27

pronto
agora que voltou tudo ao normal
talvez você consiga ser menos rei
e um pouco mais real
esqueça
as horas nunca andam para trás
todo dia é dia de aprender um pouco
do muito que a vida trás

mas muito pra mim é tão pouco
e pouco é um pouco demais
viver tá me deixando louca
não sei mais do que sou capaz
gritando pra não ficar rouca
em guerra lutando por paz
muito pra mim é tão pouco
e pouco eu não quero (mais)


chega!
não me condene pelo seu penar
pesos e medidas não servem
pra ninguém poder nos comparar
por que
eu não pertenço ao mesmo lugar
em que você se afunda tão raso
não dá nem pra tentar te salvar

...veja
a qualidade está inferior
e não é a quantidade que faz
a estrutura de um grande amor
simplesmente seja
o que você julgar ser o melhor
mas lembre-se que tudo o que começa com muito
pode acabar muito pior


Muito pouco - Moska

terça-feira, janeiro 24

Enquanto eu planejo uma viagem pra Europa que eu provavelmente não vou conseguir realizar tão cedo, as coisas soam como se fossem mudar, sopra o vento leste e quem sabe eu possa até me tornar uma pessoa melhor.

Compartilhando coisas boas pra variar um pouco, eu fui ao show do Pearl Jam! Raspei a poupança, me mandei pra SP e me agreguei a uma multidão de gente de preto que também foi louca o suficiente pra pagar tão caro pelo ingresso. Mas que se dane: eu acho o Eddie Vedder lindão, até mesmo quando ele faz cara de drogado com aquele cabelo grudando no rosto. Gritei horrores, bati cabeça, pulei com desconhecidos e confesso que fiquei com lágrimas nos olhos quando começaram a tocar Better man. Porque eu sou roqueira, mas sou sensível.
E, crianças, eu voltei. Tava frenética, indo dormir às cinco da manhã todos os dias, escrevendo a maldita dissertação, que nunca tá boa o sufiente, pleura. Eu confesso que até que não tinha muito do que reclamar, o ritmo não tava dos piores e eu estava finalmente me sentindo um ser útil novamente, depois de mais de um mês coçando o saco que não tenho. Mas minha orientadora me odeia, e eu tô de férias por umas horas. Dias, quem sabe. Eu sou uma menina má!