segunda-feira, novembro 27

Momento: coisas que só acontecem com meus amigos (Parte III)

Ele tava lá, se pegando com a menina dentro do carro de um estacionamento de shopping meio abandonado. Afinal, eles tinham ido lá pra isso mesmo. Ni qui a coisa tá esquentando, eles estão se amassando ainda vestidos, antes de chegar aos finalmentes, ela coloca a mão na sua perna, na altura do bolso da calça jeans, e pergunta, toda feliz:

- Hmmm... Vc trouxe Halls?!

Eu não faço idéia do que ele respondeu. E na verdade é irrelevante. O fato é que ele ficou feliz, todo orgulhoso. E resolveu contar isso numa mesa de bar, para os amigos (pfff, homens!). Foi quando ele foi alertado pro tamanho e grossura de um drops de Halls. E nunca mais foi o mesmo.

domingo, novembro 26

Momento: coisas que só acontecem com meus amigos (Parte II)

Essa mesma amiga, há alguns anos, estava conversando com uma amiga a respeito de dar ou não um presente pra um colega delas de faculdade de quem ela estava meio a fim. Elas conversaram longamente sobre o assunto, e minha amiga ficou de tomar uma decisão, e saiu com o presente na mão, deixando a amiga dela curiosa pra saber o resultado. Algumas horas depois, lá vinha Bruna, feliz e saltitante, pelo minhocão da UnB, quando ela avista a tal amiga ao longe, uns 150 metros adiante. O suficiente pra elas se enxergarem e a tal amiga em questão fazer um gesto como quem pergunta "e aí?! como foi?!" ao que minha amiga grita a plenos pulmões, com os braços abertos de felicidade, de quem acabou de fazer algo que a deixou muito feliz:

- Di!!!! Eu deeeeeeei!!!! Eu dei!!!!

Ao que um amigo dela, que passava do lado no sentido oposto e até se assustou com o grito, segura ela pelo braço e diz no seu ouvido:

- Bruninha, querida, eu sei que dar é muito bom, mas precisa assim, compartilhar com toda a UnB?
Momento: coisas que só acontecem com meus amigos (Parte I)

Uma amiga minha foi fazer um concurso público esses dias. Na verdade, ela tá mesmo estudando freneticamente pro concurso do TCU, e essa prova era só um teste pra ela sentir mais ou menos como poderia ser a parada. Apesar de algumas matérias serem comuns aos dois editais (e a todos os outros), tinha um bocado de coisa que ela nunca tinha visto na vida. Cerca de 80% da prova, aliás. Mas ela disse que até se saiu bem, respondeu algumas coisas por exclusão, e quando saiu da prova teve a sensação de que tinha espremido tudo o que podia e que não podia, que tinha tirado respostas do mais profundo do seu ser, de onde ela imaginava que nada poderia brotar. Daí ela encontrou uma amiga na saída, e em meio a centenas de concursantes de cabeça quente gritou, toda feliz:

- Amiiiiiga! Hoje eu tirei leite do pau!!!!
A amiga, assim como todo mundo que estava em volta, olhou, achando aquilo tudo muito estranho...
- O que, Bruna?
- É! Hoje eu tirei leite do paaaaau!!!
- Quando foi que isso aconteceu na prova que eu não fiquei sabendo?
- Não, amiga, sabe quando você tira coisas de onde parece que nada pode sair? Quando vc espreme e acaba fazendo o que achava impossível?
- Ahn..
- Então! Quando a gente faz alguma coisa muito difícil! Que nem hoje: eu tirei leite do pau!!!
- Er... Não seria leite de pedra, Bruna?
- É, pode ser...
- Imagino que seja mesmo, pq inclusive tirar leite do pau é até bastante fácil.

segunda-feira, novembro 13

sábado, novembro 11

Não é porque eu sujei a roupa
bem agora que eu já estava saindo
Nem mesmo por que eu peguei o maior trânsito
e acabei perdendo o cinema
Não é por que não acho o papel onde
anotei o telefone que estou precisando
Nem mesmo o dedo que eu cortei abrindo a lata
e ainda continua sangrando
Não é por que fui mal na prova de geometria
e periga d'eu repetir de ano
Nem mesmo o meu carro que parou de madrugada
só por falta de gasolina
Não é por que tá muito frio,
não é por que tá muito calor

O problema é que eu te amo
Não tenho dúvidas que com você daria certo
Juntos faríamos tantos planos
Com você o meu mundo ficaria completo
Eu vejo nossos filhos brincando
E depois cresceriam, e nos dariam os netos

A fome que devora alguns milhões de brasileiros
Perto disso já nem tem importância
A morte que nos toma a mãe insubstituível de repente
Dela eu já nem me lembro
A derrota de 50 e a campanha de 70 perdem totalmente o seu sentido,
As datas, fatos e aniversários passam
Sem deixar o menor vestígio
Injúrias e promessas e mentiras e ofensas caem fora
Pelo outro ouvido
Roubaram a carteira com meus documentos
Aborrecimentos que eu já nem ligo
Não é por que eu quis e eu não fiz
Não é por que não fui
E eu não vou

O problema é que eu te amo
Não tenho dúvidas que eu queria estar mais perto
Juntos viveríamos por mil anos
Por que o nosso mundo estaria completo
Eu vejo nossos filhos brincando
Com seus filhos que depois nos trariam bisnetos

Não é por que eu sei que ela não virá
que eu não veja a porta já se abrindo
E que eu não queira tê- la,
mesmo que não tenha a mínima lógica esse raciocínio

Não é que eu esteja procurando no infinito a sorte
Para andar comigo
Se a fé remove até montanhas,
o desejo é o que torna o irreal possível
Não é por isso que eu não possa estar feliz, sorrindo e cantando
Não é por isso que ela não possa estar feliz, sorrindo e cantando

Não vou dizer que eu não ligo,
eu digo o que eu sinto e o que eu sou

O PROBLEMA É QUE EU TE AMO

Não tenha dúvidas, pois isso não é mais secreto
Juntos morreríamos, pois nos amamos
E de nós o mundo ficaria deserto
Eu vejo nossos filhos lembrando
Com os seus filhos que já teriam seus netos


Meu mundo ficaria completo (com você) - Cássia Eller
Então no início era só uma dança, e não éramos só nós dois. Surpreendentemente eu conseguia encostar a cabeça no seu ombro. Num momento, os olhos se cruzaram. Olhos nos olhos, foi mais forte que nós. Agora era como se não houvesse mais ninguém. Um beijo. Parecia que eu estive esperando aquele beijo a minha vida toda, uma sensação muito estranha. Eu sentia como se algo literalmente explodisse dentro de mim, o coração parecendo que ia saltar pela boca pra dentro do corpo dele. Mas isso não seria novidade, ele já possui meu coração há tanto tempo. Quando os lábios se afastaram achei que não conseguiríamos nos encarar. Ao contrário, nos olhamos olhos nos olhos novamente, como antes do beijo acontecer, e sorrimos. Eu saí andando meio tonta. E depois do êxtase a culpa. Muita culpa! E agora? E ela? Dentro de mim a confusão. Eu seria capaz de contar? Será que ele seria? Será que deveríamos? Onde aquele beijo iria nos levar, meu Deus?! Dei meia volta pra falar com ele, precisávamos conversar. Outro beijo. "Acho que devíamos contar pra ela?" "Não, Stella. Vc me fez ter mais certeza do que antes do que eu queria, e eu estou muito agradecido por isso, sinceramente, apesar de achar que não estou sendo justo com vc. Depois de te beijar, estou mais certo que nunca que é com ela que quero me casar. Obrigado."

Era sonho. Mas juro que acordei com vontade de chorar.