domingo, dezembro 30

A gente percebe que um relacionamento não vai pra frente quando o ser humano fala que todas as pessoas deveriam viver como em Cuba, onde os cubanos vivem dignamente sem absolutamente nada de supérfluo, poucos dias depois de pagar R$200 em um tênis Adidas. Pra puta que pariu.

sábado, setembro 15

E, numa feliz madrugada de sábado, eu me deparei com isso:



E foram necessários somente 21 segundos pra eu perder completamente a fé nos homens.
Affes. So easy.

segunda-feira, agosto 27

Eu não sei se vcs assistem ao Dança no Gelo, do Faustão. Na verdade, nem eu (a dança dos Famosos eu até gostava, o lance no circo só fui tomar conhecimento quando acabou, a patinação no gelo me é indiferente). Mas eu estou voltando aos poucos à minha rotina e ela inclui domingos completamente inúteis. E eu já tinha assistido a um filme com a Hilary Duff, uns 4 episódios de House, em determinado momento da minha tarde sobrou a Dança no Gelo.

Hoje era o dia das mulheres (aparentemente já teve um dia dos homens), em que elas e seus professores se apresentavam pra ter um feedback dos jurados, sendo que não ia ter nenhuma eliminação. Eles treinaram somente durante 30 dias, e preciso adimitir que patinação parece um troço muito complicado. O júri artístico era formado pelo diretor Roberto Talma, pela Marília Gabi Gabriela e por aquele ator que fez o Léo na última novela, por quem eu tenho uma antipatia sem tamanho, não sei se por causa da cara de bunda que ele sempre tem, se por causa daquele personagem insuportável que ele fazia ou por ele ser tão mal-educado. Enfim, eram os três.

Veio a tal da Lucy Ramos. Que eu vi e pensei "conheço essa moça de algum lugar", o que obviamente fazia sentido já que o quadro é com famosos. Depois descobri que ela fez Sinhá Moça, mas isso é irrelevante. O interessante foi quando deram o histórico do professor dela. Que ele tinha participado das duas edições anteriores da competição de patinação, primeiro com a Suzana Vieira (e seu piti que só não virou notícia no Jornal Nacional), depois com a Monique Alfradique, que teve que abandonar a competição pq torceu o pé (aliás, foi nesse dia que o Oscar disse pra ela que ela ia ter que fazer fisioterapia, que com a ruptura de ligamento o pé dela não ia mais ser o mesmo, umas coisas assim, bem motivadoras). Se nesse meio tempo o nome do tal professor continuou na boca do sapo, acho que infelizmente a Lucy não deve ter muitas esperanças. Pode ser que ela seja atropelada por um bode, ou coisa pior. Vai saber.

Daí veio a Luiza Brunet. E Faustão disse que ela era a referência de beleza da mulher brasileira. Isso mesmo. Não uma referência, mas a referência. Tudo bem, o que Fausto diz não se escreve. Mas Luíza dançou, patinou, fez e aconteceu. E Gabi foi julgar. Começando com "vc não vai se lembrar, Luíza, mas da primeira vez que eu te vi, há pouco mais de 20 anos, foi num shopping. Eu te parei e disse "meu deus do céu, vc é a mulher mais linda que eu já vi"!" Marília, não força. Sério. Se eu perder a esperança em vc, vai ficar difícil de acreditar que Giane pode ser macho, mesmo sendo Giane.

Mas boa mesmo foi a vez de Natália Guimarães. Apresentada pelo Faustão como "a Miss Brasil que só perdeu pra uma japinha feia pq foi roubalheira". Comecei a achar graça daí. Natália dançou. E Roberto Talma foi o primeiro a julgar. Ele lançou de cara um "vc é muito bonita...". Mal deu tempo de ela abrir aquele sorriso esquisito que ela tem. Ele emendou "... mas é muito ruim! Nota 5!" Iiiiiinhááááááaáá! Uma voadora no peito. Assim. Ao vivo. Na Globo.

Eu cheguei até a ter pena dela. Mas depois eu pensei. Affes, ela é linda. Não se pode ter tudo. E por um instante voltei a ter fé num mundo justo e equilibrado. Sem aquecimento global, movimento Cansei, essas coisas.

quinta-feira, junho 7

Porque ? Daí que a pessoa roda a calcinha dela no ar no caminho pro chuveiro, enquanto canta (maneira de dizer) bem alto o verso and I will get over you. E se acha normal. Né?

quarta-feira, maio 30

É que quando eu estou na rua, passeando toda serelepe ou mesmo carregando sacolas de compra (de supermercado, né, que a pindaíba não me permite fazer outro tipo de compras), eu consigo pensar em posts inteiros. Com as frases de efeito e tudo. Mas o efeito amnésico que sentar a bunda nessa cadeira tem é impressionante. Eu queria mesmo saber.

terça-feira, maio 1

Amor, então,
também acaba?
Não, que eu saiba.
O que eu sei
é que se transforma
numa matéria-prima
que a vida se encarrega
de transformar em raiva.
Ou em rima.

Paulo Leminski

segunda-feira, abril 30

domingo, abril 29

Eu. Ácida, ácida. Amarga.

Ele. "Fica ácida não neguinha... assim tu contraria a natureza, afinal tu é a coisa mais doce do mundo."

Quebrou a firma.

quarta-feira, abril 25

Oi?



Então, né, Caras?

terça-feira, abril 24

Nota mental: Como assim eles vão tomar toda a cerveja e ninguém vai ter a decência de vir até aqui pra me oferecer? Como assim, Bial?! Taqueopariu, viu?

segunda-feira, abril 23

Ah, se George não batesse fofo...

There's things that you get
And things that you know
There's boys you can trust
And girls that you don't
There's little things you hide
And little things that you show
Sometimes you think you're gonna get it
But you don't and that's just the way it goes

I swear I won't tease you
Won't tell you no lies
I don't need no bible
Just look in my eyes
I've waited so long baby
Now that we're friends
Every man's got his patience
And here's where mine ends


I WANT YOUR SEX
I want your love
I want your sex
I want your...sex

It's playin' on my mind
It's dancin' on my soul
It's takin' so much time
So why don't you just let me go
I'd really like to try
Oh, I'd really like to know
When you tell me you're gonna regret it
Then I tell you that i love you but you still say no


I want your sex - George Michael

terça-feira, abril 17

Pra quê que bebe, né? Me diz, pra quê?

Pois então que teve lá a defesa de mestrado. Que não era minha, veja bem. Não era meu pé que deveria estar naquela jaca, pois. Eu cheguei lá com fome. Talvez tenha sido isso. Me deu dor de cabeça e eu tomei um Doril. E comi dois kibes. Talvez tenha sido isso também. Eu tava começando a ficar com sono, mas tava me controlando. Daí a outra, que também já tava meio pra lá de Bagdá, levanta me segurando pelo braço: "Amiga, vamos comigo ao banheiro? Preciso de alguém que me dê apoio moral!" Apoio moral pra fazer xixi é coisa de bêbado mesmo, né? Eu lembro de ter dito, do alto da minha espirituosidade etílica "Apoio moral eu até posso te dar, mas apoio físico, nas minhas condições, vai ficar difícil." E levantei. Esse foi meu erro.

Daí que o banheiro tava ocupado, né, que Murphy tarda mais não falha. E era sexta feira 13 também, quem foi que me deixou sair de casa? Hum? Meu mundo girava, claro, que parecia que meu corpo só tinha se dado conta da quantidade de álcool ingerida no instante em que tirei a bunda da cadeira. "Amiga, posso ir primeiro? Acho que não tô me sentindo bem." E foi isso. Ali, na porta mesmo, do lado de fora do banheiro.

Mas não ligue ainda que tem mais, pensa que não? O paquerinha (que demodê!) tava lá, né? Eu já tava praticamente recuperada (que botar as tripas de fora tem esse efeito da melhora imediata, é impressionante, só vivendo pra saber), mas ainda ébria o suficiente pra falar bobagem. Realisou? Ele sentou ao meu lado:

- E aí, vc tá bem?

Pra quê que bebe, né? Hum? Pra quêêê?!?!?!

- Tô ótima!!! Eu acho que eu tava bem antes, sabe, foi tudo culpa daquela última dose, pq eu lembro que eu já deveria ter parado, ela falou que tava alta, e eu falei "nossa, eu também, tô no ponto de pegar o Baiano (aka paquerinha)", e eu tava mesmo, né, ia dizer que não?

Assim. Praticamente sem respirar. E aí ele fez o quê? Hein? Riu, né. Que o quê a gente faz com gente bêbada que fala bobagem? Ri da cara delas, óbvio!

segunda-feira, abril 2



Resultado: matei aula!

domingo, abril 1

I've acquired quite a taste
For a well-made mistake
I want to mistake, why can't I make a mistake?
I'm always doing what I think I should
Almost always doing everybody good
Why?


A Mistake - Fiona Apple

sexta-feira, março 30

Agora vamos lá. Será que alguém, mesmo, achou uma boa idéia esse negócio de Pan no Rio?
Eu penso muito, sabe? Penso mesmo, juro. Pode não parecer. Enfim. Pensei meses a respeito de um e-mail que recebi do Preá. Na verdade, pra ser bem honesta, não pensei durante todos os dias desses meses que se passaram. Me entendem, né? Pensei algumas vezes. Todas em que eu me sentava na frente do computador e abria a página do Blogger, querendo e não querendo escrever. Aconteceu com uma certa frequência. Apesar de ninguém ter visto, porque, bem, vocês sabem, eu não escrevi. Deu pra perceber.

Enfim. O e-mail do Preá incisivo. Era uma espécie de sinal de vida mix abra seu coração pra tia Stella. Veja bem, Preazinho, que não estou fazendo pouco caso das suas confidências, se é que posso chamar assim. Muito pelo contrário. Você entende, né? Gostei quando disse que permanecia um fã. Na mesma frase em que, com sinceridade, disse que não era um leitor assíduo. Mas o que realmente me impressionou, e muito, foi sua sensibilidade. Raro de ver alguém que consegue captar outra pessoa com tanta precisão. E com tão pouca informação, pois veja bem, esse blog não tem nem de longe o brilho (e assiduidade) dos idos tempos áureos (Cof cof, yeah, you wish). Nato, imagino que isso seja. Se me permite:

Ainda me delicio com sua escrita. Mas preciso confessar mais uma coisa : quando vc era mais menina, me fazia rir mais. Agora, seus relatos têm um peso diferente. Uma ironia fina delineia suas palavras. E um "não-sei-quê" de não querer abrir o coração tomou conta de suas expressões. Como se a mulher Stella estivesse tomando o seu devido lugar. E não quisesse mais ser descoberta e lida livremente.

Pois é.

Esse "não-sei-quê" de abrir o coração. Esse não querer ser descoberta. Tá me entendendo? Será que ficou tão evidente assim. Sério?

Então. Outro dia uma amiga me contava que tinha, depois de muitos anos de pura tensão sexual, ficado com um amigo dela que a paquerava há tempos. Como nem tudo é perfeito, o coleguinha é namorado de uma amiga dela. Muito amiga. Merda feita, né? Não que ela levante a bandeira da exclusividade sexual, mas a incomodava profundamente encontrar a tal e ter a sensação de que em neon, bem na sua testa, piscava eu fui pra cama com seu namorado, assim, em negrito mesmo. Não que eu esteja dormindo com o namorado de alguém. Pois bem. Analogia feita. Me deparei com meu lado podre. E minha gente, esse negócio todo de crescer, amadurecer e confrontar suas imperfeições e se tornar um ser humano melhor não é nem de longe um troço bacana de fazer. Sabe como é, se de repente tem um neon na minha testa também estampando pro mundo tudo que faço tanto esforço pra esconder. Os bichos escrotos da nossa alma, compreende? Quem foi que me convenceu tão bem convencido de que eu tenho que ser uma boa pessoa, amar ao próximo e prezar pelo bem comum? E colocou tanta, tamanha culpa nesse coraçãozinho?

terça-feira, fevereiro 6

Momento: Pequenas Coisas que Fazem o Nosso Dia

Meu sexy rate no Orkut subiu pra 90%. Finjo que não sei que o orkut não sabe contar.

Uma amiga minha está assistindo em DVD à série Os Maias. Ela disse que eu tenho algo que a lembra a Ana Paula Arósio (!). Ela acha que são as bochechas (???), eu acho que tem algo de muito errado com a televisão dela.

segunda-feira, janeiro 1

Receita de Ano Novo
Carlos Drummond de Andrade.

Para você ganhar belíssimo Ano Novo
cor do arco-íris, ou da cor da sua paz,
Ano Novo sem comparação com todo o tempo já vivido
(mal vivido talvez ou sem sentido)
para você ganhar um ano
não apenas pintado de novo, remendado às carreiras,
mas novo nas sementinhas do vir-a-ser;
novo
até no coração das coisas menos percebidas
(a começar pelo seu interior)
novo, espontâneo, que de tão perfeito nem se nota,
mas com ele se come, se passeia,
se ama, se compreende, se trabalha,
você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita,
não precisa expedir nem receber mensagens
(planta recebe mensagens?
passa telegramas?)

Não precisa
fazer lista de boas intenções
para arquivá-las na gaveta.
Não precisa chorar arrependido
pelas besteiras consumidas
nem parvamente acreditar
que por decreto de esperança
a partir de janeiro as coisas mudem
e seja tudo claridade, recompensa,
justiça entre os homens e as nações,
liberdade com cheiro e gosto de pão matinal,
direitos respeitados, começando
pelo direito augusto de viver.

Para ganhar um Ano Novo
que mereça este nome,
você, meu caro, tem de merecê-lo,
tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil,
mas tente, experimente, consciente.
É dentro de você que o Ano Novo
cochila e espera desde sempre.