terça-feira, abril 17

Pra quê que bebe, né? Me diz, pra quê?

Pois então que teve lá a defesa de mestrado. Que não era minha, veja bem. Não era meu pé que deveria estar naquela jaca, pois. Eu cheguei lá com fome. Talvez tenha sido isso. Me deu dor de cabeça e eu tomei um Doril. E comi dois kibes. Talvez tenha sido isso também. Eu tava começando a ficar com sono, mas tava me controlando. Daí a outra, que também já tava meio pra lá de Bagdá, levanta me segurando pelo braço: "Amiga, vamos comigo ao banheiro? Preciso de alguém que me dê apoio moral!" Apoio moral pra fazer xixi é coisa de bêbado mesmo, né? Eu lembro de ter dito, do alto da minha espirituosidade etílica "Apoio moral eu até posso te dar, mas apoio físico, nas minhas condições, vai ficar difícil." E levantei. Esse foi meu erro.

Daí que o banheiro tava ocupado, né, que Murphy tarda mais não falha. E era sexta feira 13 também, quem foi que me deixou sair de casa? Hum? Meu mundo girava, claro, que parecia que meu corpo só tinha se dado conta da quantidade de álcool ingerida no instante em que tirei a bunda da cadeira. "Amiga, posso ir primeiro? Acho que não tô me sentindo bem." E foi isso. Ali, na porta mesmo, do lado de fora do banheiro.

Mas não ligue ainda que tem mais, pensa que não? O paquerinha (que demodê!) tava lá, né? Eu já tava praticamente recuperada (que botar as tripas de fora tem esse efeito da melhora imediata, é impressionante, só vivendo pra saber), mas ainda ébria o suficiente pra falar bobagem. Realisou? Ele sentou ao meu lado:

- E aí, vc tá bem?

Pra quê que bebe, né? Hum? Pra quêêê?!?!?!

- Tô ótima!!! Eu acho que eu tava bem antes, sabe, foi tudo culpa daquela última dose, pq eu lembro que eu já deveria ter parado, ela falou que tava alta, e eu falei "nossa, eu também, tô no ponto de pegar o Baiano (aka paquerinha)", e eu tava mesmo, né, ia dizer que não?

Assim. Praticamente sem respirar. E aí ele fez o quê? Hein? Riu, né. Que o quê a gente faz com gente bêbada que fala bobagem? Ri da cara delas, óbvio!

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