segunda-feira, dezembro 14

Deu saudade e eu fiquei horas lendo posts antigos. Não que eu não tenha nada mais pra fazer, veja bem. Mas fui pega pelo momento e fiquei lendo coisas aleatórias. E daí reparei no ciclo. O desenvolvimento do blog. Ele começou de um jeito diarinho-quinta-série vergonhoso. Pavoroso mesmo. Não saí apagando tudo loucamente porque acredito na validade histórica daqueles registros. Nem que seja pra eu me lembrar que na terça-feira, 30 de outubro de 2001, eu estava com dor de cabeça. Tem seu valor. *

Pois então. O momento diarinho nunca passou, na realidade. Mas depois de um tempo eu comecei, e inclusive me lembro disso, a juntar pérolas do meu dia só pra vir escrever aqui depois. Eu fazia anotações em versos de notas fiscais, no celular, na palma da mão! Coisas absurdas que acontecem o tempo todo com a gente (ok, algumas não o tempo TODO) e que depois a gente simplesmente esquece. E daí vieram as sagas, historinhas mais que verídicas contadas em capítulos e que me ajudam, hoje, a lembrar de detalhes maravilhosos que eu teria certamente esquecido.

E daí tiveram os amiguinhos blogueiros, já que pouco depois de eu ter tomado conhecimento de que essa ferramenta existia houve um boom de blogs pelo Brasil (e pelo mundo) afora. Algumas pessoas entraram na minha vida de um jeito avassalador. Tomei cerveja com uns, troquei presentes com outros, viajei pra outro estado por alguém, outro alguém veio até mim. Teve história de paixão, traição, ciúme. Teve gente fofa que me abordou na rua, quase me fazendo cair pra trás de medo de "ser descoberta".

Mas aconteceu. Me acharam. Nunca mais foi a mesma coisa e blá blá blá. Nem vou repetir isso. Porque todo post que eu escrevo dizendo que sinto uma puta falta dessa bodega eu me justifico dizendo que não sei se dá mais. Pela falta de anonimato. E abrir outro endereço, escrever sob um pseudônimo, nada disso funcionaria. Eu sou super fiel à memória desse espaço.

Mas será que agora dá?

* Aliás, tô com dor de cabeça agora. Seria isso um sinal?

Um comentário:

Anônimo disse...

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