sexta-feira, abril 29

Um casal de conhecidos se mudou pro Rio há cerca de um ano. Na época da mudança, ele veio primeiro por conta do trabalho e ficou hospedado em um hotel, enquanto ela ficou  na cidade natal arrumando a mudança pra já vir de mala e cuia. A maior parte das pessoas que eu conheço tem muito medo do Rio de Janeiro antes de conhecer a cidade. Algumas continuam com medo depois de visitarem, mas a maior parte vem pra cá e percebe que a maioria das sei-lá-quantos-milhões de pessoas que moram aqui vivem normalmente, e que apesar de a cidade ter alguns (muitos) problemas sérios, ainda é essencialmente uma cidade grande, com todos as suas peculiaridades (e o carioca pra dar uma piorada no processo). Enfim. Ela tinha muito receio do Rio, e um belo dia ele saiu do seu quarto de hotel e foi pro apartamento de uns amigos. Voltou pro hotel super tarde, nem se lembra como, já pra lá de Marrakesh, e capotou na cama. Ela tinha tentado ligar pra ele no quarto várias vezes, tentou o celular, tentou de tudo e nada. Daí começou a ficar preocupada. E mulher preocupada liga pros amigos, né, pra ter notícia. Então, depois de passar horas tentando, já era de madrugada quando ela ligou pra um amigo que também mora aqui.

- Alô, Gustavo?
- Gkldfsjripoewqb...
- Desculpa a hora, tava dormindo?
- Não, não, tava vendo um filme. (mentira, tava dormindo sim)
- É que eu tô procurando o Daniel.
- Ah, a gente tava no Thiago, mas já voltou pra casa tem tempo. Tentou o celular dele?
- (não, Pedro Bó!) Pois é, não atende.
- Ah, aqui no Rio é assim mesmo, vai ver ele foi assaltado.
- !!!
- Mas não se preocupa não, que se ele teve sorte levaram só o celular.

Amigos são pra isso mesmo. Pra trazer conforto.

terça-feira, abril 26

No facebook:

Cena 1:
- Tô morrendo! Tô com uma árvore no meu olho que nao saaaaaaaaaaaaai!
- Coloca o dedo na tomada...se piscar é de natal ..... ;)

Cena 2:
- Tem como não amar o Darth Vader?
- Não tem. Seu dresscode é realmente é mto phino.

Meus amigos. ;)

Postando em pílulas. Tudo pra não deixar o samba morrer. 
"Esse é o nosso Rio de Janeiro: cada vez que chove, cai um pedaço."

Ah, a sabedoria dos taxistas.

sexta-feira, abril 22

Tomei um café.
4h01 am
Forever awake.

sexta-feira, abril 15

Papo vai, papo vem.

- Ele não é uma má pessoa, sabe, Stella? Ele não tem má índole, não tem má intenção. Mas a pior pessoa que ele pode ser, ele é com você.

Nunca. Ficou. Tão. Claro.
Muito surpresa de saber que baleia não tem gosto de peixe. Tem gosto de bife. Dani Suzuki que disse. Tendo a acreditar.


Em homenagem ao meu visitante do Alaska.
Uma amiga professora entrou numa turma de adolescentes hoje de manhã e foi abordada por um grupo de alunos:


- Professora, a senhora sabe o endereço da professora Cláudia*?
- Ué, gente, sei não. Por que, ela tem um blog?
(mega antenada nas novas tecnologias, minha amiga)
- Não, professora, o endereço dela mesmo, da casa dela.
- Uai, gente, como é que eu vou saber o endereço da professora Cláudia? Por que, vcs querem mandar algum presente pra ela?
- Não, professora, é que a gente quer inscrever ela no Esquadrão da Moda.

Significa.


*Nome da professora obviamente trocado que, né, a gente tenta minimizar a bandeira que dá na vida.

segunda-feira, abril 11

Vivendo e aprendendo.
Um casal de amigos muito querido terminou um namoro de longos, muitos, incontáveis anos. Foi triste e muito sofrido pra ambos, e o processo de superação de cada um deles durou um tempo. Pra mim foi só tenso. Eu sei que não tenho nada com isso, não sou tão maluca assim. Mas eu tive que me acostumar com a separação e, durante esse tempo, estabeleceu-se, na minha cabeça, que o nome ela era aquela-cujo-nome-não-mencionamos nas minhas conversas com ele e vice-versa. Era mais fácil pra mim. Eu inclusive jurei que não ia gostar dos novos namorados de nenhum dos dois, porque eu sou doidona leal e pra mim esses dois seriam intrusos, isso sim. Enfim, um bom tempo se passou, ela está de namorado novo, um cara bem bacana por sinal, muito carinhoso e atencioso com ela, bem mais maduro e ativo que o ex. Tudo muito bom, tudo muito bem. Ontem saímos pra almoçar, o novo casal feliz pediu um prato pra dividir e ela, depois de terminar a sua metade, começou a beliscar pedacinhos do prato dele. Como o resto a mesa deu uma sacaneada de que ela tava roubando do prato que não era seu, ela se justificou: "É que ele não gosta de champignon". Silêncio na mesa, cada um olhando pro seu prato e alguns tentando segurar o riso. Uns segundos depois ela mesma reagiu "Tudo bem, gente, ele sabe que o Ex também não gostava de champignon". Alguns padrões, por mais obscuros que sejam, se repetem.



Pensando bem, não parece tão engraçado contado assim, mas tô tentando escrever mais, qualquer dia pego no tranco.

terça-feira, abril 5

Então, não é que eu não seja romântica. Muito pelo contrário, por sinal. E, veja bem, isso dificulta um bocado minha vida. E eu nem sei se é recalque, vai ver é. E pode ser um choque pros outros. Uma coisa tão feminina. Mas é que flores não são muito a minha. Foi mal, as rosas pra mim carregam uma cafonice intrínseca. Pode ser culpa dos filmes e seriados norte-americanos. Aquela coisa toda do valentine. Tudo tão rosa e vermelho. Sei lá, tô tentando justificar o inexplicável. Que flores não me comovem. E vai ver é recalque, tô dizendo. Tô em paz com a possibilidade de ser.

Nem é que não goste de receber. Assim, se vc se deu ao trabalho de ir a uma floricultura (ou telefonar pra uma, que seja), eu vou achar bacana o gesto. Não sou ingrata nem nada. Mas eu vou achar legal por aproximadamente dez segundos. Ou o tempo de eu ler o cartão. Então é bom que venha com um cartão. Depois as flores vão ficar num vaso até apodrecerem. E nem vai rolar aquela peninha, do tipo oh, que lástima, minhas flores estão morrendo!

Eu cheguei a pensar que era o problema de ser um presente com vida útil curta. Mas daí uma vez ganhei um jarrinho de violeta. Bem bonitinho por sinal. Quem me deu disse que tinha uma plantinha ao lado da sua mesa, e que a flor alegrava seu dia e fazia as vezes de companhia silenciosa um dia aqui e outro acolá. Eu achei fofo. E fiquei tensa. Porque tinha que aguar a plantinha conforme indicado na embalagem, eu tirava e colocava ela no sol, eu seguia todo o protocolo. Como o Rio é bem úmido, não tinha necessidade de colocar água todo dia, a plantinha dava pouco ou nenhum trabalho. Ela não virou a alegria de meu viver, mas não era por isso que eu ia deixar a pobrezinha à mingua, afinal é um ser vivo e tais.

Pois é. Um belo dia ela sumiu. Sério. Sei lá, pegou as trouxas, ligou pra um táxi e foi nessa. Desapareceu. Quer dizer, se eu tivesse um gato ou um cachorro e ele fugisse ninguém ia ficar surpreso. Mas o fato da violeta ter desistido de morar comigo e não ter deixado nem um bilhete me deixou preocupada: nunca pensei que esse negócio de não ser muito louca por flores fosse recíproco.
Quero comprar galões desse novo hidratante de ameixa do Boticário, quero cheirar a ameixa exótico pro resto da vida, quero me casar com ele, levar ele pra trás de uma moita e fazer pequenos ameixinhas com ele!!!*





*Que fique registrado, pra que daqui a uns anos eu possa ler isso aqui e perceber que as coisas mudam, assim como quando eu reclamava que o preço do cinema tinha subido pra R$10 e, né, saudades desse tempo.

sábado, abril 2